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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 16 de março de 2025

Os velhos e velhacos das facções que atacam Lula

Copiei do indispensável DCM

Publicado por Moisés Mendes 

Atualizado em 16 de março de 2025 às 7:45


Direita e extrema direita acrescentaram um agravante aos defeitos que identificam em Lula. Diziam que não ele tinha diploma e não tinha um dedo e agora repetem todos os dias que Lula está velho.

O Estadão publicou esses dias essa chamada de capa, de texto assinado pelo economista Luis Eduardo Assis:

“Economia não é suficiente para explicar colapso de popularidade: Lula e PT envelheceram”.

Carimbam o partido e seu líder como velhos, repetindo uma tática disseminada como prioridade nesse início de ano pelo velho conservadorismo e pelo novo fascismo.

O velho a que se referem é mais do que o antigo ou desatualizado ou fora do tempo. Chamar de velho, nessas situações, é o jeito desqualificador de definir alguém como superado por ser imprestável, traste sem força ou caindo aos pedaços.

E esse é um cerco articulado por velhos que atuam no jornalismo, no que chamam de ciência política e no pensamento econômico. Lula é chamado de velho, aos 79 anos, por facções formadas por velhos.

Envelheceram e continuam ativos os principais líderes dos pensadores do antilulismo, do anticomunismo e do antipetismo, nas mais diversas áreas, principalmente nos jornalões e seus derivados.

JR Guzzo, o colunista preferido dos fascistas, está com 81 anos. Alexandre Garcia tem 84 anos. William Waack, 72 anos; Merval Pereira, 75 anos; Augusto Nunes, 75 anos; Eliane Cantanhêde, 72 anos; Dora Kramer, 70 anos; Carlos Alberto Sardenberg, 78 anos.

Luis Eduardo Assis, o autor do artigo do Estadão citado acima, é economista e ex-diretor de Política Monetária do Banco Central e tem 67 anos. Pode andar de ônibus de graça e pagar meia entrada no cinema.

Assis é protegido desde os 60 anos pelo Estatuto do Idoso. Pela linguagem que eles usam para atacar os velhos, é alguém que está, ainda no gerúndio, ficando velho.

O ídolo de quase todos eles, mesmo dos que não assumem a idolatria, foi ou ainda é Olavo de Carvalho, que morreu com 74 anos e na ativa. Donald Trump, em quem votariam antes do arrependimento agora contido, tem 78 anos. Bolsonaro chegou aos 70 anos.

Steve Bannon, gênio das lições do marketing do ódio da base política que sustenta essa gente, chegou aos 71 anos. O orientador religioso de boa parte do contingente que acompanha esses velhos pensadores da extrema direita, com Deus acima de tudo, chama-se Edir Macedo. Está com 80 anos.

É uma velharada intelectualmente musculosa e atuante, dedicada ao esforço de atacar Lula, o PT, as esquerdas e todas as possibilidades ao redor do lulismo, mesmo as de centro.

Por que atacam? A velharia de direita não se acha velha? Sabe que é velha, sente-se velha, vive como velha, pensa como velha, mas finge não ser velha. São velhos vivendo, na última etapa da vida, a pior experiência da velhice, a da subserviência aos poderosos.

E todos eles, quase figuras bíblicas da direita e da extrema direita brasileiras, sabem quais são essas ideias. Mas não se sentem culpados e dormem bem. Porque vivem do conforto oferecido aos bons subservientes.

Eles e outros do entorno poderão dizer que este texto contém etarismo por atacar os etaristas aliados do fascismo e chamá-los de velhos, e não de idosos. Não tem problema.

Podem dizer o que quiserem. Mantenho o que escrevi e faço uma ressalva. Estou exaltando aqui a vida ativa e produtiva de velhos que combinam suas falas com ideias e ações não só do conservadorismo, mas do fascismo. É quase um elogio a quem continua atuante como linha auxiliar da extrema direita.

Acrescento que o autor deste texto tem 71 anos e se esforça para não ser chamado de idoso neutro e se distanciar de velhos e velhacos a serviço de golpistas, da Faria Lima, de grileiros e milicianos.

sábado, 30 de dezembro de 2017

PROMESSAS PARA 2018

1. Praticarei, talvez, exercícios físicos e, com certeza, piruetas sentimentais, sem rede alguma, exceto pela presença indispensável e segura de Sonia.

2. Continuarei tomando meus vinhotes.

3. Curtirei meus 8 netos, todos eles, do jeito que for possível.

4. Regredirei politicamente, sendo que o fui nos anos iniciais do PT - um udenista de macacão (valeu, brizola!!!) - e tornar-me-ei um psolista iracundo, e buscarei ser amigo virtual da paula lavigne, essa insígne intelectual que orienta as decisões do freixo, aquele um que considera não ser hora da união das esquerdas.

5. Defenderei, então, que o PT - o maior e mais importante partido de esquerda do Brasil, e por muito mais tempo - num domingão do faustão-auto-de-fé, ajoelhe-se em contrição e auto-crítica judaico-cristã e, reconhecendo todos os seus erros medonhos, dissolva-se melancolicamente para que os revolucionários do psol e do pstu herdem sua base social.

