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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Jean Wyllys nunca me enganou, meninos e meninas: Carta para além do muro (ou por que Dilma agora)

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O muro não é meu lugar, definitivamente. Nunca gostei de muros, nem dos reais nem dos imaginários ou metafóricos. Sempre preferi as pontes ou as portas e janelas abertas, reais ou imaginárias. Estas representam a comunicação e, logo, o entendimento. Mas quando, infelizmente, no lugar delas se ergue um muro, não posso tentar me equilibrar sobre ele. O certo é avaliar com discernimento e escolher o lado do muro que está mais de acordo com o que se espera da vida. O correto é tomar posição; posicionar-se mesmo que a posição tomada não seja a ideal, mas a mais próxima disso. Jamais lavar as mãos como Pilatos – o que custou a execução de Jesus – ou sugerir dividir o bebê disputado por duas mães ao meio.

Sei que cada escolha é uma renúncia. E, por isso, estou preparado para os insultos e ataques dos que gostariam que eu fizesse escolha semelhante às suas.

Por respeito à democracia interna do meu partido, aguardei a deliberação da direção nacional para dividir, com vocês, minha posição sobre o segundo turno. E agora que o PSOL já se expressou, eu também o faço.

Antes de mais nada, quero dizer que estou muito feliz e orgulhoso pelo papel cumprido ao longo de toda a campanha por Luciana Genro. Jamais um(a) candidato(a) presidencial tinha assumido em todos os debates, entrevistas e discursos – e, sobretudo, no programa de governo apresentado – um compromisso tão claro com a defesa dos direitos humanos de todos e de todas. Luciana foi a primeira candidata a falar as palavras "transfobia" e "homofobia" num debate presidencial, além de defender abertamente o casamento civil igualitário, a lei de identidade de gênero e a criminalização da homofobia nos termos em que eu mesmo a defendo; mas também foi a primeira a defender, sem eufemismos, as legalizações do aborto e da maconha como meios eficazes de reduzir a mortalidade da população pobre e negra, a taxação das grandes fortunas, a desmilitarização da polícia e outras pautas que considero fundamentais. O PSOL saiu da eleição fortalecido.

Agora, no segundo turno, a eleição é entre os dois candidatos que a população escolheu: Dilma Rousseff e Aécio Neves. E eu não vou fugir dessa escolha porque, embora tenha fortes críticas a ambos, acredito que existam diferenças importantes entre eles.

A candidatura de Aécio Neves – com o provável apoio de Marina Silva (e o já declarado apoio dos fundamentalistas MAL-AFAIA e Pastor Everaldo; do ultrarreacionário Levy Fidélix; da quadrilha de difamadores fascistas que tem por sobrenome Bolsonaro e do PSB dos pastores obscurantistas Eurico e Isidoro) – representa um retrocesso: conservadorismo moral, política econômica ultraliberal, menos políticas sociais e de inclusão, mais criminalização dos movimentos sociais, mais corrupção (sim, ao contrário do que sugere parte da imprensa, o PT é um partido menos enredado em esquemas de corrupção que o PSDB), mais repressão à dissidência política e menos direitos civis.

Mesmo com todos as críticas que eu fiz, faço e continuarei fazendo aos governos do PT, a memória da época do tucanato me lembra o quanto tudo pode piorar. Por outro lado, Aécio representa uma coligação de partidos de ultradireita, com uma base ainda mais conservadora que a do governo Dilma no Parlamento. Esse alinhamento político-ideológico à direita entre Executivo e Legislativo é um perigo para a democracia.

Vocês, que acompanham meus posicionamentos no Congresso, na imprensa e aqui sabem o quanto eu fui crítico, durante esses quatro anos, das claudicações e recuos do governo Dilma e do tipo de governabilidade que o PT construiu. Mas sabem, também, que tenho horror a esse antipetismo de leitor da revista marrom, por seu conteúdo udenista, fundamentalista religioso, classista e ultraliberal em matéria econômico-social. Considero-o uma ameaça às conquistas já feitas, que não são todas as que eu desejo, mas existem e são importantes, principalmente para os mais pobres. As manifestações de racismo e classismo que vi nos últimos dias nas redes sociais contra o povo nordestino, do qual faço parte como baiano radicado no Rio, mais ainda me horrorizam.

Por isso, aderindo à posição da direção nacional do PSOL, que declarou "Nenhum voto em Aécio", eu declaro que, neste segundo turno das eleições, eu voto em Dilma e a apoio, mesmo assegurando a vocês, desde já, que farei oposição à esquerda ao seu governo (logo, uma oposição pautada na justiça, na ética, nas minhas convicções e no republicanismo), apoiando aquilo que é coerente com as bandeiras que defendo e me opondo ao que considero contrário aos interesses da população em geral e daqueles que eu represento no Congresso, como sempre fiz.

