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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Somos os pobres do mundo, homens e mulheres que nos levantamos e erguemos a cabeça, e vocês se cagam de medo

Arnaldo Jabor, filho da puta a serviço do PIG, ofendeu o povo venezuelano (veja aqui) e minha amiga Janeslei Albuquerque disse, com muita propriedade e com a paixão típica de quem não se rende nunca: "Eu lamento por nós, com jornalixo dessa natureza. Fomos sequestrados do direito a informação e somos soterrados por esse escárnio que despejam sobre milhões de lares todos os dias e noites."

Mas não nos esqueçamos, digo eu, que é este o conceito que os jaguaras do PIG têm do povo brasileiro. Para esta gente somos, do mesmo modo que os latino-americanos, quando ousamos votar em Mujica, em Lula, em Chaves, em Ortega, em Evo, em Cristina, em Lugo e em Rafael, somos gente sem nenhuma serventia, somos gente dispensável, somos ignorantes como disse o Jabor.

Não, bando de lazarentos, somos o povo originário e somos os negros que foram trazidos à força pra cá, somos os guaranis, somos os incas, os ianomamis, os mapuche, os aymaras, os maias, os astecas, e somos todos os povos indígenas e suas tragédias que vocês nos impuseram. Somos os italianos pobres, os portugueses pobres, os espanhóis pobres, os ucranianos e os polacos pobres, somos os pobres do mundo, homens e mulheres que nos levantamos e erguemos a cabeça, e vocês se cagam de medo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Os próximos passos do esgoto midiático

Eu visito o DoLaDeLá todos os dias

Como a anunciada “solidariedade humana” da mídia é apenas da boca para fora – embora possa, sim, haver várias e honrosas exceções – existe, neste momento, um grande ponto de interrogação em seus estrategistas.
O que devem fazer?
Aproveitar-se do recesso forçado a que terá de se submeter a mais carismática figura da política brasileira e aguçar ainda mais os ataques ao Governo? Ou acreditar que a notícia do problema de Lula causou um estado de espírito na população que torna um acirramento de sua ofensiva de ataques um elemento de evidenciação de seus propósitos e de seu inconformismo com os resultados das eleições?
É provável que nossa mídia siga sua vocação de escorpião e recrudesça seus ataques, após alguns dias de perplexidade.
Mas, neste momento, sua capacidade de ação está limitada.
Hoje mesmo estão mandando suas pesquisas à rua – duvidam? – para saber o impacto da notícia.
A causa da direita brasileira é muito ruim, é indefensável.

De início, seu projeto manter o Brasil colonizado, com uma elite incapaz de um projeto próprio de país e uma classe média-alta que se compraz da pobreza geral, como forma de achar-se especial, com um “cosmopolitismo-provinciano” já se mostrou inviável ao primeiro sopro de progresso havido no Brasil.
Trilhou-se, nos últimos anos, um caminho sem volta, porque dissolveu-se o fatalismo da pobreza e do atraso nacionais.
Depois, por falta de projeto confessável para o país, ela está sem projeto político e, como não o tem, só lhe resta apontar o dedo para os governos progressistas e, não importando se verdadeiros ou falsos, apontar-lhes os malfeitos.
Como a UDN fazia, nos anos 50 e 60, mas sem um ingrediente que alimentava a velha direita, que era a polarização da Guerra Fria e o pavor ao “comunismo ateu e apátrida”. E sem a esperança que ela nutria – e, afinal, conseguiu – de rondar os quartéis.
Ainda assim, vão tentar atacar pela via que lhes resta. E contar com que, atacado, o Governo não possa contar com seu grande fiador: Lula.
Limitados como são, talvez não percebam que Lula, forçadamente calado, fala muito alto com a consciência dos brasileiros.
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O Ornitorrinco Petista, Ateu e Abortivo avisa, alto e bom som: não ousem desrespeitar Lula, viuvinhas, não ousem. Aqui, como sempre, bateu, leva nas fuças, corja golpista!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bom dia, viuvinhas sem-porvir. Reinaldo Azevedo, pulha que escreve no esgoto semanal chamado Veja, um dos colunistas amestrados favoritos dos desarvorados seguidores de são josé serra atingido e de santa marina esverdeada, chama o povo brasileiro de ralé

Eu visito Terra Brasilis todos os dias
Jussara Seixas

Após concluir a escolha e as nomeações de seus ministros, auxiliares, organizar o seu governo, a presidenta Dilma vai dedicar mais tempo a viagens pelo país, a eventos públicos, entrevistas. A presidenta Dilma quer uma aproximação maior com o povo, vai dar atenção a governadores, prefeitos, ouvir suas reivindicações, quer saber das necessidades do povo em cada região do país para melhorar a vida das pessoas. Perfeito, a presidenta Dilma mostra que tem sensibilidade e competência, mostra que sabe governar e que vai dar continuidade ao governo Lula.

