SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Sérgio Moro, juiz declarado ladrão pelo STF, sempre foi um jaguara togado, e daqueles bem sarnentos

Copiei do indispensável DCM 

(o título desta postagem é meu)


CARTA ABERTA AO SR. SERGIO MORO


(Des)prezado Sr. Moro,


Fiquei sabendo que o senhor vai se filiar ao partido Podemos, aquele mesmo, cheio de processos por corrupção, para se candidatar ao Senado Federal ou à presidência da República, prometendo combater, o quê? A corrupção! 

O senhor não deve ser bom de debates, porque em sua vida pública nunca nos pareceu que desse ouvidos para as duas partes ou mesmo para o contraditório, como se espera de um juiz (eu ia dizer “de um juiz imparcial”, mas “juiz” e “imparcial” é, ou deveria ser, pleonasmo).

Desfaçatez não lhe falta, sabemos todos, mas ver o senhor cara a cara com o ex-presidente Lula, que o senhor tirou do páreo para se tornar ministro do seu principal oponente, seria sonhar alto demais.

Então, como cidadã comum e eleitora, venho lhe fazer um convite: me chame para um debate; uma conversa, que seja! Sou professora de Economia e gostaria de saber quais são seus planos nessa área.

Porque quebrar a Petrobras e as empreiteiras e jogar mais de 15 milhões de brasileiros na vala do desemprego, o senhor soube fazer. Quero ver, caso eleito, como o senhor procederia para conseguir o efeito contrário.

Ah, escrevi vários livros didáticos de Economia, ensinando desde o bê-á-bá até os modelos econômicos mais complexos, mas sei que o senhor não gosta de ler… Mesmo porque, se gostasse, lhe enviaria o meu mais recente livro, “Era só para envolver o Lula na Zelotes”, para podermos discutir o lawfare praticado e disseminado pelo senhor e pela Lava Jato, em pé de igualdade.

Fica então o convite.

Aguardo o retorno.

Sem mais,


Maura Montella 

(Professora de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e autoria do livro Operação Zelotes)

xxx---xxx

O Ornitorrinco Bocudo pede a palavra para dizer que sempre considerou esse patife do sergio moro um completo e acabado jaguara togado, muito antes de o STF declará-lo juiz ladrão.
Vejam aqui, aqui, aqui,aqui,e chega, que tem muito mais.     

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

terça-feira, 27 de junho de 2017

POEMINHA TARDIO PARA VACCARI

Quando você é absolvido
Prezado companheiro
Não há rima relevante
E nenhum poema
Pode curar sua dor infinita
Nada pode redimir a sentença calhorda
Do jaguara togado chamado sergio moro
Permita-me abraçar sua dor

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Que batom na cueca, Deltan!

Copiei do GGN

Sobre palestras e a apropriação do público pelo privado
por Eugênio Aragão


Credores têm melhor memória do que devedores 
(Benjamin Franklin)

Prezado ex-colega Deltan Dallagnol,

Primeiramente digo "ex", porque apesar de dizerem ser vitalício, o cargo de membro do ministério público, aposentei-me para não ter que manter relação de coleguismo atual com quem reputo ser uma catástrofe para o Brasil e sobretudo para o sofrido povo brasileiro. Sim, aposentado, considero-me "ex-membro" e só me interessam os assuntos domésticos do MPF na justa medida em que interferem com a política nacional. Pode deixar que não votarei no rol de malfeitores da república que vocês pretendem indicar, no lugar de quem deveria ser eleito para tanto (Temer não o foi), para o cargo de PGR.

Mas, vamos ao que interessa: seu mais recente vexame como menino-propaganda da entidade para-constitucional "Lava Jato". Coisa feia, hein? Se oferecer a dar palestras por cachês! Essa para mim é novíssima. Você, então, se apropriou de objeto de seu trabalho funcional, esse monstrengo conhecido por "Operação Lava Jato", uma novela sem fim que já vai para seu infinitésimo capítulo, para dele fazer dinheiro? É o que se diz num sítio eletrônico de venda de conferencistas. Se não for verdade, é bom processar os responsáveis pelo anúncio, porque a notícia, se não beira a calúnia é, no mínimo, difamatória. Como funcionário público que você é, reputação é um ativo imprescindível, sobretudo para quem fica jogando lama "circunstancializada" nos outros, pois, em suas acusações, quase sempre as circunstâncias parecem mais fortes que os fatos. E, aqui, as circunstâncias, o conjunto da obra, não lhe é nada favorável.

