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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Maju Giorgi: 17 de maio, Dia Mundial de Combate à LGBTT-fobia

Faço minhas as palavras certeiras de Benjamin Bee, até porque, simples assim, pode demorar um pouco mas vai amanhecer:
"Não sei se porque estou especialmente sensibilizado, mas acho que essa é a melhor abordagem que já li da Majú Giorgi. Cada dia melhor. 
É lindo ver um de nossos aliados crescer tão seguramente na nossa luta. Nossos inimigos não têm e nunca terão esse privilégio. Para eles só a decadência, para nós só a ascensão."
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No dia 17 de maio...
Foi eleito o Papa Libério, 39º papa, que sucedeu o Papa Júlio I
Foi celebrado o casamento da princesa Beatriz de Portugal com o rei João I de Castela
Se separaram Ana Bolena e Henrique VIII
Adolphe Sax patenteou o saxofone
Nasceram Enya e o Ayatollah Khomeini
Morreram Botticelli e Donna Summer
Se comemora o Dia internacional da Internet
Mas a única coisa que me interessa hoje é que é o DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA HOMOFOBIA.

“Não nascemos mulheres, tornamo-nos mulheres” – Simone de Beauvoir.

Reprodução 
Para Simone de Beauvoir, a nossa identidade é fluida, instável e construída a partir de modelos que formam um conjunto performático. Então, a mesma ideia é valida para homens. Eu sempre prefiro acreditar em Simone de Beauvoir que em Marco Feliciano que diz que a palavra homossexual tem que ser banida do dicionário porque no mundo só nasce homem e mulher. É mais um motivo para que eu acredite que o preconceito nasce da ignorância, porque eu duvido que esse senhor saiba, por exemplo, a diferença entre orientação sexual, identidade de gênero e sexo biológico.

E não me espanta, porque, dia desses, tive que ler um e-mail de uma pessoa que passou a entender tudo de homossexualidade porque soube que nasceu uma criança com os dois sexos num hospital. Aí sim… quando se embrulha hermafroditas, homossexuais e transgêneros no mesmo pacote, aí é que está mesmo tudo bem esclarecido. É essa ignorância toda somada ao machismo que é a base da homotransfobia. Gays e lésbicas não deixam nem por um segundo de ser homens e mulheres. Quando eu não entendo de um assunto, eu não discorro sobre ele, e quando não sei uma coisa, eu pergunto ou estudo.

Eu ODEIO todas as ciências exatas e vejo pessoas que, nada, absolutamente nada sabem de sexualidade, discursando e versando com tanta propriedade que me vejo dando instruções para um engenheiro calculista, por exemplo. E não estou dizendo aqui que sei tudo, mesmo porque eu tenho a certeza de que ninguém sabe tudo, mas eu acredito que se existem 8 bilhões de pessoas no mundo, existem 8 bilhões de sexualidades e que cada um deveria cuidar da sua.
Reprodução 
A homotransfobia tem muitos graus e começa quando um ser humano é resumido a uma sexualidade assim como o racismo começa quando um ser humano é resumido à cor da pele. A piadinha inocente é o alicerce do crime homotransfóbico. E a soma das piadinhas inocentes perpetua a homotransfobia. A piadinha é a forma leve de homofobia social.

“Negro, nasce negro, gay não nasce gay”. Mais uma pérola fundamentalista que com o seu manual na mão desafia a genética, a psiquiatria, a psicologia e o direito. E quando o manual não dá conta, recorrem a um tratado de genética do século passado negando toda a evolução da ciência. E desde quando fundamentalista nasce fundamentalista? Ser fundamentalista é opção, obviamente, e, em minha opinião, uma opção legitima.

E estão lá os fundamentalistas e letristas protegidos pela lei do preconceito no item preconceito religioso. Essa lei que em forma de PLC 122 visa proteger também LGBTTs. Mas, como eles são cidadãos de primeira classe, podem ser protegidos e isso não é considerado privilégio, só passa a ser privilégio no momento em que os cidadãos de segunda classe (LGBTTs) lutam para serem inclusos na lei. SE, e eu disse SE, ser homossexual ou TT fosse opção, o que já esta mais que provado que não é, mas SE fosse opção, porque não seria legítimo?
Reprodução 
Gostaria de dizer para Marina da Rede que, antes de querer ser presidenta, ela deveria aprender a diferença de ação e reação, porque o preconceito religioso contra os letristas ao qual ela se referiu ontem não é uma ação, é uma reação à homofobia, e, se não houvesse a homofobia, eu duvido que tivesse um homossexual ou TT no mundo perdendo um segundo que fosse para fazer discurso seja ele a favor ou contra a religião de alguém. E que querer que uma maioria machista e homotransfóbica julgue uma minoria homossexual por plebiscito é o mesmo que colocar nazistas julgando judeus ou a Ku Klux Klan julgando os negros. Plebiscito em caso de minorias é a morte da democracia.

