SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Secretária de empreiteira confessa: eu vi Lula na minha sala!


Copiei de imagem de Atomic Samba


Coisotinha de Jesus, secretária de alto executivo da empreiteira Andrade Odebrecht, sendo submetida ao devido interrogatório por sérgio moro, o vingador.
- A senhora viu o Lula alguma vez na empresa?
- Nunca, Excelência.
- Mas a senhora viu o Lula na TV?
- Muitas vezes, Your Honor.
- Quantas vezes a senhora, estando na sua sala de trabalho, viu o Lula na TV?
- Não tenho certeza, mas creio que foram umas cinco vezes, Santíssimo Juiz.
- Obrigado. A senhora está dispensada.
O Juiz Moro, o Santo Lindíssimo, dirigindo-se ao escrivão, dita: Tendo a testemunha afirmado que por cinco vezes viu o elemento conhecido como Lula em sua sala de trabalho, que é anexa ao escritório do gerente de propinas sujas exclusivamente destinadas ao PT, vez que há escritório e gerente exclusivo para pagamentos de doações generosas e limpinhas ao psdb, dem, pps e pmdb, eu, sergio moro, juiz vazador, determino que Lula, sua família e amigos de sua família sejam convidados a prestar esclarecimentos a este juízo superior e que, não não sendo aceitos os convites, todos me sejam trazidos coercitivamente, ajoelhados e filmados pela globo. Vaze-se o que seja necessário e publique-se na grande mídia. Informe-se ao meu querido amigo william bonner. Registre-se se merval e jabor gostaram. Prendam-se os petistas, no atacado e no varejo. Mas, se fiz alguma merda, peço desde já sinceras escusas ao STF. 
República de Curitiba, 11 de abril de 1964.
Sergio Moro
Juiz Eventual de Direito

terça-feira, 15 de março de 2016

Leandro Fortes: "Livre de qualquer controle social e sem nenhum vínculo de subordinação a nada nem a ninguém, cada promotor e procurador brasileiro virou um príncipe com poderes absolutos e indiscutíveis."

Copiei de Leandro Fortes
EM NOME DA FÉ

Alguma coisa de muito, mas muito ruim está acontecendo no Ministério Público brasileiro.
E o mais assustador: parece não haver qualquer ferramenta à disposição da sociedade para conter a sanha do monstro corporativo que de lá emergiu.
Falo isso depois de saber que o Conselho Superior do Ministério Público Federal decidiu não haver motivos para exonerar o procurador da República Douglas Kirchner, acusado de torturar física e psicologicamente a própria mulher.
Kirchner é um dos perdigueiros do MP que investiga o ex-presidente Lula no caso de tráfico de influência relacionado ao BNDES – mais um dos fronts absurdos levantados contra Lula, a partir de uma dobradinha manjada com a mídia.
Talvez, por isso, Kirchner possa, literalmente, fazer o que quiser.
O que inclui:
1) Ser uma fanático religioso que permite uma pastora evangélica dar uma surra de cipó na própria esposa;
2) Espancar a esposa com uma cinta;
3) Manter a esposa em cárcere privado, em um alojamento da igreja, com uma rotina de restrição de alimentação e higiene pessoal.
Mais deprimente que a resolução do Conselho, em si, só a intervenção do conselheiro Carlos Frederico.
Para ele, Kirchner não pode ser responsabilizado pelas brutalidades que cometeu por ter sofrido “lavagem cerebral” e que essa “fragilidade” (encher a mulher de porrada e prendê-la num quarto sem comida e sem banho) veio da “fé”.
É o tipo de argumento que a defesa de Jim Jones, o fanático religioso que matou 900 pessoas na Guiana, nos anos 1970, poderia ter usado para livrá-lo da exoneração, fosse ele do Ministério Público.
No voto a favor de Kirchner, no qual vitimiza o agressor, Frederico ainda vai mais além em sua indignação:
“Qual de nós está livre de vir a sofrer transtorno mental? Será que, se um de nós viermos (sic) a sofrer transtorno mental, vamos ser exonerados? Que instituição é essa?” – perguntou, transtornado.
Tem razão. Por que diabos o Ministério Público iria excluir de seus quadros um procurador APENAS porque ele sofre de transtornos mentais?
Mais brilhante ainda foi a advogada de Kirchner, Janaína Paschoal.
Para quem não ligou o nome à pessoa, ela é a autoridade jurídica que, junto com o ex-petista Hélio Bicudo, assinou o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff que tramita na Câmara dos Deputados.
O argumento de Janaína, incrivelmente aceito pelo Conselho Superior (!) do Ministério Público, foi o de que, ao encher a mulher de porrada, Kirchner estava exercendo o saudável direito de liberdade religiosa. Isso mesmo. Por essa razão, nunca houve qualquer razão para se aplicar a Lei Maria da Penha, no caso.
Assim disse Janaína:
“Ele está sendo punido por ter acreditado. O que está acontecendo aqui é um julgamento da fé”.
Criado para fiscalizar a aplicação da lei e zelar pelos direitos dos cidadãos, o Ministério Público, em todos os seus níveis, virou um Leviatã que passou a existir apenas para alimentar a si mesmo.
Os altos salários da instituição passaram a ser alvo de uma casta de classe média que, adestrada em cursinhos intensivos de preparação para concursos públicos, tem pouco ou nenhum compromisso com a democracia e os direitos de cidadania.
Livre de qualquer controle social e sem nenhum vínculo de subordinação a nada nem a ninguém, cada promotor e procurador brasileiro virou um príncipe com poderes absolutos e indiscutíveis.
O fato de estarem, agora, liberados para espancar mulheres em nome da fé é só uma consequência nefasta desse estado de coisas.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Virgencita Fascista, Botinuda y Golpista, rogai por nós!