Ao dar essa notícia, ainda sem ter ordens para falar mal da presidenta Dilma e do seu governo, o abestalhado, o cretino-mor da Veja (só podia), Reinaldo Azevedo, diz em seu texto que "Dilma agora vai ficar mais perto da ralé". Reinaldo Azevedo chama de "ralé" a grande maioria do povo brasileiro, as pessoas que constroem este país, as pessoas que às 4 h da manhã já estão lotando os pontos de ônibus e trens, palmilhando as estradas e caminhos. Chama de “ralé” os trabalhadores de todas as categorias em todo o Brasil. Chama de “ralé” os trabalhadores da construção civil, professores, enfermeiros, agentes da Saúde, comerciários, metalúrgicos, faxineiras, porteiros, lixeiros, motoristas de ônibus e caminhões, maquinistas dos trens e do Metrô, os padeiros e policiais... Enfim, para Reinaldo Azevedo, é “ralé” toda a gente que inicia diariamente muito cedo o seu trabalho para beneficiar milhões de outras pessoas e o país. Segundo o dicionário, “ralé” é um termo pejorativo que significa também canalha, escória, lixo, gentinha. É gigantesco o ódio do abestalhado contra o povo brasileiro que elegeu Lula duas vezes, e agora elegeu Dilma. É o ódio de quem se acha melhor que as outras pessoas mas não passa de um pseudo formador de opinião abestalhado e fracassado, de 5ª categoria. O povo deste país, que o RA chama de “ralé”, construiu cidades, hospitais, escolas, universidades, construiu o Metrô e os Shoppings, prédios suntuosos, casas populares, rodovias, ferrovias, construiu imensas pontes, viadutos, túneis. A “ralé”, como é chamada por RA, produz carros, peças, ônibus, navios, aviões, e até as plataformas de petróleo, nas quais perfuram os poços. A “ralé”, na opinião de RA, trabalha nos canaviais e nas lavouras, produzindo para o Brasil e o mundo. É o trabalho do povo brasileiro, chamado de "ralé" por RA, que move a economia do país, que promove o crescimento, multiplica os empregos e põe comida na mesa. Escória, ralé, são o RA e seu eterno candidato perdedor, Serra, que manda bater em professores, em estudantes, manda policia bater na policia, que inventou a mirabolante história da bolinha de papel. Escória, ralé, são os jornalistas que inventam, caluniam, omitem, que publicam uma ficha grosseiramente falsa do DOPS como verdadeira, que chamam de ditabranda a ditadura militar que torturou, matou, escondeu corpos, destruiu famílias. O ódio do RA pelo povo brasileiro que ele chama de "ralé" deve-se ao fato de que esse mesmo povo deu uma banana para ele, para a mídia safada, para o PIG, confiou no presidente Lula e elegeu a sua candidata. Elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, que vai dar continuidade ao bom governo Lula. 


O Ornitorrinco pede a palavra para dizer que, salvo melhor juízo, nosso querido Tutucaninho já publicou texto deste jaguara. Já Reginaldo, o Gouvea, se ainda não o fez, mais dia, menos dia, o fará.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Acredite, amigo internauta: hoje, 3 de fevereiro de 2011, pela primeira vez em quase duzentos anos, O Ornitorrinco NÃO ENCONTROU A REVISTA VEJA NUM CONSULTÓRIO MÉDICO!!!


Estive hoje em Curitiba durante boa parte do dia e um dos meus compromissos foi levar minha mulher Sônia ao dermatologista, e fomos ao Cendopel (Centro de Doenças da Pele), na Avenida Getúlio Vargas, 2300, no bairro Àgua Verde, para consulta com o Dr. José Schweidson.