6. Ocorre que, dissolvido o PT, psol e pstu não conseguirão, antes, entender-se sobre a divisão do espólio, estabelecendo critérios rígidos para aceitação de ex-petistas, o que resultará que mais 90% não serão admitidos nas fileiras xaltitantes e, depois, perderão tudo, permanecendo do mesmo e (diminuto) tamanho político e social que sempre tiveram.

7. O Ano Novo é meu e faço dele o que eu decidir fazer.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Lula 2018

A direita, por óbvio, odeia Lula.

Parcelas da esquerda sem porvir, igualmente, embora o conversê tenha um monte de citações de pé de página e referências descoladas, o que eventualmente esconde o ódio travestido de crítica pela esquerda, ou o que isso possa significar.

Para certa esquerda, exatamente aquela que nunca teve lideranças verdadeiramente populares - e nunca terão - e que acredita em horizontalidades, assembleias diárias as 7 da manhã, manuais delirantes e pulinhos, Lula é uma fodeção em suas teorias.

Como é que esse sujeito é ouvido pelo povão e nós não conseguimos sequer ser ouvidos além dos cercadinhos dos nossos guetos iluminados pela pureza virginal e revolucionária?

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O PT não é meu

O meu partido não é para mim.
Não quero o conforto pessoal de teses aconchegantes, nem sentir-me sempre limpo, cheiroso, virginal.
Antes, quero morar nas ruas escuras da realidade, passando frio e fome.
A realidade não será modificada com teses brilhantes porque, sem coragem para enfiar os pés nos esgotos a céu aberto, ela gargalha e dança diante de nós.
O PT não é meu: mora na rua, tem fome, passa frio e erra, é certo, e contaminado pela realidade fedida, aqui e ali pode não ser cheiroso, reconheço. 

O PT que há muito tempo eu idealizei sempre limpo, cheiroso, exclusivo e perfeito é inútil, sei agora, serve apenas para empilhar teses.
Prefiro o
PT imperfeito, fedido e errado que transformou, concretamente, a vida das pessoas.

O meu PT não é meu, é do mundo. 
 

domingo, 9 de abril de 2017

Sobre a "roubalheira" do PT

Copiei do FB de Leandro Nunes

Eu ainda não vi um petista detido, acusado ou com contas descobertas na Suíça ou qualquer outro paraíso fiscal. Na série de prisões de políticos e nas apreensões espetaculosas de bens ocorridas nos últimos anos, não se viu um carro de luxo, jóias, não se viu uma condução coercitiva realizada de alguma mansão suntuosa de políticos ou dirigentes petistas. Pelo contrário, o que ficou registrado das residências, por exemplo, do José Dirceu e do José Genoíno em SP e do próprio Lula em São Bernardo do Campo são casas ou apartamentos até simples perto do que pessoas que ocuparam seus cargos poderiam ter. Mesmo o tal tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia, que tanto se contorcem para atribuir a Lula sua propriedade, e mesmo que fossem, não são castelos nem mansões, são de certa maneira simples também, (em se tratando de um tríplex em Guarujá, nem se compara por exemplo com o dos Marinho em Paraty, em luxo ou na localização), imóveis e locais dignos de serem "zoados" pelo Eduardo Pais, Paulo Maluf dentre outros que "entendem do assunto".
Na lista de políticos cassados pelo TSE ou inelegíveis pelo "Ficha Limpa" o PT não está nem perto de encabeçá-la, nem em números absolutos e menos ainda em média. Esta é encabeçada mesmo por PMDB e PSDB, os partidos do golpe. Partidos muito menores como PP possuem mais políticos cassados ou tornados inelegíveis em números absolutos que o próprio PT. Ora essa, se roubaram tanto, para onde foi este dinheiro? Tem algo errado aí e a conta não fecha. Este discurso de "corrupção" e "roubalheira" foi usado outras vezes na história e sempre da mesma forma e com os mesmos fins, sempre contra líderes e governos populares que desagradavam a elite nacional. Foi assim contra Vargas, João Goulart e até mesmo contra JK, que inclusive atribuíram-lhe a propriedade de um apartamento que na verdade não era seu (alguma semelhança com os dias de hoje?). Passado o tempo, assentada a história, o que tem-se hoje para acusar Getúlio, Jango e JK de corrupção? NADA!
Em finais dos anos 80 o PT tinha um discurso de rompimento com a ordem política e econômica vigente, um discurso de certa forma radical e que também se pautava por um viés moralista, que o mantinha distante das relações com empresários e financiamentos empresariais de campanha. Acontece que em fins da década de 80 e início da de 90 o PT percebeu que para vencer eleições e disputar de fato o poder do país era preciso mudar isto, e foi tornando menos radical o seu discurso e se aproximando do setor privado, aquele que financiava as campanhas. O PT descobriu que para ganhar o jogo era preciso jogar o jogo. Isso culminou com a eleição de Lula em 2002, cujo seu vice, José de Alencar foi escolhido justamente de modo a fazer a ponte com os empresários (digo aqui não a ponte no sentido de corrupção ou caixa 2, mas no sentido de construção política com o setor).
Não estou dizendo aqui que políticos petistas não "roubaram", apesar que este termo é complicado de ser usado em um país onde a polícia não pode sequer entrar de greve que todos viram ladrões, como aconteceu no Espírito Santo. A maioria destes políticos e dirigentes petistas que hoje foram presos, e diga-se de passagem, sem provas, em julgamentos parciais, espetacularizados pela mídia e conduzidos em clima de histeria nacional, estes são velhos militantes, da luta contra a Ditadura ou oriundos de sindicatos e movimentos sociais. São pessoas que guardam o mínimo de utopia em sua trajetória e que cujo crime mesmo foi o de jogar o jogo, que é feito sob medida para que os vencedores sejam aqueles que o sistema quer. Como diz Maquiavel, "aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei". Aécio Neves e as cúpulas do PSDB e PMDB, não somente soltas, como governando o país é a prova disso.
Outro aspecto disso tudo é que o poder lida com dinheiro, e atrai quem está em busca dele. Esses anos com o PT em ascensão e na presidência do país atraiu muito picareta e vigarista para o seio não somente do PT como também dos partidos mais próximos. O Delcídio do Amaral é um caso clássico, um cara que era do PSDB, jogava com o governo FHC e de repente, de uma hora para outra, muda de partido. Exemplos parecidos e de menor escala ocorreram nos níveis estaduais e municipais, pessoas da elite de municípios, pequenos empresários, médicos, donos de comércio, pessoas mais ricas de municípios pequenos e pobres foram para o PT simplesmente por oportunismo. Ainda assim o PT tinha e tem um controle maior, seja ideológico, seja financeiro e pragmático do seus quadros e de suas ações, mesmo em pequenos municípios do que os outros partidos. Um prefeito qualquer de cidade pequena filiado ao PSDB, o partido não quer nem saber do que ele faz lá e como faz, só quer saber dos votos de lá para deputado, senador, governador, etc. No PT tem-se o mínimo de cobrança, de comprometimento com a pauta popular e do partido.
O erro do PT foi o de jogar um jogo do qual ele não participava da criação das regras, um jogo onde as regras poderiam ser mudadas a qualquer momento, e contra ele. E assim ocorreu. O problema do PT, como diz o Leonardo Stoppa, é que ele enche o saco das elites, da burguesia nacional e do capital financeiro internacional, e por isso, contra ele foram usadas todas as armas de propaganda e jurídicas de modo a destruir sua utopia e seu legado. Não conseguiram, e não conseguirão.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Sou um bosta de um lulo-petista