Hoje, antes de dividir estas palavras com vocês, entrei em contato com a coordenação de campanha da presidenta Dilma para antecipar minha posição e cobrar, dela, um compromisso claro com agendas mínimas que são muito caras a mim e a todas as que me confiaram seu voto.

E a presidenta Dilma, após argumentar que pouco avançou na garantia de direitos humanos de minorias porque, no primeiro mandato, teve de levar em conta o equilíbrio de forças em sua base e priorizar as políticas sociais mais urgentes, garantiu que, desta vez, vai:

1. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para convencer sua base a criminalizar a homofobia em consonância com a defesa de um estado penal mínimo;

2. fazer todos os esforços que lhe cabem como presidenta para mobilizar sua base no Legislativo para legalizar algo que já é uma realidade jurídica: o casamento CIVIL igualitário (ela ressaltou, contudo, que vai tranquilizar os religiosos de que jamais fará qualquer ação no sentido de constranger igrejas a realizarem cerimônias de casamento; a presidenta deixou claro que seu compromisso é com a legalização do CASAMENTO CIVIL – aquele que pode ser dissolvido pelo divórcio – entre pessoas do mesmo sexo);

3. realizar maior investimento de recursos nas políticas de prevenção e tratamento das DSTs/Aids, levando em conta as populações mais vulneráveis à doença;

4. dar maior atenção às reivindicações dos povos indígenas, conciliando o atendimento a essas reivindicações com o desenvolvimento sustentável;

5. e implementar o Plano Nacional de Educação (PNE) de modo a assegurar a todos e todas uma educação inclusiva de qualidade, sem discriminações às pessoas com deficiências físicas e cognitivas, LGBTs e adeptos de religiões minoritárias, como as religiões de matriz africana.

Por tudo isso, sobretudo por causa desse compromisso, eu voto em Dilma e apoio sua reeleição. Se ela não cumprir serei o primeiro a cobrar junto a vocês.

Quiromancia política: tipos de votos em Aécio Aspirator Neves


1) o voto "antipetista": é o voto em qualquer um que não seja do PT; não importa a seriedade, a idoneidade nem mesmo o nome dos candidatos. Nesse voto o que importa é "tirar o PT do governo".
Na EPCC (Escala Périgo de Cretinice Crônica) que vai de 1.0 (para cretinices corriqueiras) a 6.0 (para relinchos agudos do miocárdio) esse tipo de voto que não pensa no vencedor mas no perdedor da eleição merece a cotação de 4.7 RE (Relinchos Estridentes).
2) o voto "contra a corrupção": variante do voto antipetista, usa como pretexto tirar os "corruptos do PT" do poder, mesmo que para isso sejam eleitos candidatos notadamente corruptos.
Por conta dessa lógica lusa-pós-moderna esse tipo de voto recebe 5.3 RE na EPCC.
3) o voto "anticomunista": é o voto que tem como objetivo "tirar esses comunistas do poder" e desmantelar o "golpe comunista em curso no pais", além de "combater o Marxismo cultural impregnado na educação pública brasileira".
Por ser o tipo de voto predileto das Olavetes, esse merece cotação máxima de 6.0 RE na EPCC.
4) o voto da "competência": é o voto de quem acredita que Aécio é um bom gestor, por razões que a biologia, a química, a politica, a antropologia e a quiromancia desconhecem.
Na EPCC (Escala Périgo de Cretinice Crônica) que vai de 1.0 (para cretinices corriqueiras) a 6.0 (para relinchos agudos do miocárdio) esse tipo de voto que leva em conta reportagens da Veja, Folha e Globo merece a cotação 5.4 RE (Relinchos Estridentes).
5) o voto da "esquerda inteligente e incorruptível": é o voto dos integrantes ou simpatizantes dos partidos de esquerda mais radicais (como PSOL, PCO e PSTU) que por se sentirem (não sem razão) traídos pelo PT adotam a estratégia do quanto pior melhor.
Por conta da lógica histriônica e suicida, esse voto merece a cotação de 5.9 RE na EPCC.
6) o voto de quem acha "Aécio bonito, bacana e descolado": é o voto de algumas moçoilas deste Brasil que, além do mau gosto, consideram características físicas e subjetivas na escolha de um presidente.
Por conta de tratar-se de um voto predominantemente feminino em um cidadão que já espancou publicamente sua acompanhante, esse voto faz a EPCC explodir e atinge impressionantes 6.1 RE.
Quanto aos demais tipos de voto em Aécio prefiro me eximir de analises, pois não sou psiquiatra, psicólogo ou segurança de hospício.
E que Tutatis tenha misericórdia das almas desses eleitores de bem, já que seus cérebros evaporaram com a seca de SP.