E cada vez que um fundamentalista abre a boca é para desrespeitar alguém. São incapazes de cuidar da própria vida, tanto que enquanto colocam a tarja de estuprador e pedófilo no gay, se esquecem que tem pastor sendo investigado pela PF por isso e MUITO mais. E faz parte das funções da minha luta rezar diariamente, porque eu rezo diariamente, para que a PF descubra cada crime, cada desmando. O preconceito contra o LGBTT é muito cruel. A criança ou o adolescente negro ou judeu tem uma casa para voltar. Nessa casa tem um pai e uma mãe e irmãos negros ou judeus que vão acarinhar e proteger.

A criança e o adolescente LGBTT voltam para um ambiente hostil, não tem mãe, pai ou irmão gay esperando. É dentro da própria casa que começam a ser discriminados, maltratados e muitas e muitas vezes torturados. E da casa passam a sofrer na escola e da escola na vida. E essa realidade é endossada pela piadinha inocente e pela “liberdade de expressão” fundamentalista. Ontem, numa das atividades da semana contra homofobia, na Marcha em Brasília, quando vi a colcha bordada pelas Mães pela Igualdade em parceria com o Famílias Fora do Armário, com o nome das 338 vítimas fatais da homofobia em 2012, dentre elas, Lucas Fortuna, que tinha a mesma idade e profissão do meu filho, chegando à marcha, sendo levada como troféu maior pelas mãos dos nossos meninos e meninas quase crianças, eu não consegui conter as lágrimas.
Reprodução 
Lágrimas de tristeza, de desabafo, de cansaço, de impotência frente à crueldade, de um desejo profundo de poder fazer mais do que eu faço, para que acabe o sofrimento, a tortura e a morte de inocentes. E como já sei que vão dizer o que são 338 frente a 50 mil héteros, já explico que não morreram só 338 gays em 2012. Esses 338 LGBTTs foram assassinados por homofobia, CRIME DE ÓDIO, e se alguém disser ainda assim SÓ 338, vou complementar que NENHUM heterossexual morreu desta forma em 2012. Se me disserem que não são crianças, vou lembrar que Alexandre Ivo tinha 14 anos quando foi assassinado. Que, quando a filha de Angela Moysés foi apedrejada na rua, tinha isso ou pouco mais.

No Brasil, um homossexual é assassinado a cada 26 horas. Eles morrem e são violados e ainda são comparados a bandidos assassinos e drogados. Porque essa perseguição, meu Deus ? Nossa luta é insana, mas vamos vencer, porque o tempo não para e o tempo de cercear direitos, de espalhar ódio, mentiras, torturar e matar está acabando, eu tenho certeza. Eu dedico essa coluna e todos os dias da minha vida aqueles que lutam comigo lado a lado incansavelmente com as armas que temos, a justiça e a razão e sem ganhar absolutamente nada, nada mais que a satisfação de ver uma lei aprovada, uma travesti empregada, uma ação vencida, um menino expulso de casa com um teto sobre a cabeça, uma transexual com direito a nome e história sem precisar nascer de novo, um casal que conseguiu adotar os filhos, uma menina que conseguiu se formar, uma depressão curada, um suicídio a menos.
 
Eu dedico a toda militância LGBTT, mais um ano de passos dados, de alegrias e vitórias, mas também de lágrimas e injustiças. A todos que doam suas vidas na luta contra homofobia… PRIDE!!!
TODOS CONTRA A HOMOFOBIA, A LESBOFOBIA E A TRANSFOBIA, CARTAZES & TIRINHAS LGBT, NOTÍCIAS AÇÕES E CONQUISTAS LGBT, HISTÓRIAS E SEXUALIDADES, MÃES PELA IGUALDADE, FAMÍLIAS FORA DO ARMÁRIO, ELEIÇÕES HOJE, ATO ANTI-HOMOFOBIA, PEDRA NO SAPATO, GPH, REDE NACIONAL INDEPENDENTE PELA CIDADANIA LGBTT, NOSSOS TONS, FORA DO ARMÁRIO, IVONE PITA, LUÍS ARRUDA, MARCELO GERALD, OTÁVIO ZINI, WILL, MILTON ROCHA JUNIOR, JULIO MARINHO, PAULO IOTTI, GERMANO SANTOS, CLAUDEMIR GONÇALES, ANGELA MOYSÉS, LUIZA RIBEIRO HABIBE, GRAÇA CABRAL, GEORGINA MARTINS, MARCIO MARQUES, PRISCILA BASTOS, LUNNA BARRETO GOMES, SERGIO VIÚLA, PAULO ROBERTO CEQUINEL, LUIZ PARETO, BENJAMIN BEE E TODOS AQUELES QUE NÃO CABERIAM AQUI MAS QUE SE LEVANTAM TODOS OS DIAS PARA LUTAR CONTRA A HOMOTRANSFOBIA…OBRIGADO !!! MUITO OBRIGADO!!!
 