Sempre achei isso muito curioso. Muitos membros do Ministério Público não se medem com o mesmo rigor com que medem os outros. Quando fui corregedor-geral só havia absolvições no Conselho Superior. Nunca punições. E os conselheiros ou as conselheiras mais lenientes com os colegas eram implacáveis com os estranhos à corporação, daquele tipo que acha que parecer favorável ao paciente em habeas corpus não é de bom tom para um procurador. Ferrabrás para fora e generosos para dentro.

Você também se mostra assim. Além de comprar imóvel do programa "Minha Casa Minha Vida" para especular (aqui), agora vende seu conhecimento de insider para um público de voyeurs moralistas da desgraça alheia. É claro que seu sucesso no show business se dá porque é membro do Ministério Público, promovendo sua atuação como se mercadoria fosse. Um detalhe parece que lhe passou talvez desapercebido: como funcionário público, lhe é vedada atividade de comércio, a prática de atos de mercancia de forma regular para auferir lucro. A venda de palestras é atividade típica de comerciante. Você poderia até, para lhe facilitar a tributação, abrir uma M.E., não fosse a proibição categórica.

E onde estão os órgãos disciplinares? Não venha com esse papo de que está criando um fundo privado para custear a atividade pública de repressão à corrupção. Li a respeito dessa versão a si atribuída na coluna do Nassif. A desculpa parece tão abstrusa quanto àquela do Clinton, de que fumou maconha mas não tragou. Desde quando a um funcionário é lícita a atividade lucrativa para custear a administração? Coisa de doido! É típica de quem não separa o público do privado. Um agente patrimonialista par excellence, foi nisso que você se converteu. E o mais cômico é que você é o acusador-mor daqueles a quem atribui a apropriação privada da coisa pública. No caso deles, é corrupção; no seu, é virtude. É difícil entender essa equação.

Todo cuidado com os moralistas é pouco. Em geral são aqueles que adoram falar do rabo alheio, mas não enxergam o próprio. Para Lula, não interessa que nunca foi dono do triplex que você qualifica como peita. Mas a propaganda, em seu nome, de que se vende regularmente, como procurador responsável pela "Lava Jato", por trinta a quarenta mil reais por palestra, foi feita de forma desautorizada e o din-din que por ventura rolou foi para as boas causas. Aham!

Que batom na cueca, Deltan! Talvez você crie um pouco de vergonha na cara e se dê por impedido nessa operação arrasa a jato. Afinal, por muito menos uma jurada ("Schöffin") foi recentemente excluída de um julgamento de um crime praticado pelo búlgaro Swetoslaw S. em Frankfurt, porque opinara negativamente sobre crimes de imigrantes no seu perfil de Facebook (http://m.spiegel.de/panorama/justiz/a-1152317.html). Imagine se a tal jurada vendesse palestras para falar disso! O céu viria abaixo!

Mas é assim que as coisas se dão em democracias civilizadas. Aqui, em Pindorama, um procuradorzinho de piso não vê nada de mais em tuitar, feicebucar, palestrar e dar entrevistas sobre suas opiniões nos casos sob sua atribuição. E ainda ganha dinheiro com isso, dizendo que é para reforçar o orçamento de seu órgão. Que a mercadoria vendida, na verdade, é a reputação daqueles que gozam da garantia de presunção de inocência é irrelevante, não é? Afinal, já estão condenados por força de PowerPoint transitado em julgado. Durma-se com um barulho desses!