Emiliano Cunha: O meu voto não é para mim. O meu voto é para o Outro.


Eu sou o negro/pardo/pobre tingindo de pluralidade as castas alvas classes do Ensino Superior.
Eu sou a assinatura na carteira de trabalho dos mais de 4 milhões de novos trabalhadores formais.
Eu sou a primeira conversa do primeiro contato do Invisível Social com um médico cubano/argelino/alemão/australiano/uruguaio/marciano.
Eu sou a comida na boca de um povo que, pela primeira vez na história, saiu da linha da fome, mas que não saiu nos jornais.
Eu sou a mãe que recebe auxílio para alimentar os filhos e garantir o mínimo de cidadania e humanidade.
Eu sou a inflação controlada e a economia firme durante um terremoto econômico mundial.
Eu sou a empregada doméstica com sua profissão regulamentada.
Eu sou a certeza da corrupção se tornar crime hediondo.
Eu sou a esperança clara da Reforma Política.
Eu sou a desigualdade atingindo os menores índices da história do Brasil.
Eu sou os cofres públicos revigorados depois de uma desenfreada e desastrosa abertura para o capital estrangeiro.
Eu sou o dólar em patamares mais realistas.
Eu sou a Classe C invadindo shoppings, comprando carros e exercendo, pela primeira vez, o poder da escolha.
Eu sou a criança dormindo em um quarto de verdade pela primeira vez, a família jantando em uma sala e depois assistindo à TV a cabo num canal qualquer.
Eu sou o churrasco de domingo com os vizinhos ao lado, que também têm sua casa agora.
Eu sou a viagem ao exterior do pesquisador sem fronteiras.
Eu sou o cinema e a arte brasileira recebendo importante e fundamental investimento em todos elos da cadeia produtiva.
Eu sou a arte também entendida como exercício da cidadania, da diversidade, como bem simbólico e não só material.
Eu sou o jovem que pode optar por uma ampla oferta de formação técnica.
Eu sou o Estado forte e presente.
Eu sou 13 por essas e muitas outras razões.
Eu sou o meu voto.
O meu voto não é para mim.
O meu voto é para o Outro.
Emiliano Cunha

Notícias de uma guerra esquecida





Fatos chocantes sobre a policia no Brasil que vão assustar você

No Brasil não há pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, no entanto, elaboramos alguns dados que irá fazer você refletir sobre a atuação da policia no Brasil. É importante lembrar que todos dados informados abaixo, são subestimados, já que eles dependem da colaboração de órgãos ligados ao estado e a polícia. Veja:

1. Ação policial mata cinco pessoas por dia

Ação policial mata cinco pessoas por dia no Brasil. As polícias civis e militares do país provocaram a morte de pelo menos 1,89 mil pessoas no ano passado, uma média de cinco mortes por dia, de acordo com o 7º Anuário de Segurança Pública divulgado na capital paulista.

2. Só as PM's do Rio e de SP matam mais que países com pena de morte

Em 2011, foram divulgados dados pela Anistia Internacional que mostram que PM do Rio e de SP matam mais que países com pena de morte. Os dados mostram que 20 países em todo o planeta executaram 676 pessoas em 2011, já no Brasil, apenas os 2 estados mataram 961 pessoas.

3. Duas em cada três pessoas mortas pela PM, é preta ou parda

Duas em cada três pessoas mortas por Policiais Militares em serviço na cidade de São Paulo são pardas ou pretas, aponta levantamento realizado pelo DIÁRIO. A proporção é superior a de negros na população paulistana (38%) e também entre os presos do estado (54%).

4. A PM de SP mata mais que toda a Policia dos EUA, mesmo tendo uma população quase oito vezes menor.

Analisando as taxas de mortos por 100 mil habitantes, índice que geralmente é usado para aferir a criminalidade e comparar crimes em regiões diferentes, constata-se que no Estado de São Paulo, com população de 41 milhões de habitantes, a taxa é de 5,51. Já nos EUA, onde há 313 milhões, a taxa é de 0,63. Entre 2006 e 2010, 2.262 pessoas foram mortas após "supostos confrontos" com PMs paulistas. Nos EUA, no mesmo período, conforme dados do FBI, foram 1.963 "homicídios justificados", o equivalente às resistências seguidas de morte registradas em São Paulo.

