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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Palestina: Apartheid sionista e o colonialismo de Israel são as causas da conflito

Copiei do indispensával BRASIL 247


A ação militar do Hamas é uma resposta aos assassinatos, desmandos e humilhações de homens, mulheres e crianças nos territórios ocupados por Israel

Neste fim de semana Israel foi sacudido por uma ofensiva militar do Hamas, surpreendente e inédita, que lançou mais de 2000 mísseis, impactando fortemente na população israelense que habita nas margens próximas aos territórios palestinos.

A operação batizada de "Tempestade Al-Aqsa" conduzida pelo Hamas demonstrou ampla capacidade de combate, levando o conflito para diversas cidades e aldeias ocupadas por colonos israelenses. Trata-se de um ataque que revelou as fragilidades do Exército e dos serviços de inteligência de Israel.

A reação de israelense foi declarar “estado de guerra”, com um ataque bombardeando o densamente povoado território da Faixa de Gaza, região sob controle do Hamas.

A ação militar do Hamas é uma resposta aos assassinatos, desmandos e humilhações de homens, mulheres e crianças nos territórios ocupados por Israel, com as incursões constantes do Exército israelense.

A questão de fundo da atual escalada do conflito, é o desrespeito aos acordos estabelecidos sobre a criação de um estado nacional palestino soberano, com fronteiras definidas e viabilidade econômica. Vale lembrar que os Acordos de Oslo – que completaram 30 anos de sua assinatura no mês de setembro – não só foram violados, como Israel intensificou o processo de ocupação de territórios na Cisjordânia.

Até mesmo a fórmula política do estabelecimento de “dois Estados” – israelense e palestino – hoje é praticamente inviável. Nos últimos anos, os sucessivos governos israelenses abandonaram qualquer perspectiva de negociação com os palestinos sobre temas como o fim da criação de novos assentamentos, o respeito aos acordos acerca da questão das fronteiras de 1967 e da reivindicação histórica da capital do futuro Estado Palestino ser sediada em Jerusalém Oriental.

As milhares de vítimas – mortas, feridas e mutiladas – são o resultado direto da política terrorista do governo de Bibi Netanyahu, apoiado política e militarmente pelo imperialismo norte-americano. É o terrorismo do estado sionista, o principal responsável pela escalada do conflito. Os palestinos são as vítimas e reagem com as armas do oprimido.

É uma questão de princípio reconhecer o direito de rebelião ao povo palestino. Em artigo publicado, neste sábado(7), na New Left Review, o escritor e ativista político Tariq Ali escreveu: “Israel é um Estado nuclear, armado até aos dentes pelos EUA. A sua existência não está ameaçada. São os palestinos, as suas terras, as suas vidas que são. A civilização ocidental parece disposta a ficar de braços cruzados enquanto são exterminados. Eles, por outro lado, levantam-se contra os colonizadores”.

A ação militar do Hamas recolocou na agenda mundial a “Questão Palestina”, o que demanda dos organismos internacionais e das articulações multilaterais dos países árabes uma solução política para deter a escalada de genocídio praticado pelos sionistas e medidas imediatas no sentido de garantir a existência do estado nacional palestino.

Israel conta novamente com os Estados Unidos e as decadentes potências europeias para continuar a criminosa ofensiva contra os direitos nacionais do povo palestino. O conflito é mais um embate em curso que desgasta a política dos Estados Unidos na região, e isola mais ainda o Estado de Israel.

Portanto, cabe também a esquerda partidária e social no Brasil a urgente tarefa de organizar um efetivo e potente movimento de solidariedade aos palestinos — contra a guerra de extermínio e o apartheid sionista.

Jornalista e escritor. Atua também na imprensa sindical. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), em Curitiba. Autor dos livros ‘Brasil Sem Máscara – o governo Bolsonaro e a destruição do país’ (Kotter, 2022) e de ‘Lava Jato, uma conspiração contra o Brasil’ (Kotter, 2021).


