SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Força aí, Meu Presidente!

Copiei do FB de Samuel Lourenço

Lágrimas de alguém que sabe o que é cadeia.


Paguei um preço alto, caro, doloroso e embrutecedor por conta dos meus erros. Fui parar na cadeia. Puxei uma etapa no regime fechado, progredi, semiaberto, aberto, e hoje, Livramento Condicional. Meu tempo de cadeia cumprida é quase a sentença que te foi imposta. Mais de uma década.

Digo estas coisas para deixar claro que sinto tuas dores, sei muito bem o quanto é doloroso ler uma determinação de cumprimento de pena em regime fechado. Enquanto escrevo, choro, emocionado. Cadeia é lugar de dor, consigo imaginar que a cela que arrumaram pra você é a mais sofistifcada de todo Sistema Prisional Brasileiro. Tanto é que tem nome de sala e não cela. Mas como falava com amigos ontem, retomo aqui: cadeia é cadeia!

Sobre tua condição, estou certo: não tem revista vexatória para teus familiares, tuas visitas não sofrerão o esculacho que as muitas famílias sofrem. Ninguém vai quebrar teus pacotes de biscoito - tu chama de bolacha? - ou misturar o pão de forma no saco de sabão em pó, na sacanagem para que o pão fique horrível e não tenha o que comer. Tu, se preso, será poupado de muitos esculacho que são comuns aos presos do Brasil.

Apesar de tudo, de me tornar um cara bruto pra caramba, estou aqui lembrando dos meus amigos presos que eram chamados de "coroa" ou "mais velho". Essa rapaziada da terceira idade, já chegavam na cadeia bastante debilitados. Mas se divertia com a gente. Contavam histórias e estórias das mais incríveis, um manancial de experiência, preocupação besta, sabedoria e paciência.

Fiquei preso com tanta gente velha. Vi o quanto a cadeia os adoecia, do quanto a prisão afetava em suas pressões arteriais. Em geral, até em casos de Pedofilia, o coletivo sempre foi paciente com a velharada. Xingava, claro. Mas tratava com dignidade os mais velhos. Alguns aproveitavam a condição e alopravam, era do jogo.

Entendo quando alguns políticos passam mal e adoecidos conseguem prisão domiciliar. Posso até ficar puto, mas quando lembro da tranca, percebo que é o mínimo. Idosos não merecem prisão, e muito menos asilos. Quem passa a vida na luta, na busca de tentar sustentar a família e no teu caso a Nação, não merece cadeia ou o abandono do asilo, mesmo com visitas regulares.

Com a possibilidade da tua prisão e considerando a tua idade, lembrei dos coroas que morreram na cadeia. Morreram como condenados. Não morreram por conta da idade, mas sim pelas condições que a pena impôs. Lula, não quero imaginar que tu possas morrer como um condenado. Morrer tu vai, é o ciclo da vida. Eu vou morrer. Cada dia que vivemos, mais próximos da morte estamos, entretanto, não morrerás como um condenado.

Termino agradecido. Estava preso quando a politica estudantil do teu governo me alcançou, fui um presidiário que saí da cadeia direto para uma universidade federal (UFRJ) por causa do SiSU. Fiz Enem na tranca e só fiz por causa da política democrática que me permitiu realizar o vestibular em espaços de privação de liberdade. Sou aluno de Universidade Publica, meu curso surgiu através do Reuni. Te devo minha formação. Poderia seguir outros caminhos bem legais, mas o mais legal de tudo isso, foi viver coisas legais por meio de politicas estudantis do teu governo. Obrigado cara.

Vou encerrar, já estou aos prantos no ônibus. Uma dor no peito. Não te idolatro, apenas te agradeço. Pessoas próximas que moram em casas do Programa Habitacional que tu botou na pista. Elas te são gratas.

Críticas, tenho muitas. Algumas por não entender ou ver as coisas com o teu olhar. Pouco importa!

Te desejo saúde. A saúde que te manteve forte no curso desse assombroso processo. Te desejo graça, seja misericordioso com todos aqueles insanos beneficiados por teu governo ou por teus pactos. Eles celebram tua prisão, sem saber do bem que tu um dia fez a eles.