quinta-feira, 4 de abril de 2013

São Marcos Feliciano do Ódio Assassino e sua pregação: a faca mortal da LGBTT-fobia vai sendo afiada todos os dias

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os fanáticos presentes nesta mortal quermesse em louvor de São Marcos Feliciano do Ódio Assassino, divide com homens e mulheres de boa vontade, sejam ateus, cristãos, evangélicos, muçulmanos, judeus, com o povo das religiões de matriz africana, com os povos das religiões todas, esta luminosa declaração de amor e, como é próprio de luta!
Maju Giorgi, obrigado!
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(O título é de minha responsabilidade)


AMAM, DESDE QUE…

Eu adoraria poder ser rápida, mas hoje talvez não consiga, então tenham paciência comigo. Aguinaldo Silva, foi o primeiro a sofrer com os ataques dos fãs da Joelma. Foi inclusive ameaçado de morte, coisa que esta virando moda. Aguinaldo Silva, Jean Wyllys, Maria Berenice… qualquer um que levante a voz a favor dos gays pode ser alvo. Quem será o próximo? Sinceramente, eu não sabia direito quem era Joelma até uns três dias atrás. Sabe quando eu perderia meu tempo escrevendo ou pensando ou destilando preconceito sobre a Joelma? Jamais! 

E luto por um mundo onde todos façam o mesmo. Mas, depois das declarações da Joelma, eu quis sim, virar a moeda do outro lado, para que ela fosse alvo de  preconceito por uns dias, assim como os gays são por séculos. O preconceito é inerente ao ser humano. Todos podemos ser alvo dele e  todos temos os nossos, mas temos também a opção de tira-los do bolso ou não em nome dessa tão famigerada liberdade de expressão.

Eu não tiro os meus, mas neste específico caso, quis realmente ver o que aconteceria quando o agente do preconceito virasse o alvo. TODOS os que falaram contra Joelma, foram massacrados pelos fãs dela. Isso se chama revolta, coisa que os gays sentem todos os dias da sua vida. Sou administradora do CARTAZES & TIRINHAS LGBT, um dos meus maiores orgulhos aliás por todo serviço que presta na luta por liberdade, e ontem, vimos os fãs de Joelma invadindo o nosso espaço enlouquecidos. Eles não deixam de ter razão, estão defendendo o que acreditam. Da mesma forma que nós da comunidade LGBT também temos o direito de enlouquecer, quando alguém que não sabe o que é ser gay, nunca viveu essa realidade, não foi gay nem por cinco minutos nessa vida, se acha no direito de sacar seu preconceito do bolso, e disparar contra quem esta quieto.

E não interessa, que seja baseado na religião, na opinião pessoal, na leitura dos astros, na borra do café ou qualquer motivo que seja. Quando você faz uso do preconceito, você abre antecedente para provar do próprio veneno. NÃO É HOMOFOBIA, dizem os fãs de Joelma. Não é homofobia para quem não sente na pele, para quem sente, é homofobia sim.

Homofobia não é só matar. A homofobia se apresenta em vários graus. Tudo que endosse o preconceito é preconceito. Na comunidade LGBT usamos um termo  para o que a Joelma fez. Ela afia uma faca metafórica, um preconceito, que vai incentivar outro a matar ali adiante. Graças aos amoladores de faca, nós pais de LGBT não dormimos a noite. Ser brega Joelma, é uma opção sua que todos temos que respeitar, e ser gay é uma condição do outro que você deveria aprender a respeitar também.

Por isso eu peço a todos uma reflexão… até que ponto vai a liberdade de expressão? Quando atinge o limite da civilidade e do respeito, continua sendo liberdade de expressão? Me disse uma fã de Joelma ontem no CARTAZES & TIRINHAS: os gays não podem reagir, porque perdem a simpatia das pessoas. Então, gays tem que ser saco de pancada, alvo de piada, sinônimo de pecado, cidadãos de segunda classe, potenciais vítimas de tortura e assassinatos... quietos, para não perder a SIMPATIA?

