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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

sábado, 15 de abril de 2017

A implosão do sistema político como meta

Copiei do Blog do Miro

Por Jeferson Miola

A abertura do sigilo das investigações da Lava Jato tem o efeito bombástico de implodir o sistema político. Num sistema derrocado, nada fica em pé, nem mesmo a candidatura Lula.

Esta medida extremada não parece ser o desfecho original idealizado para a Lava Jato, mas pode significar a alternativa restante para evitar o retorno do Lula à presidência do Brasil.

É cada vez mais claro que Lula e o PT sempre foram os alvos estratégicos da Lava Jato. Os estrategistas da Operação apostavam que o golpe causaria a derrocada do PT e a destruição simbólica do ex-presidente Lula no imaginário popular. Não foi, porém, o que aconteceu.

Com o aprofundamento do golpe, Lula se consolidou como o único personagem, de dentro do sistema político, com viabilidade eleitoral e, sobretudo, com autoridade moral e política para pacificar o país e comandar a reconstrução econômico-social e a restauração democrática do Brasil.

Afora Lula, só restam opções por fora do sistema político tradicional; restam os outsiders, os aventureiros, os demagogos populistas; um Sílvio Berlusconi da Lava Jato – alguém, por exemplo, como o prefeito paulistano João Dória.

A abrangência e o caráter sistêmico da corrupção que abastece o sistema político exige uma reforma política radical, que tenha como pontos de partida [1] o fim do financiamento empresarial da política, das eleições e dos partidos e [2] a eliminação da esquizofrenia em que um presidente eleito com 60% dos votos tenha menos de 15% de representação no Congresso.

A força-tarefa da Lava Jato, todavia, descarta a reforma política necessária, porque entende que o sistema deve ser totalmente implodido para dar lugar ao nascimento de novas estruturas, de novas instituições e de políticos puros, limpos, honestos e probos como eles, os juízes, procuradores, os “gestores”, os “não-políticos”, os pregadores, os “joãos trabalhadores”...

A divulgação da vasta corrupção dos partidos do bloco golpista, em especial do PMDB, PP e PSDB, causa a falsa aparência de imparcialidade da Lava Jato, porque finalmente teria deixado de ser seletiva nos vazamentos e nas denúncias. Esta falsa aparência é requintada com a citação de todos ex-presidentes da República.

Mas na realidade, é apenas um simulacro de justiça e isenção; é uma falácia para seduzir o senso comum e, ao mesmo tempo, servir de álibi para o arbítrio preparado contra o ex-presidente Lula.

Os expoentes políticos da direita, numerosos, foram todos protegidos com o foro privilegiado e, por isso, dificilmente serão julgados antes de 2022. Os principais candidatos golpistas à eleição presidencial [Alckmin, Aécio e Serra], que já exibiam desempenho ridículo nas pesquisas, ficaram definitivamente inviabilizados com a revelação da roubalheira em que estão envolvidos.

Por outro lado, os ex-ministros dos governos petistas, e, notavelmente, o ex-presidente Lula – a jóia da coroa da Operação – serão julgados ainda em 2017 com celeridade e arbítrio por um juiz faccioso, dominado por sentimentos odiosos e fascistas.

O derrocamento do sistema político pode representar a estratégia da força-tarefa para impedir o regresso do Lula à presidência do Brasil, ao preço do estilhaçamento do país no precipício.