domingo, 9 de abril de 2017

Sobre a "roubalheira" do PT

Copiei do FB de Leandro Nunes

Eu ainda não vi um petista detido, acusado ou com contas descobertas na Suíça ou qualquer outro paraíso fiscal. Na série de prisões de políticos e nas apreensões espetaculosas de bens ocorridas nos últimos anos, não se viu um carro de luxo, jóias, não se viu uma condução coercitiva realizada de alguma mansão suntuosa de políticos ou dirigentes petistas. Pelo contrário, o que ficou registrado das residências, por exemplo, do José Dirceu e do José Genoíno em SP e do próprio Lula em São Bernardo do Campo são casas ou apartamentos até simples perto do que pessoas que ocuparam seus cargos poderiam ter. Mesmo o tal tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, que tanto se contorcem para atribuir a Lula sua propriedade, e mesmo que fossem, não são castelos nem mansões, são de certa maneira simples também, (em se tratando de um tríplex em Guarujá, nem se compara por exemplo com o dos Marinho em Paraty, em luxo ou na localização), imóveis e locais dignos de serem "zoados" pelo Eduardo Pais, Paulo Maluf dentre outros que "entendem do assunto".
Na lista de políticos cassados pelo TSE ou inelegíveis pelo "Ficha Limpa" o PT não está nem perto de encabeçá-la, nem em números absolutos e menos ainda em média. Esta é encabeçada mesmo por PMDB e PSDB, os partidos do golpe. Partidos muito menores como PP possuem mais políticos cassados ou tornados inelegíveis em números absolutos que o próprio PT. Ora essa, se roubaram tanto, para onde foi este dinheiro? Tem algo errado aí e a conta não fecha. Este discurso de "corrupção" e "roubalheira" foi usado outras vezes na história e sempre da mesma forma e com os mesmos fins, sempre contra líderes e governos populares que desagradavam a elite nacional. Foi assim contra Vargas, João Goulart e até mesmo contra JK, que inclusive atribuíram-lhe a propriedade de um apartamento que na verdade não era seu (alguma semelhança com os dias de hoje?). Passado o tempo, assentada a história, o que tem-se hoje para acusar Getúlio, Jango e JK de corrupção? NADA!
Em finais dos anos 80 o PT tinha um discurso de rompimento com a ordem política e econômica vigente, um discurso de certa forma radical e que também se pautava por um viés moralista, que o mantinha distante das relações com empresários e financiamentos empresariais de campanha. Acontece que em fins da década de 80 e início da de 90 o PT percebeu que para vencer eleições e disputar de fato o poder do país era preciso mudar isto, e foi tornando menos radical o seu discurso e se aproximando do setor privado, aquele que financiava as campanhas. O PT descobriu que para ganhar o jogo era preciso jogar o jogo. Isso culminou com a eleição de Lula em 2002, cujo seu vice, José de Alencar foi escolhido justamente de modo a fazer a ponte com os empresários (digo aqui não a ponte no sentido de corrupção ou caixa 2, mas no sentido de construção política com o setor).
Não estou dizendo aqui que políticos petistas não "roubaram", apesar que este termo é complicado de ser usado em um país onde a polícia não pode sequer entrar de greve que todos viram ladrões, como aconteceu no Espírito Santo. A maioria destes políticos e dirigentes petistas que hoje foram presos, e diga-se de passagem, sem provas, em julgamentos parciais, espetacularizados pela mídia e conduzidos em clima de histeria nacional, estes são velhos militantes, da luta contra a Ditadura ou oriundos de sindicatos e movimentos sociais. São pessoas que guardam o mínimo de utopia em sua trajetória e que cujo crime mesmo foi o de jogar o jogo, que é feito sob medida para que os vencedores sejam aqueles que o sistema quer. Como diz Maquiavel, "aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei". Aécio Neves e as cúpulas do PSDB e PMDB, não somente soltas, como governando o país é a prova disso.
Outro aspecto disso tudo é que o poder lida com dinheiro, e atrai quem está em busca dele. Esses anos com o PT em ascensão e na presidência do país atraiu muito picareta e vigarista para o seio não somente do PT como também dos partidos mais próximos. O Delcídio do Amaral é um caso clássico, um cara que era do PSDB, jogava com o governo FHC e de repente, de uma hora para outra, muda de partido. Exemplos parecidos e de menor escala ocorreram nos níveis estaduais e municipais, pessoas da elite de municípios, pequenos empresários, médicos, donos de comércio, pessoas mais ricas de municípios pequenos e pobres foram para o PT simplesmente por oportunismo. Ainda assim o PT tinha e tem um controle maior, seja ideológico, seja financeiro e pragmático do seus quadros e de suas ações, mesmo em pequenos municípios do que os outros partidos. Um prefeito qualquer de cidade pequena filiado ao PSDB, o partido não quer nem saber do que ele faz lá e como faz, só quer saber dos votos de lá para deputado, senador, governador, etc. No PT tem-se o mínimo de cobrança, de comprometimento com a pauta popular e do partido.
O erro do PT foi o de jogar um jogo do qual ele não participava da criação das regras, um jogo onde as regras poderiam ser mudadas a qualquer momento, e contra ele. E assim ocorreu. O problema do PT, como diz o Leonardo Stoppa, é que ele enche o saco das elites, da burguesia nacional e do capital financeiro internacional, e por isso, contra ele foram usadas todas as armas de propaganda e jurídicas de modo a destruir sua utopia e seu legado. Não conseguiram, e não conseguirão.