Quero me despedir empático com teu sofrimento, tua dor e perseguição sofrida. Solidariedade, meu chapa!

Força aí, Meu Presidente!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Juiz Muito do Direito do Capão Raso condena o jaguara do sergio moro

VISTOS, ETC. DECIDO.

Em sumária cognição, acolho a denúncia e, sem cuspe e com areia de boa granulação, enfio-lhe no rabo esta minha decisão e estabeleço que o juizeco sergio moro é atiçador de milícias fascistas, condutor de hordas de justiceiros, quapeca sarnento a serviço do golpe midiático-empresarial, torturador que utiliza prisão preventiva como pau-de-arara para extrair confissões, serviçal dos interesses ianques, jaguara cuja toga não consegue esconder a sarna que lhe toma o corpo, a alma e o caráter que, sabemos agora, esse pulha jamais teve.

Publique-se.
Intime-se.
Enfie o dedão no rabo e rasgue.
Cumpra-se, sem um único pio.


GAULO GOBERTO TEQUINEL
Juiz Petralha Muito do Direito

quarta-feira, 1 de março de 2017

LULA REBATE ESTADÃO: CURANDEIRISMO JURÍDICO

Copiei de 247

A pretexto de analisar a visão política de um dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista concedida ao Valor, o jornal O Estado de S.Paulo volta a praticar curandeirismo jurídico em seu editorial de hoje (28/02) para sustentar que "se os processos contra Lula forem analisados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa". O próprio jornal, no entanto, não apresentou qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal.

Em uma das ações penais que o Ministério Público Federal promoveu contra Lula, valendo-se do espalhafatoso e indigno uso de um Powerpoint que chocou a comunidade jurídica nacional e internacional, sustentou-se que o ex-Presidente teria organizado um esquema que possibilitou o desvio de valores de três contratos firmados entre a Petrobras e uma empreiteira, e o produto desse ilícito teria sido utilizado para a "compra de governabilidade" (daí o aumento da base parlamentar em seu governo) e resultado em benefícios pessoais (a propriedade de um apartamento "tríplex" no Guarujá, SP, e o pagamento da armazenagem de parte do acervo presidencial.

As 65 testemunhas ouvidas, até o momento, nessa ação - sendo 27 selecionadas pelo Ministério Público Federal - quebraram a espinha dorsal da acusação. Nenhuma, inclusive os notórios delatores da Lava Jato, fez qualquer afirmação que pudesse vincular Lula a qualquer desvio na Petrobras, à propriedade do triplex ou ainda a recursos utilizados para a armazenagem do acervo presidencial. Ao contrário, os depoimentos apontaram a colossal distância entre esses supostos ilícitos na petroleira – que não foram identificados, diga-se de passagem, por qualquer órgão de controle interno ou externo – e o ex-Presidente Lula.

Foi nessa mesma ação penal que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ser confrontado com a prática de ilícitos na Petrobras no período em que era o dirigente máximo do País, com o envolvimento de alguns dos mesmos atores que hoje figuram na Lava Jato, reconheceu que "o Presidente da República não tem como saber de tudo". FHC também esclareceu que mantém seu acervo presidencial através de doações, exatamente como fez Lula.

Tamanha é a segurança na inocência de nosso cliente que pedimos - também nessa ação - a realização de uma prova pericial que pudesse analisar, dentre outras coisas, se algum valor desviado da Petrobras foi utilizado em benefício do ex-Presidente Lula. Mas a prova foi negada pelo juiz sem maior fundamentação. E por quê? Simplesmente, porque iria demonstrar, de uma vez por todas, que nenhum valor proveniente da Petrobras foi usado para beneficiar Lula. Outras provas requeridas também foram negadas da mesma forma.