5. No Brasil, o risco de um Policial morrer é três vezes maior do que em outros países

O outro lado.Um dado revelado por uma pesquisa (mesmo órgão responsável pelo primeiro fato) foi que 23 policiais militares foram mortos em 2012 durante o serviço e 22 morreram fora do trabalho. Na Polícia Civil, o balanço foi cinco mortos em serviço e oito fora. "Ou seja: a polícia está matando muito e também morrendo muito. A instituição está falhando, não estamos protegendo o policial e não estamos protegendo a população", disse o responsável pela pesquisa.

6. Mais de 70% da população brasileira não confia na polícia 

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) informa que mais 70% da população não confia nas polícias, mais popular apenas do que os partidos políticos, rejeitados por 95% dos brasileiros. Nos Estados Unidos, 88% da população confia em seus policiais, enquanto na Inglaterra esse índice é de 82%.

7. Em cerca de dez anos no RJ, dez mil pessoas morreram ou desapareceram após suposto confronto com policia

A OAB/RJ lançou em 2013 a campanha "Desaparecidos da Democracia", cujos resultados mostram que mais de dez mil pessoas foram mortas sob suspeita de confronto com a polícia fluminense entre os anos de 2001 e 2011. Segundo o sociólogo organizador da campanha, Michel Misse, a polícia fluminense mata mais do que a de muitos países. Nos Estados Unidos, onde a polícia é conhecida pela truculência, são mortos anualmente em confronto uma média de 300 pessoas para uma população de aproximadamente 314 milhões (uma morte para cada 1.050.000 pessoas). Já no Rio de Janeiro são mil mortes para 16 milhões de habitantes (uma morte para cada 16.000 pessoas).

Assustador: médicos jaguaras defendem “castrações químicas” a nordestinos eleitores de Dilma

1. Publiquei hoje esta singela, por assim dizer, questão de encaminhamento no cara de livro: "Você, que vomita ÓDIO contra o povo nordestino, proceda assim: unte o seu dedão na gosma do preconceito, enfie com firmeza no rabo e, de inopino, realize movimento brusco e violento de modo a rasgar-se todo, seu filho da puta!"
2. Meu amigo Paulo Adolfo Nitsche, comunista e médico, aportou o seguinte e preciso comentário: "Posições ultraconservadoras e reacionárias que saltaram de dentro da categoria médica desde a implantação do Programa 'Mais Médicos" demonstram que se faz URGENTE uma revisão curricular nas escolas médicas, pelo menos nas públicas. 
Formar médicos que mantem uma mentalidade egoísta, antipovo, antinacional, exclusivista, corporativista, sem ter noção dos graves problemas de saúde que nosso país ainda atravessa - isso não pode ser admissível.
Décadas de movimentos progressistas na área de saúde (entre profissionais e estudantes) serviram então para nada? 
Tão ruim quanto as posições direitistas corporativistas, grassa também um corrente ultraesquerdista que, querendo algum tipo de revolução socialista isolada dentro da corporação, contribui na prática para o imobilismo, pois se trata de um movimento estudantil muito bom pra esbravejar e reclamar, mas nada faz de concreto para mudar a escola médica.
Chega de corporativismo e de ultraesquerdismo na Medicina. Revisão curricular progressista já!"

3. Logo depois, encontrei no Pragmatismo Político, esta postagem que, a meu juízo, é uma assustadora amostragem do que pensam muitos médicos brasileiros.

4. Sim, há muitos médicos que não pensam assim, mas é assustador que alguns jaguaras de jaleco sejam capazes de tamanha demonstração de preconceito e de ódio. Espero nunca cruzar com um destes lazarentos.  

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Médicos defendem “castrações químicas” a nordestinos eleitores de Dilma
Além de sugerir "castrações químicas" contra nordestinos, integrantes de comunidade com quase 100 mil médicos ou estudantes de medicina confessam que fazem campanha pró-Aécio até dentro do próprio consultório – público ou privado – ameaçando funcionários e convencendo pacientes

