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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 30 de maio de 2023

Carta aberta para deltan dallagnol e sergio moro, canalhas absolutos e escórias fedorentas

Devo, em sumária cognição e liminarmente, deixar assente que vocês dois, ao fraudarem o sistema de justiça para perseguir Lula, são canalhas de manual, pulhas absolutos e escórias fedorentas, e tanto são que publicamente anunciaram apoio e voto em bolsonaro.

Em sendo assim, paranaense dos mais modestos e desimportantes, decido que vocês dois não me representam, até porque sei que trabalharão no Congresso contra os interesses do povo brasileiro e do Brasil, ou seja, não valem o quilo quase certo que deposito na privada, todos os dias, por volta das dez da manhã.

Espero que um dia Lula os processe e que vocês sejam obrigados a pagar uma grana lascada a ele.

Termino dizendo que tenha pena infinita dos filhos e filhas de vocês, e explico: sendo canalhas de manual, pulhas absolutos e escórias fedorentas, a escrotidão que os caracteriza não lhes dá nenhuma saída a não ser criar e educar seus filhos para que sejam iguaizinhos a vocês, vez que, fosse ao revés, um dia eles descobririam a verdade sobre vocês dois. 

Reafirmo meu nojo e ódio a vocês dois, e fodam-se!

 

domingo, 8 de janeiro de 2023

VÍDEO – Kajuru diz que Moro exigiu salário de R$ 40 mil para se filiar ao Podemos: “Não tem caráter”

Com informações do Brasil 247 

(onde você pode ver o vídeo)

O senador Jorge Kajuru (Podemos) fez acusações graves ao ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil) durante entrevista ao canal do professor, historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, no YouTube, na sexta-feira (6).

Kajuru afirmou que Moro não tem caráter e que desconfiou do ex-juiz desde que se filiou ao Podemos. “Esse cara não tem caráter, eu não fui com a cara dele e ele vai nos trair”, afirmou Kajuru na entrevista, lembrando o que disse a seu partido.

O senador ainda revelou que para entrar no Podemos, Moro exigiu um contrato de quatro anos, com salário de R$ 40 mil, líquidos. Kajuru, então, mandou um recado para o ex-juiz: “Sergio Moro, se eu, Kajuru, estiver mentindo me prenda, porque quem mente também rouba. Você pediu R$ 40 mil líquidos de salário por quatro anos e a nossa presidente aceitou”.

Eis que começou a campanha dele. Foi para a Alemanha, onde ficou cinco dias, com o partido pagando tudo. Quando ele voltou, ele comprou coisas pessoais, como óculos, como relógio, como bolsa, e mandou a nota para o partido pagar. E o partido pagou. Ele fez compras, de forma irregular, com dinheiro público”, disse o senador sobre Moro.

Ao final, Kajuru afirmou que quer uma distância oceânica de Moro.

Veja o vídeo aqui.

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Ao cumprimentar os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora Botinuda e Golpista e de São Deltan da Hipocrisia, o Ornitorrinco Bocudo lembra o que já disse a respeito de sergio moro, juiz ladrão e canalha.

1. Carta Aberta

2. Perdeu de vez a compostura

3. Moro, o fraudador

4. Atiçador de milícias fascistas

5. O juiz supremo

6. O deslumbramento de moro

7. É pior que o 7x1

8. Real e Pio pronunciamento

9. Secretária da empreiteira confessa

10. Presidenciável e notável juiz ladrão

11. Condenação de sergio moro

(Há muito mais no meu modesto blog, basta pesquisar "sergio moro")

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Moro, o fraudador, morreu de megalomania

O Ornitorrinco Eleitoral saúda os presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora das Fraudes Eleitorais e Judiciárias e, de plano, reafirma que sergio moro é um canalha completo e um pulha absoluto, tendo sido declarado JUIZ LADRÃO pelo STF e pela corte de Direitos Humanos da ONU, meninos e meninas.
Tudo indica que o marreco de Maringá disputará algum cargo aqui mesmo no Paraná e, para completo alívio dos moradores do condomínio, não tentará ser nosso síndico, vez que o titular foi eleito agora em abril.