domingo, 12 de março de 2017

Cláusula diamantífera da Lava Jato: alguns "isso não vem ao caso"

Copiei do Gilson Sampaio

A Lava Jato estabeleceu uma 'jurisprudência' própria, uma espécie de cláusula pétrea, ou melhor, uma cláusula diamantífera, sim, pois diamante é a matéria mais dura do universo conhecido.

sábado, 4 de março de 2017

A inocência de Breno Altman

Copiei de Breno Altman
Minha absolvição

O juiz Sérgio Moro, nessa última quinta-feira, finalmente exarou a sentença relativa ao processo no qual eu era réu, oriundo do 27º episódio da Operação Lava Jato, denominado “Operação Carbono 14”.

Diz a decisão, a meu respeito:

“Breno Altman é apontado por três pessoas como envolvido no crime, Marcos Valério de Souza, Alberto Youssef e Ronan Maria Pinto. Mas são todos depoimentos problemáticos, provenientes de pessoas envolvidas em crimes. Diferentemente dos demais, não há nos documentos qualquer elemento que o relacione às operações, nem os valores passaram por sua empresa, nem há uma vinculação necessária entre ele e a gestão financeira do Partido dos Trabalhadores. Por falta suficiente de prova, deve ser absolvido.”

Após quase um ano sob investigação e processo, o magistrado responsável pela 13a Vara Federal do Paraná reconhece minha inocência.

No mar de irregularidades e abusos que inunda a vida político-judiciária do país, minha absolvição é uma pequena e modesta vitória daqueles que têm compromisso com a Constituição, a democracia e o Estado de Direito.

Mas esse momento de alegria não anula a gravidade dos fatos que o antecederam e a preservação do ambiente de perseguição política que dita a conduta de muitos atores do sistema judicial.

Lembremos que esse processo foi iniciado com o Ministério Público Federal anunciando que o objetivo central das investigações era comprovar o vínculo entre atos de corrupção e o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.

Durante dias, promotores e veículos de informação expuseram os réus à execração pública, vinculando-os a uma sórdida hipótese que mesclava sangue e lama.

Com a decretação de prisões preventivas e conduções coercitivas, alimentou-se um espetáculo midiático cujo único propósito era celebrar mais uma bala de prata contra o Partido dos Trabalhadores.

Após um ano, a denúncia do MPF simplesmente desapareceu com qualquer referência ao homicídio do ex-prefeito e à extorsão que estaria sendo praticada contra dirigentes petistas para esconder sua alegada relação com o delito de morte.

A peça acusatória final se resumiu a 36 páginas, das quais apenas seis linhas dedicadas a mim, pedindo a condenação dos réus por lavagem de dinheiro, sem qualquer preocupação em apresentar provas de dolo ou ir além de testemunhas com duvidosa credibilidade, como reconhece o próprio juiz.

Caso não prevalecesse o aparelhamento da Justiça como trincheira ideológica, caberia honradamente ao próprio MPF tomar as devidas cautelas antes de lançar cidadãos ao Coliseu da opinião pública, agindo com menos açodamento e mais zelo pelos direitos constitucionais.

Mesmo declarado inocente, paguei uma pena severa e irreparável por crime jamais cometido. O espetáculo processual atingiu frontalmente minha imagem e levou à ruptura dos contratos publicitários do site que dirijo, eliminando postos de trabalho e golpeando um dos veículos de maior prestigio da imprensa independente.

