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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Jean, Germam e eu, um trio da fuzarca lutando contra a LGBTT-fobia!

Copiei a foto de Marlon Everton

 

No Dia Mundial Contra a Homofobia, 17 de maio, a Juventude do PT organizou uma série de atividades aqui em Antonina e, como é apropriado, a família Cequinel estava lá.
 

Meu filho Jean, meu neto German e eu mostramos os panfletos que distribuímos pela cidade, contendo um poeminha de minha modesta autoria.

Eu e German passamos a tarde distribuindo algo como mil panfletos pelo centro da cidade.

Sim, aceitamos propostas para realização de panfletagens. 

Eu e German somos panfleteiros do mais alto nível. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Nossa família saiu do armário e luta contra a LGBTT-fobia

1. Amanhã, 17 de maio, o povo aqui de casa estará envolvido nas atividades que estaremos realizando a propósito do Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. 

2. O texto a seguir é um panfleto e só foi possível graças a preciosa ajuda do meu Sindicato dos Petroleiros PR/SC, que imprimiu o material (obrigado, Davi!) e, como terei um monte de coisas pra resolver, faço já esta postagem.

3. Nossa modesta família não fica no armário: erguemos a cabeça, proclamamos nosso amor por Jean e lutamos contra a LGBTT-fobia porque os preconceituosos e intolerantes é que devem envergonhar-se do pregam e fazem.
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Poema das necessidades
Paulo Roberto Cequinel

Não preciso ser negro para lutar contra o racismo.
Não preciso ser mulher para lutar contra o machismo mortal de todos os dias.
Não preciso ser criança para lutar contra a pedofilia e a violência sexual, mas preciso reaprender minha infância para brincar de novo.
Não preciso ler  bíblia, o corão ou o torá para saber o que é certo ou errado.
Não preciso ter sido expulso do campo para lutar pela reforma agrária e apoiar incondicionalmente o MST.
Não preciso morar numa favela à beira de um rio morto para lutar por moradia digna.
Não preciso ficar doente para lutar por saúde digna.
Não preciso ser igual para lutar por aqueles que são diferentes.
Não preciso ser gay para lutar com o povo LGBTT.
Preciso, apenas, da minha lucidez alucinada.
Deito com minha loucura serenada pelo cansaço de quem tenta e tenta e não desiste.

NO DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA A HOMOFOBIA, DECLARAMOS NOSSO AMOR DERRAMADO E INCONDICIONAL POR JEAN CARLOS.
Paulo Roberto Cequinel e Sonia Fernandes do Nascimento, seus pais.
Eivor Jr, Luciano, Nayre, Paulo Roberto Jr e Soraya, seus irmãos e irmãs.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poema das necessidades

Não preciso ser negro para lutar contra o racismo.
Não preciso ser mulher para lutar contra o machismo mortal de todos os dias.
Não preciso ser criança para lutar contra a pedofilia e a violência sexual, mas preciso reaprender minha infância para brincar de novo.
Não preciso ler a bíblia, o corão ou o torá para saber o que é certo ou errado.
Não preciso ter sido expulso do campo para lutar pela reforma agrária e apoiar incondicionalmente o MST.
Não preciso morar numa favela à beira de um rio morto para lutar por moradia digna.
Não preciso ficar doente para lutar por saúde digna.
Não preciso ser igual para lutar por aqueles que são diferentes.
Não preciso estar morto para defender a vida.
Não preciso ser gay para lutar pelo povo LGTB.

Preciso, apenas, da minha lucidez alucinada.
Deito com minha loucura serenada pelo cansaço de quem tenta, e tenta e não desiste.

Sempre vale a pena.
Meus filhos e netos precisam disso.
É o que posso.
É o que tenho.
É o que dou.