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

PMs de SP cantam em treino que vão usar gás para fazer ‘vagabundo’ desmaiar. Por Leonardo Sakamoto

 Publicado por Diário do Centro do Mundo 

Atualizado em 1 de outubro de 2023 às 9:00

“Para dispersar a multidão, eu vou jogar gás lacrimogênio. No vagabundo, eu vou jogar. E vai faltar oxigênio. E o vagabundo vai desmaiar”, diz o vídeo. Não há registro de quando ele foi gravado.

Questionada pela coluna, a Polícia Militar informou, em nota, que foi instaurado um procedimento disciplinar para apurar os fatos. Mas que “o coro entoado no vídeo não faz parte das canções e/ou hinos da instituição”.

As imagens vêm a público após o Ministério da Justiça e da Segurança Pública demitir três policiais rodoviários federais que causaram a morte de Genivaldo de Jesus Santos por asfixia em maio do ano passado.

Nesse caso de tortura, que gerou comoção internacional, um homem negro de 38 anos foi parado por estar sem capacete em uma moto na BR-101 em Umbaúba (SE). Foi trancado no porta-malas de uma viatura e obrigado a inalar gás lacrimogênio de uma bomba acionada pelos agentes.

Sediada no bairro de Pirituba, na capital paulista, a Escola Superior de Soldados se apresenta como a maior instituição de formação de policiais do país, ministrando um curso de dois anos de duração para os que passaram no concurso. Ao UOL, a PM-SP afirmou que “percebe-se nas palavras [da cantoria] um total equívoco técnico, quanto ao citado gás” e, “portanto, não guarda relação com treinamento ou qualificação policial militar”.

Em seu site, a escola diz que incute responsabilidade no futuro profissional, pois ele será muitas vezes “a única autoridade pública visível para amparar as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, sendo seu dever servir e proteger as pessoas, respeitando e difundindo na sociedade a supremacia dos direitos humanos”.

Tortura contra um civil

Na avaliação da diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, o comportamento exposto no vídeo é grave e revelador de práticas organizacionais enraizadas numa corporação que historicamente usou e abusou da força.

“Infelizmente, essas músicas, esses ritos de socialização, são muito comuns na polícia. Depois do caso Genivaldo, contudo, causa no mínimo espanto que ninguém pensou que isso seria uma péssima ideia. No limite, eles estão cantando algo que trata de tortura contra um civil”, afirma.

No posicionamento enviado ao UOL, a PM afirmou que nas Escolas de Formação da Polícia Militar, “além da disciplina de direitos humanos fazer parte extensamente da grade curricular, valores como o respeito à dignidade humana, à vida e à integridade física são reforçados diariamente”.

Para Samira Bueno, o grande desafio da formação policial é ir além da grade curricular. “De que adianta esse policial ter tido aula de direitos humanos e discutido racismo se, quando chega no pátio, na atividade em grupo, reproduzem cânticos que falam em torturar um suspeito com gás lacrimogênio até que ele pare de respirar?”

(Originalmente publicado em UOL)

___XXX___


Como diria meu primo Jaulo Boberto Tequinel, jurista desocupado e bocudo, do qual mantenho prudente distanciamento, "as PMs, meninos e meninas, JAMAIS cometem excessos. Ao contrário, são criteriosa e diligentemente treinadas e condicionadas para serem intrinsicamente violentas".

terça-feira, 26 de setembro de 2023

O jumentismo e as quatro linhas, por João Augusto

Copiei do indispensável JORNAL GGN


Os animais falavam, lá no tempo de Dom Corno, e a custo traduzi, um pouco pelos contornos, um jumentês bem autêntico, gutural e sem adornos.

jornalggn@gmail.com

Publicado em 26 de setembro de 2023, 12:59

O jumentismo e as quatro linhas

por João Augusto

(Salvador, 24 de setembro de 2023)


01

Agora trago a vocês,

um cordel mei diferente,

do tempo em que os animais

falavam feito a gente,

e alguns até chegavam

ao posto de presidente.

02

Por exemplo, entre os jumentos,

há uma rígida hierarquia:

quanto mais alto é o urro

então, mais se evidencia

a posição do asinino,

seja no mato, ou coxia.

03

Diz a Jumentologia,

que eles marcam bem as horas,

com uma precisão tamanha,

e sem nunca dar um fora,

que mesmo ante o Rolex,

sua fama mais vigora.

