SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Anotações sobre uma campanha estressante

Desde Itanhandu, sul de Minas, onde cheguei no domingo, somente hoje decidi escrever sobre as eleições, ainda que o mundo não tenha acabado por conta do meu silêncio.


Misto de alívio e alegria explica o que me passa pela cachola após estas eleições.


De uma banda alívio, como se um grande peso me fosse tirado das costas. Esta foi a campanha mais cheia de patifarias que jamais pude ver. A cada dia, uma nova calhordice era apresentada, um novo ataque sujo era perpetrado desde os porões dos tucanos-serristas e parecia não haver nenhum limite. Ao ler os blogs sujos que frequento penso que esse sentimento - alívio - também os toma, mas estamos todos ainda cansados por conta do duro e necessário embate que travamos.


Mas há, é claro, alegria e muita, muita alegria, meus caros. Amanheceu como era preciso amanhecer, e a manhã foi ainda mais bonita porque tentaram, o outro lado, apagar a luz e fechar portas e janelas.


A escolha era entre as limitações e contradições desta aliança que elegeu Dilma, ou o ilimitado horror de sermos governados por um patife chamado josé serra e pela aliança do atraso, da intolerância, do fogaréu medieval  que o sustentou. Para mim, essa escolha era o cerne mesmo da disputa.


O povo brasileiro reafirmou que o projeto vitorioso que governa o Brasil desde 2002 permaneça, continue e aprofunde as mudanças e transformações que já foram feitas e as que precisam ser feitas. Ganhamos os brasileiros, todos nós, porque se a vitória fosse de serra eu não tenho nenhuma dúvida que seria apenas de uns poucos, os de sempre. 


Se no primeiro turno os comentaristas e jornalistas domesticados estavam eufóricos, no domingo havia   clima de velório e as tentatvivas inglórias de mostrar que a vitória das forças de esquerda e progressistas foi menor do que de fato foi. As piruetas eram dadas no trapézio sem rede do número de governadores que as forças de direita e do atraso elegeram, 10. E, sôfregos,  alguns afirmavam que Dilma teria que negociar com esses governadores, uma asneira absoluta, como se houvesse uma bancada de governadores de oposição contra uma bancada de governadores governistas. Oposição é feita no Congresso, por deputados e senadores, e lá os números são amplamente favoráveis ao governo. Aliás, o único governador que sempre recusou parceria com o governo Lula foi o patife do serra, meus caros.


Foi patética a cena em que o patife do serra, no domingo a noite, pretendeu lançar-se como uma espécie de comandante das oposições. Serra é um blefe, um despreparado, um sujeito desagregador, autoritário. Serra está completa e totalmente isolado: não tem mandato, não tem cargo, não terá visibilidade. É um morto-vivo político. Em alguns poucos meses, estará no lugar que sempre mereceu: no lixo da história.


Outro que acabou é Fernando Henrique, o entreguista, e tão e tanto que, alguns dias antes do segundo turno estava reunido com especuladores estrangeiros, em Foz do Iguaçu, para discutir a entrega da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa e de Itaipu. Seus poucos defensores tentarão mostrar que ele foi "republicano" quando não se envolveu nas eleições de 2002, de 2006 e de 2010. Na verdade, não é que ele tenha decidido não envolver-se. Ele foi é impedido porque se o fizesse a vitória da esquerda teria sido ainda mais ampla.


As forças do atraso e da intolerância, da direita religiosa e de setores remanescentes da ditadura militar botaram as manguinhas de fora e serra, o patife, tornou-se lacaio dessa gente. Nós, do campo progressista e de esquerda devemos ter claro que não podemos vacilar no combate a esses setores, que estarão muito ativos, em minha opinião, a partir de agora. Nenhuma ação dessa tropa fascista pode ficar sem resposta. 


Devemos também combater a velha mídia golpísta. Folha, Estadão, Globo, Veja e seus filhotes nos estados levaram as eleições para o segundo turno. Contra Dilma desenvolveu-se uma campanha de inédito furor midiático, com inverdades ou meias notícias, ou com exploração de fatos menores e, em relação ao patife do serra e da imensa corrupção havida nos sucessivos governos tucanos em São Paulo, nada, completo silêncio. É preciso, sim, fazermos o debate sobre um novo marco regulatório para s comunicações. Do que jeito que as coisas estão essa gente é uma ameaça permanente à democracia e aos interesses nacionais e do povo brasileiro.


Há outras avaliações, evidentemente muitos melhores do que essa, na Mixórdia de Blogs e na Mixórdia de Informações. Divirtam-se.

Um comentário:

Correio disse...

Caro Cequinel,

Ocupo este espaço para informar a morte do companheiro Carlinhos (Carlos Alfredo Gomes).

Julçian, Molina e outros estão escrevendo sobre o figuraça.

Se puder contar alguma passagem do véio mande para eu publicar no Correio do Litoral.com (correio@correiodolitoral.com)