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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Curitiba, 12/02/2015: Viva a Política! Viva as organizações dos trabalhadores! Viva nossa luta!

Joka Madruga Fotografia

Professora Janeslei Albuquerque, indispensável companheira 

O POVO, ESSA ENTIDADE DESCONHECIDA DA MAIORIA DOS PARLAMENTARES ELEITOS, SE FEZ OUVIR EM CURITIBA. A GRANDE POLÍTICA E 
A ORGANIZAÇÃO SINDICAL.

O governo e sua bancada de serviçais na Assembleia Legislativa aprenderam que as organizações sindicais estão vivas, de pé e lutando por seus direitos. Que muita gente sabe, outras descobriram, o vazio e a estupidez que marcam parlamentares eleitos com o poder do dinheiro e da violência da mídia desinformativa como Francischini Juninho (pai e filho canastrões do discurso da violência e da repressão) e Maria ViCtória Filhinha de Mamã (mãe e filha cultivadoras do penteado, da roupa combinando com sapatos e nenhuma ideia do que seja isso que lhes escrevem nos discursos prontos, esse tal de "povo" - ambas o estereótipo completo da "perua" inútil). Juninho e Juninha e seus similares eleitos para compor o Poder Legislativo aprenderam que há um povo que compreendeu que eles e elas não os representam mas os usam a cada eleição para acumular poder político e dinheiro.
Os trabalhadores da educação aprenderam: que Política se discute, sim, na escola. Que o sindicato é, sim, lugar da Política, que os Partidos Políticos contam sim, e que não são todos iguais. Aprenderam sim que a ideologia que prega a "não-política" e o "não-partido" é a mesma que os mantém distantes da organização sindical, da organização do bairro, do condomínio, das organizações estudantis. 
Aprendemos nesses dias de luta e glórias e lágrimas, que as organizações são fundamentais na luta de classes, na luta por direitos: por isso as oligarquias latifundiárias, comerciais, midiáticas querem o povo desorganizado enquanto eles mesmos fortalecem suas organizações patronais e os partidos que representam explicitamente seus interesses. E que ignorar isso pode nos custar cinquenta anos de lutas da classe trabalhadora por direitos a condições de vida e trabalho e salário dignos, por uma vida decente e pelo direito a organização. 
Enquanto atacam a organização dos trabalhadores, FIESP, Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, etc), CNA, Febraban etc, se fortalecem como entidades sindicais patronais e suas máquinas e seus recursos que contam na casa dos bilhões se articulam para massacrar as organizações de trabalhadores, seus partidos, suas entidades representativas. 
Sairemos dessa batalha com mais Política em nosso cotidiano, porque o que fizemos esses dias todos e vamos fazer até o fim dessa greve, é aquilo que todos dizem que devemos ficar longe: a grande POLÍTICA. Buscamos partidos para nos apoiarem e sabemos agora que partidos integralmente nos apoiam, sabemos que partidos fazem sim diferença, e quais representam apenas os interesses de oligarquias, famílias que transformam o estado em um negócio particular. 
Não somos independentes, somos autônomos, mas temos classe, temos lado, temos pauta, temos projeto: e esse projeto não é qualquer partido nem qualquer política nem qualquer concepção de estado e de sociedade que nos representa! 
Aprendemos muito nesses dias! Aprenderemos mais. Aprendemos que Política é a arte de construir o bem comum. E que isso nos diz respeito. 
Queriam aprovar um conjuntos de leis contra os trabalhadores do serviço público sem nos consultar sem conversar com ninguém, trancados na Assembleia Legislativa, longe dos olhos do povo. Pois bem, resolvemos que não íamos deixar. É da NOSSA vida que se trata. E TUDO que tratam ali dentro, É SEMPRE DA NOSSA VIDA que se trata. Portanto, daqui pra frente, milhares de professores/as e funcionários/as de cada uma das 2.400 escolas públicas do Paraná saberão que o voto que dá em cada candidato ao governo do estado e para o parlamento terá consequência pra sua vida, sim! 
Nunca mais os/as deputados/as que se elegem mentindo para o povo terão vida fácil. Juninhos e Juninhas, não adianta chamar o papai canastrão nem a mamã cheia de pose e vazia de ideias. O povo agora sabe quem são vocês: nada mais que criaturas do egoísmo e do desprezo pelo povo de quem a única coisa que querem é o voto. Conseguido com muito dinheiro, fruto do financiamento privado de campanha, que afasta da disputa os/as trabalhadores que nunca conseguiram formar uma bancada de maioria em nenhuma parlamento mesmo sendo 90% do eleitorado. 
Ou seja, vocês facilitaram nossa vida ao nos ajudar a fazer nosso povo entender que a Reforma Política não deverá ser feita sem nós nem contra nós. E que ela começa por eliminar completamente o financiamento privado de campanha. Sabemos que financiamento exclusivamente público vai nos sair muito mais barato.
Estamos na praça, estamos na rua, estamos na mídia que nos esconde e
invisibiliza o tempo todo, esconde nossas pautas, nosso ponto de vista, nossa existência. 
Estamos no mundo, somos o povo, existimos e nos fizemos ver e ouvir: só assim se dispuseram a ouvir NOSSO ponto de vista sobre a Educação Pública do Paraná. Somos NÓS que a fazemos e vocês querem decidir sobre nosso ofício e sobre nosso local de trabalho com os traseiros sentados no plenário da ALEP?
Pois bem: nós dizemos que NÃO! A escola pública do Paraná está na praça, está na porta da ALEP pra dizer que sobre nossa vida e nosso trabalho não se decide nada sem falar com nossas entidades representativas, não se decide nada sobre nós sem nós!
Viva a Política! Viva as organizações dos trabalhadores! Viva nossa luta!
‪#‎VivaaAPPsindicato‬!
‪#‎SomosMaisAPP‬! 
‪#‎SomosMaisCoerência‬! 
‪#‎SomosMaisLuta‬!
‪#‎AssimÉqueSeVê‬!
‪#‎eutonaluta‬
‪#‎eutonagreve‬!
---xxx---
Copiei a imagem daqui