Quem acompanha o que acontece na 13ª Vara Federal de Curitiba - presencialmente ou pelas gravações realizadas - sabe a distância entre o que afirma O Estado de S.Paulo e a condução real das audiências pelo magistrado responsável pelos processos. São rotineiramente desrespeitadas expressas disposições legais, como aquelas que asseguram às partes o direito de gravar as audiências independente de autorização judicial. A OAB/PR já aderiu à nossa impugnação sobre o tema e deu prazo para o magistrado se explicar.

O jornal confunde a combatividade de nossa atuação – que deveria nortear a conduta de qualquer advogado - com tentativas de "irritar o magistrado", deixando evidente a falta de seriedade de sua análise e a conivência do diário com as ilegalidades praticadas naquele órgão judiciário.

Aliás, esse acumpliciamento entre o juízo e alguns setores da imprensa está longe de ser novidade. Quando o principal ramal do nosso escritório foi interceptado, gravando a conversa de 30 advogados, o jornal ficou absolutamente silente, a despeito de violação flagrante às nossas prerrogativas. Bem diferente foi a posição quando se buscou quebrar o sigilo de jornalistas, o que mostra o casuísmo presente nas análises.

Os abusos praticados contra Lula pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não são denunciados apenas por nós, seus advogados. No último dia 26.02, por exemplo, o próprio O Estado de S.Paulo veiculou entrevista com Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e com atuação nas mais diversas áreas do governo, afirmando que a condução coercitiva de Lula foi arbitrária. Ele também lembrou outros atentados jurídicos praticados contra o ex-Presidente pelo mesmo juiz.

Aliás, foi esse cenário de flagrantes arbitrariedades e ilegalidades, que afrontam claramente as garantias fundamentais de Lula, associado à ausência de um remédio eficaz para paralisá-las, que motivou o Comunicado de junho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que assinamos juntamente Geoffrey Roberston, um dos maiores especialistas no mundo sobre o tema. Em momento algum deixamos de apresentar, com técnica jurídica, a defesa em favor de Lula.

A propósito, não só elaboramos consistentes trabalhos jurídicos de defesa, como tornamos publico esse material (site www.averdadedelula.com.br). Oportuno lembrar, ainda, que o Congresso Nacional reconheceu em 2009 a possibilidade de qualquer brasileiro levar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, de forma que a providência tem expresso amparo na legislação nacional. Os erros já cometidos pelo jornal no acompanhamento da tramitação do comunicado em Genebra também são a prova cabal da clara e deliberada confusão entre a opinião do diário e a apuração jornalística. A segunda está a reboque da primeira.

Das demais ações penais propostas contra Lula nesse assédio de alguns membros do MPF, com o cristalino objetivo de prejudicar ou inviabilizar sua atividade política, existe uma em estágio mais avançado, que tramita perante a 10ª Vara Federal de Brasília. Essa ação penal trata da – absurda – "compra do silêncio de Nestor Cerveró" e está baseada exclusivamente em acusação feita pelo senador cassado Delcídio do Amaral em delação premiada negociada com o MPF, que permitiu que ele deixasse a prisão. A ação foi proposta sem que Cerveró sequer tivesse sido ouvido sobre essa acusação de Delcídio, mostrando que a apuração ou a verdade dos fatos não foram os nortes seguidos pelos acusadores. Também os depoimentos ali colhidos mostram o óbvio: Lula jamais participou de qualquer ato objetivando interferir, direta ou indiretamente, na delação de Nestor Cerveró. O próprio delator deixou claro esse fato quando foi ouvido em juízo, na mesma linha seguida pelas demais testemunhas.

Esse balanço é suficiente para mostrar as impropriedades cometidas pelo jornal, em seu editorial de hoje, sob o disfarce de uma análise jurídica para a qual sequer dispõe de expertise e isenção para realizar. Sintomática igualmente a afirmação ali contida de que "sobram provas" contra Lula, mas nenhuma foi apontada, exatamente porque não existem! São apenas fruto de construções grosseiras, que O Estado de S.Paulo insiste em reverberar, com a divulgação constante de erros factuais em sua pretensa cobertura jornalística "isenta".

