Amanhece, os sinos bimbalham, os passarinhos pipilam, a giripoca pia, a
lusitana roda, a porca torce o rabo e os blogs limpinhos, ansiosos, esperam as sempre
agradáveis notícias da campanha demo-tucana.
Nas fábricas e nos portos estão os obreiros e os portuários em sua faina
extraordinária quando, luminoso, surge no céu um estranho objeto voador, gigantesco
e ereto. Estupor, susto, comoção. Acionados,
nossos valorosos Soldados do Fogo fazem avaliação inicial e, de pronto, consideram
que o caso requer as Forças Armadas. A Câmara de Vereadores instalou comissão
mista e o e governo municipal prontamente isola a área e recolhe material para
exames e estudos aprofundados. Relatórios são preparados, fiéis lotam as
igrejas e templos e blogueiros sujos espreitam tudo para ver como poderão
lucrar com a coisa toda.
Finalmente, descobre-se a verdade, e a cidade vibra cada fibra da sua intimidade
com a alvissareira chegada do símbolo das relações que José Serra e os demo-tucanos
pretendem manter com o povo brasileiro.
Imediatamente os blogs do Tutuca e do Reginaldo, em edições extraordinárias,
interrompem o sempre agradável e alegre fluxo de boas notícias que o PSDB transmite
aos brasileiros ocupantes dos andares de baixo, para dizer à família antoninense
que o fenômeno aconteceu, no mesmo horário, em todos os municípios e nos mais
remotos rincões da pátria, do pampa gaúcho até a vitalidade equatorial da
Amazônia, passando pela vastidão oceânica da Bacia de Campos.
A Coordenação da Campanha demo-tucana, reunida emergencialmente em São
Paulo, resolve democraticamente denominar o objeto pelo singelo nome de
CARPANO. Possuídos por uma indescritível opção cristã e ocidental, por um
incontrolável desejo de ajudar o próximo, decidem, olhos marejados, dar um
exemplar para cada brasileiro e brasileira.
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| O CARPANO, promessa demo-tucana |
O povo vibra e emociona-se, e sai às ruas em júbilo indescritível. Depois
de meses de campanha eleitoral visando coroar José Serra, o Maior e Mais Preparado
dos Brasileiros como presidente da República, o povo agradecido comporta-se
como o povo deve realmente agir: nos locais de trabalho, nos lares, nas escolas
e repartições, mãos dadas como em prece solene, esperam todos, homens e mulheres,
jovens e velhos, a chegada do gigantesco e ereto símbolo. A emoção crescendo,
os olhos semi-cerrados, o coração disparando, todos na expectativa da chegada,
do grande momento. Como sempre acontece, alguns militantes radicais da ditadura
dilmo-petista-lulista-chavista-fidelista-evomoralista, tentavam envenenar os corações
e mentes dos incautos lançando suspeição sobre a orientação demo-tucana,
expressamente feita pelo próprio Serra, de que na chegada do CARPANO todos
deveriam fechar os olhos e dar as costas.
E ele chegou, magnífico e altaneiro. O símbolo das relações entre
governos tucanos e o povo, luxuosamente, ricamente, perdulariamente embalado em
veludo vermelho, com detalhes em tafetá dourado e apliques fosforescentes. E
então, de olhos fechados e de costas, todos entenderam quando sentiram a súbita
penetração do gigantesco e ereto objeto, também conhecido como programa de governo de Zé Serra.


2 comentários:
O Carpano na verdade vai para o colégio demo-tucano paranaense que, sempre preocupado em fabricar bonecos com cara de 'bons moços', calcularam mal o papelzinho a desempenhar de seu personagem B. Richa que já chegou ao máximo de seu 'topete curitibano' e que acaba de ser superado pelo nosso digníssimo Osmar nas pesquisas.
Eu espero que você tenha razão, querida internauta. Afinal, quem com CARPANO fere, com CARPANO será ferido, não é mesmo?
De todo modo, até onde seja possível resistir, proclamo: no meu não!
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