SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

"O SUS deveria adotar o modelo de gestão privada"

Copiei do Blog do Mário

por Weden Alves no Facebook

Aí vem a Unimed paulistana, que cobra mensalidade, e vai à falência. Deixando 744 mil pessoas na mão.

Isto porque:

Não é responsável pela vacinação de milhões de pessoas.

Não realiza cirurgias complexas sem a ajuda do SUS.

Não é responsável pela Samu.

Não tem que manter um posto para cada 12 mil pessoas, UPA para cada 50 e hospital para cada 150 mil.

Não distribui remédios estratégicos.

Não banca medicações caras.

Não investe em pesquisa.

Não faz milhares de transplantes por ano.

Não fiunciona com um quarto dos recursos do seu similar britânico.

Não é sacaneada diariamente pelo Jornal Nacional e pelas novelas da Globo.

Que falta muito para o SUS ser o nosso ideal, não há dúvida.

Mas é bom parar de repetir lugar comum - que isso não é saudável.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mino Carta: Lula é quem mais inquieta a Casa Grande

Copiei do Conversa Afiada

SÓ MESMO POR AQUI

É fato inédito que a mídia em bloco atire contra um líder para impedir, ou enfraquecer, sua eventual candidatura 3 anos depois

Em qual país do mundo civilizado e democrático, a mídia, praticamente em bloco, se uniria para envolver um importante líder político em um escândalo das proporções da Lava Jato? Sem serem convocados, os meus botões assumem a cadência do coro grego e declamam: não há país democrático e civilizado em que um fenômeno deste porte pudesse verificar-se.

Colhido de surpresa, argumento: mas é o que acontece no Brasil neste exato instante. Retrucam: e haveria como comparar o Brasil com países como Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha etcétera? Cabisbaixo, silencio. O coro grego insiste: a mídia nativa porta-se qual fosse a própria oposição, igual a um partido disposto, para alcançar seu alvo, a forjar pretensas provas. A inventar, omitir, mentir.

Provoco: e a reportagem de capa da revista Época da semana passada? Diz que o ex-presidente Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba. Até apresentam documentos secretos… Patética reportagem, decreta o coro, embora tenha assumido o tom da velha tia. Revelam-se informados, de todo modo, a respeito do assunto. A chefe de Comércio Exterior do BNDES, Luciene Ferreira Monteiro Machado – dizem pausadamente – esclarece que o financiamento do banco às obras do porto cubano de Mariel já estavam em andamento antes da viagem de Lula a Cuba em 2011, à qual Época se refere. Acrescenta dona Luciene: qualquer pressão do ex-presidente seria impossível, porque os contratos necessitam da aprovação de diversas equipes e comitês do BNDES.

Estranho, comento: João Roberto Marinho foi a Brasília para garantir que a Globo quer, de alguma forma, acalmar os ânimos, e até o Jornal Nacional baixou a bola. E eis que Época, semanal global se sai com essa capa, e além disso, para o horror dos seus leitores, revela que Dilma é amiga de Cuba. Ora, ora, intervêm os botões, o problema Dilma não é o problema Lula, e este, na perspectiva, é muito mais inquietante.

O objetivo de envolver Lula na Lava Jato, ou em outro escândalo qualquer, tornou-se obsessão febril. Um caso patológico, define o coro, de volta à cadência inicial. O motivo é do conhecimento até do mundo mineral: pretende-se, se não inviabilizar, ao menos enfraquecer uma candidatura do ex-presidente em 2018. Vara curta: pela primeira vez em cinco anos longe da Presidência, Lula admite a possibilidade da sua candidatura ao próximo pleito. Se for para impedir uma ascensão tucana.

Quem ganha espaço na mídia, cedido com simpatia e apreço, é um ex-petista de denominação de origem controlada e garantida, o veterano Hélio Bicudo. Salvo melhor juízo, desinteressado da conciliação em andamento, renova a ideia do impeachment de Dilma Rousseff por “crime de responsabilidade”.

Aos meus olhos, a postura de Bicudo configura uma situação peculiar. Na minha mocidade, enxergava nele um conservador, sem, com isso, experimentar irritação. Tempos de ditadura, ele exerceu com honra o papel de tribuno contra os esquadrões da morte. Logo tornou-se petista no começo dos anos 80 ao fazer profissão de fé esquerdista. Não duvidei da sua sinceridade.

Ao longo da existência, sempre desprezei quem começa à esquerda e descamba para a direita, a par de que trafega pela vida com o propósito de amealhar fortuna. Ao abandonar o PT à época do chamado “mensalão”, Bicudo deu crédito a acusações em boa parte mal formuladas e inequivocamente hipócritas, mas seu gesto poderia ter sido ditado por um impulso moral.

