SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dos meus poemas


dos poemas que me ocorrem
metade me abandona
metade me acolhe

da metade que abraça
metade não me entende
metade me provoca

da metade que atiça
metade não fala sério
metade me convoca

da metade chamadeira
metade eu não entendo
metade me alumia

da metade que alumbra
metade é lusco-fusco
metade é vagalume

da metade que avoa luz
metade é muito longe
metade me ofusca azul

da metade que me cega
metade me faz tropeçar
metade me faz saber
que sou poeta enganador
que de metades suprimidas
não faz poemas e rimas
apenas lança malabares nos semáforos
pendura confeitos nos retrovisores
quando muito e se tanto
poeta de rimas incompletas
avoando sem rumo em poemas pelo meio