domingo, 9 de abril de 2017

Sobre a "roubalheira" do PT

Copiei do FB de Leandro Nunes

Eu ainda não vi um petista detido, acusado ou com contas descobertas na Suíça ou qualquer outro paraíso fiscal. Na série de prisões de políticos e nas apreensões espetaculosas de bens ocorridas nos últimos anos, não se viu um carro de luxo, jóias, não se viu uma condução coercitiva realizada de alguma mansão suntuosa de políticos ou dirigentes petistas. Pelo contrário, o que ficou registrado das residências, por exemplo, do José Dirceu e do José Genoíno em SP e do próprio Lula em São Bernardo do Campo são casas ou apartamentos até simples perto do que pessoas que ocuparam seus cargos poderiam ter. Mesmo o tal tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, que tanto se contorcem para atribuir a Lula sua propriedade, e mesmo que fossem, não são castelos nem mansões, são de certa maneira simples também, (em se tratando de um tríplex em Guarujá, nem se compara por exemplo com o dos Marinho em Paraty, em luxo ou na localização), imóveis e locais dignos de serem "zoados" pelo Eduardo Pais, Paulo Maluf dentre outros que "entendem do assunto".
Na lista de políticos cassados pelo TSE ou inelegíveis pelo "Ficha Limpa" o PT não está nem perto de encabeçá-la, nem em números absolutos e menos ainda em média. Esta é encabeçada mesmo por PMDB e PSDB, os partidos do golpe. Partidos muito menores como PP possuem mais políticos cassados ou tornados inelegíveis em números absolutos que o próprio PT. Ora essa, se roubaram tanto, para onde foi este dinheiro? Tem algo errado aí e a conta não fecha. Este discurso de "corrupção" e "roubalheira" foi usado outras vezes na história e sempre da mesma forma e com os mesmos fins, sempre contra líderes e governos populares que desagradavam a elite nacional. Foi assim contra Vargas, João Goulart e até mesmo contra JK, que inclusive atribuíram-lhe a propriedade de um apartamento que na verdade não era seu (alguma semelhança com os dias de hoje?). Passado o tempo, assentada a história, o que tem-se hoje para acusar Getúlio, Jango e JK de corrupção? NADA!
Em finais dos anos 80 o PT tinha um discurso de rompimento com a ordem política e econômica vigente, um discurso de certa forma radical e que também se pautava por um viés moralista, que o mantinha distante das relações com empresários e financiamentos empresariais de campanha. Acontece que em fins da década de 80 e início da de 90 o PT percebeu que para vencer eleições e disputar de fato o poder do país era preciso mudar isto, e foi tornando menos radical o seu discurso e se aproximando do setor privado, aquele que financiava as campanhas. O PT descobriu que para ganhar o jogo era preciso jogar o jogo. Isso culminou com a eleição de Lula em 2002, cujo seu vice, José de Alencar foi escolhido justamente de modo a fazer a ponte com os empresários (digo aqui não a ponte no sentido de corrupção ou caixa 2, mas no sentido de construção política com o setor).
Não estou dizendo aqui que políticos petistas não "roubaram", apesar que este termo é complicado de ser usado em um país onde a polícia não pode sequer entrar de greve que todos viram ladrões, como aconteceu no Espírito Santo. A maioria destes políticos e dirigentes petistas que hoje foram presos, e diga-se de passagem, sem provas, em julgamentos parciais, espetacularizados pela mídia e conduzidos em clima de histeria nacional, estes são velhos militantes, da luta contra a Ditadura ou oriundos de sindicatos e movimentos sociais. São pessoas que guardam o mínimo de utopia em sua trajetória e que cujo crime mesmo foi o de jogar o jogo, que é feito sob medida para que os vencedores sejam aqueles que o sistema quer. Como diz Maquiavel, "aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei". Aécio Neves e as cúpulas do PSDB e PMDB, não somente soltas, como governando o país é a prova disso.
Outro aspecto disso tudo é que o poder lida com dinheiro, e atrai quem está em busca dele. Esses anos com o PT em ascensão e na presidência do país atraiu muito picareta e vigarista para o seio não somente do PT como também dos partidos mais próximos. O Delcídio do Amaral é um caso clássico, um cara que era do PSDB, jogava com o governo FHC e de repente, de uma hora para outra, muda de partido. Exemplos parecidos e de menor escala ocorreram nos níveis estaduais e municipais, pessoas da elite de municípios, pequenos empresários, médicos, donos de comércio, pessoas mais ricas de municípios pequenos e pobres foram para o PT simplesmente por oportunismo. Ainda assim o PT tinha e tem um controle maior, seja ideológico, seja financeiro e pragmático do seus quadros e de suas ações, mesmo em pequenos municípios do que os outros partidos. Um prefeito qualquer de cidade pequena filiado ao PSDB, o partido não quer nem saber do que ele faz lá e como faz, só quer saber dos votos de lá para deputado, senador, governador, etc. No PT tem-se o mínimo de cobrança, de comprometimento com a pauta popular e do partido.
O erro do PT foi o de jogar um jogo do qual ele não participava da criação das regras, um jogo onde as regras poderiam ser mudadas a qualquer momento, e contra ele. E assim ocorreu. O problema do PT, como diz o Leonardo Stoppa, é que ele enche o saco das elites, da burguesia nacional e do capital financeiro internacional, e por isso, contra ele foram usadas todas as armas de propaganda e jurídicas de modo a destruir sua utopia e seu legado. Não conseguiram, e não conseguirão.