Agora não me arrisco a insinuar que Bicudo guinou mais uma vez. Não deixo, porém, de apontar para uma situação nova em relação à minha resistente ojeriza. Começou à direita, foi para a esquerda e não se entende aonde acabou.

Petrobrás afronta trabalhadores: FUP e Sindicatos retiram-se da reunião

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco saúda os presentes nesta quermesse em louvor de Nuestra Senhora del Petismo Pragmático e, por pertinente, lembra aos estimados ouvintes que as barbaridades que a Petrobras SEMPRE praticou, permanecem após mais de 12 anos de governos do PT, e isso tudo com inúmeros ex-companheiros sindicalistas ocupando cargos de alto relevo.
Permitam-me a dura franqueza: são uns bostas movidos a altos salários.


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Copiei da FUP

Após dois meses de silêncio em relação à Pauta pelo Brasil (veja abaixo as principais reivindicações), aprovada pelos petroleiros durante a 5ª Plenafup e protocolada no dia 07 de julho, a direção da Petrobrás afronta a organização sindical. Na reunião desta quinta-feira (03) com a FUP e seus sindicatos, a empresa comunicou que a campanha reivindicatória não será mais realizada coletivamente, em uma mesa unificada com as subsidiárias.

A gestão Bendine quer aplicar na negociação coletiva o mesmo modelo de desintegração que está tentando impor ao Sistema Petrobrás. A proposta da empresa é de fatiar a negociação em reuniões separadas com cada subsidiária, através de uma Comissão com três representantes das áreas de negócio, onde o RH Corporativo ficará em segundo plano, dando apenas suporte nas reuniões.

A FUP repudiou veementemente esse ataque à organização sindical e reafirmou que a prioridade da categoria neste momento é a discussão da Pauta pelo Brasil. A Federação e seus sindicatos se retiraram da reunião, reafirmando que os petroleiros farão o que for preciso para impedir o desmantelamento do Sistema Petrobrás e qualquer tentativa de diferenciação entre os seus trabalhadores. É inadmissível o fatiamento da empresa, seja através da venda de ativos ou da imposição de mesas de negociação desintegradas.
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Deflagrar a greve

Nesta quinta-feira, 03, a FUP protocolou na Petrobrás e na Transpetro aviso de greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de domingo (06). A Federação solicitou também a negociação de efetivos mínimos e de cotas de produção para assegurar as necessidades essenciais da população, como determina a Lei de Greve.

Na sexta-feira, 04, a FUP e seus sindicatos se reúnem em mais um Conselho Deliberativo para discutir a organização e construção da greve por tempo indeterminado.
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Pauta pelo Brasil

- Por uma política de SMS que garanta o direito à vida e rompa com o atual modelo de insegurança que já matou 16 trabalhadores só este ano;

- Pelo fortalecimento da Petrobrás como empresa integrada de energia, através da manutenção da BR Distribuidora e incorporação da Transpetro;

- Para que as riquezas do pré-sal sejam exploradas pela Petrobrás, em benefício do povo brasileiro;

- Contra a venda de ativos e pela conclusão das obras do Comperj, da Refinaria Abreu e Lima e da Fafen-MS;

- Pela preservação da política de conteúdo nacional, com construção de navios e plataformas no Brasil.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Por que a Globo está atacando Lula com tanta fúria