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Direto e reto nas fuças do jaguarinha deltan dallagnol, o carolão atiçador de milícias fascistas

Copiei do Marcelo Auler

Eugênio Aragão (*)

“Denn nichts ist schwerer und nichts erfordert mehr Charakter, als sich in offenem Gegensatz zu seiner Zeit zu befinden und laut zu sagen: Nein.” (Kurt Tucholsky)  – (Porque nada é mais difícil e nada exige mais caráter que se encontrar em aberta oposição a seu tempo e dizer em alto e bom som: Não!)

Meu caro colega Deltan Dallagnol

Acabo de ler por blogs de gente séria que você estaria a chamar atenção, no seu perfil de Facebook, de quem "veste a camisa do complexo de vira-lata", de que seria "possível um Brasil diferente" e de que a hora seria agora. Achei oportuno escrever-lhe está carta pública, para que nossa sociedade saiba que, no ministério público, há quem não bata palmas para suas exibições de falta de modéstia. Vamos falar primeiro do complexo de vira-lata. Acredito que você e sua turma são talvez os que têm menos autoridade para falar disso, pois seus pronunciamentos têm sido a prova mais cabal de SEU complexo de vira-lata. Ainda me lembro daquela pitoresca comparação entre a colonização americana e a lusitana em nossas terras, atribuindo à última todos os males da baixa cultura de governação brasileira, enquanto o puritanismo lá no norte seria a razão de seu progresso.

Talvez você devesse estudar um pouco mais de história, para depreciar menos este País. E olha que quem cresceu nas "Oropas" e lá foi educado desde menino fui eu, hein… talvez por isso não falo essa barbaridade, porque tenho consciência de que aquele pedaço de terra, assim como a de seu querido irmão do norte, foram os mais banhados por sangue humano ao longo da passagem de nossa espécie por este planeta. Não somos, os brasileiros, tão maus assim, na pior das hipóteses somos iguais, alguns somos descendentes dos algozes e a maioria somos descendentes das vítimas.

Mas essa sua teorização de baixo calão não diz tudo sobre SEU complexo. Você à frente de sua turma vão entrar na história como quem contribuiu decisivamente para o atraso econômico e político que fatalmente se abaterão sobre nós. E sabem por que? Porque são ignorantes e não conseguem enxergar que o princípio fiat iustitia et pereat mundus (Que o mundo pereça, mas faça-se a justiça) nunca foi aceita por sociedade sadia qualquer neste mundão de Deus. Summum jus, summa iniuria, já diziam os romanos: querer impor sua concepção pessoal de justiça a ferro e fogo leva fatalmente à destruição, à comoção e à própria injustiça.

E o que vocês conseguiram de útil neste País para acharem que podem inaugurar um "outro Brasil", que seja, quiçá, melhor do que o em que vivíamos? Vocês conseguiram agradar ao irmão do norte que faturará bilhões de nossa combalida economia e conseguiram tirar do mercado global altamente competitivo da construção civil de grandes obras de infraestrutura as empresas nacionais. Tio Sam agradece. E vocês, Narcisos, se acham lindinhos por causa disso, né?

Vangloriam-se de terem trazido de volta míseros dois bilhões em recursos supostamente desviados por práticas empresariais e políticas corruptas. E qual o estrago que provocaram para lograr essa casquinha? Por baixo, um prejuízo de 100 bilhões e mais de um milhão de empregos riscados do mapa. Afundaram nosso esforço de propiciar conteúdo tecnológico nacional na extração petrolífera, derreteram a recém reconstruída indústria naval brasileira.

Claro, não são seus empregos que correm riscos. Nós ganhamos muito bem no ministério público, temos auxílio-alimentação de quase mil reais, auxilio-creche com valor perto disso, um ilegal auxílio-moradia tolerado pela morosidade do judiciário que vocês tanto criticam. Temos um fantástico plano de saúde e nossos filhos podem frequentar a liga das melhores escolas do País. Não precisamos de SUS, não precisamos de Pronatec, não precisamos de cota nas universidades, não precisamos de bolsa-família e não precisamos de Minha Casa Minha Vida. Vivemos numa redoma de bem estar. Por isso, talvez, à falta de consciência histórica, a ideologia de classe devora sua autocrítica.