Chegamos com alguma antecedência e, enquanto ela aguardava o atendimento, ficamos ali na sala de espera, e sobre uma mesa de centro, aquele típico montão de revistas.

Bem, procurei algo para ler e passar o tempo e, para minha completa surpresa, NÃO HAVIA NAQUELE CONSULTÓRIO MÉDICO UM ÚNICO EXEMPLAR DA REVISTA VEJA.

Vou repetir: NÃO HAVIA UM ÚNICO EXEMPLAR DA IMUNDÍCIE DA VEJA na sala de espera e, em muitos anos esta é a primeira vez que não me deparo, num consultório médico, com o esgoto semanal produzido pela editora abril.

Bem, é uma pena que o Dr. José Schweidson, que vi de relance e me pareceu já bem velhinho, seja dermatologista. Gostaria que fosse um clínico-geral das antigas, porque se no consultório dele a merda da Veja não fede e não nos ofende, eu adoraria marcar todas as consultas e exames com ele.

VOU REPETIR: NO CONSULTÓRIO DO DR. JOSÉ SCHWEIDSON, NA AVENIDA GETÚLIO VARGAS, 2300, ÁGUA VERDE, CURITIBA, ESTADO DO PARANÁ, VOCÊ NÃO É AGREDIDO, ENQUANTO AGUARDA O ATENDIMENTO, PELAS MENTIRAS, FRAUDES E FALSIFICAÇÕES DESTA IMUNDÍCIE CHAMADA VEJA, QUE SEMANALMENTE A EDITORA ABRIL DEFECA EM NOSSAS INDEFESAS CABEÇAS.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A CGU e as manjadas vilanias da Veja