dignidade médica preconceito dilma nordeste
Médicos no Facebook pregam ‘holocausto’ no Nordeste e admitem que transformaram seus consultórios em palanques eleitorais (Pragmatismo Político)
Uma comunidade de quase 100 mil usuários numa rede social, que se declaram profissionais da classe médica brasileira, se tornou palco de uma guerra de classes no entorno da corrida presidencial, entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
Com o título de “Dignidade Médica”, as postagens do grupo pregam “castrações químicas” contra nordestinos, profissionais com menor nível hierárquico, como recepcionistas de consultório e enfermeiras, e propõe um “holocausto” entre os eleitores da petista.
Médicos, professores e estudantes de medicina estão entre os 97.901 membros da comunidade na rede social Facebook. Entre postagens de revolta com a situação econômica do País e xingamentos a nordestinos, os participantes confessam que fazem campanha pró-Aécio até dentro do próprio consultório – público ou privado – convencendo os seus pacientes. Eles dizem que colocam “a recepcionista no lugar dela” com ameaças de que perderia o emprego com a reeleição de Dilma.
O discurso de ódio conta com frases de “nível de conversa que pobre entende” e ameaças de expulsão do grupo caso o usuário se manifeste contra os ideais da página. Um usuário protesta: “70% de votos para Dilma no Nordeste! Médicos do Nordeste causem um holocausto por aí! Temos que mudar essa realidade!”.
As manifestações, no entanto, saíram das redes e foram denunciadas pelo tumblr “Médicos Indelicados”, que reúne os post mais inflamados e dá comentários irônicos aos desabafos dos profissionais de jaleco branco.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) se pronunciou sobre o caso e afirmou ser “contra qualquer comentário ou ação que denote atitude preconceituosa”. Confira abaixo a nota do CFM:
“O Conselho Federal de Medicina (CFM) é contra qualquer comentário ou ação que denote atitude preconceituosa praticada por qualquer pessoa por conta de aspectos como etnia, origem geográfica, gênero, religião, classe social, escolaridade, orientação sexual ou posicionamento ideológico, entre outros. Esse entendimento representa a percepção da classe médica brasileira.
Para a Autarquia, o Brasil é um país democrático, onde todos os cidadãos devem e podem manifestar suas opiniões, inclusive políticas. No entanto, esta expressão deve ter como parâmetros o comportamento ético e o respeito às leis. Casos que extrapolem esses limites devem ser investigados pelas autoridades competentes.”
Confira abaixo algumas postagens da “dignidade médica”
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Data venia pra cá, fumis bonis juris pra lá: os pobres magistrados brasileiros ganham tão pouco que precisam de auxílio-moradia!

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Ficamos assim, os que moramos nos andares de baixo: todos os juízes brasileiros são solenemente superiores porque - conforme decisão do CNJ - receberão um pornográfico subsídio de R$ 4.377,73 a título de auxílio-moradia.

Em pouco tempo o tsunami de privilégios imorais terá mais um, o auxílio-educação de cerca de R$ 7 mil que o TJ-RJ criou recentemente e, aposto, Luiz Fux - aquele um que declarou caber aos réus da AP 470 fazer prova da sua inocência - ainda irá requerer auxílio-spa, auxílio-botox e auxílio-coiffeur.

Meu primo em 8º grau, Faulo Soberto Mequinel, definiu bem o cerne da questão, com o exagero escatológico que o caracteriza: "É como se o Poder Judiciário defecasse em nossas cabeças, tudo com data venia pra cá, fumis bonis juris pra lá, excelências esvoaçantes daqui e meritíssimos empolados dali!"

(Declaro, liminarmente, a suspeição de qualquer juiz que receba ação que algum magistrado sensível inicie contra mim, e espero que não seja o desembargador cretino lá do Rio de Janeiro que levou - até o STF - pleito que pretendia obrigar os vizinhos do prédio a tratá-lo por doutor)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Carta de um nordestino para nós todos

Copiei do meu querido amigo Walter Silva

Eu fui para São Paulo com meus pais quando era criança, refazendo o caminho doloroso da migração, assim como milhares de outros, antes e depois.
Moramos poucos anos em um barraco próximo de um córrego sujo que inundava tudo durante as chuvas, chegando muito perto de nós. Nos dias de sol forte, meu pai molhava o teto de zinco, tentando diminuir o calor sufocante.
Lembro da grande metrópole vagamente, as imagens rasgadas e desbotadas, flutuando nas profundezas da mente, de vez em quando evocadas.
As montanhas cilíndricas de concreto, o céu cinza escuro, o chafariz na praça, o zoológico, o dia da feira com flores, pastéis e um suco de uva artificial vendido dentro de um bicho de plástico. E lembro dos tiros de madrugada.
Não era uma vida feliz, não era uma vida próspera, então meu pai decidiu voltar conosco.
Eu me lembro do retorno; ainda vejo as lágrimas de despedida da minha avó, lágrimas do último dia. Ela ficava lá, tinha emprego fixo.
Senti uma emoção estranha e doce naquele evento; tristeza e ansiedade, eu tinha oito anos?
Voltamos; eu enjoei e passei mal durante a viagem terrível de três dias de ônibus. Então chegamos.
Eu me lembro do lugar cercado de luz, do oceano de luz, do céu azul de turmalina, do rochedo orgulhoso e matuto. Eu me lembro da coroa serrana abraçando o povoado.
Eu me lembro da floração do ipê amarelo e roxo, e da canção de balir das cabras.
O ângelus das seis horas.
O vento do oeste trazendo o cheiro da tacaca. O povo dançando alegre nas festas sob as estrelas ou em pavilhões de folhas de palmeira.
Aqui eu passei fome, eu morri e renasci várias vezes.
Não existe nenhum lugar do mundo que eu queira maior amor.
Não existe nenhum lugar do mundo em que eu queira estar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Junho 2013 x Outubro 2014