04

Sei que os animais falavam,

lá no tempo de Dom Corno,

e a custo traduzi,

um pouco pelos contornos,

um jumentês bem autêntico,

gutural e sem adornos.

05

Parece voz de comando,

a entonação jumental,

e sua fonética brilhante

é feito a de um general,

quando dá Bom Dia à tropa,

junto a um mourão de curral.

06

O imperador Calígula

do grande Império Romano,

valorizava os muares,

e torturava os humanos,

tanto que pôs Incitatus,

pra ajudá-lo em seus planos.

07

O cavalo Incitatus,

senador prestigiado,

em Roma, teve um mandato

que até hoje é imitado

por senador que, ao manjá-lo,

o acharia desmarcado.

08

O senador da SWAT

É dele que aqui lhes falo -,

já sabia que em Roma

houve um senador cavalo,

e que o imperador, convicto,

vivia sempre a manjá-lo.

09

No tocante a este momento

vivido pela Nação,

muitos jumentos golpistas

tentaram avançar a mão,

fazendo todo o possível

pra melar uma eleição.

10

A eleição de presidente.

em que o jumento perdeu,

deu-se no ano passado,

quando ele corrompeu

as finanças do país

mas, reeleger-se, não deu.

11

Mais de 200 bilhões

foi o gasto irregular,

até aqui descoberto,

pra ele tentar ganhar,

só que o Nordeste, unido,

o impediu de levar.

12

Terminada a eleição

ele fingiu-se de morto,

pra articular, escondido,

um plano bem tosco e torto,

que era anular a eleição,

ao provocar seu aborto.

13

O jumentismo golpista

botou as Forças Armadas

pra fazer um jogo sujo

pro qual não são preparadas,

e a história das quatro linhas,

a isso é que está ligada.

14

A expressão quatro linhas,

refere-se ao campo usado

pra se jogar futebol:

quatro ângulos, quatro lados,

tudo reto e, dentro delas,

nada pode estar errado.

15

Na boca de um político,

isto se estende à Justiça;

mas o que disse o jumento

em sua lógica movediça,

era que o golpe tentado

tinha estrutura maciça.

16

Pra isso dizia estar

dentro das tais quatro linhas

mas, por ser ignorante,

de postura comezinha,

sabia-se ser fake news,

como todas de sua linha.

17

Tic, tac, tic, tac,

o Rolex vai batendo,

e o Ajudante de Ordens,

desordem vai promovendo:

sua delação premiada,

muito já está prometendo.

18

Mas, também, as quatro linhas

podem ter outro conceito,

a partir da delação

que Mauro Cid tem feito:

neste caso representam

um cruzamento perfeito.

19

As grades lá da Papuda,

(e da Colméia, também) ,

têm perfeito cruzamento

de ferros que formam bem

retângulos intransponíveis,

que lá os presos detêm.

20

De modo que as quatro linhas

com que já pode sonhar,

vão botar o Mito preso,

de onde irá enxergar

o sol quadrado, que a Pátria,

logo vai lhe ofertar.

21

Deus, Pátria, Família

e, por fim, a Liberdade

são as quatro linhas dele,

que expõem sua falsidade,

porque a todas desonra,

esta é a grande verdade.

22

Não há qualquer requisito

em que ele se destaque,

tudo que diz é ruim,

tudo que faz é ataque,

acha-se o centro do mundo,

mas sempre dá piripaque.

23

Como diria minha mãe,

ele é cheio de bramura:

tem aparência de macho,

mas é covarde sem cura,

que corre pro hospital,

pra fugir, se a coisa é dura.

24

Não tem princípios, é certo

Mas é firme nos seus fins,

pois entrou na vida pública

só pra amealhar dindins,

q que faz com as rachadinhas,

e corrupções afins.

25

Quem peca é só o inimigo,

Deus adora o que ele faz

e, se ele abandoná-lo,

se alia com satanás;

em sua filosopeia,

as mentiras são normais.

26

Assim, conquista seu gado,

que come qualquer capim,

se um pastor de boa lábia

disser que o não é sim,

e tem um padre Genésio,

seu fiel até o fim.

