Quando li
(aqui e aqui) que o senador do PT-BA, Walter Pinheiro havia participado da
imundície chamada Marcha Pela Família em Brasília, ato organizado pelo notório
pulha homofóbico Silas Malafaia, decidi escrever ao senador uma Carta Aberta, enviada
por e-mail e publicada no sábado (aqui).
A Carta teve
ampla repercussão, foi replicada em blogs e jornais e, como é próprio, provocou
debates acalorados e, hoje pela manhã, um comentarista anônimo ofereceu link
para uma entrevista concedida pelo senador a um jornal baiano (aqui). Dela reproduzo o seguinte trecho:
“Recentemente
o Sr. foi alvo de críticas por participar da Marcha contra a Lei da
Homofobia, o que deixou o Movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e
Transgêneros) do Partido dos Trabalhadores baiano, indignado. Qual a sua
posição em relação à Homofobia?
Em primeiro
lugar eu não participei dessa marcha, porque na ocasião eu estava fazendo uma
ressonância magnética. As pessoas gostam de levantar falsas polemicas, frases
clichês e carimbos quando se fala desse tema. Sou contra todo tipo de
preconceito, racismo, violência contra a mulher, homofobia. Eu entendo que a orientação
sexual é uma decisão de cada indivíduo, a pessoa pode não concordar, mas tem
que respeitar o outro. É lamentável a forma que estão tratando o respeito aos
cidadãos. As pessoas possuem direitos individuais, livre arbítrio. Não
significa que, quem não concorda tem que agir com violência, pois assim está
agindo contra a vida.”
Como enviei-lhe e-mail, se receber resposta ela será prontamente publicada e espero que seja muito mais consistente que esta declaração frouxa ("não fui porque estava fazendo uma ressonância magnetica").
De um senador petista eu, petista desde 1912, exijo que afirme que não iria de jeito nenhum a imundície homofóbica organizada pelo malafaia e apoiada pelo bolsonaro.
Recuso-me a pensar e a aceitar que, não tivesse o compromisso com a tal "ressonância magnética", Walter poderia estar lá.
Por ora, o inteiro teor da Carta Aberta está mantido.
Reafirmo o que venho dizendo faz tempo: para defender a honra, a imagem e mesmo a vida do meu filho, no que depender de minhas modestas forças, acuados ficarão os intolerantes, os preconceituosos, os que estimulam a violência.
Esta luta será feita nos meus termos. Pago o preço.
De um senador petista eu, petista desde 1912, exijo que afirme que não iria de jeito nenhum a imundície homofóbica organizada pelo malafaia e apoiada pelo bolsonaro.
Recuso-me a pensar e a aceitar que, não tivesse o compromisso com a tal "ressonância magnética", Walter poderia estar lá.
Por ora, o inteiro teor da Carta Aberta está mantido.
Reafirmo o que venho dizendo faz tempo: para defender a honra, a imagem e mesmo a vida do meu filho, no que depender de minhas modestas forças, acuados ficarão os intolerantes, os preconceituosos, os que estimulam a violência.
Esta luta será feita nos meus termos. Pago o preço.