Aqui e ali, vozes vigorosas da esquerda virginal nos alertam para os perigos do lulismo, essa chaga brasileira e popular e, portanto, inaceitável pelas teorias tão descoladas, tão cheias de citações e referências.

Logo adiante, vozes sensatas da intelectualidade da esquerda imaculada - e tão dada a pulinhos revolucionários e consignas bacanas - nos avisam sobre as perfídias do lulo-petismo.

Eu, lulo-petista relutante e, de outra banda, lulo-petista conciliador, admito e confesso meu degenerado lulo-petismo e proclamo: em 2018 não votarei Lula porque ele será impedido por sergio moro e pelo aparato golpista do judiciário, mas votarei em quem ele indicar, até mesmo em ciro gomes, está claro?

Programa? Também quero um e já o tenho: é o lulo-petismo, o mais vitorioso e concreto programa de esquerda que o Brasil já teve.

Eu até posso remar nos remansos das teorias bem arquivadas, até posso suar nas maratonas da intelectualidade bem empregada mas, admito, prefiro pisar nos esgotos a céu aberto que o lulo-petismo começou a resolver.

Eu não quero estar teórica e perfumadamente certo. Quero estar fedido, coberto pela merda da realidade. Eu pisei nos esgotos a céu aberto.

Sou um bosta de um lulo-petista.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Prisão de Delcídio é ilegal, vez que há vedação constitucional, meninos e meninas

Copiei de 247

:

Paulo Moreira Leite

Ao decidir por 59 votos a 13 que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) deve permanecer em prisão preventiva, conforme resolução aprovada por unanimidade pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, o Senado brasileiro preferiu jogar para a plateia da Justiça do espetáculo em vez de defender páginas mais honradas de sua história. Só para você ter uma ideia. Ao escrever a petição ao STF onde pedia a prisão do senador, o Procurador Geral da República admite que o pedido poderia ser recusado e até ser considerado uma medida descabida "em razão da vedação constitucional." Está lá, na página 44 da petição. 

Enrolado em vários episódios difíceis de explicar, Delcídio foi preso na manhã de ontem, em circunstâncias incompatíveis com os direitos reservados a um parlamentar brasileiros. Como você verá nos parágrafos abaixo, não faltavam motivos para que ele fosse chamado a prestar contas a Justiça, para explicar denúncias graves. A questão é a necessidade de mantê-lo na cadeia. Ocorreram cenas graves, como invasão de seu gabinete, coleta de documentos, computadores foram levados pela Polícia Federal. 

Num regime democrático, a Constituição faz exigências particulares para aceitar a prisão de deputados e senadores, que precisam ser compatíveis com a condição de representantes do povo, cujos poderes soberanos são definidos no artigo primeiro de nossa carta maior. O espírito dos constituintes não é facilitar a prisão dessas pessoas. Pelo contrário. Por seu papel político, eles podem usufruir de garantias suplementares na preservação de sua liberdade.

Para simplificar um debate complicado: um parlamentar só pode ser preso em flagrante, quando comete um crime inafiançável. Acusado de obstruir a ação da Justiça, a prisão de Delcídio, de caráter preventivo – isto é, não tem sequer prazo para terminar -- não atendeu claramente a nenhuma dessas exigências, ainda que ele tenha se envolvido em diálogos cabeludíssimos, incompatíveis com a função que desempenha na República.