Se os negros ficassem quietos esperando a simpatia, talvez ainda estivessem amarrados dentro do navio negreiro, se mulheres pensassem assim, talvez ainda estivessem procurando a chave do cinto de castidade. Aonde, menina, fã de Joelma, inocente tadinha, você ouviu falar que liberdade se alcança por osmose e sem luta? E aquela parte do discurso: NÓS AMAMOS OS GAYS, MAS NÃO AMAMOS A PRÁTICA. Eu gostaria de entender essa lógica: amam, desde que não sejam o que são? Amam, desde que façam votos de celibato e deixem de ser? Amam desde que aceitem Jesus interpretado da sua forma, num mundo plural com infinitas crenças e com interpretações diferentes desse mesmo Jesus? Amam, desde que finjam que estão curados de uma doença imaginária? Amam, desde que sejam discretos? Amam desde que aceitem que ser pedófilo é o estágio avançado da doença? Amam desde que entendam que seus sentimentos são podres? Amam desde que aceitem que a AIDS é uma doença gay e que todo o ressentimento do mundo com a AIDS recaia em cima deles, só deles? Amam desde que não reajam a nenhum tipo de agressão? Amam, desde que não lutem por seus direitos? Amam, desde que aceitem ser os portadores eternos dos estigmas impostos pelo imaginário coletivo? Amam desde que não frequentem os mesmos lugares que as suas famílias e se contentem com o gueto? Amam desde que não tenham direito a defesa? Amam desde que possam pisotear armados da tal da liberdade de expressão? Amam desde que se resignem a ser eterno alvo de piada de mau gosto? Amam desde que possam continuar sendo imitados como aberrações grotescas em seus programas de humor? Amam desde que possam chamar de bixa, chinelão, viado e  traveco? Amam desde que entendam que não são humanos merecedores do amor divino? Amam desde que entendam que héteros e cristãos são superiores? Amam desde que se sintam livres para compara-los com zoófilos, necrófilos, pedófilos, bandidos, assassinos, drogados e pervertidos? Amam desde que não possam casar? Amam desde que não possam adotar? Amam desde que nenhuma lei tire a liberdade de agredi-los de toda e qualquer forma?

Que amor mais condicionado é esse? Isso não é amor, é opressão!  Que sociedade mais magnânima!!! Me desculpem, mas para mim isso não é amor e nunca foi. Isso são as muitas faces da hipocrisia. Amor é o incondicional. E me desculpem, não preciso nem de simpatia, nem desse amor torto. Preciso é de direitos e de leis aprovadas ! Não precisamos de tolerância, precisamos de respeito! E prefiro continuar lutando porque me incomoda muito mais ver a injustiça que ser chamada de gaysista, gaystapo, satanás ou qualquer outro rótulo com que queiram me agraciar! Tem muita gente se achando procurador de Deus, mas eu só aceito ser julgada pelo próprio!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Marco Feliciano, patifão federal e pastor acanalhado manda prender e expulsa manifestantes na Câmara


'Democracia é isso', diz Feliciano após mandar prender e expulsar manifestantes na Câmara. Pastor defendeu sessões sem a presença do público. (Foto: Dida Sampaio/Estadão)


Por Éber Ferreira Silveira Lima


"Amigos e amigas, está em curso há bastante tempo um projeto teocrático de tomada do poder no Brasil. Esse projeto é capitaneado pelas megadenominações neopentecostais, mas afirmo com tristeza que boa parte dos líderes e membros das igrejas protestantes clássicas não ficariam insatisfeitas com ele. Os episódios recentes que envolvem a Comissão de Direitos Humanos da Câmara são apenas, para usar uma expressão bíblica, "o princípio das dores". 
Na verdade, os evangélicos conservadores e os fundamentalistas não se conformam com a democracia. Não a aceitam e jamais a abraçarão, pois isso exigiria a admissão de que não podem almejar a imposição de SEUS valores - que eles identificam aos valores do Reino de Deus - sobre todas as outras pessoas. 
A teologia salvacionista e exclusivista dos evangélicos conservadores e fundamentalistas não admite, por definição, outras saídas para a sociedade humana, que não a que já está formulada e definida.
Quero lembrar, porém, que o cristianismo em geral e o protestantismo em particular tem outras formas de entender o mundo e a sociedade, muito diferentes do projeto de ditadura religiosa que é oferecido nesse momento através dos tristes espetáculos de radicalismo e de esperteza explícita. 
Cabe ao protestantismo clássico e às igrejas pentecostais maduras a denúncia do falso evangelho que se passa como verdade bíblica. A hora é essa. 
A Páscoa sugere o caminho do serviço e da caridade, da defesa dos fracos, dos desprezados e dos submetidos, em oposição à Mamon e ao poder, sempre corruptores do ser humano e de suas instituições. 
Sou pelo Estado laico. Sou contra o Estado teocrático. Que as igrejas deem a César o que é de César e se ocupem em servir mais a Deus e aos excluídos, segregados e explorados."