Copiei do DCM
Por Paulo Nogueira

Valentemente, assim que os donos determinaram, os jornalistas da Globo pararam de falar no impeachment de Dilma.
Um deles, Erick Bretas, tratou até de trocar a foto de perfil de seu Facebook. Ele tinha colocado a inscrição “gave over” (fim de jogo), por ocasião de uma manifestação anti-Dilma, para a qual conclamara seus seguidores.
Trocou-a, com a nova orientação patronal, por uma bandeira do Brasil.
Agora, com a mesma valentia com que recuaram instantaneamente, os editores, colunistas e comentaristas da Globo avançam, novamente sob ordens patronais, contra Lula.
Todas as mídias da Globo vêm sendo usadas para investir contra Lula, por conta, naturalmente, de 2018.
Tevê, jornal, rádio, internet – são os Marinhos e seus porta-vozes contra Lula.
A novidade aí parece ser a substituição da Veja pela Época na repercussão dos sábados à noite do Jornal Nacional.
Nem para isso mais a Veja serve. Nem para servir de alavanca para o Jornal Nacional. É uma agonia miserável e solitária a da revista dos Civitas.
Lula, em seus anos no Planalto, nada fe para enfrentar a concentração de mídia da Globo, algo que é um câncer para a sociedade pelo potencial de manipulação da opinião pública.
E agora paga o preço por isso.
Verdade que, acertadamente, ele decidiu não ficar “parado”. Pássaro parado, disse Lula, é mais fácil de ser abatido.
E então Lula decidiu reagir.
Pelo site do Instituto Lula, ele tem rebatido as agressões dos Marinhos, minuciosamente.
E tem anunciado processos quando se sente injustiçado – um passo fundamental para colocar alguma pressão nos caluniadores e, também, nos juízes complacentes.
Há um tributo involuntário no movimento anti-Lula da Globo. É um reconhecimento, oblíquo que seja, de sua força.
É assim que o quadro deve ser entendido.
Quem pode ser o anti-Lula em 2018? Aécio, Alckmin e Serra, os nomes do PSDB, seriam provavelmente destruídos ainda no primeiro turno.
Imagine Lula debatendo com cada um deles.
Fora do PSDB, é um deserto ainda maior. De Marina a Bolsonaro, os potenciais adversários de Lula equivalem ao Vasco da Gama no Brasileirão.
Neste sentido, o boneco de Lula, o Lulão, surge mais como desespero da oposição do que como uma gesto criativo dos analfabetos políticos de movimentos como o Brasil Livre de Kim Kataguiri.
A Globo vem dando um destaque de superstar ao Lulão, como parte de sua operação de guerra.
E Lula tem respondido como jamais fez. No desmentido da capa da edição do final de semana da Época, ele citou um aporte milionário de 361 milhões de reais do BNDES na Globo, em 2001, no governo FHC.
Ali se revelou outra face dos sistemáticos assaltos da Globo ao dinheiro público: o caminho do BNDES. Não são apenas os 500 milhões de reais em média, ao ano, de propaganda federal. São também outros canais, como o BNDES.
Não é exagero dizer que a Globo, como a conhecemos (não como o jornaleco de província a que se resumiu por décadas) é fruto do dinheiro público.
Como Lula, caso volte à presidência em 2018, tratará a Globo?
É essa pergunta que atormenta os Marinhos, já suficientemente atordoados com o florescimento da internet em oposição à decadência da tevê.
E é isso que explica a heroica valentia patronal dos jornalistas da Globo.

domingo, 30 de agosto de 2015

“Não vou emitir juízo”: e se Gilmar Mendes cumprisse o que promete?

Copiei do DCM

Por Kiko Nogueira

Rodrigo Janot foi preciso ao apontar a “inconveniência de serem, Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral, protagonistas —exagerados— do espetáculo da democracia, para os quais a Constituição trouxe, como atores principais, os candidatos e os eleitores”.
O comentário constou em seu parecer do arquivamento do pedido feito por Gilmar Mendes para investigar uma fornecedora da campanha de Dilma, a gráfica VTPB. “Não interessa à sociedade que as controvérsias sobre a eleição se perpetuem”, escreveu.
O pacote inconveniente do vice presidente do TSE inclui um truque de retórica — ou melhor, um vício de linguagem — revelador. É a frase “não vou emitir juízo”.
Ele a utiliza desde há muitos anos, como se vê em registros na internet, mas a aperfeiçoou. Invariavelmente, depois da advertência que ele mesmo dá segue um julgamento severo.
Em entrevista ao Correio Braziliense publicada hoje, 30 de agosto, perguntado se Dilma sabia da corrupção na Petrobras, ele fala o seguinte: “Não vou emitir juízo sobre isso”.
E na sequencia: “Agora, a mim me parece que é difícil qualquer pessoa que estava em posição de responsabilidade dizer que desconhecia essas práticas. Mas isso deve ser investigado nos devidos processos. E nós estamos falando só da Petrobras, agora recentemente começamos a falar da Eletrobras. Isso é extremamente preocupante. Agora, se ninguém sabe e ninguém viu, precisa ir ao oculista, além de outros sentidos que podem estar perdidos por aí.”
Sobre a renúncia de Dilma: “Não vou emitir juízo sobre isso. Mas as soluções estão no universo da política.”
Sobre o envolvimento de José Dirceu e Lula no “desenho da operação”: “Não vou emitir juízo sobre pessoas. Só acho que a história não chega a ser um conto infantil se for apresentada assim. Agora, estamos diante de um sistema claramente maior.”
Provavelmente é um caso inédito, no mundo, de emissões de juízo apressadas, invariavelmente vindas depois de um alerta. No mundo ideal, apareceriam as iniciais SQN depois de cada aviso de GM, como na clássica série do Batman.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que decidi processar Gilmar Mendes

Copiei do GGN

Luis Nassif

O Ministro Gilmar Mendes me processou, um daqueles processos montados apenas para roubar tempo e recursos do denunciado. Eu poderia ter ficado na resposta bem elaborada do meu competente advogado Percival Maricatto.

