Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
Não preciso dizer mais porque as imagens e as próprias palavras deste picareta religioso mostram de forma clara que, exata e precisamente, ele é um rematado patifão.
(a imagem eu surrupiei deles e o texto é obra minha)
Se 50 ou 100 milhões ou 2 ou 6 bilhões de pessoas acreditam em porcarias, bem, as porcarias nas quais acreditam permanecem sendo porcarias. Sempre que penso em alguma porcaria - ou num imenso conjunto de inacreditáveis porcarias -, lembro imediatamente de cristianismo, islamismo, judaísmo e de outras religiões. Haja espaço para tanta porcaria.