Golpistas descobrindo que Brasil é de esquerda na economia

Copiei do Blog da Cidadania

Pouco a pouco, os golpistas vão recuando e recuando e recuando nas tais “reformas” que foram recrutados para impor aos brasileiros. O golpe foi dado para isso, para tirar dos pobres o que Lula e Dilma deram e devolver aos ricos. Mas não estão conseguindo.

Para entender o que está acontecendo no país vamos nos debruçar rapidamente sobre seu problema mais terrível, a concentração de renda. O professor da área de finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Bocaccio Piscitelli, vai nos explicar melhor a questão.

Ano passado, logo após o impeachment, ele apontou que o maior legado da gestão petista foi a ascensão de classes promovida pelas políticas dos governos petistas. No início do governo, o Índice de Gini, parâmetro internacional para medição de miséria, era de 0,589. Em 2014, fim do terceiro governo petista consecutivo, o índice caíra a 0,518.

A taxa varia de 0 a 1 e quanto mais próximo a 1, menos distribuição de renda há no país.

O gráfico abaixo mostra o processo inédito que ocorreu nesses 12 anos de governos petistas no país (2003 a 2014). Nesse período, houve a maior distribuição de renda da história. A renda de pobres e ricos se aproximou como jamais ocorrera na história brasileira. Confira o gráfico.
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Segundo Piscitelli, a política de valorização do salário mínimo, com aumento real, ou seja, acima da inflação, assegurou o crescimento de renda dos trabalhadores. “A valorização do salário mínimo assegurou o crescimento da renda dessas pessoas na base da pirâmide e elevou o salário dessa classe, que recebe até três salários mínimos.
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As reservas internacionais foram outro fator ressaltado pelos especialistas como ponto forte da gestão petista, que assume o país, em 2003, com um caixa de US$ 38 bilhões e o eleva a quase 400.
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As reservas, como se sabe, compõem uma espécie de poupança que blinda a economia, ao garantir que o país honrará seus compromissos com credores nacionais e estrangeiros, mesmo em situações de crise.

Com tudo isso, a taxa de desemprego no país se manteve cadente até que a crise política desorganizasse a economia, o que, na verdade, foi uma estratégia dos golpistas, desorganizarem a economia para colocarem a população contra o governo que, durante 12 anos, apoiou efusivamente.
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Outro ponto da gestão petista que a fez durar mais de uma década foi a melhora salarial. Durante praticamente todo o tempo os salários cresceram sem parar.
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Só interrompendo essa melhora de vida do trabalhador seria possível tirar o PT do poder. Para isso, foi engendrado um plano que literalmente destruiria a economia brasileira para que a população se revoltasse e autorizasse qualquer aventura que lhe fosse proposta para voltar a ter aquilo que foram os governos petistas que haviam lhe dado.