Mas resolvi ir além.

Recorri ao que em Direito se chama de "reconvenção", o direito de processar quem me processa.

A razão foram ofensas graves feitas por ele na sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na qual não conseguiu levar adiante a tentativa canhestra de golpe paraguaio, através da rejeição das contas de campanha de Dilma Rousseff.

Todo o percurso anterior foi na direção da rejeição, inclusive os pareceres absurdos dos técnicos do TSE tratando como falta grave até a inclusão de trituradores de papel na categoria de bens não duráveis.

Não conseguiu atingir seu propósito graças ao recuo do Ministro Luiz Fux, que não aceitou avalizar sua manobra. Ele despejou sua ira impotente sobre mim, valendo-se de um espaço público nobre: a tribuna do TSE.

“Certamente quem lucrou foram os blogs sujos, que ficaram prestando um tamanho desserviço. Há um caso que foi demitido da Folha de S. Paulo, em um caso conhecido porque era esperto demais, que criou uma coluna 'dinheiro vivo', certamente movida a dinheiro (...) Profissional da chantagem, da locupletação financiado por dinheiro público, meu, seu e nosso! Precisa ser contado isso para que se envergonhe. Um blog criado para atacar adversários e inimigos políticos! Mereceria do Ministério Público uma ação de improbidade, não solidariedade”.

O que mereceria uma ação de improbidade é o fato de um Ministro do STF ser dono de um Instituto que é patrocinado por empresas com interesses amplos no STF em ações que estão sujeitas a serem julgadas por ele. Dentre elas, a Ambev, Light, Febraban, Bunge, Cetip, empresas e entidades com interesses no STF.

Não foi o primeiro ato condenável na carreira de Gilmar. Seu facciosismo, a maneira como participou de alguns dos mais deploráveis factoides jornalísticos, a sem-cerimônia com que senta em processos, deveriam ser motivo de vergonha para todos os que apostam na construção de um Brasil moderno. Gilmar é uma ofensa à noção de país civilizado, tanto quanto Eduardo Cunha na presidência da Câmara Federal.

A intenção do processo foi responder às suas ofensas. Mais que isso: colocar à prova a crença de que não existem mais intocáveis no país. É um cidadão acreditando na independência de um poder, apostando ser possível a um juiz de primeira instância em plena capital federal não se curvar à influência de um Ministro do STF vingativo e sem limites.

Na resposta, Gilmar nega ter se referido a mim. Recua de forma pusilânime.

“o Reconvindo sequer faz referência ao nome do Reconvinte, sendo certo que as declarações foram direcionadas contra informações difamatórias usualmente disseminadas por setores da mídia, dentro dos quais o Reconvinte espontaneamente se inclui”.

Como se houvesse outro blog de um jornalista que trabalhou na Folha, tem uma empresa de nome Agência Dinheiro Vivo e denunciou o golpe paraguaio que pretendeu aplicar na democracia brasileira.

A avaliação do dano não depende apenas da dimensão da vítima, mas também do agressor. E quando o agressor é um Ministro do Supremo Tribunal Federal, que pratica a agressão em uma tribuna pública - o Tribunal Superior Eleitoral - em uma cerimônia transmitida para todo o país por emissoras de televisão, na verdade, ele deveria ser alvo de um processo maior, do servidor que utiliza a esfera pública para benefício pessoal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Poeminha para Haddad

O prefeito comunista
das ciclovias
e de outras mumunhas mais
agora inventa isso
cinema na periferia
ingressos a doizão
a paulistada reacionária
que anda a querer
enfiar o carro no cu
(pesquisem)
talvez esteja a pensar
em enfiar os shoppings 
no mesmo lugar
por não ser má ideia
ofereço minha solidariedade
e alguns tubos de gel lubrificante
(dois, no máximo)