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Copiei do indispensável Tijolaço



Fernando Brito, 07/06/2022

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo de não reconhecer o domicílio eleitoral de Sergio Moro naquele estado deveria ser o capítulo final da sequência de humilhações pelas quais o ex-juiz (suspeito) vem se submetendo.

É muito longa e cansativa a sucessão de revezes que a sua megalomania o fez passar, desde que, ainda um juiz de primeira instância no interior, começou a maquinar uma escada para subir até a condição de “herói nacional” que acabaria conseguindo quando se prestou a ser o instrumento judicial de um golpe de estado no Brasil.

Era pouco: seu desejo de ser ministro do Supremo – mesmo com sua indigência cultural e jurídica – o fez agarrar-se a barra do paletó de Jair Bolsonaro, que dele se desvencilhou como quem arranca um carrapato.

Ainda assim, Moro tão convencido de sua grandeza que achou que bastaria voltar dos Estados Unidos para ser aclamado como o salvador da Pátria. Nem é preciso descrever o que foram estes poucos meses, desde novembro, em que vaiu da ribalta até a condição de “aspone” de Luciano Bivar.

Agora, de novo, foi pego em um fraude: a de que era eleitor de São Paulo, ele e e a “conja”, quando todos sabiam-no paranaense. O TRE paulista deu-lhe o merecido fora, porque Moro, agora, já não mete medo a ninguém como no tempo em que, como Simão Bacamarte, mandava trancar qualquer um que o enfrentasse.

Tudo na carreira de Moro é fraude, desde que começou a “cevar” o doleiro Alberto Youssef, no caso Banestado, na certeza de que dali lhe viria a oportunidade de alcançar uma mina de outro para a carreira. E, de fraude em fraude, acabou na simulação de uma “moradia” em São Paulo que nunca existiu, senão no dia em que trocou o Podemos pelo União Brasil, por acordos ainda secretos com Luciano Bivar.

Moro não quer disputas, quer consagração. Acha-se um rei, ao qual só lhe falta a coroa.

Acha-se um gigante mas, sem a lente da mídia, mostra que é moralmente um anão.

Vai recorrer, provavelmente, mas até isso será para colher mais uma derrota, a eleitoral.

O marreco de Maringá é nada.

Não é das coisas mais gentis tripudiar do fracasso alheio mas, no caso de Moro, é quase que pedagógico sobre o quanto a soberba e a ambição são armadilhas mortais. Ainda mais porque se desmancha enquanto vê o homem a quem trancafiou por 580 dias na cadeira caminhar para o lugar que sempre achou que seria seu: a presidência da República.


quarta-feira, 27 de abril de 2022

Comitê de Direitos Humanos da ONU conclui que Lula foi vítima da parcialidade de Moro

Copiei do brasil247

27 de abril de 2022

A defesa do ex-presidente acionou a ONU já em 2016. Comitê do órgão atesta que Lula sofreu com arbitrariedade, parcialidade e teve seus direitos violados

O Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), segundo Jamil Chade, do UOL, concluiu que o ex-presidente Lula (PT) foi vítima do ex-juiz parcial Sergio Moro (União Brasil-SP) e do Estado brasileiro durante a Lava Jato.

O órgão recebeu da defesa de Lula em 2016 uma queixa envolvendo quatro denúncias. Todas foram atendidas pelo Comitê de forma favorável ao ex-presidente:

a) a detenção de Lula pela PF em 2016 em uma sala do aeroporto de Congonhas, considerada como arbitrária por seus advogados;

b) a parcialidade do processo e julgamento;

c) a difusão de mensagens de caráter privado de familiares de Lula;

d) e a impossibilidade de uma candidatura em 2018.

A conclusão é de que Lula teve seus direitos violados em todos os artigos.

O Comitê responsável pela análise do caso, que durou seis anos, é encarregado de supervisionar o cumprimento do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, assinado e ratificado pelo Brasil. Por isso, o Estado tem a obrigação de seguir a recomendação do órgão. Por outro lado, o Comitê não tem uma forma específica de obrigar os países a adotarem as penas contra seus governos. Assim, suas decisões podem ser ignoradas.

