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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A guerra do Império contra Cuba: novos orçamentos e a mesma premissa

Eu visito Solidários todos os dias

Os presidentes em Washington vão e vem, mas o objetivo da política externa nos Estados Unidos continua o mesmo: desestabilizar os governos que se atrevem a defender sua soberania nacional e destruir qualquer revolução que se aventure num mundo diferente do que está programado por eles. As armas da ofensiva que os Estados Unidos usam contra Cuba evoluíram nos últimos 50 anos, mas a guerra é a mesma. 
Os cubanólogos de Washington e Miami querem construir como meio de subversão na ilha um suposto movimento social e político: cultivado, irrigado e colhido a partir dos Estados Unidos. Mas um genuíno movimento político nacional não se fabrica na capital inimiga. Os partidos e movimentos não se exportam como mercadoria, porque um partido político não se compra, nem se vende como se fosse uma lata de spam.
Desde que George W. Bush assumiu a presidência dos Estados Unidos em 2001, o orçamento para criar em Cuba uma oposição social, aliada aos interesses de Miami e da Casa Branca, subiu astronomicamente: de US$ 3,5 milhões no ano 2000 para US$ 45 milhões em 2008. Bush criou em 2003 uma Comissão para “a assitência a uma Cuba democrática”. Esta comissão emitiu um documento de mais de 400 páginas em que propõe “identificar meios adequados para por fim rapidamente ao regime cubano e organizar a transição”. A política do presidente Barack Obama segue o padrão dessa Comissão e do orçamento criado por recomendação da Comissão: “levar a cabo medidas dirigidas ao treinamento, desenvolvimento e fortalecimento da oposição e da sociedade civil cubana”.
Como a guerra contra Cuba é uma indústria em Miami, os maiores beneficiários desse projeto foram os que administravam os fundos a partir da Flórida. Uma auditoria do Government Accountability Office (GAO) em 2006 concluiu que a fortuna havia sido mal gasta pelos grupos de Miami. Por exemplo, usaram-na para comprar chocolates Godiva, latas de carne de caranguejo e Game Boys da Nintendo. Em 2008, o diretor de um dos grupos admitiu ter roubado quase US$ 600.000 antes de renunciar para assumir um cargo político na Casa Branca do presidente Bush.
Indignado diante do desperdício do patrimônio milionário, o senador Kerry (Partido Democrata – Massachusets), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, pediu ano passado a revisão do projeto, que tem agora orçados US$ 20 milhões ao ano.Conseqüentemente, o Departamento de Estado temporariamente congelou o opulento desembolso até concluir uma investigação.
Este mês, o Departamento de Estado concluiu sua pesquisa e anunciou planos para liberar US$ 20 milhões do patrimônio anticubano, argumentando que havia reestruturado o programa de maneira que os fundos chegariam clandestinamente a certos cubanos na ilha e não a alguns outros em Miami. Contudo, o senador kerry não está muito convencido, e paralizou temporariamente o projeto para poder estudar-lo. O congelamento que Kerry impôs é pragmático, e não filosófico. Ou seja, a subversão não o preocupa. Quer estudar sua eficácia. A prisão em Cuba de um contratista estadunidense chamado Allan P. Gross, enviado por Washington, ilustra que o projeto do Departamento de Estado põe emperigo os agentes que foram contratados apra realizar esse trabalho clandestinamente em Cuba.
O ministério público cubano estuda as acusações que apresentará contra o contratista. Para defender-se da subversão milionária originada em Washington, Cuba decretou uma lei que pune com uma condenação de até 20 anos a colaboração com o progarama do USAID que foi criado pela lei Helms Burton de 1996. O delito é grave.
Quem sabe por isso, o Departamento de Estado e o USAID se recusam a identificar os recebedores em Cuba do dinheiro de Washington, e distribuem os fundos clandestinamente.
O programa contra Cuba que está em xeque inclui:
US$ 750.000 para promover os direitos humanos e a democracia em Cuba.
US$ 250.000 para ajudar os familiares dos supostos presos políticos (por exemplo, as chamdas damas de branco e as recentemente criadas damas de apoio).
US$ 500.000 para os que lutam para libertar os supostos presos políticos.
US$ 900.000 para a Freedom house. Uma organização que por 10 anos foi dirigida por Frank Calzón. O dinheiro seria para fortalecer os líderes da suposta oposição: artistas, músicos e blogueiros. Com uma cínica ênfase nos afrocubanos.
US$ 400.000 para o Institute for Sustainable Communities. Para tratar de “identificar os novos líderes da comunidade cubana” e ajudá-los em sua campanha publicitária e política. Ou seja, quase meio milhão de dólares para que Washington identifique novos líderes entre os quais repartirão a grana.
US$ 200.000 para fortalecer supostamente as redes de apoio que Washington criou em Cuba. Prover equipamentos e treinamentos para elas.
US$ 2.600.000 para Development Associates Inc. Com o propósito de ampliar a rede de apoio cubana que Washington criou para promover a mensagem de Miami para Cuba.
US$ 2.000.000 para apoiar grupos afins a Washington em Cuba, especialmente certas mulheres e afrocubanos, para promover a iniciativa econômica individual (ou seja, o capitalismo).
US$ 2.500.000 para promover, sob a tutela do Departamento de Estado, a livre expressão na ilha: especialmente entre certos artistas, músicos, escritores, jornalistas e blogueiros.
US$ 500.000 para que indivíduos vinculados a grupos religiosos ou espirituais defendam seu direito pela liberdade de culto.
US$ 500.000 para promover uma determinada política laboral na ilha e gerar “pressão internacional contra o governo cubano para que reforme suas leis trabalhistas”.
US$ 350.000 para exercer influência sobre certos grupos da sociedade civil cubana, “especialmente as mulheres que são exploradas sexualmente”.
US$ 500.000 para as ONGs e outras organizações vinculadas a Washington;
US$ 1.150.000 para adestrar certas organizações, incluindo jornalistas e blogueiros em Cuba para utilizar as novas tecnologias da informação.
US$ 2.500.000 para administrar os programas desse orçamento.
Tudo isso sob a tutela de uma Washington que tem se destacado nas últimas décadas por seus esforços para desestabilizar, invadir e reprimir em cada continente do planeta: o golpe de Estado no Chile contra Salvador Allende, o golpe militar na Guatemala que deixou um saldo de mais de 200.000 mortos e desaparecidos durante quatro décadas de repressão, o atentado contra o presidente Hugo Chávez em 2002, o apoio aos esquadrões da morte na América Central, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil. A invasão do Iraque em 2003. A torutra e a detenção indefinida para os presos em Guantánamo, o envio de outros presos a outros países par que sejam torturados e interrogados, a exploração e as deportações massivas dos imigrantes ilegais. Invasão da Baía dos Porcos, Operação Mangusta, JM Wave (o enclave terroista mais poderoso que já existiu em solo estadunidense) e a campanha de terror contra Cuba nos últimos 50 anos através do uso de assassinos como Luis Posada Carrilles e Orlando Bosch. Uma guerra terrorista e imoral contra Cuba que se multiplicou como um vírus mundialmente até encontrar sua moderna manifestação na destruição das torres gêmeas em Nova Iorque no 11 de setembro de 2001.

