SOBRE O BLOGUEIRO
- PAULO R. CEQUINEL
- Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
- Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
sábado, 8 de outubro de 2022
Carta aberta aos fascistas escrotos
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
O diabólico mercado da religião
O Ornitorrinco Ateu, hoje a serviço daqueles e daquelas que combatem a nojeira da picaretagem religiosa, declara que lamenta a inexistência de inferno e paraíso.
Explico. Houvesse um deus qualquer, mesmo que daqueles bem mequetrefes, ele mandaria para os quintos enxofrosos, forever, gente da laia de edir macedo, valdomiro, rr soares, marco feliciano, padre paulo ricardo, malafaia, o tal do kelmon, padre reginaldo manzotti, dentre outros e outras mais ou menos votados, o que seria medida da mais elevada justiça.
Já a inexistência de paraíso impede que a ele sejam alçados Dom Paulo Evaristo Arns, Reverendo James Wright, Dom Helder Câmara, Madre Paulina, Frei Beto, Pastor Natálio, Padre Júlio Lancelotti, e até mesmo um quase-padre como Gilberto Carvalho.
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"O Brasil está sendo transformado em um inferno por pastores e padres embusteiros", escreve Marcia Tiburi
Copiei do indispensável BRASIL 247
Atualmente o que vem sendo chamado de cristo-fascismo cria Fake News em torno do candidato Lula e coloca Deus novamente como uma moeda de troca, obrigando Lula a se defender como cidadão que acredita em Deus.
Nenhum candidato teria nenhuma obrigação de ser cristão ou acreditar em Deus, mas desde que caímos na armadilha da teocracia e da teologia do enriquecimento, a mistificação corre solta e descontrolada.
O Brasil está sendo transformado em um inferno por pastores e padres embusteiros que descobriram que podem avançar na direção do poder sem nenhum tipo de controle.
Os pastores e suas igrejas são abusadores de Deus transformado em uma moeda de troca. Jesus foi igualmente rebaixado a objeto de mercado.
A política faz parte desse mercado, como vemos em Plano de Poder, livro de Edir Macedo, no qual se veem as bases para se construir uma nação segundo os preceitos de sua empresa religiosa cujos fins lucrativos são ocultados.
O fundamentalismo de pastores e padres tem objetivos claros: a mistificação para chegar ao poder político e econômico. A mistificação é tanta que um falso padre participou de um debate há poucos dias na condição de candidato à presidência da República. De fato, a democracia se transforma em demagogia rapidamente.
Não é difícil ver isso para quem tem uma relação lúcida com seu Deus pessoal ou com a religião organizada pelas igrejas fora desse jogo.
As atuais igrejas neopentecostais funcionam justamente como o mais vil mercado, mas também como movimentos e partidos, e não visam o exercício da religião pura e simples, mas a lavagem cerebral, a saber, processos linguísticos para a dominação de mentes e corpos de seus adeptos. Nesse sentido, a religião se torna um mecanismo de controle de todos e de cada um.
A dominação está dada. O pastor da igreja define o que as pessoas devem pensar e fazer, inclusive em quem devem votar.
A subjetividade, a vontade e a capacidade de refletir de cada um é cancelada.
Ninguém mais tem o direito à própria liberdade. As pessoas esquecem de si mesmas, ao mesmo tempo que se tornam servis. Elas agem a partir de comandos exteriores acreditando que são livres. Mesmo que isso signifique entregar-se ao satanismo político que, na própria religião cristã, significa cair nas mãos dos falsos messias. Por isso, o projeto de poder das igrejas de mercado atuais é totalmente diabólico, não é por acaso que a maçonaria faça parte de toda essa teocracia.
Rouba-se a alma das pessoas convencendo-as de que elas devem entregar tudo: suas mentes e seus bens. Não há nada mais perverso do que explorar a fé de pessoas simples com o objetivo de ganhar dinheiro.
Se existisse inferno, certamente esse seria o destino de todos os pastores demoníacos que mistificam e enganam, e enriquecem por meio disso.
O Brasil só será uma democracia quando a laicidade for garantida.
