SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Poema para Renato Freitas

branco, não moro em periferias

nas madrugadas ou mesmo durante o dia

e provavelmente não serei morto pela meganha 

ou seja sou branco mais ou menos salvo

da fúria da meganha

e da fúria da direita da Alep

Renato e seu belo cabelo afro

afro de orgulho de ser negro

é negro na mira e é negro que pode ser 

eliminado nas quebradas

ou eliminado pela meganha/direita da Alep

ou pela meganha/direita da Câmara de Curitiba

isto é, eliminado pela meganha da política

mas é negro de cabelo afro

que não pode ser deputado estadual

para dizer o que precisa sempre ser dito

para dizer o que ele tem proclamado

branco classe média que sou

declaro ter dado meu voto para Renato

por meus filhos e netos

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Eduardo Bolsonaro: filho de escroto, escrotinho é

Com informações do indispensável DCM

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi fortemente criticado nas redes sociais após afirmar, durante um evento pró-armas realizado próximo ao Congresso Nacional, em Brasília, no último domingo (9), que professores são piores do que traficantes.

Não há diferença entre um professor doutrinador e um traficante de drogas, que tenta sequestrar e levar nossos filhos para o mundo do crime. Talvez até o professor doutrinador seja ainda pior, pois ele causará discórdia dentro de sua própria casa”, disse o parlamentar.

Após a declaração, no evento batizado pelos bolsonaristas de “Marcha da Família pela Liberdade”, Eduardo foi escrachado na web. Para parlamentares progressistas, a declaração do filho “03” de Jair Bolsonaro (PL) resume o projeto de sociedade da extrema direita, o de “atacar educadores e defender criminosos”.

XXX---XXX

O Ornitorrinco Boquirroto, ao saudar os devotos presentes nesta Grandiosa Quermesse em Louvor da Virgencita Botinuda e Armada, deseja declarar que: 

1.Filho de escroto, escrotinho é.

2.Filho de pulha, pulhazinho é.

3.Filho de canalha, canalhazinho é. 


sábado, 17 de junho de 2023

Traficante

Levo palavras nos bolsos
Umas letras na carteira
Trafico algumas ideias
Essas coisas que faço
Podem ser perigosas
A meganha costuma odiar
E eles não cometem excessos
Ao contrário
São treinados para matar

Não moro em perifas precárias
Estou um pouco mais longe
E posso fazer minhas traficâncias de ideias
Aqui nos espaços virtuais
Grande merda, cequinel

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Esteja avisado, deltan dallagnol: sou proprietário e dono dos domínios Igreja do Evangelho Sextavado e, mais ainda, da Igreja do Evangelho da Lava Jato da Purificação

E não é que o pulha do deltan dallagnol, depois de ligação para o inexistente patifão esfumaçado que vive nas nuvens e nos cérebros desidratados dos crentes de diversas extrações, recebeu mais de 150 mil em depósitos, via PIX, de agentes de deus?  

É questão de tempo, meninos e meninas, o canalha vai abrir uma igreja milagrenta, e ficará mais rico do que já é, e até mesmo muito mais perigoso do que já é. 

Entretanto, devo adverti-lo, pulhazinho neopentecostal, e o faço por esta modesta postagem em meu blog de alcance municipal (e isso em dias sem chuva): sou proprietário e dono dos domínios Igreja do Evangelho Sextavado e, mais ainda, da Igreja do Evangelho da Lava Jato da Purificação.

Fuck you, canalhas deltan dallagnol e sergio moro.

sábado, 10 de junho de 2023

Jeferson Miola: Por trás da força-tarefa se escondia uma gangue judicial que tinha sede, sucursal e ramificações em altas esferas

 


Reprodução de ilustração de Renato Aroeira (@arocartum)

Por trás da força-tarefa se escondia uma gangue judicial

Por Jeferson Miola, em seu blog

Por trás da formalidade da força-tarefa da Lava Jato se escondia uma verdadeira gangue judicial. Uma gangue que se organizava e atuava em moldes mafiosos.

Uma sociedade secreta, integrada por elementos da elite que tinham identidades intestinas entre si.

