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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Anotações sobre putas e petistas tristes

Atualização em 06/06, 09:00 h
Leio no blog do Jean Wyllys que o ministro Padilha esteve com o deputado e falou sobre a campanha suspensa e que também procurou todos os presidentes de comissões relacionadas ao tema, incluindo o pulha do feliciano, que preside a CDHM.
Parece-me, portanto, que o jaguara e picareta federal marco feliciano está a mentir, o que não é novidade.

Entretanto, pergunto: 1) como explicar a demissão do assessor? e 2) cadê o desmentido enfático do ministro, colocando o feliciano no devido lugar?
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O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco solicita que o governo petista tenha um mínimo de compostura: se querem fazer boquetes pragmáticos neste pulha do marco feliciano, bem, pelo menos afastem as crianças da sala, seus merdas!

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Copiei de Leandro Fortes
 

O PAÍS DAS PUTAS TRISTES

Bastaram três dias de pressão da bancada evangélica para, finalmente, Alexandre Padilha demitir Dirceu Greco, diretor do Departamento de AIDS do Ministério da Saúde.
Três dias.
Greco caiu porque aprovou a veiculação de uma peça de combate ao preconceito com o slogan "Eu sou feliz sendo prostituta", para o Dia das Prostitutas, 2 de junho. Mas em um país supostamente laico e onde a prostituição não é crime, o exército de crentes e carolas que hoje manda nas grandes decisões nacionais se insurgiu contra a campanha, acionou seus lobistas de plantão e, outra vez, colocou o governo de joelhos.
Chegamos a um ponto em que nem um governo de origem (cada vez mais distante) progressista consegue empunhar essa bandeira essencial das liberdades individuais a partir de ações do Estado. No mar de insensatez em que navegamos, uma prostituta não pode se sentir feliz porque, simplesmente, há um consenso moral medieval estabelecido pela religião e por uma cultura machista predominantemente hipócrita.
Em março, o ministro Padilha já havia suspendido a distribuição do "kit gay", alcunha preconceituosa para revistas de histórias em quadrinhos elaboradas pelo Departamento de AIDS, com foco em adolescentes. O material havia sido elaborado em parceria com o Ministério da Educação, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
Caiu por pressão da bancada evangélica.
Agora, calaram as putas, condenadas a serem tristes por decreto.
Feliz mesmo é Feliciano, que logo se apressou a cumprimentar o ministro, no Twitter, por mais essa vitória da moral e dos bons costumes.

Ajoelhou, tem que rezar, governo Dilma!

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, ao cumprimentar os fiéis presentes nesta grandiosa e interminável quermesse em louvor de Nossa Senhora das Fogueiras Santas, considera algo exagerado afirmar que "o governo é pró homofobia, sem dúvida", como faz Benjamin Bee, notável militante LGBTT.
Mas o governo não pode reclamar que pessoas lúcidas como ele pensem assim: depois de tanto acocorar-se diante dos picaretas LGBTT-fóbicos da frente parlamentar evangélica, queriam o quê, meninos e meninas? Loas e hurras?
Bem feito, PT cagão. 

Bem feito, Dilma. 
Fizeram suas escolhas, de modo que paguem a porra do preço.
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Copiei do meu amigo Benjamin Bee

"Os fundamentalistas querem sair por aí dizendo que o "homossexualismo é pecado". O governo não quer. O governo quer que eles digam isso nos púlpitos das igrejas. O governo é pró homofobia, sem dúvida. Porque o homofóbico vai ao púlpito dizer que o "homossexualismo é pecado" porque a lei permite. A homofobia então segue o percurso, vai até a casa do crente onde tem crianças e adolescentes, de lá para as escolas, das escolas para as ruas, para gaudio dos fundamentalistas. Danem-se as vítimas, sejam LGBTs ou não. Os LGBTs sofrerão diretamente e os não LGBTs sofrerão por tabela porque viverão a contradição. Não terão a chance de viver num mundo coerente.
Só a homofobia equiparada ao racismo dará segurança a todos. O Senado vai ter que entender isso senão passará atestado de caduco."