Para tornar o caso ainda mais grave e deprimente, Delcídio era líder do governo no Senado e um articulador político respeitado pelos colegas da maioria dos partidos da Casa. Elogiado por lideres da oposição, a começar pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que foi vice na chapa de Aécio e chegou a dizer ontem que torcia para que o Poder Judiciário não demonstrasse sua culpa nas acusações apresentadas, Delcídio amargou uma nota de Ruy Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores. Dizendo que o PT não se sentia obrigado a "qualquer gesto de solidariedade" com Delcídio, Falcão expressou a raiva guardada por um numeroso exército de parlamentares e militantes inconformados com o comportamento do senador em 2005. Naquela época, quando ocupou presidência da CPI dos Correios, principal fonte de denúncias da AP 470, Delcídio foi acusado de mostrar-se um aliado da oposição, sem compromissos com colegas de partido, muitos deles denunciados e até condenados injustamente pelo Supremo de Joaquim Barbosa e Ayres Britto.

Dez anos depois, foi apenas uma nota contra um parlamentar que até a véspera recebia as honras possíveis e um pouco mais do partido.

Delcídio deixou inúmeras conversas gravadas – muitas de caráter especulativo – que merecem ser apuradas e investigadas. Há muitos indícios de fatos criminosos. É fácil perguntar e difícil de responder algumas questões essenciais. Além de falar, prometer, sugerir, oferecer-se para, Delcídio cometeu alguma ação criminosa, embolsou recursos indevidos, participou efetivamente de alguma atividade ilegal?

Sentindo-se ameaçado por uma possível delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, condenado a 12 anos na Lava Jato, que poderia apontar seu envolvimento na venda da refinaria de Pasadena e outras operações ruinosas da Petrobras, Delcídio manteve vários diálogos impróprios e inaceitáveis. Apresentou-se como um político capaz de usar a própria influencia e contatos pessoais para convencer ministros do Supremo a dar um habeas corpus a Cerveró -- numa gabolice fora de lugar que ajudou a construir uma unidade contra ele na votação de ontem pela manhã, no STF.

Delcídio manteve conversas onde dizia que, depois de receber o HC, o ex-diretor deveria fugir do país. Acrescentou que deveria ter o cuidado de usar a fronteira seca do Paraguai e embarcasse para a Espanha – país onde possui uma segunda nacionalidade – a bordo de um jato Falcon, recomendável, em suas palavras, porque chegaria a Península Ibérica sem fazer escalas. Por fim, para garantir o conforto da família Cerveró, que ficaria no país, ele poderia assegurar o pagamento de uma mesada de R$ 50.000, dinheiro que não sairia de seu próprio bolso, mas dos cofres do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, também interessado em evitar que o ex-diretor abrisse o bico. Num encontro, Delcídio entregou R$ 50.000 a Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor encarcerado, dizendo que era um presente do banqueiro. 

A trama em que Delcídio tomou parte, num papel de protagonista, foi essa, com o objetivo de salvar a carreira e livrar sua cara. Percebe-se agora que muitas ideias que alimentou eram falsas ou fantasiosas demais. O capítulo final mostra um enredo de trapalhadas que guarda semelhanças com o caso dos Aloprados, que atingiu a campanha de Lula em 2006 – onde os petistas construíram armadilhas que atingiram eles próprios e serviram como uma luva para seus adversários.

"Ele percebeu que a delação premiada do Cerveró iria jogar seu mundo abaixo, carregando ambições e projetos com ele", observa um parlamentar do PT que o conhece de perto. "Ficou desesperado e passou a agir de acordo com isso."

Delcídio chegou a ser gravado em conversas quando nada fazia muito sentido. Ainda falava sobre os planos de fuga 24 horas depois do próprio Cerveró ter assinado o acordo de delação premiada, sem deixar de registrar, é claro, as denúncias contra o senador e contra o banqueiro.

Na semana passada, quando os planos se desmanchavam, a notícia sobre o envolvimento do senador na Lava Jato vazou. Num esforço para tentar impedir que o caso viesse a público, Delcídio ameaçou empregar o recém-aprovado Direito de Resposta para impedir que a TV Globo publicasse uma denúncia a seu respeito. Conseguiu impedir a notícia naquela hora mas a bomba explodiu ontem.  

Gravadas pelo filho Bernardo Cerveró, as fitas serviram como prova de que Delcídio e Esteves tentavam impedir seu pai de colaborar com a Justiça. O placar do senado, ontem, demonstra uma situação política onde o Congresso se encontra na defensiva, encontrando dificuldade para se impor entre os demais poderes e defender suas prerrogativas.

Tanto as 48 páginas assinadas por Teori Zavaski, que formam a Ação Cautelar 4039, como a petição de Janot pedindo as prisões dos acusados, são menos enfáticas do que se poderia supor pelo placar do senado – e pelo discurso de apoio incondicional a uma decisão do STF.  

No documento de Zavaski, fala-se de elementos que "apontam, embora de modo suposto, para a participação do senador na prática, em tese, dos delitos apontados pelo procurador geral da República." É assim?  "Modo suposto", "em tese"?