Porém, os golpistas foram com muita sede ao pode. Após o golpe, acharam que poderiam começar a reverter as conquistas populares da era petista com grande facilidade, devolvendo aos setores microscópicos e abastados da sociedade aquilo que lhes fora tirado para dar aos setores populares.

Afinal, para distribuir renda para muitos você tem que tirar dos poucos que a concentram. Foi tirado pouco dos ricos para dar aos pobres, mas houve que tirar. Não há como fazer um omelete sem quebrar os ovos.

Chega o governo ilegítimo de Michel Temer, produto de um impeachment fajuto, e começa, então, a tentar tirar do povo o que os governos petistas deram. O teto de gastos públicos acaba com o crescimento real do salário mínimo, com os programas sociais, com os gastos sociais todos.

Ou melhor, não acaba. Condena esses gastos a serem menores a cada ano, o que, por sua vez, condena os setores menos favorecidos da sociedade a irem piorando de vida ano após ano.

Em seguida, viria a parte mais difícil. O teto de gastos foi fácil de aprovar porque as pessoas não entendem direito o que foi feito, mas agora os golpistas queriam reduzir drasticamente os salários que tanto cresceram durante a era petista.

Tentaram aprovar uma reforma trabalhista que acabaria com direitos dos trabalhadores como FGTS, férias, 13º salário etc., mas o país estremeceu quando a sociedade ouviu essa proposta do governo que deixou que se instalasse achando que lhe devolveria o que ganhara do PT e a crise política estava tirando.

Surge uma ideia: terceirização. Contratar empregados por fora da CLT permitiria não acabar com direitos trabalhistas, mas evitando de pagá-los em um regime de contração que não dá direito algum ao contratado.

A terceirização generalizada, porém, é tão virulenta, tão nociva, promoverá uma desgraça tão completa na vida das pessoas que até a Justiça interveio.

Mas o Waterloo dos golpistas está sendo a reforma da Previdência. Qualquer estúpido entende o que são os entraves aos brasileiros se aposentarem.

Vendo a investida dos golpistas para lhe retirar direitos, os brasileiros começam a sentir o que pesquisa publicada pelo jornal Valor Econômico chamou de “saudade de Lula”. Com isso, os tucanos, que em um primeiro momento lucraram politicamente com o golpe, afundam nas pesquisas enquanto o ex-presidente petista se fortalece a cada nova sondagem.

Este Blog já dizia, quando o impeachment começou a se consolidar, que a melhor forma de ensinar o brasileiro a ser mais esperto seria deixar os golpistas assumirem e governarem, porque, sim, os brasileiros são conservadores, mas nos valores, não na economia.

Há amplos estudos que mostram que os brasileiros são conservadores em temas como aborto, homossexualidade, punibilidade de criminosos, mas são praticamente marxistas na economia.

Esses estudos mostram que, no Brasil, há amplo consenso da população de que devemos construir um abrangente Estado de bem-estar social, à imagem dos vigentes na Europa continental, como sistematizado na Constituição de 1988 e referendado em todos os pleitos eleitorais posteriores.

Eis por que Lula cresce nas pesquisas sem parar enquanto que os tucanos e peemedebistas despencam, porque eles vêm atuando para retirar direitos, “precarizar” o mercado de trabalho sem se dar conta de que os brasileiros, em maioria, rejeitam os valores de esquerda, mas amam os conceitos esquerdistas sobre economia.

O único direitista que está sabendo equilibrar o discurso é Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ele vem prometendo a violência social e o conservadorismo nos costumes que a maioria dos brasileiros aprecia, mas prometendo um Estado protetor, pródigo na distribuição de direitos e benefícios.