Nota da Controladoria Geral da União sobre matéria da revista Veja

1. A matéria publicada na última edição da revista Veja sobre a Controladoria-Geral da União é, obviamente, uma reação à carta-resposta (não divulgada pela revista) que o Ministro-Chefe da CGU, Jorge Hage, enviou-lhe nos últimos dias de 2010, diante da edição de "Retrospectiva" do final do ano passado
2. Isso não obstante e tendo em conta o respeito que a CGU deve aos profissionais que integram seus quadros e, ainda, à opinião publica que sempre acompanhou e reconheceu o seu trabalho sério e republicano, passamos a repor aqui (tendo em vista que a revista nos nega o espaço para resposta) a verdade sobre cada uma das afirmações contidas na matéria:
a) A revista afirma que a CGU produziu, recentemente e de última hora, um Relatório de Auditoria sobre a FUNASA com o intuito de ajudar o Partido dos Trabalhadores a afastar dali o PMDB.
A VERDADE: o repórter Bernardo Melo Franco, do jornal Folha de S. Paulo, pesquisou no site da CGU relatórios pré-existentes, que remontam a 2002, sobre diversos processos de Tomadas de Contas Especiais, envolvendo inúmeros órgãos do governo. O interesse do repórter pelos processos referentes à Funasa só pode ser explicado por ele próprio. Significativamente, no mesmo final de semana em que circulou o exemplar da revista com a matéria que aqui se contesta, também o jornal “O Estado de S. Paulo”, publicou, como manchete principal, a matéria intitulada “Alvos de disputa no segundo escalão somam R$ 1,3 bi em irregularidades”, utilizando a mesma fonte de dados: os relatórios disponíveis desde sempre no site da CGU. A reportagem do “Estadão”, porém, diferentemente da da “Folha”, direciona seu foco para vários órgãos controlados, segundo a matéria, por diferentes partidos, inclusive o PT, o que demonstra: 1) que tais publicações não se deveram a iniciativas da CGU, e sim dos jornais: 2) o caráter republicano das ações da CGU, que se realizam sem levar em conta o partido eventualmente interessado; e 3) a credibilidade que, por isso mesmo, têm os nossos trabalhos.
b) A revista sustenta que a CGU se omitiu de atuar em episódios como o chamado “mensalão”.
AVERDADE: não compete à CGU, um órgão do Executivo, fiscalizar a conduta de membros do Poder Legislativo. Todavia, todos os fatos denunciados à época envolvendo órgãos do Executivo como alvos de desvios (que serviriam para pagamento de propinas a parlamentares) foram objeto de amplas auditorias por parte da CGU. Só para dar um exemplo, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos passou por auditorias amplas e minuciosas, acompanhadas, pari passu, pelo Ministério Publico, que resultaram em dezenas de relatórios, amplamente divulgados à época e disponíveis também, desde então, no site da CGU. Os caminhos para consultar todos esses relatórios no site foram mostrados ao repórter da Veja, que recebeu toda a assistência e atenção, durante cerca de duas horas, inclusive sendo recebido pelo próprio ministro, sendo-lhe entregue, ainda, uma relação completa das demissões, inclusive de diretores da ECT, ocorridas em conseqüência das irregularidades constatadas pela auditoria da CGU.
c) A revista afirma que a CGU se apressou em inocentar a ex-ministra Erenice Guerra, de irregularidades denunciadas na mídia, durante a última campanha eleitoral.
A VERDADE: as denúncias apuradas e descartadas pela CGU nesse caso foram aquelas desprovidas de quaisquer fundamentos. No caso do DNPM, por exemplo, a mídia indicou possível favorecimento à empresa do esposo da ex-ministra, cujas multas aplicadas pelo órgão teriam sido canceladas indevidamente. Logo se verificou que a própria área jurídica do DNPM havia reconhecido erro na aplicação das multas e recomendado à direção seu cancelamento para o necessário recálculo, o que foi feito. As multas foram, então, novamente impostas e vinham sendo pagas regularmente pela empresa em questão. Não havia, portanto, fundamento para que o caso fosse levado adiante. O mesmo se deu (ausência de fundamento) com as denúncias sobre a EPE e o BNDES. Outros casos, mais sérios e mais complexos, denunciados pela mídia na mesma ocasião, continuam sendo investigados, como o que envolve a empresa MTA e a ECT, cujos resultados serão divulgados em breves dias.
d) A Veja diz, quanto aos cartões de pagamento, que a ação da CGU se limitou a elaborar uma cartilha com orientações e passou a investigar gastos de “integrantes da administração tucana”.
A VERDADE: além de elaborar a cartilha, dirigida a todos os gestores que lidam com suprimento de fundos, todas as denúncias (inclusive as que envolveram ministros) sobre irregularidades com esse tipo de gasto foram apuradas e tiveram seus resultados amplamente divulgados na mídia. Três ministros devolveram gastos considerados impróprios para serem feitos com o cartão e uma ministra teve que deixar o governo, como amplamente divulgado à época. E tudo isso está também disponível a qualquer cidadão, no site da CGU. O que a revista não registra é que foi do Governo Lula, por proposta da CGU, a iniciativa de dar transparência a esse tipo de gasto, divulgando tudo na internet para fiscalização da sociedade, exatamente para corrigir possíveis desvios e distorções. E quem delimitou o escopo dos trabalhos, inclusive retroagindo ao segundo mandato do Governo FHC, não foi a CGU, mas a própria “CPMI dos Cartões Corporativos”, que, por meio da aprovação do Requerimento nº 131, de 12 de março de 2008, estabeleceu que o seu objetivo seria analisar a regularidade dos processos de prestações de contas de suprimento de fundos dos últimos 10 anos.
e) A revista afirma que o caso “Sanguessugas” surgiu de denúncias na imprensa.
A VERDADE: a Polícia Federal, o Ministério Público e toda a imprensa, sabem que a “Operação Sanguessuga”, assim como tantos outros casos que desaguaram em operações especiais para desmantelar esquemas criminosos, foi iniciada a partir de fiscalizações da CGU nos municípios. Aliás, a mesma matéria do jornal “O Estado de S. Paulo” citada no item “a” desta nota enumera muitos desses casos, em retranca de apoio à matéria principal, intitulada “Ações da CGU norteiam as megaoperações da PF”.
f) A revista atribui ao Ministro-Chefe da CGU, afirmação de que este órgão dá “prioridade ao combate da corrupção no varejo”.
A VERDADE: O que foi dito ao repórter foi que nos pequenos municípios o cidadão comum sente mais diretamente os desvios de merenda escolar e medicamentos do que os efeitos dos grandes escândalos ocorridos nos grandes centros (o que é aliás fácil de entender). Não se disse que a CGU prioriza isso ou aquilo, pois ela combate a corrupção com a mesma prioridade, independentemente do tamanho de cada caso.
g) A reportagem da Veja tece considerações absurdas sobre relatório referente a auditoria em projeto de cooperação técnica internacional celebrado entre o Ministério da Integração Nacional e a FAO, no exercício de 2002.
A VERDADE: a eventual ocorrência de divergências entre as equipes de auditoria e as chefias de cada Coordenação, embora não sejam freqüentes, são naturais no processo de homologação dos relatórios. O processo usual é que por meio do debate se tente alcançar o consenso. Quando o consenso não é possível, o importante é que o processo se dê de forma transparente. Ora, a própria reportagem se encarrega de esclarecer que a direção da Secretaria Federal de Controle Interno (unidade da CGU) expressou seu entendimento divergente por escrito e fundamentadamente, tendo ficado também registrado nos autos a opinião dos demais servidores. Neste caso, como em tudo o mais, as coisas se fazem na CGU com plena observância do princípio da transparência.
h) A revista afirma ter havido atrito entre a CGU e a Polícia Federal durante a Operação Navalha, e que a CGU estaria “contribuindo para atrasar o desfecho do trabalho”.
A VERDADE: Isso nunca ocorreu. Prova disso, é que a Subprocuradora-Geral da República encarregada do caso afirmou, por mais de uma vez, que sem os relatórios de CGU não teria sido possível oferecer denúncia contra os acusados. E outra prova é que as punições foram rapidamente aplicadas no caso pela CGU, inclusive a declaração de inidoneidade da principal construtora envolvida.
Como se vê, a realidade é muito diferente do que se lê na revista.
Estes esclarecimentos que fazemos agora não serão encaminhados à Revista, pela simples razão de que ela se recusa a publicar nossas respostas. Contudo, a CGU se sentiu na obrigação de prestá-los, como já dito no início, em respeito aos seus servidores e à opinião pública em geral.