Na petição de Janot, as dificuldades para encontrar bases legais para conduzir o senador para o cárcere ficam evidentes na parte final da argumentação. Depois de deixar claro que requer a prisão preventiva de Delcídio, o PGR até admite: "caso se entenda descabida a prisão preventiva do congressista, em razão da vedação constitucional (o grifo é meu)" o Procurador Geral da República requer a imposição cumulativa" de um conjunto de medidas cautelares.

O texto fala ainda "exegese corretiva" nas disposições constitucionais. Como se estivesse fazendo uma proposição que não se encaixa adequadamente ao arcabouço legal do país, a petição lembra que na Constituição norte-americana a "imunidade dos congressistas à prisão é muitíssimo mais limitada", argumento que pode ser uma grande contribuição aos debates sobre Direito Constitucional mas tem pouca serventia para enquadrar pessoas que devem ser julgadas pelas regras em vigor, elaboradas por quem tinha o direito dar conta da tarefa. Procuradores são profissionais concursados. Não são constituintes. O texto também destila uma visão discutível sobre os políticos brasileiros ("humanos, demasiado humanos"), que integra a cartilha da criminalização dos partidos políticos e suas lideranças, que é o ponto de partida natural para que tenham direitos diminuídos de qualquer maneira – mesmo que isso não esteja previsto em lei.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Poeminha para o PT

Vou-me de novo
Lançando-me no ar
Sem nada
Sem corpo
Nem rede debaixo
Pstu psol pcb
Respeitosamente
Haverá não 
Nunca houve
E me redescubro no PT
Eu e minhas dúvidas
Prefiro ainda
Mover-me duvidando
Com gentes que duvidam
E não vomitam certezas
Prefiro a sujeira dos erros
Que a limpeza enganadora
De quem nunca erra
Porque nunca arrisca 
O lançar-se no ar
Sem paraquedas de teorias
Quem nunca arrisca
O lançar-se na vida real
Para sujar-se com o povo
O poema que faço
Entretanto
Não livra a cara dos petistas de merda
E nem a minha
Mas eu faço
Por ser esta a faina
Dos poetas desgraçados

O PT tem salvação?
Tem não
Mas não quero ser salvo
Quero o enxofroso caminho

domingo, 5 de julho de 2015

Para muitos petistas que só mijam na caixinha de areia, a Grécia não é aqui


O eloquente silêncio do PT sobre a vitoriosa reação do povo grego ao arrocho criminoso da banca é ofensivo a todos nós. 
Repito: ofensivo é o silêncio da direção nacional petista.
O PT virou suco e azedou, mas, como petista de 32 anos de militância espero que o suco não esteja (muito) vencido. 
É o que me resta.
A Grécia é aqui mas, para aqueles petistas majoritários e sofregamente "poderosos" - que só mijam na caixinha de areia da área de serviço, a Grécia não é aqui.
A Grécia é lugar nenhum ou, quando muito, iogurte.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Modesta homenagem ao Dr. Rosinha

Em tempos de pragmatismo gosmento e de sinistros deputadões petistas, a ausência do Dr. Rosinha no Parlamento é uma perda para a luta dos trabalhadores. Faço minhas as palavras certeiras de Andrea Caldas.
---xxx---

Copiei de Andrea Caldas

 

Hoje estive na emocionante homenagem dos movimentos sociais ao Doutor Rosinha.
Tenho imenso orgulho de ter sido dele o meu primeiro voto, de ter partilhado, ao seu lado, minhas primeiras experiências no movimento sindical (há 26 anos).
Ainda que com pequenas divergências no percurso, nossa relação sempre foi marcada pelo respeito, carinho e amizade.
Já discordamos publicamente em Encontros do PT, mas nunca tive dele nenhuma palavra ofensiva ou desrespeitosa, ao contrário, sempre o mesmo olhar brilhante e carinhoso.
Teve um importante e destacado papel no Parlamento do Mercosul, sempre foi um apoiador das causas da educação pública e um militante partidário com disciplina árdua - que, as vezes, lhe custou muito!
Dos inúmeros relatos emocionados, no Ato de hoje, de militantes de varias agremiações e movimentos, há algumas marcas distintivas que pude testemunhar:
Sua sensível e humilde capacidade de escuta - Rosinha é aquele deputado que não vai para as atividades só para a mesa de abertura. Senta, ouve, faz intervenções cuidadosas.
Nas campanhas que fazíamos, das portas de fábrica aos equipamentos municipais, Rosinha era sempre o primeiro a chegar - mesmo que o horário marcado fosse as 6h da manhã.
Seu compromisso coletivo foi e é sempre notável, ainda que, muitas vezes, as estruturas partidárias não tenham tido consigo a mesma retribuição.
Fará falta no Parlamento e sua ausência deve nos inspirar a lutar contra o modelo do financiamento privado de campanhas, que tem a cada tempo, retirado mais e mais parlamentares compromissados da cena institucional.
Mas como ele disse: "não sairá da política, seja onde for."
Avante, camarada!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Até quando o PT continuará refém da bancada evangélica, um dos mais abjetos e escrotos ajuntamentos de jaguaras sarnentos que eu jamais pude ver em minha vida?

Copiei de Benjamin Bee

Não, não foi só covardia, foi também abuso de poder.
O substitutivo do Senador Paim ao PLC 122, o NOVO PLC 122, nada mais é que a constitucionalíssima e consagrada Lei Caó, a qual foram acrescidos grupos minoritários historicamente discriminados e vulneráveis, e ainda sem proteção legal.
Adiar mais uma vez que se faça justiça a esses grupos não tem nenhuma justificativa. É abuso de poder e justamente do poder que têm aqueles que discriminam.
A CDH do Senado tornou-se uma filial da CDHM da Câmara.