É preciso proteger a laicidade, é preciso impedir que a religião avance para dentro da política e que religiosos sejam candidatos.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Encontros improváveis: Almir Sater & Joe Bonamassa
Almir Sater - Trem do Pantanal
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Pequena e dispensável proclamação de um velhote cheio de filhos, filhas, netos e netas
Em tempos tão assustadores
Deixo de lado a razão e gosto
E quero ser tocado direto no coração
Para emocionar-me sem limites
Chorar em face de um discurso do
Casagrande que vi hoje
Ou para ouvir de novo a canção Lula-lá
Penso nos filhos, os seis,
Nos netos, os oito, e nos dois que estão vindo
E me penduro na mais derramada esperança
Menos por mim que já estou indo
E mais pelos filhos, os seis
Paulo, Jean, Soraya, Nayre, Luciano, Eivor
E pelos netos, os oito,
Hiago, Luna, German, João,
Catarina, Mariana, Francisco e Miguel
E Joaquim e Tereza
Que logo chegarão
segunda-feira, 26 de setembro de 2022
Inspirou-me, creio, o clássico Clube da Esquina
domingo, 25 de setembro de 2022
Meu ódio será minha vingança e herança, bolsonaristas escrotos!
Copiei de Brasil Notícias
(Texto de Tati Barnardi)
Ontem mesmo, parada em um farol do Itaim, me deparei com duas moças loiras entregando adesivos e bandeiras do gabiroto. Abri a janela do carro para dizer: "Faz isso não, amiga, ele odeia mulher. Quer conversar um pouco?". Mas, assim que descolei os lábios ouvi emanar da minha faringe sempre inflamada algo como: "Ah, vá apoiar fascista na %&*, imbecil!". Eu não tenho maturidade para essas eleições. Não existe sororidade possível para mulheres que apoiam o Bolsonaro. Eu não sei virar voto. Eu quero é virar um chute no queixo das pessoas.
Ainda na região do Itaim, um Eclipse Cross vermelho fez questão de deixar a bunda do meu carro atrapalhando um cruzamento. Eu buzinei para que ele fosse um tantinho para a frente, para que eu não atrasasse a vida de dezenas de trabalhadores e pudesse, não que isso seja importante para o resto da humanidade, me proteger do risco de falecimento. O cara não se movia e ria. Ele não se movia, me olhava pelo espelhinho e RIA. Eu podia ter respirado fundo, entoado um mantra e pedido ajuda aos meus anjos da guarda? Podia ter pensado que estou do lado da campanha presidencial que prega o amor em detrimento do ódio? Podia concluir que lançar minhas flamas ao vento só jogaria ainda mais cortisol em minha corrente sanguínea e não mudaria em nada a vida do miserável?
Mas não tive dúvida. Assim que pude, alcancei o Eclipse Cross vermelho, emparelhei o carro e berrei: "Só pode ser bolsonaristaaaaa". Ele assentiu, altivo. Foi quando peguei pela mão a ladeira abaixo que vive em mim, e juntas descemos até o mais rebaixado andar da conduta social. Me esgoelei: "Seu misógino, seu desonra útero de mãe, seu playboy fascista de merda, pare de usar a santa cor vermelha em vão!". E depois disso fugi, porque obviamente fiquei com medo de ele estar armado.
Se tem uma coisa que eu gosto é reunião em apartamentos cheios de livros, tocando músicas do Caetano, repleta de seres festivos e transantes. Esquerda amor. Esquerda poética. Esquerda coração quentinho. Meu cu. A gente faz isso depois. Agora eu quero é ver gente com muita raiva pensando estratégias de redes sociais pra você, Lula. Gente com muito asco pensando discursos pra você. E você, sobretudo, indo a um debate lembrando dos seus dias na cadeia, de seres abjetos comemorando a morte do seu neto, de pessoas repulsivas comemorando a morte da Marisa, de você sem poder se despedir do seu irmão no caixão. Tem horas que o ódio precisa vencer o ódio.
sábado, 17 de setembro de 2022
"Hino" ao inominável ou, como diria meu primo Jaulo Foberto Tequinel, fuck you brochanaro!
"Hino" ao inominável
(Carlos Rennó, Chico Brown, Pedro Luís & Artistas Brasileiros)
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Larkin Poe, Miguel e o significado de déjà-vu
Eis que começa uma música e Miguel, de pronto, avisa:
- Vovô, estou sentindo um déjà-vu!
- Como assim, Miguel?
Every Bird That Flies
quinta-feira, 25 de agosto de 2022
Juro que vi nas redes e fiz a minha versão
Quero que os jaguaras sarnentos