SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Enquanto isso, nos latifúndios improdutivos da fé...

Copiei a imagem de Ateus e Agnósticos do Brasil

 
Adoráveis, as ovelhinhas seguem obedientes as ordens da pastorzada. A advogada, a locutora e a manicure frequentam os cultos e acreditam fervorosamente nas curas, nos milagres, nas graças e compram, em frenesi de fé obtusa, vidrinhos com óleo santo, canetas ungidas, toalhinhas, meias, fronhas e aquela montanha de porcarias que permite aos jagunços de cristo acumular fortuna e poder.

Enquanto isso, numa sacristia qualquer, padrecos morrem de inveja da crentaiada tangida nos pastos dos latifúndios improdutivos da fé. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

German, quase oito anos, ateu

Tem uns 30 dias, se bem me lembro:
- Vovô, eu sou ateu!
- É mesmo, filho? Por quê?
- Ninguém prova a existência de deus, vovô.

Trato essas coisas com o devido cuidado, não faço proselitismo ensandecido como fazem os católicos e os evangélicos, e os religiosos obtusos, e aguardei German dar o próximo passo.

Há 15 dias ele comunicou-me:
- Vovô, não quero mais participar da oração no início da aula, nem da aula de religião. O que faço?
- Peça licença para sua professora, diga que não quer participar da oração e da aula de religião, que isso é seu direito, e informe que você esta saindo da sala.

Três dias depois ele me disse que permanecia na sala durante a oração por ter medo que a professora o mandasse para a diretoria, de modo que no dia seguinte, bem cedo, fui com ele até a escola, conversei com a direção e as coisas todas estão hoje acertadas: German não participa da oração e, durante a aula de religião, vai para a biblioteca e, ou lê algum gibi ou faz exercícios de caligrafia, conforme minha solicitação. 

Pois a sereníssima decisão do meu menino German já está a produzir doces frutos: um dos seus melhores amigos, filho de muçulmanos, também decidiu não participar das aulas de religião.

Ontem a noite Sonia o fez dormir e contou-lhe uma história, algo sobre uma mulher que matou uma aranha e foi pro inferno, se bem me lembro, e ele ouviu tudo e perguntou:

- Vovó Duda, por que você está me contando esta história se você sabe que eu sou ateu?

Eu e German não vamos para o paraíso, meus caros crentes obtusos, vez que já estamos na terra do hidromel: não temos nenhum medo de um deus apatifado e das suas porcarias, nem das suas ameaças e, melhor ainda, nossos cérebros funcionam perfeitamente longe dos cabrestos da fé. 

Este é o seu problema insolúvel, cristãos e crentes em geral.