Assessoria de Comunicação Social

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sobre jaguaras, pulgas e sarnas

Depois de assistir o vídeo com os inacreditáveis comentários de Luiz Carlos Prates – veja a postagem anterior - perguntei-me como é possível que a RBS lhe dê assento e permita que suas fezes verbais inundem as casas das pessoas e, como é próprio, fui até a página da empresa e pensei em fazer um comentário, mas tive completa certeza que nada seria publicado ao ler as condições que eles praticam para essas coisas.

A jagunçada travestida de paladinos da liberdade de imprensa informa que é vetada a publicação de comentários que, dentre outras razões, “promovam racismo contra grupos de minorias ou qualquer forma de fanatismo político ou religioso, discriminando grupos de pessoas ou etnias; que sejam obscenos; que promovam discriminação de qualquer natureza; que incitem à violência ou que explorem medo ou superstição”, mas, hipócritas até o talo, permitem que o patifão defeque preconceitos de classe e ódio político em nossa sala na hora do almoço.

Bem, sendo a RBS organização midiática xexelenta dirigida por notórios jaguaras nada mais natural que um jaguara cú sujo como Luiz Carlos Prates tenha espaço e prestígio por lá.

Ao fim e ao cabo, se merecem e dividem as pulgas e a sarna que os acomete.

domingo, 24 de outubro de 2010

Você lê e acredita na Veja? Azar o seu, meu caro

Você deve visitar o Blog do Miro diariamente

Por Altamiro Borges

Pela sexta vez em menos de dois meses, a revista Veja publica uma capa agressiva contra a candidata Dilma Rousseff. A famíglia Civita está obcecada e aciona os seus capachos - que envergonham o jornalismo - para produzir factóides. A edição desta semana, bem espalhafatosa, traz uma suposta escuta telefônica em que o secretário de Direitos Humanos, ligado ao Ministério da Justiça, teria reclamado das pressões que teria sofrido da ex-ministra para produzir dossiês contra José Serra.

"É grave usar esses métodos"

Dilma Rousseff, irritada, já rebateu as insinuações do panfleto serrista. "Eu nego terminantemente esse tipo de conversa às vésperas das eleições. Gostaria muito que houvesse, por parte de quem acusou, a comprovação e a prova de que alguma vez eu fiz isso. É muito fácil, na última hora, na semana da eleição, criar uma acusação contra a pessoa sem prova alguma. É grave usar esses métodos".