Procurada por Chade, a defesa de Lula disse que não pode se manifestar, por conta de um embargo imposto pela ONU.

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Meu primo Faulo Koberto Lequinel, ao saber da decisão, prolatou: "Depois do STF, agora o Comitê de Direitos Humanos da ONU declarou que sergio moro, que sempre foi um canalha absoluto, é juiz ladrão".  

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Jesus, me abana: Sergio Moro, juiz ladrão, dará curso sobre combate a corrupção!

Sergio Moro é mesmo um canalha absoluto. Depois de corromper o sistema judiciário, tendo sido declarado parcial e suspeito pelo STF, o jaguara está anunciando um curso "contra o sistema", ou bosta assemelhada.

Meu primo Daulo Coberto Lequinel, o Breve, em notável pronunciamento ainda em 2017, quando Moro era o herói da classe mérdia e da grande mídia, disse que "o juizeco ladrão não vale meu modesto quilo certo que deposito na privada, todos os dias, por volta das 10 da manhã".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Carta aberta a Deltan Dalagnol, pulha absoluto, e Sergio Moro, canalha inconteste

Tenho pena dos seus filhos e filhas, deltan e sergio.

Explico, sem trololós, seus jaguaras togados.

Vocês dois são completos a absolutos pulhas e canalhas, e, como é próprio, educarão seus filhos e filhas para serem pulhas e canalhas.

Se não for assim, um dia, descobrirão que seus pais não valem nada.

Resulta que, desde o berço, serão treinados para serem canalhas.

Exatamente como os pais são.

Tenho nojo incontido de vocês todos, e ânsias recorrentes de vômito.

Vão para o pato amarelo, ianque e golpista, que os cagou no mundo.

Desatenciosamente, seus lazarentos.

Paulo Roberto Cequinel
(69 anos, 6 filhos, 8 netos confirmados e mais 2 a caminho)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

As ilicitudes da operação “Lava Jato” e o estupro pela continuidade da humanidade

Publicado por Diário do Centro do Mundo - 29 de janeiro de 2021

José Cruz/Agência Brasil

Publicado originalmente no site Consultor Jurídico (Conjur)

POR LENIO LUIZ STRECK, MARCO AURÉLIO DE CARVALHO E FABIANO SILVA DOS SANTOS

Há muitos aforismos que ajudam a entender determinadas coisas desse mundo. Um deles é o que diz mais ou menos o seguinte: matar pela paz é como estuprar em nome da continuidade da raça.

É um aforismo que trata do problema das autocontradições performativas. Por exemplo, “os fins justificam os meios”; no combate ao crime, não há que respeitar direitos; direitos humanos são só para “humanos direitos”. No direito, seria como dizer: o processo é só pró forma; vale mesmo é punir; ou “direito é uma questão de fim e não de meios”.

Tudo para dizer que a “lava jato” chegou ao limite. Tudo sobre ela está no limite. A “lava jato” é auto implosiva. Moro e a força-tarefa implodiram a “lava jato” e o processo penal. Desdenharam da Constituição.

Tudo é velho e tudo é novo. Novas-velhas revelações. Que mostram o mesmo, isto é, o que todo mundo já sabia: Moro e MPF fizeram lawfare. Tornaram o direito autocontraditório. Usaram o direito contra os seus inimigos. Direito contra Direito. A questão agora é enfrentar o “drama do juiz de Coetzee” (do Livro A Espera dos Bárbaros): o que fazer quando se sabe que sabe! O Livro das Suspeições do Grupo Prerrogativas (leia clicando aqui) mostra tudo isso. Sabemos que sabemos que sabemos!