Copiei do DCM

De Jânio de Freitas, na Folha:


Em condições normais, ou em país que já se livrou do autoritarismo, haveria uma investigação para esclarecer o que o juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato intentavam de fato, quando mandaram recolher o ex-presidente Lula e o levaram para o Aeroporto de Congonhas. E apurar o que de fato se passou aí, entre a Aeronáutica, que zela por aquela área de segurança, e o contingente de policiais superarmados que pretenderam assenhorear-se de parte das instalações.

Mas quem poderia fazer uma investigação isenta? A Polícia Federal investigando a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República investigando procuradores da Lava Jato por ela designados?

É certo que não esteve distante uma reação da Aeronáutica, se os legionários da Lava Jato não contivessem seu ímpeto. Que ordens de Moro levavam? Um cameramen teve a boa ideia, depois do que viu e de algo que ouviu, de fotografar um jato estacionado, porta aberta, com um carro da PF ao lado, ambos bem próximos da sala de embarque VIP transformada em seção de interrogatório.

É compreensível, portanto, a proliferação das versões de que o Plano Moro era levar Lula preso para Curitiba. O que foi evitado, ou pela Aeronáutica, à falta de um mandado de prisão e contrária ao uso de dependências suas para tal operação; ou foi sustado por uma ordem curitibana de recuo, à vista dos tumultos de protesto logo iniciados em Congonhas mesmo, em São Bernardo, em São Paulo, no Rio, em Salvador. As versões variam, mas a convicção e os indícios do propósito frustrado não se alteram.

O grau de confiabilidade das informações prestadas a respeito da Operação Bandeirantes, perdão, operação 24 da Lava Jato, pôde ser constatado já no decorrer das ações. Nesse mesmo tempo, uma entrevista coletiva reunia, alegadamente para explicar os fatos, o procurador Carlos Eduardo dos Santos Lima e o delegado Igor de Paula, além de outros. (Operação Bandeirantes, ora veja, de onde me veio esta lembrança extemporânea da ditadura?)