Claro que é uma falácia. Uma vez eleito, ele governaria com a direita exterminadora de direitos, neoliberal, e sob a influência direta dos Estados Unidos, autor intelectual dessa retirada de direitos.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sou um bosta de um lulo-petista

Aqui e ali, vozes vigorosas da esquerda virginal nos alertam para os perigos do lulismo, essa chaga brasileira e popular e, portanto, inaceitável pelas teorias tão descoladas, tão cheias de citações e referências.

Logo adiante, vozes sensatas da intelectualidade da esquerda imaculada - e tão dada a pulinhos revolucionários e consignas bacanas - nos avisam sobre as perfídias do lulo-petismo.

Eu, lulo-petista relutante e, de outra banda, lulo-petista conciliador, admito e confesso meu degenerado lulo-petismo e proclamo: em 2018 não votarei Lula porque ele será impedido por sergio moro e pelo aparato golpista do judiciário, mas votarei em quem ele indicar, até mesmo em ciro gomes, está claro?

Programa? Também quero um e já o tenho: é o lulo-petismo, o mais vitorioso e concreto programa de esquerda que o Brasil já teve.

Eu até posso remar nos remansos das teorias bem arquivadas, até posso suar nas maratonas da intelectualidade bem empregada mas, admito, prefiro pisar nos esgotos a céu aberto que o lulo-petismo começou a resolver.

Eu não quero estar teórica e perfumadamente certo. Quero estar fedido, coberto pela merda da realidade. Eu pisei nos esgotos a céu aberto.

Sou um bosta de um lulo-petista.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Nosso Senhor Jesus Cristo é pela legítima defesa!

Copiei a imagem de Jesus Bêbado
 

(...) Esgotada a pauta e nada mais havendo a tratar, o presidente Xaulo Goberto Lequinel, Amantíssimo Pastor Picareta, ungiu os cristões em cristo e suas piedosas e defensivas armas e, tendo constatado que o fiel Vaulo Poberto Tequinel, o Ímpio, não pagou o dízimo corretamente, levou-o até o Altar da Misericórdia e aplicou-lhe certeiro tiro nos cornos, explicando que nosso senhor jesus cristo, o Patifão Esfumaçado, agia ali em legítima defesa, tendo os fiéis presentes, rodopiando pelo salão abençoado em êxtase gozoso, gritado "o espírito santo tem poder, o amapá tem poder, o acre tem poder, aleluia, ó glória, ó menezes". Em seguida, mais cento e doze dizimistas inadimplentes acorreram às sacolinhas, nelas depositando cartões, talões de cheque, relógios, tablets, celulares e moedas diversas, ocasião em que o Amantíssimo Pastor Picareta, dando tiros amorosos para o alto, deu por encerrado o Grandioso Culto pela Legítima Defesa do Dízimo, mandou que eu, Maulo Foberto Requinel, Jaguara Sarnento Ungido, secretário ad hoc de seu cargo e patifarias, e Pastor Apatifado Estagiário, lavrasse essa ata e saísse pelo mundo a pregar a palavra, the gospel, sempre armado com um fuzil automático de boa qualidade e procedência. Publique-se. Intime-se. Prenda-se. Execute-se quem deve. Curitiba do Cacete a Quatro, 27/03/2017.

terça-feira, 21 de março de 2017

Um juizeco atiçador de milícias fascistas paira hoje sobre os outros poderes da República

Ficamos assim, pois.

O juiz aquele da tal república de curitiba, sergio moro, o minúsculo, vaza gravação ilegal de conversa entre a Presidenta da República Dilma Rousseff e o ex-Presidente Lula.

Escândalo, comoção nacional, rigorosa investigação instaurada?

Porra nenhuma, meninos e meninas, porra nenhuma, que sergio moro é hoje um sujeito inimputável, ele faz o que quer e o STF come tudo com a farinha ensebada das conveniências tão típicas da história da tal egrégia e suprema corte, a mesma que mandou Olga Benário para a morte na Alemanha nazista.