E você e sua turma não acham nada de mais milhões de famílias não conseguirem mais pagar suas contas no fim do mês, porque suas mães e seus pais ficaram desempregados e perderam a perspectiva de se reinserirem no mercado num futuro próximo. Mas você achou fantástico o acordo com os governos dos EEUU e da Suíça, que permitiu-lhes, na contramão da prática diplomática brasileira, se beneficiarem indiretamente com um asset sharing sobre produto de corrupção de funcionários brasileiros e estrangeiros. Fecharam esse acordo sem qualquer participação da União, que é quem, em última análise, paga a conta de seu pretenso heroísmo global e repassaram recursos nacionais sem autorização do Senado. Bonito, hein?

Mas, claro, na visão umbilical corporativista de vocês, o ministério público pode tudo e não precisa se preocupar com esses detalhes burocráticos que só atrasam nosso salamaleque para o irmão do norte! E depois fala de complexo de vira-lata dos outros!

O problema da soberba, colega, é que ela cega e torna o soberbo incapaz de empatia, mas, como neste mundo vale a lei do retorno, o soberbo também não recebe empatia, pois seu semblante fica opaco, incapaz de se conectar com o outro.

A operação de entrega de ativos nacionais ao estrangeiro, além de beirar alta traição, esculhambou o Brasil como nação de respeito entre seus pares. Ficamos a anos-luz de distância da admiração que tínhamos mundo afora. E vocês o fizeram atropelando a constituição, que prevê que compete à Presidenta da República manter relações com estados estrangeiros e não ao musculoso ministério público. Daqui a pouco vocês vão querer até ter representação diplomática nas capitais do circuito Elizabeth Arden, não é?

Ainda quanto a um Brasil diferente, devo-lhes lembrar que "diferente" nem sempre é melhor e que esse servicinho de vocês foi responsável por derrubar uma Presidenta constitucional honesta e colocar em seu lugar uma turba envolvida nas negociatas que vocês apregoam mídia afora. Esse é o Brasil diferente? De fato é: um Brasil que passou a desrespeitar as escolhas políticas de seus vizinhos e a cultivar uma diplomacia da nulidade, pois não goza de qualquer respeito no mundo. Vocês ajudaram a sujar o nome do País. Vocês ajudaram a deteriorar a qualidade da governação, a destruição das políticas inclusivas e o desenvolvimento sustentável pela expansão de nossa infraestrutura com tecnologia própria.

E isso tudo em nome de um "combate" obsessivo à corrupção. Assunto do qual vocês parecem não entender bulhufas! Criaram, isto sim, uma cortina de fumaça sobre o verdadeiro problema deste Pais, que é a profunda desigualdade social e econômica.

Não é a corrupção. Esta é mero corolário da desigualdade, que produz gente que nem vocês, cheios de "selfrighteousness" (justiça própria), de pretensão de serem justos e infalíveis, donos da verdade e do bem estar. Gente que pode se dar ao luxo de atropelar as leis sem consequência nenhuma. Pelo contrário, ainda são aplaudidos como justiceiros.

Com essa agenda menor da corrupção vocês ajudaram a dividir o País, entre os homens de bem e os safados, porque vocês não se limitam a julgar condutas como lhes compete, mas a julgar pessoas, quando estão longe de serem melhores do que elas. Vocês não têm capacidade de ver o quanto seu corporativismo é parte dessa corrupção, porque funciona sob a mesma gramática do patrimonialismo: vocês querem um naco do estado só para chamar de seu.

Ninguém os controla de verdade e vocês acham que não devem satisfação a ninguém. E tudo isso lhes propicia um ganho material incrível, a capacidade de estarem no topo da cadeia alimentar do serviço público. Vamos falar de nós, os procuradores da república, antes de querer olhar para a cauda alheia.