Uma pergunta era inevitável. Quando os policiais chegaram à casa de Lula às 6h, repórteres já os esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto, repórteres os antecederam. “Houve vazamento?” O procurador, sempre prestativo para dizer qualquer coisa, fez uma confirmação enfática: “Vamos investigar esse vazamento agora!”. Acreditamos, sim. E até colaboramos: só a cúpula da Lava Jato sabia dos dois destinos, logo, como sabe também o procurador, foi dali que saiu a informação – pela qual os jornalistas agradecem. Saiu dali como todas as outras, para exibição posterior do show de humilhações. E por isso, como os outros, mais esse vazamento não será apurado, porque é feito com origem conhecida e finalidade desejada pela Lava Jato.

A informação de que Lula dava um depoimento, naquela mesma hora, foi intercalada por uma contribuição, veloz e não pedida, do delegado Igor Romário de Paula: “Espontâneo!”. Não era verdade e o delegado sabia. Mas não resistiu.

Figura inabalável, este expoente policial da Lava Jato. Difundiu insultos a Lula e a Dilma pelas redes de internet, durante a campanha eleitoral. Nada aconteceu. Dedicou-se a exaltar Aécio, também pela rede. Nada lhe aconteceu. Foi um dos envolvidos quando Alberto Youssef, já prisioneiro da Lava Jato, descobriu um gravador clandestino em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Nada aconteceu, embora todos os policiais ali lotados devessem ser afastados de lá. E os envolvidos, afastados da própria PF.

Se descobrir por que a inoportuna lembrança do nome Operação Bandeirantes, e for útil, digo mais tarde.
xxx-xxx
Imagem copiada do Tijolaço

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, cumprimenta os coxinhas anencéfalos presentes nesta quermesse em louvor da Virgencita Fascista, Botinuda y Golpista, e esclarece que:
1. O título da postagem é da nossa lavra;

2. Sérgio Moro, os procuradores e os delegados atucanados da PF envolvidos no lamaçal de ilegalidades da Lava Jato estão todos, simples assim, a serviço de um golpe pornográfico em curso e que pretende destruir o PT, derrubar Dilma e interditar Lula para 2018.
De um lado, minha educação formal parou no antigo Ginásio, de modo que tenho o 1° Grau completinho da silva, meninos e meninas. De outra banda, admito liminarmente ter cara de bobo, andar de bobo, jeitão de bobo, mas há um problema insolúvel: eu não sou bobo.
Trago a lume e enfatizo o trecho prolatado (veja na imagem) pelo "juiz" camisa preta:



"Evidentemente, a utilização do mandado só será necessária caso o ex-presidente convidado a acompanhar a autoridade policial para prestar depoimento nas datas das buscas e apreensões, não aceite o convite."

Sergio Moro, notório golpista, os procuradores-federais-de-petistas, e os delegados-atucanados da PF, vazaram para a mídia golpista que, na sexta-feira, 4 de março, iriam apresentar, as seis da manhã, um mero e inocente convite na casa de Lula.
E duzentos homens da PF, em uniformes de combate (para o deserto, suponho) foram acionados e cercaram entradas e saídas para que, seis da manhã, um singelo convite fosse apresentado ao Sapo Barbudo.
Lá pelas duas da manhã, vejam que coisa interessante, um pulha chamado escosteguy (assim, em minúsculas, por ser um minúsculo sujeito sem caráter), pistoleiro-chefe da revista Época, anunciava no twitter - descaradamente - que haveria a operação.
E, seis da manhã, helicópteros da Globo e carros da Folha já cercavam o endereço para cobrir o afetuoso convite de moro (sempre em minúsculas), o pulha de toga.Lula já havia sido ouvido em outras quatro ocasiões, demonstrando que não tem nada a esconder. Mas moro e sua tropa precisavam oferecer imagens e manchetes para seus patrões midiáticos e, ao fim e ao cabo, haviam decidido mesmo era prender e trazer Lula para a Guantánamo do Ahú.
Algo deu errado e, no fim do dia, em face da nossa reação (de petistas e de juristas de diversas extrações e origens) o pulha togado lança nota oficial pedindo tolerância.
Eu, aos 64 anos, 34 de filiação ao PT, seis filhos e sete netos, afirmo que não terei tolerância com golpistas: vão todos para a puta ianque e golpista que os cagou no mundo.