"Novamente, o Senado se ACOVARDA e não vota a criminalização da homofobia e da transfobia. É simplesmente inacreditável e inaceitável que Senador Paulo Paim queira fazer ainda maiores concessões na criminalização aos fundamentalistas religiosos. Senador, eles não apoiarão rigorosamente NADA que traga uma criminalização efetiva da homofobia e da transfobia no país. Com reacionários-fundamentalistas não há diálogo possível, o projeto deve ir à votação, ponto: ele tramita no Senado desde o final de 2006, diversas audiências públicas foram realizadas e NUNCA eles fizeram qualquer sugestão concreta de texto, eles sempre foram simplesmente contrários a qualquer forma de criminalização da homofobia e da transfobia. Que diálogo se considera "possível" com essas pessoas? Basta lembrar que, no Rio de Janeiro, houve oposição ferrenha à inclusão da expressão "orientação sexual" entre os critérios proibidos de discriminação da Constituição Estadual Carioca, ou seja, os fundamentalistas religiosos não aceitarão rigorosamente nada que proteja pessoas LGBT, já que nem isto, que é o "mínimo do mínimo", eles aceitaram. O PLC 122/06 se limita a criminalizar ofensas, discursos de ódio e discriminações quaisquer, nada mais: se não pode contra negros/religiosos, também não pode contra pessoas LGBT, simples assim, mas, novamente, prefere-se ficar de joelhos ao fundamentalismo religioso no Congresso Nacional.

SEM MAIS CONCESSÕES. No Direito Penal existe a "atipicidade material", o que permite ao juiz não considerar crime uma conduta que se enquadre no âmbito de proteção de um direito fundamental, por exemplo. Logo, Senador Paim, até mesmo a sua ressalva é desnecessária, visto que um juiz que considere que uma conduta é protegida por um direito fundamental seria "materialmente atípica" (não seria crime) por conta disso, ainda que a lei não o diga expressamente. Pare de fazer concessões e coloque o projeto em votação, já que o texto se limita a equiparar a punição à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero à punição à discriminação por cor, etnia, procedência nacional e religião. Nada além disso..." (Paulo Iotti)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Partido dos Trabalhadores em Curitiba: candidatura própria ou apoio ao Gustavo Fruet?

Eu visito o Blog do Tarso todos os dias

A grande pergunta entre os integrantes do PT de Curitiba: candidatura própria de Tadeu Veneri ou Doutor Rosinha ou apoio ao Gustavo Fruet, com Tadeu Veneri ou Angelo Vanhoni como vice?
Todos sabem que o mais importante é a retirada do grupo de Jaime Lerner, Cássio Taniguchi e Beto Richa que está no poder.

O que é melhor, se fortalecer no primeiro turno como partido ou já tentar assegurar vitória no primeiro turno com Gustavo Fruet?

Por enquanto na enquete do Blog do Tarso Gustavo Fruet está em primeiro, Tadeu Veneri e Doutor Rosinha em segundo e Rafael Greca (PMDB) em terceiro. O atual prefeito Luciano Ducci (PSB) está apenas em quarto lugar.

Amanhã petistas pró-candidatura própria à prefeitura de Curitiba fazem ato para marcar posição em defesa da causa. Será na Sociedade Treze de Maio às 19 horas, quando deve ser apresentada a Carta aos Filiados do PT de Curitiba.
Doutor Rosinha, Tadeu Veneri e Angelo Vanhoni
Nenhum petista encaminhou carta de apoio ao Gustavo Fruet já no primeiro turno ao Blog do Tarso.  
(O Ornitorrinco Definitivamente Exilado do PT desde 17/11/2011, afirma que o rapazote que, permitam-me a dura e necessária franqueza, não por acaso sorri sestroso e bonitão à direita, pode até não mandar carta alguma, e não mandará porra de carta alguma, que são cada vez mais felpudos e sábios esses caras. Mas que ele adora uma surubazinha com o Guguzinho Fruet, disso vocês não tenham nenhuma dúvida, meus amigos. Mas não é só ele. Tem gente graúda pra cacete metida nisso).Mas o blog está a disposição de todas as tendências do partido. O fundador do PT de Curitiba, Ivo Pugnaloni, encaminhou o seguinte texto:

Até quando o PT vai agüentar isso?
Ivo Pugnaloni 


Até que quando teremos que submeter o PT a desgastes como os que se avizinham nas próximas eleições para prefeito de Curitiba?
Agora, a ordem parece ser não fazer nada e esperar a candidatura de Gustavo Fruet ser adotada pela mídia e “correr para o abraço”…
Até quando o PT agüenta esse tipo de tática estreita, suicida e anti-política?
Ora, quem quiser saber mais sobre as ligações de Gustavo Fruet com José Serra e Beto Richa, basta buscar no Youtube, pois lá os marqueteiros da “oposição tucana” e “demoniocrata” encontrarão material de sobra para surrarem o PT do Paraná e elegerem uma bancada ainda maior de vereadores!
E acabarem de vez com a nossa bancada ou manterem a nossa bancada no pequeno tamanho atual, que conseguiram nos impor nos últimos anos, apesar de pertencermos ao PT, o maior partido do Brasil em Deputados e em votos e em prestígio.
E o que é pior, acabarem de vez com o espírito de luta de nossa militância, cansada de esconder suas bandeiras no fundo dos armários ou só usá-las em comícios de candidatos de outros partidos?
O PT , além do PMDB, é o único partido que em 42 anos de existência em Curitiba,( coisa que o PSDB e o DEM, e o PSB, o PDT não tem ) mas que segundo algumas de suas principais lideranças, “não tem um nome à altura” de concorrer com chances de vencer…
Se isso realmente fosse verdade, “não temos nomes à altura”, era o momento de perguntar: “e por causa de quem o PT do Paraná não tem nomes?”
“E por causa de quê?”
“E por causa de que tipo de prática e de política de alianças?”
“Onde está a discussão de candidaturas do PT como fazem os demais partidos, mais novos e com menos prestígio no eleitorado do que o PT?”
“Porque no PT de Curitiba e do Paraná, sempre é “tão difícil” encontrar “candidatos à altura”?
Será que somos todos anões políticos?
Será que só o Ratinho, o Fruet, o Luciano, a Renata Bueno, o pessoal do PSTU, do PSOL, podem ter candidatos no primeiro turno?
Será que o partido do Fruet ( a qual partido ele pertence mesmo agora? Foram tantos que eu até esqueci…) tem um ex-presidente da república que saiu com 80% de aprovação?
Será que o PSB tem uma presidenta da republica com 64% de aprovação?
Será que todos os partidos podem ter candidato, menos o PT?
Será que logo o PT, o partido do Lula, do Bolsa-Familia, do Pro-Uni, da auto-suficiencia em Petroleo, do Pré-Sal, logo o PT não pode ter candidato a prefeito em Curitiba?
Onde está inscrita essa proibição?
Quem a escreveu?
De onde vem essa ordem?
Quem deu essa ordem?
Porque no PT de Curitiba, estão proibidas as discussões sobre candidatura?
Porque no PT de Londrina, estão permitidas e estimuladas as discussões sobre candidatura a prefeito da companheira Márcia Lopes, que aliás, fará enorme votação?
Porque em Curitiba, onde em 2000 quase ganhamos com Vanhoni e perdemos por inação, paralisia, exatamente nos últimos 15 dias de campanha, temos que apoiar alguém que menos de um ano atrás denegria o PT, o Lula, a Dilma, etc????
Porque?
Porque não podemos concorrer no primeiro turno com nosso próprio candidato e , no segundo turno, dependendo da proximidade programática, se não estivermos entre os dois mais votados, decidirmos democraticamente a qual dos dois finalistas apoiaremos?
Porque alguns petistas de alto coturno querem por que querem esconder, debaixo da bandeira de outro partido e de outro candidato, as bandeiras do nosso PT, o programa do nosso PT, as caras do PT, as cores do nosso PT, as lideranças do PT, as histórias de lutas do PT por esta cidade, como aquelas nas associações de moradores, contra a truculência do lernismo e da ditadura, representadas pelo tristemente famoso “capitão Jair” ?
Porque será que deveríamos esconder o PT e as lutas do PT nos sindicatos de metalúrgicos, da construção civil, dos professores, do pessoal da saúde, dos motoristas de ônibus, dos vigilantes, dos funcionários do judiciário, debaixo de uma candidatura de um deputado que saiu do PMDB, saiu do PSDB e agora acaba de chegar ao PDT só porque seu amigo Beto Richa o desprezou para apoiar o Luciano Ducci a prefeito?
Porque temos que esconder nossas bandeiras e apoiar o Gustavo Fruet?
Só porque ele é “queridinho” da mídia local?
Só porque ele fala bem ( Maluf também falava )?
Só porque sua imagem transmite boa impressão e confiança no que diz?
Mas que adianta tudo isso se ele não defende as mesmas idéias que o PT?
Mas que adianta tudo isso se sua candidatura não fará votos para os vereadores do PT, mas sim do seu novo partido, o PDT, que é da base aliada no governo federal, mas fecha com Beto na Assembléia e tem menos vereadores do que o PT?
E como ficarão nossos candidatos a vereador, principalmente aqueles que não concorrem à reeleição?
Com que cara esses companheiros chegarão nas suas bases e irão pedir votos para um político que até 5 meses atrás, combatia com todas as suas excelentes armas de oratória e seus ótimos contatos com a mídia, o presidente Lula, Dilma e o PT?
Que tipo de imagem nossos candidatos a vereador passarão aos seus eleitores atuais, ao lado de alguém com esse passado de luta contra o PT?
Ou será que nossos candidatos a vereador, para tentarem se eleger, terão que engolir seu orgulho, seu amor próprio, sua história de vida, suas convicções e concordarem em andar de braço dado com um adversário dos mais capazes e preparados do seu próprio partido, o PT?
Ou será que eleger vereadores não é importante?
Ou será que é por essas e outras que o PT de Curitiba e do Paraná só diminui de bancada, enquanto o prestígio do PT cresce, ano a ano, a nível nacional?
Isso é contraditório!
Como será possível que o PT tem cada vez mais prestígio graças aos resultados de seu governo e cada vez menos deputados e vereadores no Paraná?
Qual é a mágica?
Como é que isso acontece?
Quem estará errado?
Será que é o povo quem está errado?
Ou será que errado está quem coloca o PT sempre nessa situação de falta de auto-confiança, de falta de auto-estima, de falta de lideranças?
Será que é bom para o Partido ficar parecido com uma plantação de pinus, onde não nasce nem grama embaixo das árvores?
E para terminar antecipo aquela pergunta mais importante, que o “povão” vai querer saber de nossos candidatos a vereador:
“Diz aí candidato do PT: foi o Gustavo Fruet que mudou de idéia ou foi você que mudou? O Lula é corrupto, incompetente e mentiroso, mesmo?”