Dicionário Apocapolítico da Lingua Portuguesa: marxismo

Copiei do Alexandre de Oliveira Périgo

marxismo
marx.ismo 
sm (marx+ismo) 1 Relativo ou referente a Marx . 2 Ideologia satânica, mãe do comunismo (ver “comunismo”), criada pelo Cramulhão quando, no século XIX, discretamente encarnou em um senhor alemão barbudo propositadamente parecido com o inofensivo Papai Noel para desta forma não despertar suspeitas.
O marxismo apresenta-se como opção diabólica ao capitalismo de bem e consta na segunda posição do ranking dos maiores assassinos do Multiverso, com mais de 8.982.099.928.002.019.191 de mortes (e contando), posicionando-se assim à frente de assassinos famosos como o nazismo (ver “nazismo”) e a PM paulista (ver “PM”), perdendo apenas para os suicídios ocorridos entre os apreciadores do funk carioca.
O marxismo estabelece um modo de produção igualitário-totalitarista-ultra-estadista-malvadão, baseado em ações como a extinção da mais valia, a ditadura do proletariado peludo, a tomada dos aeroportos por pessoas humildes e sem berço, os rolézinhos de trombadinhas em shoppings centers dos bairros nobres das grandes metrópoles, a desapropriação de smartphones, carros de luxo e relógios de marca dos cidadãos civilizados e a invasão das casas de veraneio por exércitos de mendigos.
Seus símbolos principais são a foice e o martelo, que representam os desocupados comedores de criancinhas do MST e suas armas, usadas para atrapalhar a ordem e para agredir pessoas de bem pagadoras de impostos.
No mundo tem sido implementado em conjunto com seitas ateístas através do chamado marxismo cultural (ver “marxismo cultural”) que com cartilhas comunistas-gayzistas invade escolas públicas a disseminar princípios ateístas-subversivos de distribuição de renda e desintegração das famílias tradicionais.
Atualmente é encontrado em países como Bolívia, Brazil, Argentina, Iugoslávia, Venezuela, Cuba, China, Coreia do Norte, Irã, EUA, Polônia e União Soviética.
Seus principais líderes são Obama Bin Laden, Che “The Red Assassin” Guevara, Evo “Moro” Morales, (Julio Cesar) Chaves, Kim Jong “Psy” Il, Luiz Inacio “Demônio” da Silva e Fidel "Charutón" Castro.
O marxismo tem sido combatido secularmente por "cheerleaders" dançarinas de axé-fora-Dilma com camisetas de Ludwig von Mises e por patrióticos homens de bem através do cristianismo, de panelas e outros utensílios de cozinha, do capitalismo humanista, dos livros de grandes pensadores como Rodrigo Constantino, dos horóscopos de Olavo de Carvalho e das caminhadas organizadas por Kim Kataguiri - que recentemente prometeu abolir o marxismo cultural da Via Láctea assim que concluir o ensino médio.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Reunião de tucanos entreguistas


Em primeiro plano José Serra, FHC, Aloysio Nunes e Aécio Neves, notórios tucanos entreguistas¹, crocitam sobre a entrega do pré-sal para as petroleiras gringas. Atrás deles, Gilmar Mendes e tucano desconhecido, mas igualmente jaguara².

1. Tucano entreguista é redundância redundante, por óbvio.
2. Jaguara é cão sem serventia, que só come e dorme. Jaguara sarnento é cão sem serventia que, tomado por sarna, só come e dorme. Resulta que tucano jaguara é, mais uma vez, redundância redundante. Com sarna, é claro.  
 

domingo, 23 de agosto de 2015

Análise de conjuntura

1. O Atlético, cujo estádio se localiza na Baixada - e não por acaso - estacionou nos 30 pontos e (ainda) faz boa campanha, reconheço liminarmente.

2. Meu Glorioso Coritiba, cujo estádio se localiza no Alto da Glória - e não por acaso! - engatou 3 vitórias seguidas, e soma agora 21 pontos, mas (ainda) faz uma campanha lamentável, para dizer o mínimo, até porque está na zona do rebaixamento desde 2014.

3. Façamos as contas, meninos e meninas: 30 - 21 = 9, ou seja, meras três vitórias nos distanciam.

4. De modo que, como diz o PSTU desde 1657, é preciso unificar as lutas em curso e convocar a greve geral, atleticanos!

5. Greve Geral contra unha encravada, suflê de xuxu, sertanejo universitário, gospel gosmento e contra os padrecos de boa estampa da renovação carismática!

6. Vocês em queda, nós em ascenção ascendente, redundância necessária para deixar as coisas (muito) claras.

7. Mas há um dado novo e surpreendente na conjuntura, e não é a lavação de grana em igrejas evangélicas, que isso é coisa antiga, desde os tempos em que os sacerdotes lavavam suas coisas todas no Rio Jordão.

8. Refiro-me ao fato de Wagner Love ter feito 2 golos em um único jogo. Um já seria um espanto, mas dois é coisa que ele somente fez em 1998, na Taça Cidade de São Paulo, contra o Jacupiense, de Santa Rita do Jacu Vistoso, noroeste de Minas.

9. Encerro minha falação e vamos ao debate. Observem as regras.