Mais indignado ainda, o secretário de Direitos Humanos, Pedro Abramovay, envolvido criminosamente pela revista no episódio, também repudiou as insinuações. Ele exigiu que a Veja apresente as provas. Já o ex-secretário, Romeu Tuma Junior, exonerado do cargo em agosto passado por suposta ligações com contrabandistas, não se pronunciou sobre o caso. Estranhamente, o seu telefonema é a prova principal da acusação.

Acusações sem prova e ilegais

Até agora, a revista não divulgou o áudio da conversa, não informou a fonte de sua informação - será uma escuta clandestina, ilegal? - e nem se dignou a ouvir os dois principais prejudicados pela acusação (Dilma e Abramovay). Disse apenas que a fita foi periciada pelo "especialista" Ricardo Molina, o mesmo que a TV Globo usou para falar sobre o segundo objeto que atingiu José Serra (além da bolinha de papel) e que ficou famoso por tentar incriminar o MST na chacina de Eldorado dos Carajás.

A matéria lembra outros factóide produzidos pela Veja, como a tal escuta telefônica contra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Dantas (ou Mendes?), que até hoje não foi comprovada e até já caiu no esquecimento. A revista insiste em produzir material de campanha contra Dilma Rousseff. Não publica nenhuma capa em tom negativo contra o tucano Serra. E olha que não falta assunto - o homem-bomba Paulo Preto, a hipocrisia sobre o aborto de Monica Serra, as brigas Serra-Aécio.

A revista e o mensalão dos tucanos

Mas a Veja resolveu blindar, descaradamente, o demotucano. Até matérias publicadas no passado, com denúncias contra Serra, foram arquivadas. Não aparecem na campanha presidencial. As razões são evidentes. Em primeiro lugar, a revista defende a mesma plataforma política neoliberal. Em segundo, ela deve favores aos tucanos paulistas. Afinal, o governo Serra doou fortunas à Editora Abril, com a compra de assinaturas milionárias e farta publicidade. A promiscuidade lembra o pior tipo de "mensalão".

Na sua nota oficial, o secretário Pedro Abramovay exigiu a imediata apresentação de provas. "Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição", lamentou. Ele também ameaçou entrar com um processo contra a publicação da famiglia Civita. Não dá mais para aceitar calado os ataques irresponsáveis e criminosos da Veja. Isto só estimula a impunidade. A famiglia Civita precisa ser internada e a revista Veja merece ser processada, já!

sábado, 23 de outubro de 2010

Esgotiva, que porra é essa?

Esgotiva, palavra que somente O Ornitorrinco poderia criar e relacionar com os porões da campanha do patifepulhacanalha do serra significa escoamento de porcarias, ou coisa relativa a mentira produzida de forma torpe e acanalhada com o fim de disputar eleições. Esgotiva quer dizer, ao fim e ao cabo, demonstração exacerbada de preconceito, de mentira, de fraude. Esgotiva quer dizer qualquer coisa relacionada ao patife do josé serra.

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Pois é...

Lambido de Carta Maior

A MANEIRA SÓRDIDA

"...o que ele [Serra] pode apresentar de alternativa real para o que Dilma representa? Não há como polarizar. O resultado é que o jogo se faz por debaixo da mesa, de maneira sórdida. Até dói ver um homem com o passado de Serra ficar impassível diante dos horrores que se dizem de uma pessoa que lutou a mesma luta que ele e sofreu como ele...."
(Gabriel Cohn, sociólogo e professor da USP;Valor, 08/10)

sábado, 18 de setembro de 2010

Para Tutuca Gouvea, respeitosamente

(Para quem não é de Antonina e quer saber mais sobre o pensamento vivo de Tutuca Gouvea, 
acesse o Blog do Tutuca e o Blog do Reginalgo Gouvea (vá em Leituras) 


O que reproduzo são trechos que este blogueiro lambeu do site da revista Veja, que acesso sempre com roupas especiais, máscaras de proteção, luvas e todos os equipamentos necessários para impedir que eu seja contaminado pelos excrementos produzidos em larga escala naquela fábrica de imundícies.