terça-feira, 26 de março de 2013

Padre Luís Corrêa Lima: Carta aos pais dos homossexuais

Eu, que sou ateu, diante de pronunciamento assim tão luminoso, juro lamentar não haver nenhum paraíso para receber o Padre Luís Corrêa Lima.
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Ontem, fui surpreendida com uma mensagem do Padre Luís Corrêa Lima, parabenizando as “MÃES PELA IGUALDADE” e a todas as famílias LGBT, pela luta corajosa e necessária e se dizendo muito feliz de poder somar sua voz as nossas. Me deixou uma carta em anexo dirigida aos pais de homossexuais, me disse que a usasse como contribuição sua na luta por inclusão. Tenho absoluta certeza, que a carta do Pe Luís, ajudará a muitos, não só aos pais, mas aos próprios e a todos que acreditam no amor ao próximo como forma de oração. Nesse momento em que a luta pelos Direitos Humanos se torna visceral, a palavra do Pe Luís, chega como alento e incentivo a todos, cristãos ou não, católicos ou não, gays ou não. Para ouvir e entender as palavras do Padre basta que sejamos humanos. (Maju Giorgi)


“Carta aos pais dos homossexuais” 
Padre Luís Corrêa Lima

Os seus filhos são um presente de Deus criador a vocês e à humanidade, assim como a vida de todo ser humano. E vocês são para eles um instrumento da Providência divina para tenham vida, afeto, educação e valores.
Nós chamamos a Deus de ‘Pai’, conforme a nossa tradição judaico-cristã. Usamos a nossa linguagem e experiência humanas para nos dirigirmos a alguém que ultrapassa os limites do mundo e da nossa vivência. Também reconhecemos nele os traços da ternura materna. A experiência do amor incondicional, que os pais proporcionam, é fundamental para o despertar da fé e para uma sadia relação com Deus.
Ter filhos homossexuais lhes remete à complexa realidade da diversidade sexual. Ao longo da história e em diferentes culturas, esta questão foi tratada de vários modos. A nossa tradição de séculos longínquos e recentes já considerou a relação entre pessoas do mesmo sexo uma abominação e uma séria doença, impondo um pesado fardo a gays e lésbicas. No entanto, há mudanças que não podem ser negligenciadas, como a evolução dos direitos humanos, a superação da leitura da Bíblia ao pé da letra e, nos anos 1990, a supressão da homossexualidade da lista de doenças da Organização Mundial de Saúde.
Trata-se de uma condição, e não de opção, que alguns carregam por toda a vida. A sociedade e as famílias estão por aprender uma nova maneira de lidar com a homoafetividade; a Igreja Católica, que é parte da sociedade, também. Ao se falar da Igreja, frequentemente se pensa em proibições e condenações. Este não é um ponto de partida adequado.
A Igreja ensina que ninguém é um mero homo ou heterossexual, mas antes de tudo um ser humano, criatura de Deus e, pela graça divina, filho Seu e destinado à vida eterna. E acrescenta que os homossexuais devem ser tratados com respeito e delicadeza. Deve-se evitar para com eles toda forma de discriminação injusta. No nível local, há mudanças importantes acontecendo na Igreja. Em 1997, os bispos católicos norte-americanos escreveram uma bela carta pastoral aos pais dos homossexuais.
O título é: Always our children (Sempre Nossos Filhos). Segundo eles, Deus não ama menos uma pessoa por ela ser gay ou lésbica. A Aids não é castigo divino. Deus é muito mais poderoso, mais compassivo e, se for preciso, mais capaz de perdoar do que qualquer pessoa neste mundo. Os bispos exortam os pais a amarem a si mesmos e a não se culparem pela orientação sexual dos filhos, nem por suas escolhas. Os pais de homossexuais não são obrigados a encaminhar seus filhos a terapias de reversão para torná-los heteros. Os pais são encorajados, sim, a lhes demonstrar amor incondicional. E dependendo da situação dos filhos, observam os bispos, o apoio da família é ainda mais necessário.
Prezados pais, os seus filhos serão sempre seus filhos. Vocês não fracassaram e nem erraram por causa da orientação sexual deles. O estigma de infâmia e de doença ligado à homossexualidade precisa ser vencido. A aceitação da condição de seus filhos torna a vida de ambos muito melhor e mais feliz. Esta tarefa não é fácil, mas também não é impossível.
A prova disso é o depoimento de tantos pais que já conseguiram, ainda que tenham levado alguns anos.
A confiança no bom Deus, fonte de todo o bem e do amor incondicional, há de tornar este caminho mais suave e exitoso. Cordialmente,
Pe. Luís Corrêa Lima, S.J.