Uma coisa é certa: as mensagens reveladas por estes dias (ver aqui) depois de autorização do STF mostram que houve uma estratégia combinada entre Moro e a força-tarefa da “lava jato”. Agora estão sob sigilo. Existe uma ação judicial manejada pelos procuradores da força-tarefa da “lava jato” para impedir a divulgação (ver aqui). Interessante: Dallagnol e Moro disseram, quando da revelação das conversas de Lula e Dilma, que o que valia era o interesse público. Ótimo. Agora parte dos Procuradores entra em juízo dizendo que “não é bem assim”. Eis aí um comportamento venire contra factum proprium de Dallagnol e seus amigos. Vulgarmente se diz: ninguém pode se beneficiar de sua própria torpeza. Começou no caso Riggs v. Palmer, em 1895. Nos Eua, direito que Moro e Dallagnol adoram tanto.

Vejamos alguns elementos jurídicos-objetivos (e não meramente subjetivos) que atestam o que já todos sabiam:

1. O juiz orienta a atuação do MP – e alma de Alfredo Valadão dá o último suspiro

Em um dos trechos das mensagens, Moro orienta (sim, orienta) Deltan sobre sistemas da Odebrecht. Só um chefe diz isso a um subordinado. Lendo as mensagens fica a nítida impressão de que Deltan seguia ordens de Moro. Moro diz: tem de fazer perícia disso e produzir “laudos específicos”, caso contrário “vai ser difícil usar” (sic). Ou seja, o juiz diz ao MP o que fazer e como fazer. O “vai ser difícil usar” significa: capricha para eu poder usar. Para registro: Valadão foi uma espécie de “patrono do MP”!

2. Moro cobra denúncia (como é que é: sai ou não sai denúncia aí?)

Em 16 de fevereiro de 2016, Moro pergunta se os procuradores têm uma denúncia sólida suficiente. Na sequência, Dallagnol diz o que já tem contra Lula. Fecha a cortina!

Caro leitor: Precisa dizer alguma coisa sobre isso? Imagine o cotidiano, se fosse assim. Juiz cobrando do Promotor: “— Como é que é? Tem denúncia robusta aí?” E logo o Promotor, obediente, explica… Nas Faculdades, ensina-se (ainda) que isso torna o juiz suspeito!

3. Moro e Deltan tratam de reunião sigilosa com suíços — violaram, assim, flagrantemente, toda a legislação sobre acordos internacionais firmados pelo Brasil

Sim, isso aconteceu. E Moro pergunta: Evoluiu aquilo das contas do Estados Unidos? Dallagnol responde. E Moro “determina”: “Mantenha-me informado…”. Quarenta minutos depois, o obediente Dallagnol presta constas a Moro: “acabamos de ver” (e conta o que acharam).

4. Deltan pede a Moro cautela no depoimento de Leo Pinheiro

Em 12 de setembro de 2016, DD pede a Moro certa estratégia no depoimento do réu Leo Pinheiro. E Moro responde: “Ah, sim!” Resposta lacônica! Do tipo “ah, sim, não esquecerei”! Ou “Deixa comigo”. Nas Faculdades, já no primeiro ano, ensina-se (ainda) que isso tem nome: parcialidade; suspeição.

5. O juiz Moro cobra manifestação do MPF em ação da “lava jato”

14 de setembro de 2016. Moro necessita de manifestação do MPF. “Bem simples”, ele diz. E Dallagnol, como sempre, prestativo, diz: “Providenciaremos”. Em 35 minutos, DD diz ao “chefe”: “Pronto, protocolado”! DD, the jus flash!

6. A questão dos celulares suíços e americanos: o “rollo off law

De violação em violação, a operação andava. Em 18 de outubro de 2016, um dia antes da prisão de Lula, DD queria falar com Moro para falar da apreensão de celulares (estrangeiros e no estrangeiro). Mas o mais interessante é a citação das reuniões com suíços (que, segundo DD, pediram extremo sigilo — sic) e americanos para negociar “percentuais da divisão do dinheiro” apreendido. E falam sobre reunião entre Moro, MPF e polícia. Sobre celulares e quejandos. E sobre prisão. Tudo junto, como se não houvesse lei, CPP, Constituição. Pior: tudo em nome do que Moro dizia, em entrevistas, “rule of law“.