Veja, a produtora de excrementos disse: 
"A revista relata o episódio em que o jovem advogado Vinicius de Oliveira Castro, sócio do filho da ex-ministra Erenice, se surpreendeu ao encontrar 200 000 reais na gaveta de sua mesa de trabalho. “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”, disse. Como mostra a reportagem, o dinheiro era propina distribuída aos funcionários do ministério para que eles mantivessem silêncio sobre esquemas de corrupção - ou colaborassem com eles. Um colega mais experiente explicou: “É o ‘PP’ do Tamiflu, é a sua conta. Chegou para todo mundo”. ‘PP’ significa propina no linguajar da repartição.  Tamiflu é um medicamento utilizado para combater gripes, em especial a suína. Dias antes, em 23 de junho, o governo fechara um contrato de 34,7 milhões de reais para compra emergencial do remédio. Temia-se, na época, que a gripe suína pudesse se transformar numa epidemia.
A história foi revelada a VEJA por um amigo de Vinicius que trabalhava no governo e por seu tio, Marco Antonio Oliveira, então diretor de Operações dos Correios. Os dois depoimentos foram gravados pela revista. Vinicius relatou ao tio, sem dizer nomes, que outros três funcionários da Casa Civil receberam os pacotes de 200 000 reais. “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa”, afirmou. Para receber o valor, o ex-assessor da Casa Civil (que pediu exoneração na segunda-feira) explicou ao tio que não precisou fazer nada. “Eu avisei que, se ele continuasse desse jeito, ia sair algemado do Palácio”, disse a VEJA o ex-diretor dos Correios".

Eu, sem ter o que fazer, além de pensar, comento:
1. O Tamiflu é produzido por um único laboratório, meus amigos, ou seja, não havia nenhum concorrente interessado, e nem poderia haver. Por quais cargas d'água, pergunto eu, mal iluminado por minhas poucas luzes, o laboratório teria que pagar propinas para garantir a compra de um produto que só ele fabrica?
2. Essa é phoda. O servidor corrupto chega pela manhã e, que susto!, encontra assim do nada 200 mil reais na gaveta! E chama o colega mais experiente, e também corrupto, é claro, que explica que a grana é a PP do Tamiflú. Quiospariu, vou abrir todas as gavetas aqui de casa, todas as manhãs, e espero encontrar, assim do nada, não 200 mil, mas uns quinhentão todo dia, que já estará de bom tamanho.
3. Sim, é claro, entrar no Palácio do Planalto com pacotes de 200 mil reais é mesmo uma moleza.  É assim: eu chego no Palácio do Planalto, tem lá um porteiro meio velhote e sonolento, parecido com aqueles de hotel de alta rotatividade,  digo que vou falar com o Lula e o velhinho me orienta a descer no terceiro e tomar a esquerda quando sair do elevador, bater na porta do gabinete, pedir licença e entrar. Só tucaninhos-esverdeados leitores de Veja podem acreditar numa merda dessa. Os caras da Casa Civil são corruptos, o pessoal da segurança é corrupto, o Batalhão da Guarda Presidencial é inteiramente corrupto, o Lula é corrupto, o pessoal da cozinha e da copa é corrupto, todo mundo é obviamente corrupto, de modo que o moto-boy dos corruptores chega na portaria do Palácio do Planalto, uma mochila encardida e estufada nas costas, avisa que vai entregar os capilés de praxe e sobe, e distribui a porra dos pacotes aos funcionários, e sai sem que nenhum servidor do Palácio do Planalto pergunte o que ele estava fazendo. Aposto que na semana que vem Veja e a Folha dirão que o tal moto-boy não pode ser identificado porque sempre que entrou e circulou pelo Palácio do Planalto estava de capacete.
4. E o o cara que recebeu o capilé - dentro da gaveta, assim do céu! -,  disse ao tio que não precisou fazer nada! Quer dizer, o cara é corrupto, a grana era do Tamiflú,  o movimento de entrega de pacotes para os funcionários era, pelo jeito, intenso, mas o sujeito não lembra de ter feito a maracutaia! 

Bem, eu reconheço ter poucas e fracas luzes, meus amigos, de modo que posso estar sendo engambelado pela propaganda da ditadura petista-lulista-dilmista-chavista-fidelista-evomoralista. Agora, acreditar nisso não dá! 

Bom, prezado Tutuca Gouvea, não me decepcione: eu acredito, eu sei  que você é inteligente. Pense. Você verá que não deforma, não solta as tiras e não tem cheiro.