domingo, 10 de março de 2013

Marco Feliciano, pastor jaguara, racista e homofóbico, convoca evangélicos e católicos para cruzada contra o povo LGBTT

Como eu disse ontem, 09/03, no ato de protesto aqui em Curitiba, eu não tenho paciência, finesse e muito menos tolerância com quem afirma que meus filhos gays são abomináveis ou que sejam doentes precisando de cura, de modo que não vou perfumar ou florear termos e palavras.

Sob a assustadora consigna "Rumo ao Governo dos Justos" Marco Feliciano, pastor e deputadão federal, asqueiroso fanático religioso, trambiqueiro da fé, notório racista e raivoso LGBTT-fóbico está determinado a acender novamente as fogueiras da inquisição.

Publica nas redes sociais um indigente panfleto de ódio e afirma que "estamos vivenciando a maior de todas as batalhas contra a  família brasileira" e, de forma calhordamente mentirosa, grita que o movimento LGBTT planeja "dividir e destruir nossas igrejas e famílias, usando a política e a discriminação como arma", e convoca lideranças evangélicas e católicas para reunião amanhã, 11/03.

Trata-se de um completo e acanalhado mentiroso e manipulador, um calhorda da pior extração.

Nosso inconformismo com sua eleição para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da Câmara dos Deputados não se deve ao fato de ser pastor evangélico, e ela sabe disso muito bem.

As diferentes frações do movimento LGBTT e, por muito importante, movimentos relacionados à luta das mulheres e dos negros, dos povos quilombolas e das religiões de matriz africana, não aceitam que este pulha comande a comissão por seus reiterados e públicos pronunciamentos que demonstram, com clareza solar, todo o seu racismo e sua LGBTT-fobia.

De 1º de janeiro de 2012 até 08/03/2013, o Grupo Gay da Bahia registrou 494 assassinatos de homens e mulheres LGBTTs e, quando levantamos a cabeça e denunciamos um dos mandantes intangíveis da matança em curso, o trambiqueiro da fé nos acusa de pretendermos "destruir as famílias".

Resta evidente que este fundamentalista trambiqueiro e sorridentemente sestroso considera que as 494 famílias LGBTTs atingidas pela tragédia e pela dor infinita de dar sepultura a filhos e filhas, irmãos e irmãs, pais e mães, não são dignas de respeito e de proteção, até porque o jaguara que vomita ódio considera que famílias LGBTTs não são formadas por pessoas dignas ou mesmo, por certo, nem humanos devemos ser.

Vou repetir o que tenho afirmado desde sempre, por mim, por meus filhos e por meus netos: LGBTT-fobia de origem religiosa eu trato e tratarei a pontapés, ainda que metafóricos.

Por enquanto.
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Copiei a imagem de Zaion Brasil
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Tolerância com o discurso de intolerância? Vá procurar noutra freguesia porque comigo é na botinada, isto é, do cocuruto pra baixo é canela!

Copiei do Walter Silva
Tem uma coisa que me irrita profundamente quando o assunto é ativismo e direitos civis.

Gente cujo viés direitista, conservador de pai e mãe ou reacionário (tanto do tipo light quanto do tipo hard) leva-os a inverter a relação MUITO CLARA, INEQUÍVOCA, entre Opressor (a pessoa que Oprime) e o Oprimido(a pessoa que é vítima da Opressão), provocando o curioso espetáculo do "relativismo que esvazia o conteúdo". É como um vampiro sugando o sangue de alguém, deixando somente um corpo ressequido e desfigurado. Aposto que vocês conhecem o tipo. É aquele que fala em "discriminação reversa", ou em "fascismo do bem", ou "ditadura de minorias", ou "cruzada às avessas", se socorrendo de expressões assim para criticar/atacar as demandas políticas de minorias sociais, étnicas, de gênero, de orientação sexual. Sim, os tempos são sombrios e o cinismo a tônica, e desta forma e sob tais meios, os homens maus de antigamente hoje são os "Defensores da liberdade" e "Paladinos da tolerância". Liberdade para Oprimir, obviamente. Tolerância para os intolerantes, exclusivamente.
Essa gente malévola quer confundir as pessoas comuns, induzindo-as a rejeitar o progresso das relações humanas e direitos civis por meio da retórica e propaganda difamatória.
Não se deixem enganar, porque:
Não faz sentido ser tolerante com a intolerância. Não faz sentido ser contrário a ações de ódio e ser favorável ao discurso de ódio.
Quem tolera os intolerantes está compactuando com suas práticas, tal como quem comete homicídio doloso (quando não há intenção de matar).
Não adianta arrancar os frutos venenosos esperando com isso que a árvore pare de produzi-los; é preciso cortar sua raiz.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Vista minha pele