27

Pra corromper o Centrão

não teve nenhum trabalho:

botou Ciro no governo,

e a Lira deu cascalho,

molhando a mão da imprensa,

para não achincalhá-lo.

28

A confusão que gerou

no curso da pandemia,

provocou um holocausto

que punição não teria,

só porque o Albert Einstein,

era onde se trataria.

29

Agora está provado

que o Oito de Janeiro,

foi inspirado no jegue

corrupto e bem matreiro,

que dá nó em pingo d’água,

só que Xandão dá primeiro.

30

Sabe-se que as Forças Armadas

conheciam as intenções

deste farsante envolvente

que empulhou multidões

e, por um triz, não botou

nossa Pátria em convulsões.

31

Ele que é doido por joias,

ele que mata por ouro,

vai ser preso, e eu desejo

que habite junto com Moro,

mesma cela na Papuda,

com muriçoca e besouro!

32

Aqui termino, minha gente

mais um cordel atual,

que acompanha a conjuntura

quase que em tempo real,

divulgue, se gostar dele,

edicetra e coisa e tal.


quarta-feira, 26 de julho de 2023

Poema para Renato Freitas

branco, não moro em periferias

nas madrugadas ou mesmo durante o dia

e provavelmente não serei morto pela meganha 

ou seja sou branco mais ou menos salvo

da fúria da meganha

e da fúria da direita da Alep

Renato e seu belo cabelo afro

afro de orgulho de ser negro

é negro na mira e é negro que pode ser 

eliminado nas quebradas

ou eliminado pela meganha/direita da Alep

ou pela meganha/direita da Câmara de Curitiba

isto é, eliminado pela meganha da política

mas é negro de cabelo afro

que não pode ser deputado estadual

para dizer o que precisa sempre ser dito

para dizer o que ele tem proclamado

branco classe média que sou

declaro ter dado meu voto para Renato

por meus filhos e netos

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Eduardo Bolsonaro: filho de escroto, escrotinho é

Com informações do indispensável DCM

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi fortemente criticado nas redes sociais após afirmar, durante um evento pró-armas realizado próximo ao Congresso Nacional, em Brasília, no último domingo (9), que professores são piores do que traficantes.

Não há diferença entre um professor doutrinador e um traficante de drogas, que tenta sequestrar e levar nossos filhos para o mundo do crime. Talvez até o professor doutrinador seja ainda pior, pois ele causará discórdia dentro de sua própria casa”, disse o parlamentar.

Após a declaração, no evento batizado pelos bolsonaristas de “Marcha da Família pela Liberdade”, Eduardo foi escrachado na web. Para parlamentares progressistas, a declaração do filho “03” de Jair Bolsonaro (PL) resume o projeto de sociedade da extrema direita, o de “atacar educadores e defender criminosos”.

XXX---XXX

O Ornitorrinco Boquirroto, ao saudar os devotos presentes nesta Grandiosa Quermesse em Louvor da Virgencita Botinuda e Armada, deseja declarar que: 

1.Filho de escroto, escrotinho é.

2.Filho de pulha, pulhazinho é.

3.Filho de canalha, canalhazinho é. 


sábado, 17 de junho de 2023

Traficante

Levo palavras nos bolsos
Umas letras na carteira
Trafico algumas ideias
Essas coisas que faço
Podem ser perigosas
A meganha costuma odiar
E eles não cometem excessos
Ao contrário
São treinados para matar

Não moro em perifas precárias
Estou um pouco mais longe
E posso fazer minhas traficâncias de ideias
Aqui nos espaços virtuais
Grande merda, cequinel

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Esteja avisado, deltan dallagnol: sou proprietário e dono dos domínios Igreja do Evangelho Sextavado e, mais ainda, da Igreja do Evangelho da Lava Jato da Purificação

E não é que o pulha do deltan dallagnol, depois de ligação para o inexistente patifão esfumaçado que vive nas nuvens e nos cérebros desidratados dos crentes de diversas extrações, recebeu mais de 150 mil em depósitos, via PIX, de agentes de deus?  

É questão de tempo, meninos e meninas, o canalha vai abrir uma igreja milagrenta, e ficará mais rico do que já é, e até mesmo muito mais perigoso do que já é. 

