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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 8 de março de 2011

Aécio quer acabar com o Bolsa-família, entregando o dinheiro na mão de coronéis políticos

Eu visito Os Amigos do Presidente Lula todo os dias

O senador demo-tucano Aécio Neves (PSDB/MG) sugeriu acabar com o Bolsa-família no formato atual.
Ele declarou ao
jornal Estadão:"A questão do Bolsa Família acaba com os prefeitos que querem intermediar as políticas sociais e ficam de fora".

Essa história de
"querer intermediar..." é o tipo de coisa que mais dá trabalho à Polícia Federal, e a CGU  (Controladoria Geral da União), em escândalos de corrupção com verbas repassadas.

O demo-tucano está regredindo ao tempo dos coronéis políticos, que submetiam o povo a passar fome, e confundiam, de propósito, direitos do cidadão com favores materiais em troca de voto.


Os coronéis pegavam dinheiro público para distribuir cestas básicas e coisas do gênero, escolhendo a dedo quem receberia, sem regras claras.


Os desonestos davam sumiço, pelo menos em parte, no dinheiro. Os honestos, ainda assim, não conseguiam fazer chegar a todos que precisavam, nem a tempo de não passarem fome. E ainda criavam uma relação de dependência material em troca de votos, em vez da situação de altivez do cidadão, atualmente, que porta um cartão do Bolsa-família porque tem direito à ele, e não por favor de ninguém.


O sucesso e os bons resultados do Bolsa-família, reconhecidos mundialmente, está justamente em entregar o dinheiro diretamente na mão da cada família (geralmente para a mãe), sem intermediários e sem desvios.


Os prefeitos já tem um papel importante nesse processo: fazer e manter o cadastro dos beneficiários que vivem em sua cidade.


Prefeito que é honesto, e que não é adepto do coronelismo político, tem coisas muito mais importantes a fazer e reivindicar na área social, do que estragar um programa exemplar: providenciar terrenos seguros e bem localizados para a baixa renda no "Minha Casa, Minha Vida", apresentar projetos de saneamento básico, comprar merenda escolar da agricultura familiar, contratar cooperativas de catadores para recolher e reciclar o lixo, em vez de só contratar grandes empreiteiras, fazer projetos de creches, UPA's, escolas técnicas, cidades digitais para banda larga, melhorar aplicação de verbas e salários dos professores na educação municipal, combater desvios e desperdícios no SUS e na educação, etc, etc, etc.

Este modesto e inútil Ornitorrinco pede a palavra para dizer que não quer se gabar, pois faz já bastante tempo que venho avisando que este Aécio Neves é uma fraudezinha empoeirada que o PIG prepara para, em 2014, ser o ídolo das viuvinhas sem-porvir. A frase "A questão do Bolsa Família acaba com os prefeitos que querem intermediar as políticas sociais e ficam de fora" é bem o retrato acabado da "modernidade" que este patifezinho sestroso representa: o que ele quer é a prefeitada pondo o povo em filas humilhantes para, pessoalmente, entregar benefícios sociais. Dona Munira Peluso adoraria isso.