Este belo documentário me remeteu aos famosos vídeos do projeto Escola Sem Homofobia que o governo federal, por ordem direta de Dilma, mandou jogar no lixo.
Aqui, uma bela iniciativa; lá, uma derrota imposta pelos patifes da Bancada Evangélica que conseguiu colocar de cócoras, pateticamente, o governo que eu ajudei a eleger.
De um lado, material para discutir o racismo; de outro, silêncio.
As famílias dos 338 brasileiros e brasileiras assassinados em 2012 por ser LGBTTS mandam saudações ao governo Dilma. 
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Copiei do Limpinho & Cheiroso

Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique.
Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa de estudo que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola.
A maioria de seus colegas a hostiliza, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.
Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala de aula.
Idealização: Centro de Estudo das Relações de Trabalhos e Desigualdades (Ceert)
Patrocínio: Paz nas Escolas, Secretaria dos Direitos Humanos do governo federal, Banco Real, Unicef
Apoio: Ford Fundation e Avina
Direção: Joel Zito Araújo, curta nacional, 2008



sábado, 22 de dezembro de 2012

Eu acuso: o jaguara do bento XVI, com seus reiterados discursos de ódio, empresta ares de missão divina para a faina dos assassinos de pessoas LGBTT

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao manifestar seu apoio irrestrito ao formidável e digno deputado Jean Wyllys, e ao cumprimentar os católicos silentes presentes nesta letal quermesse em louvor de La Virgencita Botinuda y Airosa, permite-se mais uma vez ser duramente franco: quando o nazistão do bento XVI (assim mesmo, em diminutas minúsculas, que ele não vale nada), o chefão de vocês, com roupas ridículas e voz débil proclama que "os relacionamentos entre homossexuais ameaçam a paz mundial e destroem a essência humana", dá-me o definitivo direito de, em revide, dizer que este jaguara filho da puta é que está a ameaçar minha família.
Ou vocês pensam que por ser um bosta de um papa ele tem o direito de ofender, humilhar e achincalhar meu filho e minha filha e, sobretudo, de emprestar ares de missão divina para a faina dos assassinos de pessoas LGBTT?
Vou repetir: bento jaguara XVI é um filho da puta abjeto.
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O Deputado Jean Wyllys está sendo, mais uma vez, vítima de calúnias e difamações nas redes sociais. Estão divulgando a mentira de que ele respondeu ao Papa Bento XVI porque ele abriu uma conta no twitter, quando, na verdade, o deputado apenas respondeu ao ataques do Pontífice ao casamento CIVIL igualitário, dizendo que os relacionamentos entre homossexuais ameaçam a paz mundial, destroem a "essência humana", entre outras barbaridades. O que os fundamentalistas querem? Que o deputado aceite as acusações de que os homossexuais são uma ameaça para o mundo, um grupo a ser combatido? COMPARTILHEM. Vamos espalhar a verdade.

Algumas das reportagens que mostram o que o Papa disse: 



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Não permita que o discurso de ódio que pulhas repetem estimule os assassinos do povo LGBTT

Copiei a imagem de Cartazes & Tirinhas LGBTT

 

NÃO SE CALE, DENUNCIE!
Em 2012, já são 317 LGBTTs assassinados no Brasil.
Se você vir manifestação de LGBTT-fobia na escola, no seu trabalho ou na rua e puder impedir, coragem, vá pra cima do preconceito!
Se você é um cristão NÃO-LGBTT-FÓBICO não permita que pastores e padrecos façam discurso de ódio: levante a voz e determine que calem a boca, ou mande-os para a puta que os pariu!
Não permita que o discurso de ódio repetido por pulhas de diferentes extrações, origens e credos continue a estimular os linchadores que assassinam o povo LGBTT.
A matança tem que parar!
NÃO SE CALE, DENUNCIE!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O "rock das aranha" não me deixa mentir