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Como jornalista, tampouco posso ficar indiferente às injustiças que se mantêm, como a condenação sem provas contra Delúbio Soares, reforçando suspeitas de quem acusa a Operação Lava Jato por ser centralmente orientada para abalar e destruir o principal partido da esquerda brasileira.

Por fim, agradeço o incrível trabalho de meus advogados, bem como a solidariedade inquebrantável de meus familiares, amigos e companheiros.

Espero que minha absolvição sirva, de alguma maneira, como motivo de ânimo aos que lutam, nas ruas e nas instituições, contra a escalada antidemocrática que machuca nosso país.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Real e Pio pronunciamentor do Presidente das Organizações Ornitorrinco


THE FUCKING ORNITORRINCO CORPORATION

REAL GABINETE PRESIDENCIAL

SEÇÃO DE TEXTOS DE ESCÁRNO E MALDIZER
NOTA OFICIAL

Nosso Beloved & Forever President, Baulo Voberto Zequinel, o Sacripanta, incumbiu-me de transmitir a seguinte mensagem, dirigida aos nossos fãs, seguidores, desafetos, credores e, muito especialmente, para a tropa de linchadores anônimos que infestam o blog do tutuca, da progressista cidade de Antonina do Deus Nos Acuda:

"1. Timing: verbo gourmet, de status federal, importado de Miami que significa, em apertada síntese, "delenda Lula!", muito usado por delegados da PF, procuradores do MPF e pelo sergio moro, juizeco parcial da república de curitiba. Significa, ainda, "provas não temos e jamais teremos, o importante é que nosso power-point apareça no jornal nacional" ou, "fodam-se evidências e provas, o importante é que minha entrevista seja publicada no PIG."

2. Cognição sumária: expressão muito usada por sergio moro, o jaguara togado. Significa algo como "o deltan não produziu sequer um indício rastaquera mas eu, o supremo julgador, vejo ali que Lula é culpado até que ele consiga provar sua inocência."

3. Delegados da PF, procuradores da lava jato e sergio moro, notório atiçador de milícias fascistas, enfim, todos os que perderam o "timing" para prender Lula, devem assim proceder: depois de untar o dedão na gosma das suas "convicções" atucanadas e, phodões feito o delegado/deputadão francischini, inventor do camburão cagado, que introduzam a falange grandona no rabão federal e, de inopino, em "timing" perfeito, realizem vigoroso movimento com o patriótico objetivo de rasgar seus federais cuzões sujos e golpistas.

4. Antes que me notifiquem por "desacato federal" - coisa muito grave! - esclareço que recebi os textos acima em sessão de transe e descarrego do meu primo Xaulo Voberto Tequinel, que se denomina Desencarnado Carteiro Celestial Estagiário, e do qual mantenho prudente distanciamento, até mesmo por conta do meu ateísmo municipal.

5. Publique-se. Intime-se. Prenda-se. Cumpra-se, sem um único pio."

Curitiba do Bosta do Greca, 15/01/2017.

Faulo Joberto Requinel
Chefe do Real Gabinete Presidencial
Porta Voz Oficial
Porta Trecos Estagiário

sábado, 14 de janeiro de 2017

Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo, vocês não perderam "timing" porra nenhuma. O que jamais tiveram foi uma mísera prova, seus merdas!

Certos delegados da PF, os que perderam o "timing" para prender Lula, depois de untar o dedão na gosma das suas convicções atucanadas e, phodões feito o delegado/deputadão francischini, inventor do camburão cagado, deveriam introduzir a falange grandona no rabão federal e, de inopino, em "timing" perfeito, produziriam vigoroso movimento com o objetivo de rasgar seus federais cuzões sujos e golpistas. 