sábado, 14 de fevereiro de 2015

12 de fevereiro de 2015

Belo e indispensável texto de Cassio Lombardo
amigo querido lá de Morretes

Sobre ontem, 12 de fevereiro, um dia marcado na história do Paraná.
Uma mistura de revolta, persistência, resistência e muita, muita emoção, onde diversas cenas ficarão na memória para sempre:
A solidariedade dos manifestantes (profissionais da educação e demais categorias presentes) dividindo lanche, filtro solar, cadeiras, barracas e muitas outras coisas;
Professores segurando sombrinhas para proteger do sol os voluntários que credenciavam os manifestantes para entrar na ALEP;
Agentes penitenciários reforçando a resistência nos portoes da ALEP;
Policiais dizendo que gostariam de estar ao nosso lado se manifestando;
Esposas de policiais aderindo à manifestação;
Manifestantes limpando a ALEP e a Praça Nossa Senhora de Salete;
Cidadãos levando até os portões da ALEP lanches para contribuir com os manifestantes;
Pessoas se prontificando a ir comprar lanche para aqueles que estavam para dentro dos portões da ALEP e não tinham como sair;
Manifestantes evitando pisar em floreiras na hora da correria;
A corrida hilária e medrosa do Secretario de Segurança;
A vergonhosa ratoeira armada para que os traidores do povo paranaense chegassem num camburão e entrassem na ALEP através de uma grade serrada;
O aterrorizante barulho das bombas e dos tiros com balas de borracha;
Os manifestantes oferecendo flores aos policiais;
O misto de medo e coragem estampado no rosto de cada um;
A expressão de dor das pessoas atingidas pela violência das bombas, do spray de pimenta, dos tiros e qualquer outra agressão;
A coragem diante do temporal que caiu bem na hora do confronto;
As lágrimas emocionadas de muitos ao ser anunciado o cancelamento da sessão feita às escondidas pelos deputados estaduais que defendiam o absurdo de uma votação feita às pressas em comissão geral;
A esperança no rosto de cada um diante do anuncio de retirada do "pacotaço" imposto pelo Governador, mesmo cientes de que vencemos apenas uma batalha, o que não significa que a luta terminou;
As inúmeras mensagens recebidas no celular, de amigos, colegas de trabalho e familiares, preocupados com quem estava presente na manifestação;
O apoio de 20 deputados estaduais que nos defenderam;
A tranquilidade dos deputados estaduais que nos defenderam, transitando calmamente entre os manifestantes, sem medo, por estarem defendendo o direito de trabalhadores;
Enfim, a cada momento surge uma nova lembrança. E de cada lembrança, de cada momento, marcamos a história do Estado do Paraná, mostrando mais uma vez que a resistência se faz necessária, quando governantes perdem o respeito pelo seu povo.
Vamos que vamos, pois a luta continua.
Que o bem prevaleça sobre o mal.