Ali coexistiam laços familiares, societários, de consogros, de amizade e, sobretudo, de compartilhamento de uma cosmovisão fascista, ultradireitista e antipetista de mundo.

Nada a ver com um estamento jurídico estatal.

Assim como na época do embolorado anticomunismo da Guerra Fria, a retórica falsa-moralista de combate à corrupção escamoteava, para os desavisados, os reais propósitos político-ideológicos e de benefícios materiais da “Operação”.

A força-tarefa – ou organização criminosa, como Gilmar Mendes batizou a Lava Jato – tinha sede na “República de Curitiba”.

E de lá fazia um grande marketing nacional.

E, também, um marketing internacional. Tanto que, ironicamente, acabou sendo mundialmente considerada como o maior escândalo de corrupção judicial da história.

Um outdoor ufanista instalado por um colega/comparsa de Deltan Dallagnol recepcionava os incautos que desembarcavam no aeroporto da capital paranaense com uma mensagem alvissareira dos embusteiros: “Bem-vindo à República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre”.

Em Porto Alegre, no TRF4, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, operava a sucursal da gangue, onde desembargadores amigos e compadres agiam em conluio e em azeitada sincronicidade com a matriz na condenação ilegal e criminosa do Lula.

A gangue tinha, ainda, ramificações orgânicas em tribunais superiores e nas altas esferas do Ministério Público e da Polícia Federal.

Claro que esta engrenagem criminosa só pôde funcionar como funcionou e só conseguiu produzir o desastre e a barbárie que produziu porque teve apoio material, econômico e propagandístico das classes dominantes, da mídia hegemônica, empresários, militares, políticos e etc – o que inclui os Departamentos de Estado e de Justiça dos EUA.

Está claríssimo, portanto, que a gangue não agiu sozinha e não foi tão longe só com pernas próprias.

Por isso o julgamento da gangue da Lava Jato deverá ser, também, o julgamento dos cúmplices dessa farsa terrível que jogou o Brasil no precipício.

Os meios de comunicação, por exemplo, poderão pagar sua dívida pelo crime cometido contra a democracia fazendo uma sincera autocrítica.

Essa autocrítica midiática, para ser sincera, deverá se materializar na forma de um compromisso com a reconstrução da verdade factual com as idênticas carga e intensidade simbólica dedicadas ao bombardeio fracassado, feito para causar a derrota semiótica do Lula, do PT e da esquerda.

No banco dos réus, portanto, deverá haver espaço de tamanho suficiente o bastante para acomodar, lado a lado, as empresas de comunicação, políticos, empresários e militares com os notáveis da gangue – Moro, Dallagnol, Gabriela Hardt, Malucelli, Delegada Érika, Carlos Fernando, Zucolotto, Pozzobon, Januário e quejandos.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Victória Santa Cruz: me gritaron negra

Não tenho certeza, desconfio que já publiquei este vídeo de porradaria impactante, de modo que, por absoluta necessidade, eis aqui de novo.

terça-feira, 30 de maio de 2023

Poema para as prisões sinistras

a constituição precisa alumiar
as celas sinistras do sistema prisional
juízes, juízas, 
promotores e promotoras 
precisam abandonar apostilas 
resumos e macetes de cursinhos de merda
e meter os sapatenis e os saltos agulha 
nos esgotos a céu aberto das periferias
nas celas há seres humanos imperfeitos
como aliás somos os que estamos aqui livres
ou supostamente livres
observem e não esqueçam dos presos e presas
algo como 70% são negros e negras
mas há magistrados e promotores
que consideram os canalhas 
deltan dallagnol e sergio moro como heróis

Carta aberta para deltan dallagnol e sergio moro, canalhas absolutos e escórias fedorentas

Devo, em sumária cognição e liminarmente, deixar assente que vocês dois, ao fraudarem o sistema de justiça para perseguir Lula, são canalhas de manual, pulhas absolutos e escórias fedorentas, e tanto são que publicamente anunciaram apoio e voto em bolsonaro.