Bem, antes que me notifiquem por "desacato federal" - coisa muito grave! - esclareço que recebi o texto acima em sessão de transe e descarrego do meu primo Xaulo Voberto Tequinel, que se denomina Desencarnado Carteiro Celestial Estagiário, e do qual mantenho prudente distanciamento, até mesmo por conta do meu ateísmo municipal.  
---xxx---

Copiei dos Amigos do Presidente Lula
(O título acima é de minha integral responsabilidade)
NOTA

Sobre a entrevista concedida pelo Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo, coordenador da Lava Jato na Polícia Federal, à revista Veja ("Da prisão do Lula", 14/01/2017), fazemos os seguintes registros, na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva:

1- A divulgação pela imprensa de fatos ocorridos na repartição configura transgressão disciplinar segundo a lei que disciplina o regime jurídico dos policiais da União (Lei no. 4.878/65, art. 43, II) e, afora isso, a forma como o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo se dirige ao ex-Presidente Lula é incompatível com o Código de Ética aprovado pela Polícia Federal (Resolução nº 004-SCP/DPF, de 26/03/2015, art. 6º, II) e com a proteção à honra, à imagem e à reputação dos cidadãos em geral assegurada pela Constituição Federal e pela legislação infra-constitucional e, por isso, será objeto das providências jurídicas adequadas.

2- Por outro lado, a entrevista é luminosa ao reconhecer que a Lava Jato trabalha com "timing" ou sentido de oportunidade em relação a Lula, evidenciando a natureza eminentemente política da operação no que diz respeito ao ex-Presidente.
É o "lawfare", como uso da lei e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política, exposto reiteradamente pela defesa de Lula, agora afirmado, de modo indireto, pelo próprio coordenador da Lava Jato na Policia Federal.

3– Se Lula tivesse praticado um crime, a Polícia Federal, depois de submetê-lo a uma devassa sem precedentes, teria provas concretas e robustas para demonstrar o ilícito e para sustentar as consequências jurídicas decorrentes.
Os mesmos áudios e elementos que a Lava Jato dispunha em março de 2016 estão disponíveis na data de hoje e não revelam nenhum crime. Mas a Lava Jato, segundo o próprio Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo trabalha com "timing" ou sentido de oportunidade em relação a Lula.

4- A interceptação da conversa entre os ex-Presidentes Lula e Dilma no dia 16/03/2016 pela Operação Lava Jato foi julgada inconstitucional e ilegal pelo Supremo Tribunal Federal. O Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato afrontam a Suprema Corte e revelam desprezo pelo Estado Democrático de Direito ao fazer afirmações sobre esse material sem esse registro. Ademais, é preciso, isto sim, que o Delegado Federal coordenador da Lava Jato esclareça o motivo da realização da gravação dessa conversa telefônica após haver determinação judicial para a paralisação das interceptações e, ainda, a tecnologia utilizada que permitiu a divulgação do conteúdo desse material menos de duas horas após a captação, tendo em vista notícias de colaboração informal – e, portanto, ilegal - de agentes de outros países no Brasil. A divulgação dessa conversa telefônica em menos de duas horas após a sua captação, além de afrontar a lei (Lei nº 9.296/96, art. 8º c.c. art. 10), está fora dos padrões técnicos brasileiros verificados em situações similares.

5- A condução coercitiva de Lula para prestar depoimento no Aeroporto de Congonhas foi ato de abuso de autoridade (Lei nº 4.898/65, art. 3º, "a") porque promoveu um atentado contra a liberdade de locomoção do ex-Presidente fora das hipóteses autorizadas em lei. Por isso mesmo, fizemos uma representação à Procuradoria Geral da República para as providencias cabíveis e, diante da inércia, documentada em ata notarial, promovemos queixa-crime subsidiária, que está em trâmite perante o Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O tema também é objeto do Comunicado que fizemos em julho ao Comitê de Direitos Humanos da ONU. Portanto, o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo deveria repensar não só o local da condução coercitiva de Lula, mas, sobretudo, a inconstitucionalidade e a ilegalidade do ato. Merece registro, adicionalmente, que o local do Aeroporto de Congonhas para onde Lula foi levado tem paredes de vidro e segurança precária, tendo colocado em risco a integridade física do ex-Presidente, de seus colaboradores, advogados e até mesmo dos agentes públicos que participaram do ato, sendo injustificável sob qualquer perspectiva.

