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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Padreco jaguara ofende-me veladamente e, digno da sua pequenez moral, não teve hombridade para citar meu nome


Representando, devidamente autorizado pela presidenta Vera Andriotti, a Associação de Moradores de Bairro do Batel, AMBB, gravei ontem pela manhã entrevista na Rádio Serra do Mar, dirigida pelo padreco marcose falei a respeito da posição da entidade em relação ao projeto de lei que altera o Plano Diretor do município, mudança que afeta direta e dramaticamente centenas de famílias não apenas no nosso, mas em outros bairros.

Abro parentesis. Decidi escrever assim, padreco marcos, em letras minúsculas, não por conta da pouca estatura do suposto homúnculo de deus, mas, que fique muito claro, por ele ser um sujeito moralmente apequenado. Fecho parentesis e volto à vaca fria.

Lembro de ter dito, dentre outras coisas, que eu, capelista aposentado, só tenho a ganhar quando mais e mais antoninenses tenham trabalho, renda e dignidade por aqui mesmo porque, para que minha vida melhore eu não conheço outro jeito: a vida de todos precisa também mudar para melhor.

À noite, com transmissão ao vivo pela emissora do padreco apequenado, a Câmara aprovou, em primeira discussão, a tal alteração e, antes da votação, nos termos do regimento da Casa, fizemos uso da palavra primeiro eu e, depois, o padreco minúsculo. 

Minha intervenção foi repetição da entrevista da tarde, e reafirmei a clara posição da Associação que exige que a prefeitura, nos termos do plano diretor em vigência, promova ampla e democrática discussão com os cidadãos, que apresente laudos, estudos e relatórios de impacto ambiental e de vizinhança, que mostre todas as consequências positivas e negativas que decorrerão da mudança e, mais uma vez, disse que como aposentado não dependente do porto, minha vida melhora se a vida de outras pessoas também melhorar, de modo que só posso ser favorável a vinda de indústrias aqui para Antonina, desde que não emporcalhem e degradem a cidade.

Então, a palavra lhe foi dada, e o ínfimo e covarde padreco, exercendo seu direito, defendeu a aprovação do projeto. 

O problema não está na opinião defendida pelo sestroso padreco: ele que pense e construa as certezas que achar as mais convenientes, adequadas e corretas, embora eu deva lembrar que sua emissora de rádio tem um patrocínio desinteressado da Fortesolo, justa e precisamente a empresa que em pouco tempo vai transformar, com o auxílio luxuoso do incompetente prefeito Carlos Augusto Machado, a entrada de Antonina em antesala do inferno. 

O que me deixou completamente indignado é que o padreco covardezinho, fez-me críticas veladas e não teve hombridade para citar meu nome: referiu-se a um (cito de memória) "aposentado que todo mês recebe seu dinheiro e que não está preocupado com o bem comum, mas apenas com seu próprio bem-estar."

Não vou aqui falar da minha militância social, sindical e política por não ter que provar coisa alguma para gente da laia à qual pertence este padreco menorzinho de merda, embora deva lembrar que de 2004 a 2009, à frente do Conselho Comunitário da Comarca, desenvolvi modesto e limitado trabalho de assistência aos presos da 7ª DRP (assistência médica, contatos com parentes e advogados, obtenção de roupas e de colchões, fornecimento de remédios, ceias no natal, etc) e, recordo vivamente, certa vez entreguei uma bíblia católica a um preso. Este ateuzão malvado foi atrás de um exemplar da bíblia por entender que o preso sentir-se-ia melhor naquele momento de provação e dor; em compensação, afirmo que nunca vi nem soube que o padreco jaguara tenha passado lá na DRP e, mais ainda, a única assistência religiosa naqueles tempos era prestada pelo Pastor Natálio de Freitas, da Igreja Batista, homem doce e generoso que honra-me com sua amizade e que hoje está a trabalhar em Paranaguá. 

Quem este obtuso e mentiroso padreco pensa ser para ousar afirmar que eu não me preocupo com os outros, se não me conhece e não sabe da minha vida?  

Da minha vida e dos meus atos presto contas à minha consciência, à minha família, aos meus filhos e netos, aos meus companheiros de luta e de caminhada e posso, serenamente, encarar todos nos olhos, de modo que do pouco que fiz proclamo meu orgulho.

Este padreco marcos, vendedor profissional de nuvens e seres mágicos, pode pensar de mim o que lhe der na veneta, pode criticar-me, pode detestar-me como muita gente detesta - aliás tantos que não os posso contar - porque eu não governo a cabeça de ninguém. 

Ocorre que eu, ao criticar alguém, faço de forma clara, assinando no mais das vezes, de modo que tenho condições morais para exigir deste padreco moralmente apequenado e covarde que não se esconda atrás da batina e, sim, tenha a coragem e a hombridade de afirmar que o aposentado ao qual você se referiu sou eu, padreco cagão!

E não me insulte ainda mais dizendo que não estava a falar de mim, e não minta, por nada nesse mundo: o seu deus, mesmo inexistente,  não vai gostar.

Esse padrecozinho jaguarinha tem um problema insolúvel: se houver, como ele garante, o tal paraíso, meu terreninho está garantido, mesmo que seja na periferia e bem nos fundos de uma gigantesca e fedida fábrica de adubo celestial.

o padreco vendedor de fumaça religiosa, por conta da sua insuperável pequenez moral, queimará lentamente nos quintos dos infernos, num apartamento com vista para o mar de chamas, é claro!