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os presentes nesta quermesse em louvor de Nossa Senhora das Dúvidas e, esclarecendo que não concorda integralmente, divide com nossos quase 8 leitores diários esta interessante análise porque, sendo Cesar Sanson um militante que eu respeito, quebrar o pau é preciso.
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Copiei de Cesar Sanson

Tenho lido muitas interpretações que afirmam que as ‘Jornadas de Junho 2013’ não serviram para nada. Além de não terem tido nenhuma repercussão nas eleições de 2014 no sentido de uma inflexão à esquerda, pior ainda, teriam engrossado o caldo da direita. 
O caso mais citado é a reeleição de Alckmin em São Paulo – um dos principais focos dos protestos – e a quase nula renovação no Congresso Nacional. 
Não faço essa leitura, mas ressalvo que é um debate em aberto.
Primeiro, há ‘pautas’ que retornaram à agenda política do país devido as manifestações. A mais evidente é a Reforma Política. O Plebiscito Popular ganhou força após Junho 2013. Outro tema que ganhou força é o da mobilidade. Seguramente Haddad em São Paulo não teria o ‘atrevimento’ de ampliar os corredores exclusivos para os ônibus, assim como as ciclovias não fosse o ‘empurrão’ que recebeu das ruas.
Ainda mais. O Programa ‘Mais Médicos’ só saiu da ‘prateleira’ depois que o tema da saúde foi um dos mais gritado nas manifestações. O Programa estava no Ministério da Saúde cozinhando faz tempo. Foram as ruas que ajudaram o governo enfrentar as corporações médicas. Alguém imagina o governo trazendo médicos cubanos para o país sem o Junho de 2013?
Tem mais. Foram as ruas que forçaram o Congresso a aprovar o uso dos royalties do petróleo – pré-sal – para a educação e para a área da saúde. As Jornadas de Junho empurraram o governo à esquerda. A presidente depois de receber o MPL, em cadeia nacional se comprometeu em ampliar investimentos em agenda social.
Agora, o mais importante. 
Junho de 2013 foi um contundente não à democracia representativa. O que se viu foi um fosso entre as ruas e a representação política e institucional. O “vocês me representam” foi substituído pelo “eu me represento”. 
É a partir dessa leitura que muitos esperavam que as eleições de 2014 fosse uma caixa de ressonância das ruas e aguardava-se um voto de mudança contra os mesmos que sempre estiveram aí.
A pergunta delicada: Mas onde estava o novo – a mudança – para se exprimir como o representante das ruas? Marina num primeiro momento foi beneficiada pelo ‘espírito’ das ruas porque se apresentava como ‘novidade’, mas logo foi desmascarada e viu-se que era mais do mesmo.
Sob a perspectiva das ruas – e isso é polêmico – é preciso que se diga que o PT já faz tempo deixou de ser novidade. Isso porque se orienta pela ‘política da representação’ nos moldes dos partidos tradicionais. Basta lembrar aqui, para ficar num exemplo, do aliancismo que ressuscitou o que há de pior na política brasileira. É duro, mas é preciso que se diga: Quando muitos petistas acusavam Marina de ser o “Collor de saias”, é bom lembrar que o verdadeiro Collor integra a base de sustentação do governo. 
Ainda mais. As ruas revelaram que a luta não é apenas pela igualdade, mas também pelo reconhecimento à diversidade nas condições e opções de gênero raciais e étnicas. Aqui, também o governo do PT se mostrou muitas vezes covarde. Basta lembrar da questão indígena, do kit anti-homofobia, etc.
O mal-estar das ruas sinalizou ainda que o modelo neodesenvolvimentista de inclusão via mercado de consumo – a aposta lulista/dilmista – se tornou insuficiente. 
O ‘muito mais que 0,20 centavos’ das ruas exprime o caldo latente de um clima de frustração dos que não se sentem incluídos. Dos que estão fora da sociedade de consumo, dos milhares que trabalham em empregos precários. Daqueles que estudam e trabalham e precisam se deslocar nas metrópoles carrocentristas, mas também dos que não estudam e não trabalham e se dão conta de que o prometido atalho à sociedade de consumo não chegará pela educação e menos ainda pelo emprego de salário mínimo. 
Logo e, concluindo, o paradoxo entre a agitação das ruas e a indiferença com o processo eleitoral na realidade não é uma antítese, mas sim expressão das próprias ruas que manifestaram o desencanto com os políticos e o sistema político. 
Portanto, como o sistema político não exprime nada e não pode ser mudado por dentro – via eleições, sem que se radicalize outra forma de política – votar, deixar de votar, ou votar em ‘A’, ‘B’ ou ‘C’ pouco altera a dinâmica viciada do que não se quer.