6- Ao classificar as ações e providencias da defesa de Lula como atos para "tumultuar a Lava Jato" o Delegado Federal Mauricio Moscardi Grillo e a Lava Jato mostram, de um lado, desprezo pelo direito de defesa e, de outro lado, colocam-se acima da lei, como se estivessem insusceptíveis de responder pelos abusos e ilegalidades que estão sendo praticadas no curso da operação em relação ao ex-Presidente. Deve ser objeto de apuração, ademais, se pessoas que praticaram atos estranhos às suas funções públicas ou com abuso de autoridade estão sendo assistidas por "advogados da União" – pagos pela sociedade - como revela o Mauricio Moscardi Grillo em sua entrevista.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Para Paulo Bernardo: Não me escondo. Nunca fiz isso. E pago a porra do preço

Não me escondo. Nunca fiz isso. Recordo de Paulo Bernardo em três momentos.

1. Nos anos 80, provavelmente em 1988, em reunião no Sindicato dos Bancários de Londrina quando eu, então Presidente da CUT/PR, fui até lá junto com Henrique Pizzolatto, Secretário de Política Sindical, para apararmos as divergências cutistas, de modo que construíssem chapa única. Graças ao jeitão conciliador de Pizzolatto as coisas se ajeitaram, em que pese a contundência de Paulão Bernardo e ao meu próprio estilo "deixa-que-eu-chuto".

2. Guarapuava, 2000, reunião da falecida Articulação, bem no domingo em que o Atlético sagrou-se campeão brasileiro. Minha fala fez referência clara e contrária à aliança que o PT de Londrina fez com o prefeito Antonio Belinatti (PSB), que logo depois teve o mandato cassado por corrupção da grossa. Paulão, lembro bem, mandou-me a PQP.

3. Logo depois do 2º turno em 2002, Lula eleito, Paulão (deputado federal) apadrinhou meu nome para a Delegacia Regional do Trabalho. A nomeação não aconteceu porque a DRT-PR não era prioridade para o PT Nacional e, enfim, foi para o PTB, para fechar as contas da governabilidade. O apoio dele, entretanto, não me envergonha, ao contrário. 

Creio que PB é pragmático demais, embora não esconda o que pensa, e sempre deu-me as caneladas que julgou necessárias. Gosto disso porque sempre agi assim nas discussões internas na CUT e no PT.

Não somos amigos e não o vejo tem mais de 15 anos e, nessa hora difícil para ele e para Gleisi Hoffmann, mando meu modesto abraço de militante desimportante.

Não me escondo. Nunca fiz isso. E pago a porra do preço.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Caso Banestado do Capão Raso: eis a sentença de Sérgio Moro, o Vingador Luminoso

Reproduzo os termos da decisão de sérgio moro, o vingador minúsculo, sobre o desimportante caso do Banco Estadual do Capão Raso, o Banesraso.

"VISTOS, ETC. DECIDO.
 

Sob a proteção de Nossa Senhora das Togas Vingadoras, vê-se que não há nos autos nada que venha ao caso, de modo que vou estar inocentando todos os ilustres remetedores de dinheiro para paraísos fiscais, até porque vou estar deixando perfeitamente assente que dinheiro em paraíso quer dizer dinheiro que mereceu ser feliz, e impedir felicidade de gente ilustre e laboriosa não é papel que caiba a este Emérito Julgador Invencível.

De outra banda, em face de provas incontestáveis (ou nem tanto, ou não mesmo, isso não importa), que um dia surgirão e a luz das minhas convicções pessoais que são não apenas justas, mas definitivas e lindonas, condeno preventivamente o PT - cuja malignidade é evidente! - por crimes e malfeitos que, um dia, vou estar descobrindo, investigando e punindo na República de Curitiba, que desde já declaro fundada, ficando o senhor Luis Inácio Lula da Silva sabedor que seu couro popular e fedorento vai estar sendo negociado em notável comunhão jurídico-partidária entre este Excelso Juízo Vingador e setores da Liga da Justiça, integrada por delegados-atucanados da PF e procuradores-federais-de-petistas do MPF, especialmente de um promotor ainda não admitido, cujo primeiro nome intuo ser Deltan, que vai estar sendo enviado diretamente por Jesus Cristo para acabar com a corrupção, unhas encravadas, mau hálito, engarrafamentos, pizza de chocolate, suflê de xuxu e com essa gente pobre que insiste em andar de avião, entrar em nossas universidades brancas e cheirosas, etc. A condenação preventiva e sem provas que ora prolato está fundada no inesquecível voto que a Ministra Rosa Weber vai estar produzindo com minha assessoria, daqui há uns poucos anos, contra José Cramulhão Dirceu, no qual vai estar admitindo que "não tenho provas cabais, mas o condeno porque a literatura jurídica me permite".