Em sendo assim, paranaense dos mais modestos e desimportantes, decido que vocês dois não me representam, até porque sei que trabalharão no Congresso contra os interesses do povo brasileiro e do Brasil, ou seja, não valem o quilo quase certo que deposito na privada, todos os dias, por volta das dez da manhã.

Espero que um dia Lula os processe e que vocês sejam obrigados a pagar uma grana lascada a ele.

Termino dizendo que tenha pena infinita dos filhos e filhas de vocês, e explico: sendo canalhas de manual, pulhas absolutos e escórias fedorentas, a escrotidão que os caracteriza não lhes dá nenhuma saída a não ser criar e educar seus filhos para que sejam iguaizinhos a vocês, vez que, fosse ao revés, um dia eles descobririam a verdade sobre vocês dois. 

Reafirmo meu nojo e ódio a vocês dois, e fodam-se!

 

Canalha togado, eis o que dias toffoli é

Podemos ver aqui que dias toffoli (assim mesmo, em letras minúsculas) confessou ter condenado José Genoíno, lá na farsa do Mensalão, mesmo convencido de sua inocência.

Toffoli, ministro do STF e José Genoino, ex-deputado e líder histórico do PT. Fotomontagem
Nesta quinta-feira, 25/05, durante um julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli declarou que votou pela condenação de réus no caso do mensalão, mesmo acreditando que eles eram inocentes.

Toffoli explicou que sua decisão foi motivada pelo desejo de participar da definição das penas dos acusados, conhecida como “dosimetria” das penas, vez que, naquela ocasião, o STF determinou que apenas os ministros que votassem pela condenação poderiam participar dessa etapa do processo. Toffoli mencionou o caso do ex-presidente do PT, José Genoino, como um exemplo em que adotou essa postura.

As declarações de Toffoli foram feitas após o Supremo concluir o julgamento que resultou na condenação do ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um processo derivado da Operação Lava-Jato. Em seguida, o plenário discutiu se ministros que votaram pela absolvição poderiam participar da dosimetria da pena. A decisão, por maioria, foi a favor dessa participação, com os ministros Edson Fachin e Luiz Fux ficando vencidos.
Toffoli explicou sua posição no julgamento do mensalão, mencionando que, naquela ocasião, ele, o ex-ministro Ayres Britto e o ministro Gilmar Mendes foram vencidos na proposta de permitir que ministros que absolvessem os réus também participassem da dosimetria das penas. Ele relatou que a maioria decidiu que aqueles que absolvessem não participariam dessa etapa e, como resultado, ele sentiu que precisava condenar alguns réus para ter o direito de influenciar na definição das penas.
Toffoli ressaltou que, no caso específico de José Genoino, votou pela condenação, mas propôs uma pena de 2 anos e 8 meses de prisão, o que tornaria a pena prescrita.
Ele destacou que a multa imposta a Genoino também foi reduzida, pois o ex-presidente do PT não obteve benefícios com o esquema de corrupção do mensalão. O ministro expressou sua opinião de que o colegiado do STF está corrigindo injustiças cometidas e que não deve ter vergonha de admitir erros judiciários.

Ele também enfatizou que, no julgamento do mensalão, lhe foi retirado o direito de absolver, e por isso votou pela condenação em alguns casos para poder participar da dosimetria e influenciar o processo. 
Toffoli considera esse debate extremamente importante para o futuro e a justiça dos casos que serão julgados.

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Palavra do Ornitorrinco

Antes, vejam aqui o que José Genoíno disse a respeito da patifaria do STF e de dias toffoli.

Pois muito bem e cousa e lousa: para todos os fins prolato minha (irrecorrível) sentença, e proclamo que dias toffoli é um canalha togado, daqueles de manual.

Um juiz que admite - em sessão do Supremo!!! - que condenou um inocente, é um jaguara togado, um pulha togado, um cagalhão humano togado.

Se tivesse vergonha na cara, esse sujeito sem caráter pediria demissão, mas, por óbvio, isso jamais acontecerá.

O Brasil precisa enfrentar o poder militar e seus arreganhos, e também discutir/reformar o poder judiciário e suas incontáveis e pornográficas mordomias.