SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jair Bolsonaro, notório jaguara e patifão federal, obra comentário em postagem deste insalubre blog. Veja o pensamento vivo do pulha. Sim, pode vomitar em seguida, prezado internauta


Aqui e aqui fiz considerações a respeito de um sujeitinho de merda, professor carioca que desejou a morte de Lula pelo câncer que, agora sabemos, já diminuiu 75%.
Hoje recebi o comentário que reproduzo a seguir (e que está publicado na primeira postagem) e, quando li o nome do autor pensei ser algum imbecil fazendo-se passar pelo deputadão acanalhado e igualmente imbecil, além de notório defensor dos torturadores e das imundícies da ditadura militar mas, - putaqueospariu! - ao clicar sobre o nome fui diretamente remetido ao Facebook do milicão jaguara que atende pelo nome de Jair Bolsonaro: pois é, para meu completo espanto, o autor do comentário é mesmo o deputadão carioca, meus caros.
Leiam as reveladoras palavras obradas pelo patife federal e, depois, minhas considerações a respeito.

“Jair Bolsonaro disse...
Caro Medina,
Um "VELHO CONHECIDO" do Dep. José Genuíno, aquele mesmo que eu levei na CPI, me disse que esse futuro sexagenário é um "maricas" que quando estava pendurado no pau-de-arara chorou igual a uma menininha. Ele só vive ali escondido no Paraná, pq depois do Araguaia ele quis se esconder de VERGONHA de ter tido o rabicó todo estourado nos porões. O problema, meu caro Medina, é que nossos torturadores não tinham autonomia para matar. Senão esse velhinho aí, nem a presidente Dilma, nem José Genuíno, nem o Lula e nem nenhum daqueles comunistazinhos de merda estariam enchendo o nosso saco.
Att,
Dep. Federal Jair Bolsonaro
16 de dezembro de 2011 00:51”

Não sei se o vagabundo federal lerá esta resposta mas, em todo caso, vamos lá:

 

1. De plano, quero render aqui minha modesta homenagem aos combatentes do PCdoB e a todos os  homens e mulheres valorosos que, em diferentes organizações, deram suas vidas generosamente e inscreveram seus nomes no panteão dos lutadores do povo brasileiro. Nunca fui militante do PCdoB, não estive no Araguaia e não fiz parte, nos anos de chumbo da ditadura militar, de nenhuma organização de esquerda mas, que fique muito bem assentado, teria orgulho se a militância me tivesse levado tão longe. 
2. Como não fui preso resulta que, afortunadamente, não sofri tortura como milhares de brasileiros e brasileiros sofreram, pelas mãos dos amiguinhos fardados do vira-latas federal. De todo modo, não sendo fanfarrão nem metido a valentão como o calhorda federal, creio que não suportaria a tortura e provavelmente choraria: sou apenas ser humano limitado mas jamais desceria ao nível de degradação moral dos milicões torturadores, que eram valentes apenas quando em bandos armados e tinham, sim, mentiroso federal filho-da-puta, permissão para assassinar. 
3. Naqueles tempos, com meus vinte e poucos anos, começo dos anos 70, trabalhava na Copel e, a partir de 1975, na Petrobrás. Do ponto de vista político era, e isso nos meus melhores momentos, um zero à esquerda e minha militância, da qual me orgulho, tem início apenas em 1983, no Sindicato dos Petroleiros PR/SC e, depois, na CUT/PR e PT.
4. O professor Marcio Nasser Medina e o pulha federal Jair Bolsonaro (também calhordão federal, homofóbico federal, racista federal, machista federal) se merecem, e com clareza solar: são patifes que não valem coisa alguma e, ambos, padecem do mesmo tipo de câncer que lhes devastou o caráter e são, desde sempre, cadáveres insepultos fedendo no meio da rua e da vida.