Por fim, só quero pontuar que a corrupção não se elimina. Ela é da natureza perversa de uma sociedade em que a competição se faz pelo fator custo-benefício, no sentindo mais xucro. A corrupção se controla. Controla-se para não tornar o estado e a economia disfuncionais. Mas esse controle não se faz com expiação de pecados. Não se faz com discursinho falso-moralista. Não se faz com homilias em igrejas. Se faz com reforma administrativa e reforma política, para atacar a causa do fenômeno e não sua periferia aparente. Vocês estão fazendo populismo, ao disseminarem a ideia de que há o "nós o povo" de honestos brasileiros, dispostos a enfrentar o monstro da corrupção feito São Jorge que enfrentou o dragão.

Você e eu sabemos que não existe isso e que não existe com sua artificial iniciativa popular das "10 medidas" solução viável para o problema. Esta passa pela revisão dos processos decisórios e de controle na cadeia de comando administrativa e pela reestruturação de nosso sistema político calcado em partidos que não merecem esse nome. Mas isso tudo talvez seja muito complicado para você e sua turma compreenderem.

Só um conselho, colega: baixe a bola. Pare de perseguir o Lula e fazer teatro com PowerPoint. Faça seu trabalho em silêncio, investigue quem tiver que investigar sem alarde, respeite a presunção de inocência, cumpra seu papel de fiscal da lei e não mexa nesse vespeiro da demagogia, pois você vai acabar ferroado. Aos poucos, como sempre, as máscaras caem e, ao final, se saberá que são os que gostam do Brasil e os que apenas dele se servem para ficarem bonitos na fita! Esses, sim, costumam padecer do complexo de vira-lata!

Um forte abraço de seu colega mais velho e com cabeça dura, que não se deixa levar por essa onda de "combate" à corrupção sem regras de engajamento e sem respeito aos costumes da guerra.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Mais uma de sergio moro, atiçador de milícias fascistas, em sua caçada ao Lula

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
Bem na extrema-direita, deltan dallagnol, o linchador ungido pelo
espírito santo, pelo amapá e por roraima. Amém, igreja?

Copiei de 247

Nota

O despacho proferido hoje (19/12) pelo juiz Sergio Moro, recebendo a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no dia 14/12 contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua esposa Marisa Letícia Lula da Silva e o advogado de ambos, Roberto Teixeira, não muda a realidade dos fatos. Lula e sua esposa jamais foram beneficiados por qualquer dos dois imóveis indicados na denúncia e muito menos receberam qualquer vantagem indevida proveniente de contratos firmados pela Petrobras. E o advogado Roberto Teixeira agiu sempre dentro do estrito dever profissional e com a observância de todos os deveres éticos inerentes à profissão.

O imóvel em questão, situado na Rua Haberbeck Brandão (SP), foi oferecido ao Instituto Cidadania, que antecedeu o Instituto Lula e não houve interesse na sua aquisição. A denúncia afirma que o imóvel "foi recebido pelo ex-presidente da República LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA em 29/09/2010" sem indicar em que circunstâncias isso teria ocorrido. O Instituto Lula funciona no endereço que foi comprado em 1990 pelo Instituto de Pesquisa e Estudos do Trabalhador (IPET) e o ex-Presidente jamais teve a posse ou a propriedade do imóvel situado na Rua Haberbeck Brandão.

Em relação ao apartamento vizinho àquele de propriedade de Lula e de sua esposa, o casal aluga o imóvel e paga aluguel, com o recolhimento dos impostos, negócio de âmbito estritamente privado e sem qualquer relação com a Operação Lava Jato.
A presente decisão do juiz Moro é mais um ato a reforçar a realidade de que agentes do Estado, sem qualquer isenção, usam processos judiciais para perseguir Lula, seus familiares e advogados, em um fenômeno identificado por "lawfare" e denunciado por especialistas e profissionais do Direito em vários outros países.

O que se observa é a ansia desmesurada e crescente de prover acusações a Lula em tempo recorde. A denúncia hoje recebida é proveniente de um inquérito policial no qual o ex-Presidente e seu advogado tiveram apenas dois dias para se manifestar e em menos de um dia útil já estavam indiciados. A denúncia foi oferecida três dias úteis depois e o recebimento da peça acusatória se deu 4 dias úteis depois.