Concluo dizendo que para uma instituição que já nos deu Ladislau Bienarski, Paulo Evaristo Arns, Pedro Casaldálida, Hélder Câmara, Padre Josimo e Irmã Paulina, ter um sujeitinho da sua pequena envergadura moral como representante é dose!

Em tempo 1: acabo de ouvir (13:55 horas) na Rádio Serra do Mar este padreco jaguara mais uma vez referir-se a mim sem ter a hombridade de citar meu nome.

Diante disso, promovo-o a Emérito Padre Jaguara e Patife.


Em tempo 2: lembro que o emérito padreco jaguara e patife tem-se pronunciado veementemente contrário ao tombamento decidido pelo IPHAN (oficial e formalmente desde o final de janeiro). Sabem os antoninenses por quê? Ora, a santa madre, hipócrita, LGBTT-fóbica, misógina, machista, letal e atrasada igreja católica tem um monte de imóveis atingidos pelo tombamento. Ou seja, sujeira, fedor, prostituição, barulho e degradação no fiofó dos outros é refresco. Agora, as limitações que o tombamento impõe ao sagrado fiofó católico ah, isso não pode, não é, coisinha abjeta de batina?

Em tempo 3: quando mais uma vez referiu-se a mim sem citar meu nome, hoje por volta das 13:55 horas, lembro que o patifezinho de batina disse que pediria pela minha alma, ou merda assemelhada. Eu o proíbo, padre jaguara e patife, que você peça ao seu deus inexistente para cuidar da minha alma ou mesmo da unha do meu dedo mindinho. Se um dia eu vier a acreditar num deus saiba que dispensarei sumariamente intermediários da sua laia. Fui claro? 

7 comentários:

Amigos do Jekiti disse...

Paulo,
Meu dilema está em não concordar com a atual legislação do uso e ocupação do solo e muto com a sua atual alteração. Acredito que outra solução poderia ser encontrada, por exemplo: a região do bairro alto e lá contruir um via de acesso pela 116. claro, desde que os estudos impactantes deem o aval para o projeto.
Quanto ao seu fiofó e do padreco, digo que estou ao lado do amigo. Não admito inteferência canônica numa administração, uma vez que a porra do estado é laico e muito menos de forma acovardada, atacar pessoas por pensar e agir diferente dos interesses da igreja.
Portanto, meu amigo, estou contigo e não abro!

PAULO R. CEQUINEL disse...

Prezado amigo:

Teu apoio é-me muito importante.
Valeu.

Reginaldo Gouvea disse...

Caro Paulo, quero expressar a minha solidariedade, pois tem pessoas que nos interpretam mal, QUERO DIZER EM LETRAS GARRAFAIS que NÃO SOMOS CONTRA O PROGRESSO E CONSEQUENTEMENTE OS EMPREGOS.

Não há nenhum interesse político nisso, gente o que a Comunidade quer saber os impactos futuros que isso poderá ocasionar.

Nestes casos há que se ter estudos sociambientais, é uma discussão mais ampla, agora querem FAZER A DENTADURA SEM ANTES MOLDAR A GENGIVA, é vergonhoso.

Somos também a favor do povo e pelo progresso do povo, mas com responsabilidades.

O progresso não pode tão somente atingir os interesses particulares e sim o bem comum.
Fica aqui o meu apoio a AMBB e ao Cequina.

PAULO R. CEQUINEL disse...

Prezado Reginaldo:

Você iniciou seu comentário e, de cara, ao dizer que há pessoas que nos interpretam mal, deixa claro que você está realmente ao nosso lado, decididamente.
Em poucas palavras você sintetizou tudo o que a AMBB vem dizendo.
Valeu e grande abraço.

Bacucu com Farinha disse...

Paulo Caçador de Batinas Cequinel...

Meu caro invejado aposentado

Você não me deixou nem um tiquinho de palavras para inserir neste comentário... o que direi Óh!!! Meu, teu, nosso Jesus Cristinho...

Já sei!!!

"Óh Pai, eles não sabem o que fazem" (Estilo Inri Cristo)

Não... não...

"Em tuas mãos eu entrego os fertilizantes"

Também não... que tal essa?...

"Antonina mãe, eis aí os teus filhos"

...ou

"Filhos, vejam o que vocês fizeram com sua mãe Antonina"

E na sexta, nona hora, (ninguém sabe a hora direito), deu-se o último suspiro e estava tudo consumado, o filho do homem partiu desta para uma melhor. O céu antoninense se escurecu e chuvas ácidas começaram a cair...

...e aí? E aí o final desta história vocês poderão ler no PD do Reino, que igual a bíblia, sempre tem uma coisa para se mexer... e onde ninguém leva a sério...

Um abraço.

Neuton Pires

Juventude PT Antonina disse...

Não sou aposentado mas um dia quem sabe serei, Estamos juntos PAULO COMUNAQUINEL.

A que saudade do Padre Andre.

luiz disse...

Caro Paulo Roberto Cequinel.

Quero cumprimentá-lo pela forma brilhante como defendeu nossas posições, ou melhor como defendeu nossa cidade.
Confesso que me emocionei ao ve-lo discursar, relebrando tempos outros da CUT, da FUP e do PT.
Como cristão sinto-me envergonhado de ver um dito representante da Igreja defendendo interesses excusos dos poderosos, mas o que poderíamos esperar da Santa Igreja Inquisitória, Pedófila.
Honra-me muito sua amizade.
Fraternal Abraço.
Luiz Antonio de Souza