Quem xinga os nordestinos? Eleitores de Aécio, é claro!

Copiei de Conversa Afiada

No mapa, tem burro no Brasil inteiro…
O Conversa Afiada reproduz, do Tijolaço, texto de Fernando Brito:

COXINHAS XINGAM OS NORDESTINOS NO TWITTER POR DAREM VITÓRIA MACIÇA PARA DILMA

Cada nordestino ou descendente de nordestino no Brasil deveria ver o mapa acima antes de decidir o seu voto.

A mancha vermelho-escura, significa, MUNICÍPIO POR MUNICÍPIO, onde houve uma votação de mais de 50% para a Dilma Rousseff.

É o o desenho de uma metade do Brasil que, finalmente, fez ouvir sua voz neste país.

Pois se cada homem ou mulher que teve o pai e a mãe tangido pela seca, pela miséria, pelo coronelato mandão, olhasse o que seus irmãos estão dizendo, duvido tivesse coragem de condená-los, de novo, ao jugo das elites que os empobreceram e das que os receberam, de nariz torcido, por onde a sina de retirante os espalhou.


É, como diz a turma do bucho cheio que se reúne com Aécio, “o pessoal que vota com o estômago”.

Os que ele diz que estão felizes com os “empreguinhos de dois salários mínimos”.

Gente que se reproduz na mediocridade de um imbecil, agora, na fila do banco que disse que paga imposto para dar marmita a nordestino vagabundo.

Que os chama de “paraíba”, de “baiano” e que faz até, como está mostrando o TERRA, uma página na internet para os xingar ainda mais, porque votaram em Dilma.

ESSES NORDESTINOS é o nome da manifestação de ódio.

É, esses nordestinos, que construíram o prédio onde eles moram, que abriram a estrada onde eles passam, que fizeram a escola onde seus filhos estudam, ergueram a ponte que atravessam.

Que fizeram um pedaço imenso deste Brasil rico e egoísta, da gente que é capaz de morrer de fome não porque não tem comida, mas por falta de uma empregada ou um restaurante – cheios de nordestinos na cozinha, aliás – que lhes sirva.

Esses nordestinos, essa gente que sofre mas não odeia, muito melhor do que esta, que não sabe o que é sofrer, mas sabe muito bem o que é odiar.

São eles os “limpinhos e cheiros”, mas como fedem, meu deus!
Em tempo: sobre quem estigmatiza quem supostamente vota com o estômago, vejahttp://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/04/02/aecio-bomba-no-glamurama/ – PHA

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

São Joaquim Batman Barbosa, padroeiro dos linchamentos, rogai por nós!

Via Daniel Godoy Junior

Leia as razões da impugnação ao pedido de inscrição na OAB DF do Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA COMISSÃO DE SELEÇÃO DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, CONSELHO SECCIONAL DO DISTRITO FEDERAL

“O desapreço do Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal pela advocacia já foi externado diversas vezes e é de conhecimento público e notório.”
Márcio Thomaz Bastos, Membro Honorário Vitalício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, por ocasião do desagravo realizado em 10.06.2014 de que foi o orador.

IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR, brasileiro, casado, advogado inscrito na OAB/DF sob o n.º 11.555, vem à presença de V. Exa. propor IMPUGNAÇÃO ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pelos fatos a seguir aduzidos.

Em 23 de novembro de 2006 o Requerente, na condição de Ministro do Supremo Tribunal Federal, atacou a honra de Membro Honorário desta Seccional, o advogado Maurício Corrêa, a quem imputou a prática do crime previsto no art. 332 do Código Penal, verbis : “Se o ex-presidente desta Casa, Ministro Maurício Corrêa não é o advogado da causa, então, trata-se de um caso de tráfico de influência que precisa ser apurado”, o que resultou na concessão de desagravo público pelo Conselho Seccional da OAB-DF (Protocolo nº 06127/2006, cópia em anexo).