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O Ornitorrinco Completamente Fiadaputa, só pra encher os sacos disponíveis, permite-se provocar os Ivos todos e, em especial o Pugnaloni, aqui anunciado com foguetório perfumoso como fundador do PT - coisa da qual não duvido -, para perguntar onde você andava, agora radicalizado Ivo, nos anos 80 e 90, que nunca vi você em nenhuma atividade partidária? Bem, Alzheimer e suas cervejas bem fermentadas à parte, lembro vagamente que você filiado ao PMDB e era um apoiador de Requião, que vocês consideravam uma espécie de não-sei-que-porra-de-tipo-de-liderança-supostamente-esquerdista-e-praticamente-revolucionária-muito-melhor-que-as-porras-louquices-do-PT-daquele-tempo. Era isso, prezado Ivo? De todo modo, seja feliz. Você retorna ao PT e eu, como sempre sem entender porra nenhuma, recuso-me a carregar bandeiras de candidatos de outros partidos. Chega. Nos termos do Estatuto do Idoso, proclamo que meu estômago merece respeito.
 

sábado, 24 de setembro de 2011

Conselho de Comunicação já! Globo, Veja e Folha são contra, claro

Surrupiei do Blog do Tarso


O PT e a democratização da comunicação
ANDRÉ VARGAS

Quando o partido fala em regular a mídia, se refere a criar condições para que a informação saia do controle de meia dúzia de famílias

Nada é mais caro ao PT do que a democracia e seus valores. Está em nosso DNA, em nossa história, em nossa razão de ser e de existir.
Os que ainda não compreenderam isso precisam olhar com mais atenção para o que se passou no 4º Congresso Extraordinário do Partido dos Trabalhadores.
Lá aprovamos, entre outras, uma moção sobre a democratização das comunicações. O debate de relevo, para o qual todo o partido estava focado, no entanto, era a reforma estatutária, motivo da convocação.
Nem nosso mais ferrenho opositor poderá ignorar o grande exemplo de democracia. Criamos regras que ampliam a participação de mulheres, jovens e negros na vida partidária e limitamos o número de mandatos consecutivos para deputados e senadores petistas.
O PT governa o país há nove anos com ampla aprovação do eleitorado; cresce nas prefeituras e nos parlamentos; é o preferido da população nas pesquisas, além de servir de referência para a atuação da esquerda internacional.
Por que então mudar o estatuto? Porque o PT é um partido vivo, democrático, aberto, que tem cúpula dirigente, mas faz a discussão na base - a palavra final vem dos filiados. Os delegados do congresso foram eleitos por voto direto por mais de 500 mil petistas.
Um partido assim não pode ser acusado de autoritário. Os que dizem essa bobagem não conhecem a sigla, não sabem o que significa autoritarismo ou buscam, autoritariamente, criar falsas polêmicas para interditar o debate.
A democratização das comunicações é pauta antiga na legenda. Temos posição consolidada a respeito dela.
Produzimos uma resolução sobre o tema no 3º Congresso, em 2007. Em 2008, fizemos a nossa Conferência Nacional de Comunicação com debates e a presença de líderes petistas e de representantes de movimentos.
Em 2009, participamos da conferência nacional convocada pelo governo Lula.
A moção não brotou da cabeça de meia dúzia de déspotas interessados em cercear, censurar a imprensa, nem surgiu porque algum membro do PT foi atingido de maneira vil pelo noticiário. Ela nasceu de uma construção democrática, e em nada fere direitos como a liberdade de imprensa e de expressão.
Imaginar o contrário disso é uma ofensa não só à história mas também à inteligência dos petistas e dos brasileiros de forma geral.
É impossível controlar a livre circulação de informação num regime democrático, ainda mais em tempos de internet. E nós, mais do que ninguém, somos os últimos interessados nisso.
Quando falamos em regular a mídia, nos referimos a criar condições para que a informação deixe de ser controlada por meia dúzia de famílias, a serviço de poucos interesses. Quando defendemos o Conselho de Comunicação, falamos em cumprir o que determina a Constituição desde 1988.
Entendemos a comunicação como um direito. Estamos na luta para que esse direito se estenda a todos os brasileiros.
E queremos debater o tema, ainda que isso não seja do agrado dos que se apropriam do discurso democrático para impedir o avanço da democracia no Brasil.

ANDRÉ VARGAS é secretário nacional de comunicação do PT e deputado federal pelo Paraná

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estado de espírito do nosso Real and Forever President

É assim: de segunda a sábado acordo com o pé esquerdo e meio PSOL e, algumas vezes, iradamente PSTU ou PCO, mas não tem jeito: sempre vou dormir, cansado e tranquilão, inteiramente PT.

Aos domingos, viro anarquista e, sempre que posso, saio para flatular em elevadores.