E sergio moro, vazador de escol, manda sequestrar um blogueiro, Eduardo Guimarães, que havia obtido informações de fonte confiável sobre os movimentos da lawfare contra Lula previstos para março de 2016.

Escândalo, comoção nacional?

Nada, meninos e meninos, nada. 

O notório atiçador de milícias fascistas, sergio moro, é hoje uma espécie de poder acima dos outros poderes, uma espécie de messias linchador que pode fazer o que lhe der na veneta, sempre com as bençãos da porra da Globo e da mídia golpista.

Estamos fodidos.

domingo, 19 de março de 2017

Mijadinha básica nos cantos

Aqui, desocupado, concluo o que quero.

1. Ciro Gomes baixe sua bolinha.

2. Ciro Gomes deixe de ser valentão bêbado de bailão.

3. Ciro Gomes respeite Lula.

4. Ciro Gomes respeite o PT.

5. Ciro Gomes respeite a militância do PT.

6. Ciro Gomes coloque o PDT na sua devida perspectiva.

7. Ciro Gomes pare com bravatas e venha fazer política.

8. Ciro Gomes não me faça mandar você à merda.

9. Ciro Gomes, não sendo o Lula, votarei em você.

10. Ciro Gomes esteja avisado, entretanto.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Quem tem medo de Gilmar Mendes?

Copiei do Extra

Por: Felipe Pena em 16/03/17

"Felipe, ele vai te processar e a tua vida vai virar um inferno" – disse um amigo, jornalista e editor, quando anunciei o título deste artigo.

Imediatamente, desisti de escrevê-lo.

Ontem, um ministro do STF abriu os salões de sua casa para comemorar o aniversário de um senador do PSDB que poderá ser réu em um tribunal do qual ele faz parte, mas não escreverei sobre isso.

Ontem, um ministro do STF, que também é presidente do TSE, discutiu a reforma política com delatados na lava-jato, mas não escreverei sobre isso.

Anteontem, o presidente da república nomeou o primo de um ministro do STF para o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes, mas não escreverei sobre isso.

No dia anterior, um ministro do STF relativizou o crime de caixa dois e disse que o ato ilícito era uma opção das empresas, mas não escreverei sobre isso.

Há meses, um ministro do STF vem comentando casos que poderá julgar, quase antecipando votos, o que fere a lei da magistratura, mas não escreverei sobre isso.

Há meses, um ministro do STF, que também é presidente do TSE, participa de jantares no palácio de Michel Temer, que é réu no mesmo TSE e será julgado pelo tal ministro, mas não escreverei sobre isso.

Há anos, um ministro do STF busca os holofotes da mídia e age de forma partidária, mas não escreverei sobre isso.

Meu amigo, o jornalista, tem razão. Ele, que também é editor de um jornal concorrente, me alertou para a ausência de críticas sobre a conduta do ministro na imprensa nacional e recordou a frase de outro ministro, dita no Palácio Laranjeiras, em 13 de dezembro de 1968.

"Às favas com os escrúpulos!"

O amigo faz questão de lembrar que eram outros tempos. Naquele dia de 1968, estávamos assistindo ao golpe dentro do golpe.

Hoje, não. Hoje, vivemos numa democracia.

Por isso, não escreverei nada.

Às favas com o artigo!

Felipe Pena é jornalista, escritor e psicanalista. Doutor em literatura pela PUC-Rio, com pós-doutorado pela Sorbonne III, foi visiting scholar da NYU e é autor de 15 livros, entre eles o ensaio "No jornalismo não há fibrose", finalista do prêmio Jabuti.

domingo, 12 de março de 2017

Cláusula diamantífera da Lava Jato: alguns "isso não vem ao caso"

Copiei do Gilson Sampaio

A Lava Jato estabeleceu uma 'jurisprudência' própria, uma espécie de cláusula pétrea, ou melhor, uma cláusula diamantífera, sim, pois diamante é a matéria mais dura do universo conhecido.