Não houve qualquer investigação isenta, mas uma sequencia de fatos produzidos para sustentar a abertura de inúmeros procedimentos frívolos e sem materialidade contra Lula, com o único intuito de impedir o sucesso de suas atividades políticas. A retaliação e a vingança também orientaram essa nova ação, como se verifica na nota do MPF que acompanhou a denúncia e o pronunciamento recente do Procurador Geral da República. Para tornar o processo mais verossímel e simultaneamente fragilizar a defesa, agora inserem também um de seus advogados.

Na audiência da última sexta-feira (16/12), em Curitiba, Moro permitiu a uma testemunha que insultasse Lula e a mim, como seu advogado, chamando-nos de "lixo". O magistrado ainda prosseguiu com provocações e ataques à minha honra profissional, deixando evidente o espírito de perseguição e falta de imparcialidade que norteia suas ações.

OUÇA AQUI O QUE O MORO E A GLOBO NÃO MOSTRAM PARA VOCÊ: 
http://www.averdadedelula.com.br/pt/2016/12/19/ouca
-aqui-o-que-o-moro-e-a-globo-nao-mostram-para-voce/

Cristiano Zanin Martins

domingo, 11 de dezembro de 2016

Sérgio Moro intima o petroleiro Emanuel Cancella

Manifesto, de plano, minha integral e irrestrita solidariedade ao companheiro Emanuel Cancella, com quem militei no movimento sindical petroleiro nos anos 80-90.
Vê-se, às escancaras, que o juizeco da república agrícola de curitiba - notório atiçador de milícias fascistas, ídolo da classe mérdia anencéfala -, considera-se acima das leis e do mundo, não admite críticas ao seu trabalho partidarizado, parcial e entreguista.
Trata-se, como diz meu primo Xaulo Voberto Requinel, do qual mantenho prudente distanciamento, de um "jaguara togado".
 ---xxx---

Copiei de Emanuel Cancella

 

O lançamento do livro “A Outra Face do juiz Sérgio Moro” 
será até o final do corrente ano

A intimação do MPF de nº 09/2016 (PR-RJ - 00080581/16) datada de 09/11/16, chegou a minha residência por volta 16:00 h do dia 9/12. Liguei para o MP, no mesmo dia, por volta das 17:30 h, para saber quem seria o pseudo-ofendido das “(...) Possíveis práticas de crime contra a honra de servidor público federal...” Falei com uma atendente, que passou para a outra, que por sua vez mandou que eu ligasse 20 minutos depois. Liguei e fiquei sabendo que o autor da intimação era o juiz Sérgio Moro. 

Em primeiro lugar, quero dizer que não conheço o juiz pessoalmente, não tenho nenhum problema pessoal contra ele, entretanto tenho severas críticas à operação Lava Jato que ele comanda. 

Quero salientar também que a Lava Jato tornou-se o maior acervo da vida politica brasileira contemporânea, porém, na minha concepção, e de muitos, Moro usa de forma seletiva essas informações. 

Aliás, esses questionamentos da seletividade foram feitos não só no Brasil como nos EUA e agora na Alemanha. E tanto nos Estados Unidos como na Alemanha Moro responde de forma cínica. Nos EUA, segundo divulgação da imprensa: “O juiz Sergio Moro disse que não julgou casos relacionados ao PSDB porque investigações sobre o partido não chegaram a ele (1).” Na Alemanha: “Moro chama de “infeliz” foto em que aparece rindo com Aécio Neves, mas ressalta que senador não é investigado. (2)” 

Entretanto todos sabem que governo tucano de FHC, na Petrobrás, já foi denunciado várias vezes e ainda, na certeza da impunidade, o próprio FHC reconhece no livro Diários da Presidência que havia corrupção na Petrobrás, em seu governo. Além disso, o filho de FHC já foi citado, em negócios espúrios, pelo ex-diretor da Petrobrás preso, Nestor Cerveró, como também pelo operador do PMDB, Fernando Baiano. Aécio Neves não é investigado na Lava Jato simplesmente porque o juiz Moro não quer, pois já foi delatado mais de 5 vezes. Moro faz ouvido de mercador (3, 4).  