Peço vênia e interrompo para reler o que já escrevi e debulho-me em lágrimas redentoras. Recomponho-me, visto minha Toga Esvoaçante Verde e Amarela, beijo o escudo da CBF, ponho minha própria máscara e vou estar retomando esta decisão histórica. Eu sou tão lindo, né não, queridos fãs? 

    
De passagem, e aproveitando a notável e histórica sentença, vou estar declarando como de Utilidade Pública todas as associações e movimentos que venham a ser criados para cultuar-me como Herói Salvador, Vingador Luminoso, Exterminador de Petralhas, Pai da Pátria e coisas assim tão lindas e fofas, equiparando-os, para todos os fins, a igrejas e cultos imunes a tributos, taxas e emolumentos de qualquer tipo e origem.

Publique-se para que a petralhada saiba. Intime-se a petralhada. Tragam-me coercitivamente os petralhas, um por um e todos eles, incluindo seus familiares, amigos e eventuais desafetos. Prenda-se por prevenção a petralhada. Cumpra-se, sempre contra a petralhada e, desde já, com as devidas e respeitáveis escusas aos tucanos e ao STF.
República de Curitiba, etc.

Sérgio Moro
Juiz de Direito e Animador de Milícias"

terça-feira, 2 de junho de 2015

Enquanto isso, numa audiência presidida pelo Juiz Valtencir Moro, El Vingador de La Classe Mérdia...

Copiei a imagem de RAW
Os petistas malvadões não colaboram com o Juiz Moro!

- Vocês são petistas, não são?
- Não, Excelência, não somos. 
- Mas todos foram vistos em vídeo feito pela PF passando a menos de mil metros da sede do PT! Resta claro para este juízo que vocês são petistas! Vocês têm conta em banco?
- Sim, Excelência. Eu tenho até uma poupança.
- Viram? Este Juízo sabe que petistas fazem depósitos irregulares em suas contas correntes.
- Mas não somos petistas, Excelência! Somos skatistas!
- Petista, skatista, comunista, tudo igual! Os vídeos mostram tudo, o Ministério Público e a PF têm razão, eu recebi um prêmio da Globo e você ficarão presos preventivamente até que confessem tudo.
- Respeitosamente, Your Honour, mas devemos confessar precisamente o quê?
- Que vocês são petistas! Vocês são petistas! E transferem dinheiro para as campanhas utilizando o Banco Bolivariano Simon Bolívar, da Venezuela, o Banco Barbudón y Guevarista de Cuba e o pior deles, o Banco do Resplandecescente Camarada Park Chung Lee, da Coreia do Norte! Vocês são petistas, e petistas são culpados mesmo que provem ser inocentes! Joaquim Barbosa e Rosa Weber estabeleceram luminosa jurisprudência a respeito! 
- Mas, Excelência...
- Guardas, levem estes petistas malvadões para suas celas! Ração de pão e água até que confessem seus crimes!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Não fui levado coercitivamente pra Polícia Federal!

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS 2 EX-ESPOSAS, 2 FÃS, 6 AMIGOS, 1.345 DESAFETOS DIVERSOS, 13.675 INIMIGOS FIGADAIS E INUMERÁVEIS CREDORES DESOLADOS 
DE PAULO ROBERTO CEQUINEL

NOTA OFICIAL PRA CACETE

No dia em que esta tranqueira comemora praticamente 32 anos vimos a público esclarecer que o pilantra, embora tenha trabalhado na Petrobras, jamais recebeu grana ou qualquer espécie de agradinho de empreiteiras e fornecedores ou, como ele mesmo declarou, "nem uma porra de uma canetinha, véi!".

Assim sendo, não são verdadeiras as notícias de que tenha sido levado coercitivamente, a mando do juiz Moro, a Grande Esperança Branca, à sede da Polícia Federal.

Curitiba do Cacete A Quatro, 6 de fevereiro de 2015.

XAULO ZOBERTO REQUINEL
Desafeto Matrícula 56.876/PR