Quando o Requerente ocupou a Presidência do Conselho Nacional de Justiça e do Supremo Tribunal Federal seus atos e suas declarações contra a classe dos advogados subiram de tom e ganharam grande repercussão nacional. Vejamos, segundo o clipping em anexo:

a) Em 19 de março de 2013, durante sessão do CNJ, generalizou suas críticas afirmando a existência de “conluio” entre advogados e juízes, verbis: “Há muitos [juízes] para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso. Nós sabemos que há decisões graciosas, condescendentes, absolutamente fora das regras”, o que resultou em manifestação conjunta do Conselho Federal da OAB, da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB);

b) Em 08 de abril de 2013, sobre a criação de novos Tribunais Regionais Federais aprovada pela Proposta de Emenda Constituição nº 544, de 2002, apoiada institucionalmente pela Ordem dos Advogados do Brasil, afirmou o seguinte: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados…”; “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”; “foi uma negociação na surdina, sorrateira”; o que redundou em nota oficial à imprensa aprovada à unanimidade pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

c) Em 14 de maio de 2013, também em sessão do CNJ, o então Ministro-Presidente afirmou, em tom jocoso, que: “Mas a maioria dos advogados não acorda lá pelas 11h mesmo?” e “A Constituição não outorga direito absoluto a nenhuma categoria. Essa norma fere o dispositivo legal, ou são os advogados que gozam de direito absoluto no país?”, o que foi firmemente repudiado por diversas entidades da advocacia, notadamente pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, pelo Movimento de Defesa da Advocacia, pela Associação dos Advogados de São Paulo e pela Diretoria do Conselho Federal da OAB;

d) Em 11 de março de 2014 o Requerente votou vencido no Conselho Nacional de Justiça contra a isenção de despesas relativas à manutenção das salas dos advogados nos fóruns. Na oportunidade, criticou duramente a Ordem dos Advogados: “Precisa separar o público do privado. Que pague proporcionalmente pela ocupação dos espaços. Não ter essa postura ambígua de ora é entidade de caráter público, para receber dinheiro público, ora atua como entidade privada cuida dos seus próprios interesses e não presta contas a ninguém. Quem não presta contas não deve receber nenhum tipo de vantagem pública”; o que também resultou em nota da Diretoria do Conselho Federal da OAB; e,

e) Em 11 de junho de 2014, numa das últimas sessões do Supremo Tribunal Federal que presidiu, o Requerente “expulsou da tribuna do tribunal e pôs para fora da sessão mediante coação por seguranças o advogado Luiz Fernando Pacheco, que apresentava uma questão de ordem, no limite de sua atuação profissional, nos termos da Lei 8.906”, conforme nota de repúdio subscrita pela diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

Por fim, em 10 de junho de 2014, este Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal concedeu novo desagravo público, desta feita ao advogado José Gerardo Grossi, atingido em suas prerrogativas profissionais pelo então Min. Joaquim Barbosa em decisão judicial assim lançada: “No caso sob exame, além do mais, é lícito vislumbrar na oferta de trabalho em causa mera action de complaisance entre copains, absolutamente incompatível com a execução de uma sentença penal. (…) É de se indagar: o direito de punir indivíduos devidamente condenados pela prática de crimes, que é uma prerrogativa típica de Estado, compatibiliza-se com esse inaceitável trade-off entre proprietários de escritórios de advocacia criminal? Harmoniza-se tudo isso com o interesse público, com o direito da sociedade de ver os condenados cumprirem rigorosamente as penas que lhes foram impostas? O exercício da advocacia é atividade nobre, revestida de inúmeras prerrogativas. Não se presta a arranjos visivelmente voltados a contornar a necessidade e o dever de observância estrita das leis e das decisões da Justiça” (Processo nº 07.0000.2014.012285-2, cópia em anexo).

Diante disso, venho pela presente apresentar impugnação ao pedido de inscrição originária formulado pelo Sr. Ministro aposentado JOAQUIM BENEDITO BARBOSA GOMES, constante do Edital de Inscrição de 19 de setembro de 2014, pugnando pelo indeferimento de seu pleito, que não atende aos ditames do art. 8º da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e OAB), notadamente a seu inciso VI, pelos fundamentos já expostos.

Nestes Termos,
Pede Deferimento.

Brasília/DF, 26 de setembro de 2014.

IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR
OAB/DF n.º 11.5554