Copiei de Walter Silva

Sabe o que me deixa extremamente irritado?
É gente que não faz nada pela causa dos direitos civis da comunidade LGBT vir criticar quem faz alguma coisa.
A chusma dos conservadores por exemplo (e nisto incluo também alguns gays de direita).
Essas pessoas são inúteis como carrapatos, mas consideram que sua opinião é extremamente importante e merece ser ouvida.
Chegam ao cúmulo do despropósito de afirmar que as mudanças sociais ocorrem por conta própria, sem interferência de agentes sociais; em um tipo de "salto evolutivo".
Isso é um grande desrespeito.
É cuspir nos túmulos dos escravos que lutaram pela liberdade.
É ignorar que as sufragistas foram vítimas de prisão,violência e difamação.
É fingir não saber que as pessoas hoje têm amigos gays e falam disso abertamente porque os pioneiros criaram um lastro onde todos podem se apoiar; eu queria é ver alguém defender um gay lá nos anos 70 ou 60.
Basta lembrar de certos ícones da contracultura; nem mesmo eles aceitavam a homossexualidade. O "rock das aranha" não me deixa mentir...
Eu aceito críticas sim.
Dos que lutam ao meu lado.
(Walter Silva)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

No limite do absurdo

Copiei de Dagoberto Armaut
NO LIMITE DO ABSURDO

O Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante publicou no site da OAB a afirmação: " ...A ESCOLHA [destaque meu] pela homossexualidade não lhe retira a condição de ser humano igual a qualquer outro, com deveres e direitos a serem respeitados”, afirmou o presidente da OAB. "

Analisando no limite do absurdo...

Se a homossexualidade é uma escolha, significa que há uma condição anterior que foi rejeitada para se escolher a nova condição, e a condição anterior só pode ser a heterossexualidade.

Sendo assim, a "escolha" da homossexualidade teria que ser atribuída à uma doença, ou vício, ou perversão, ou defeito genético, trauma ou possessão demoníaca. Se doença, vício (dependência), ou defeito genético, trauma ou mesmo possessão demoníaca, teríamos um sério problema de saúde pública a ser administrado pelo Estado, e até que o cidadão fosse "curado", a discriminação e o preconceito (religioso ou não), não poderiam ser tolerados.

Resta observar o caso de perversão, comportamento anti social e pernicioso, cuja solução seria a criminalização da homossexualidade a exemplo do que ocorre nos países da África e Oriente Médio. O que significa dizer que a massa de milhões de homossexuais teria que ser recolhida às prisões, campos de concentração ou executada. O que constituiria também um problema de aumento desmedido da população carcerária, de patíbulos e revolta da opinião pública nacional e internacional.

Considerando que para o homossexual, o desejo pelo sexo oposto é impossível, e qualquer tentativa de "cura" pelo Estado teria um custo insustentável e de antemão destinado ao fracasso; e, considerando que o Estado não tem como solucionar o problema a não ser aceitando a "escolha" como inevitável e fixa, então, a discriminação, o preconceito e a homofobia são formas de punição injustas impostas pelos cidadãos heterossexuais aos homossexuais.

Como a "cura", o confinamento e a execução são impossíveis, segue que a discriminação, o preconceito, a homofobia são injustas e ilegais, logo devem ser tratadas como crime. Daí porque a única solução para se evitar a punição ilegal praticada pelo cidadão heterossexual contra o homossexual na forma de preconceito, discriminação, homofobia, discursos de negação (que também é uma forma de punição), e outras, é a equiparação plena da homofobia ao racismo.

[Benjamin Bee]

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Abandone seus preconceitos, estúpido!

Copiei de Walter Silva 
(emérito cozinheiro, famoso jardineiro, formidável copeiro, trepidante garçom, confuso psicanalista e, nas horas vagas, enfermeiro)

Não vou dizer que dois pais é melhor que nenhum, embora seja verdade.
 
Dois pais é tão bom quanto um pai e uma mãe. Aceite isso.
 
Estereótipos de Gênero são uma construção social, homossexualidade e homoafetividade são orientações sexuais e afetivas naturais, normais e benéficas.
Não há problema em ser gay, assim como não há problema em ser canhoto, ou ambidestro ou ter um QI elevado.
 
E se a criança "quiser" se "tornar" gay também?
 
Isso vai ser tão bom quanto a criança "querer" se "tornar" heterossexual.
 
Não somos doentes e anormais.
 
Abandone seus preconceitos estúpidos...
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O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora dos Preconceitos Estúpidos, ao tempo em que subscreve este texto de Walter Silva - preciso, curto e grosso, reconhece, entretanto, que para muita gente, ó, nem desenhando.