Entretanto, devo adverti-lo, pulhazinho neopentecostal, e o faço por esta modesta postagem em meu blog de alcance municipal (e isso em dias sem chuva): sou proprietário e dono dos domínios Igreja do Evangelho Sextavado e, mais ainda, da Igreja do Evangelho da Lava Jato da Purificação.

Fuck you, canalhas deltan dallagnol e sergio moro.

sábado, 10 de junho de 2023

Jeferson Miola: Por trás da força-tarefa se escondia uma gangue judicial que tinha sede, sucursal e ramificações em altas esferas

 


Reprodução de ilustração de Renato Aroeira (@arocartum)

Por trás da força-tarefa se escondia uma gangue judicial

Por Jeferson Miola, em seu blog

Por trás da formalidade da força-tarefa da Lava Jato se escondia uma verdadeira gangue judicial. Uma gangue que se organizava e atuava em moldes mafiosos.

Uma sociedade secreta, integrada por elementos da elite que tinham identidades intestinas entre si.

Ali coexistiam laços familiares, societários, de consogros, de amizade e, sobretudo, de compartilhamento de uma cosmovisão fascista, ultradireitista e antipetista de mundo.

Nada a ver com um estamento jurídico estatal.

Assim como na época do embolorado anticomunismo da Guerra Fria, a retórica falsa-moralista de combate à corrupção escamoteava, para os desavisados, os reais propósitos político-ideológicos e de benefícios materiais da “Operação”.

A força-tarefa – ou organização criminosa, como Gilmar Mendes batizou a Lava Jato – tinha sede na “República de Curitiba”.

E de lá fazia um grande marketing nacional.

E, também, um marketing internacional. Tanto que, ironicamente, acabou sendo mundialmente considerada como o maior escândalo de corrupção judicial da história.

Um outdoor ufanista instalado por um colega/comparsa de Deltan Dallagnol recepcionava os incautos que desembarcavam no aeroporto da capital paranaense com uma mensagem alvissareira dos embusteiros: “Bem-vindo à República de Curitiba. Terra da Operação Lava Jato, a investigação que mudou o país. Aqui a lei se cumpre”.

Em Porto Alegre, no TRF4, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, operava a sucursal da gangue, onde desembargadores amigos e compadres agiam em conluio e em azeitada sincronicidade com a matriz na condenação ilegal e criminosa do Lula.

A gangue tinha, ainda, ramificações orgânicas em tribunais superiores e nas altas esferas do Ministério Público e da Polícia Federal.

Claro que esta engrenagem criminosa só pôde funcionar como funcionou e só conseguiu produzir o desastre e a barbárie que produziu porque teve apoio material, econômico e propagandístico das classes dominantes, da mídia hegemônica, empresários, militares, políticos e etc – o que inclui os Departamentos de Estado e de Justiça dos EUA.

Está claríssimo, portanto, que a gangue não agiu sozinha e não foi tão longe só com pernas próprias.

Por isso o julgamento da gangue da Lava Jato deverá ser, também, o julgamento dos cúmplices dessa farsa terrível que jogou o Brasil no precipício.

Os meios de comunicação, por exemplo, poderão pagar sua dívida pelo crime cometido contra a democracia fazendo uma sincera autocrítica.

Essa autocrítica midiática, para ser sincera, deverá se materializar na forma de um compromisso com a reconstrução da verdade factual com as idênticas carga e intensidade simbólica dedicadas ao bombardeio fracassado, feito para causar a derrota semiótica do Lula, do PT e da esquerda.

No banco dos réus, portanto, deverá haver espaço de tamanho suficiente o bastante para acomodar, lado a lado, as empresas de comunicação, políticos, empresários e militares com os notáveis da gangue – Moro, Dallagnol, Gabriela Hardt, Malucelli, Delegada Érika, Carlos Fernando, Zucolotto, Pozzobon, Januário e quejandos.

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Victória Santa Cruz: me gritaron negra

Não tenho certeza, desconfio que já publiquei este vídeo de porradaria impactante, de modo que, por absoluta necessidade, eis aqui de novo.