Na realidade, com tudo o que já se viu, estava mais para “rollo of law”. Sim, rolos jurídicos fora da lei. E fora da Constituição. Os diálogos estão na mídia. É de arrepiar. Ou não, já que estamos acostumados com “rollos off law” (percebem o “f” a mais?). Como um professor vai justificar esse comportamento aos seus alunos? Até na Faculdade do Balão Mágico isso é visto como “ilegal”; “írrito”!

7. Os diálogos envolvendo Tacla Duran em 29 de agosto de 2017: Moro chama jornalista da Folha de “picareta”

Esses diálogos são do arco da velha. Remetemos o leitor a eles. Moro inclusive adianta que vai indeferir um pedido da defesa de Lula. Isso é o que se chama de conjuminação e informação privilegiada! Na Faculdade (inclusive na UniZero), isso tem nome!

8. Moro que saber “não vão vir [sic] mais contas da Suíça” e DD dá um “corte” em Moro

Tirante o problema do vernáculo, vale registrar o ocorrido em 18 de outubro de 2016, quando Moro pergunta sobre mais contas da Suíça. O interessante é que, pela primeira vez, DD dá uma “cortada” no juiz. Ele diz: “Um assunto mais urgente é sobre a prisão. Falaremos disso mais tarde”. Toma, Moro. Pelo menos em uma vez DD deu nos dedos de Moro…, se nos permitem uma jus-ironia ou uma dose de jus-sarcasmo!

Curioso é que o pessoal parece ter gostado dos descaminhos utilizados e já pensava, inclusive, em se retirar do Ministério Público, para umas “consultorias”… Isso se infere da carta enviada pelo preclaro (o preclaro é por nossa conta em mais uma jus ironia) procurador suíço (acham que é só aqui?) Stephen Lenz ao procurador Leandro Martelo, verbis:

Com o profundo conhecimento do assunto e especial nas investigações em curso, eu poderia liderar o lado brasileiro por meio dos procedimentos dos quais já tenho familiaridade”.1

Bingo! Qualquer semelhança com casos brasileiros não é mera coincidência. Aliás, não seria (ou era) esse o projeto? Montar ou trabalhar em uma consultoria internacional que prestasse serviços àqueles que ajudou nas condenações? Com efeito, para Moro isso já deu certo!

Considerações finais: Basta de violações ao rule of law! Basta de Off Law!

A grande pergunta continua sendo: persistem dúvidas de que Moro e o MPF agiram de forma absolutamente parcial, praticando um “agir estratégico”? Quebraram leis, Constituição e acordos internacionais. E quebraram a confiança no futuro do Direito. A ação de Moro e Dallagnol (& Cia) transcende. Os estragos são transcendentes.

Como temos escrito desde há muito, isto é, desde que surgiram os primeiros indícios desse “agir estratégico”, fruto de conjuminação entre Moro e o MPF, se o judiciário (leia-se agora o STF) passar “panos quentes” mantendo essa escandalosa modalidade de “fazer justiça”, então já não poderemos falar de devido processo legal no país. Se nada acontecer em relação a essas ilegalidades (e tem muito mais do que isso), então já não poderemos falar em imparcialidade e due process of law nas salas de aulas. E devemos triturar os livros de processo penal.

Moro sempre falava que fazia a coisa certa, dentro do rule of law, conceito sobre o qual ele parece nada saber. Havia de tudo, menos processo como meio. Processo foi o fim. Que justificou o meio. A palavra está com o Supremo Tribunal Federal. Moro foi ou não foi parcial? Moro foi ou não foi suspeito? Foi correto o agir estratégico do Ministério Público? São estas perguntas que o Rule of Law (que é mais do mero Estado de Direito) quer que sejam respondidas!

Portanto, não adianta alguém tentar justificar os meios utilizados pela “lava jato” e pela força-tarefa. Como diz o adágio ou aforismo, não vale estuprar em nome da continuidade da humanidade.

1 https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2021/01/29/cerebro-da-lava-jato-na-suica-sugeriu-que-petrobras-o-contratasse.htm