Cuba é um país bloqueado, sitiado e atacado pelos Estados Unidos. É assim, porque Washington não toelra que ailha seja governada longe da tutela estadunidense. Foi desse modo por mais de 50 anos.
Os supostos presos políticos foram condenados, depois de terem sido processados, por estar a serviço de um país inimigo que tem como objetivo a destruição da Revolução Cubana. Da mesma forma como o contratista Alan P. Gross trabalham em Cuba sob a direção de Washington. A melhor maneira de conseguir sua liberação é que os Estados Unidos renunciem à guerra contra Cuba, levantem o bloqueio, estabeleçam relações, extraditem Posada Carriles e libertem os Cinco que mantém presos nos Estados unidos há quase 12 anos.
O presidente Obama talvez esteja muito ocupado com a economia, as guerras no Iraque e no Afeganistão e a reforma da saúde para prestar muita atenção a Cuba. Quem sabe tenha deixado esse probleminha para os buracratas do Departamento de Estado e do Conselho de Segurança Nacional, e por isso estamos onde estamos.
Tudo se deve a uma premissa equivocada. Mais de 100 anos de agressão estadunidense contra Cuba estão baseados na idéia errada de que Cuba pertence a Washington. Ainda assumem a arrogante avaliação do então secretário de Estado, John Quincy Admas em 1823.
A partir dessa premissa errada flui o concetio de que os Estados Unidops podem fabricar dissidentes, blogueiros e tuiteiros, sob a tutela de Washington ou Miami: como se fosse uma lei natural que assim se procedesse. Que essa elaboração estrangeira possa ter alguma legitimidade em Cuba é um mito no qual somente crêem os que não conhecem a Ilha e não vivem ali. Com os milhões de dólares por ano que investem no negócio, Washington não criou uma oposição e muito menos um partido político. Estabeleceu somente uma indústria de pessoas em Cuba felizes de receber uma soma de significativa de dinheiro para dissentir, blogar e tuitar.
Em Cuba, há uma grande diversidade de legítimas opiniões sobre o futuro do país. Qualquer um que esteja a par do assunto, ou que participe das discussões organizadas na Ilha sabe. Esses debates se dão tanto nos centros de trabalho, como nas reuniões do Partido. Mas em algo há unanimidade: Cuba pertence aos cubanos, e não aos estadunidenses. Por esse princípio filosófico martiniano1, os cubanos estão dispostos a cerrar fileiras e até morrer.
Se Washington entendesse isso, acabaria o bloqueio e tudo que lhe corresponde. Contudo, é um conceito que parece ser contra natura a uma Washington imperial que vê em Cuba seu quintal político. Silvio Rodríguez destacou um dia desses na Casa das Américas que Cuba não é um país normal, porque não pretende ser, e tampouco pelo tratamento que lhe é dado pelo que pretende ser. Independente.
Os americanos só não invadiram Cuba por causa da ajuda dos russos!

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O Ornitorrinco Burro-Feito-Uma-Porta pede a palavra para pedir que você, internauta que lê e acredita piamente na Veja e no demais veículos abjetos do PIG, o que aconteceria se o Congresso Cubano aprovasse verbas para pagar opositores em solo norte-americano, para sustentar ações de provocação e de terrorismo, como explosões de bombas em hotéis e atentados contra autoridades. Seria um escândalo, não é mesmo?
Mas você não precisa pensar em Cuba, meu caro. Essa gente, o império ianque, já fez isso no Brasil em 1964, e na Venezuela em 2002. Permanecem a fazer isso e a invadir nações e a matar homens e mulheres, e farão de novo. O pré-sal está na mira dessa gente. Não duvide disso.

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