Alguém tem que dizer ao juiz Moro que o mundo e a informação hoje são globalizadas. Com isso a Lava Jato não se restringe à “Republica de Curitiba” e o mundo está acompanhando o golpe que está acontecendo no Brasil. 

Moro tem que explicar à sociedade a sua colaboração exacerbada com o governo dos EUA em relação à Petrobrás, já que, além de convocar os procuradores estadunidenses para investigar a Petrobrás, ainda autorizou os corruptos da Empresa a irem testemunhar contra o Brasil nos tribunais americanos(6). Logo os americanos que estão doidos para abocanhar o pré-sal! Assim fica fácil para eles!

Moro autoriza essa “ajudinha” os americanos, em detrimento do Brasil, mesmo sabendo que se trata de uma farsa a principal acusação nessas ações contra a Petrobrás. Os gringos espertamente alegam, e Moro fornece argumentos, que a corrupção seria a motivação da queda das ações da empresa. 

Entretanto o mundo sabe que as ações, de todas as petroleiras do mundo, não só da Petrobrás, caíram por conta da desvalorização do barril do petróleo. Na verdade, a queda do valor do barril, e consequentemente das ações, foi artimanha dos EUA, em conluio com a Arábia Saudita, que juntos aumentaram a oferta do petróleo no mercado, derrubando o preço de US$ 140 para US$ 30. Tudo isso faz parte da política internacional americana para usurpar o petróleo alheio, prejudicando assim países produtores como a Rússia, Ira, Venezuela e Brasil. 

E a blindagem aos tucanos segue agora na Petrobrás! A Lava Jato, que diz combater a corrupção na Petrobrás, se furta a barrar a gestão do tucano Pedro Parente na empresa. Parente está fazendo uma verdadeira liquidação com os ativos da Petrobrás, num verdadeiro bota-fora com o patrimônio conquistado com o suor do povo brasileiro. Inclusive a venda de ativos está sendo interrompida pelo TCU (5). Parente está vendendo, sem licitação, o petróleo do pré-sal do campo de Carcará a preço de um refrigerante, quando o preço do barril no mercado internacional está acima de US$ 50. 

Fico preocupado porque essa intimação chega no momento em que o meu livro, A Outra Face do juiz Sérgio Moro, está na fase final de revisão para em seguida ir para a gráfica. O lançamento do livro será até o final do ano. Aliás, quero agradecer, de público, à brilhante jornalista Fátima Lacerda que, sem ela, essa obra não seria concretizada, como também aos cartunistas Mega e Latuff. Esclareço que toda renda do livro, incluindo o trabalho gratuito da jornalista, será doada para os cerca de dois milhões de trabalhadores demitidos em função da Operação Lava Jato, sendo retirados apenas os custos da edição, financiado pelo autor.

Quero dizer que o livro expressa críticas à atuação do juiz Moro, mas também dá a ele a oportunidade de explicar situações da Lava Jato questionadas no Brasil e no mundo!

1 - http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/08/nos-eua-sergio-moro-explica-por-que-nao-julga-politicos-do-psdb.html
2 - http://www.viomundo.com.br/denuncias/moro-escrachado-na-alemanha-veja-as-fotos.html
3 - http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1777678-petrobras-orientou-negocio-com-firma-ligada-ao-filho-de-fhc-diz-cervero.shtml
4 - http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/257469/Baiano-confirma-den%C3%BAncia-contra-filho-de-FHC.htm
5 - http://g1.globo.com/economia/noticia/tcu-suspende-novas-vendas-de-ativos-da-petrobras.ghtml
6 - http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/nacional/online/paulo-roberto-costa-delator-da-lava-jato-fecha-acordo-de-cooperacao-com-o-fbi-1.1655439

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2016      
                          
Autor: Emanuel Cancella, - OAB/RJ 75 300 

Emanuel Cancella é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

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