Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
E aqui em Antonina tais eventos terão a notável e entusiasmada transmissão da Rádio Merda do Mar, dirigida por Marcos, o maior e mais completamente minúsculo padreco que por aqui já andou.
Quem hoje ouviu o programa apresentado pelo paulo roberto, aquele locutor apequenado da rádio merda do mar, foi brindado logo no início com um coro gregoriano, assustador, bradando "vade retro, satanas!".
Eu imaginava que o vade retro era a deixa para que marcos, o padreco minúsculo, o marquinhos, diretamente de Roma, onde goza merecidas férias, anunciasse que Bento, o nazistão XVI, havia autorizado a queima de ornitorrincos em belas e santas fogueiras que seriam organizadas quando ele, o suposto intermediário de deus, retornasse de suas vacations.
Não aconteceu porra nenhuma, provavelmente porque o sinal do celular estava fraco - mais ou menos como o sinal de deus, que ninguém jamais captou -, de modo que segue a vida e, pelo menos até a próxima cruzada obtusa, não serei transformado em churrasco, o que desagradará o supremo phodão que aprecia o olor de carnes queimando em sacrifício.