SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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sábado, 31 de janeiro de 2015

São Coisotão do GPS Erecto, rogai por nós!

Copiei do inoxidável Professor Diógenes de Oliveira
(o título escatológico acima é de minha descontrolada lavra)

A foto veio daqui

Fica lá em Portugal, vú!
Vale registrar que essa expressão, além de se referir ao pênis, é muito usada para exprimir raiva, admiração ou espanto.
A palavra caralho, que é um vulgarismo ou palavrão, vem do lat[im] *caraculu-, "pequena estaca", segundo se encontra no Dicionário da Língua Portuguesa 2008, da Porto Editora.
Por outro lado, o Dicionário Eletrônico Houaiss diz que o vocábulo é de orig[em] duv[idosa]; Leo Spitzer propôs o lat[im] *characŭlus, dim[inutivo] de *charax,ācis, do gr[ego] chárax,akos, "esteio, estaca, empa"; apesar de tal étimo satisfazer tanto semântica quanto foneticamente, o vocábulo, que por sua sufixação arcaica (dim[inutivo em -cŭlus) teria de ser uma forma bastante antiga, jamais foi encontrado em latim. [Ciberdúvidas]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Esclarecimento de nosso Médico-Chefe

Baulo Boberto Bequinel, Médico-Chefe d'O ORNITORRINCO, Perito do INSS e Plantonista de 12 Hospitais Litorâneos:   

"Como profissional da área médica é meu dever ético informar ao povo brasileiro que José Serra não passa de um genérico falsificado de Fernando Henrique Cardoso, com embalagem ligeiramente diferente, com nome diferente, mas com o mesmo princípio ativo e os mesmos e perigosos efeitos colaterais.
Se na sua farmácia lhe oferecem este produto, não vacile: denuncie imediatamente à Anvisa e à Vigilância Sanitária de seu município". 

A chegada do CARPANO

Amanhece, os sinos bimbalham, os passarinhos pipilam, a giripoca pia, a lusitana roda, a porca torce o rabo e os blogs limpinhos, ansiosos, esperam as sempre agradáveis notícias da campanha demo-tucana.  

Nas fábricas e nos portos estão os obreiros e os portuários em sua faina extraordinária quando, luminoso, surge no céu um estranho objeto voador, gigantesco e ereto.  Estupor, susto, comoção. Acionados, nossos valorosos Soldados do Fogo fazem avaliação inicial e, de pronto, consideram que o caso requer as Forças Armadas. A Câmara de Vereadores instalou comissão mista e o e governo municipal prontamente isola a área e recolhe material para exames e estudos aprofundados. Relatórios são preparados, fiéis lotam as igrejas e templos e blogueiros sujos espreitam tudo para ver como poderão lucrar com a coisa toda.

Finalmente, descobre-se a verdade,  e a cidade vibra cada fibra da sua intimidade com a alvissareira chegada do símbolo das relações que José Serra e os demo-tucanos pretendem manter com o povo brasileiro.  

Imediatamente os blogs do Tutuca e do Reginaldo, em edições extraordinárias, interrompem o sempre agradável e alegre fluxo de boas notícias que o PSDB transmite aos brasileiros ocupantes dos andares de baixo, para dizer à família antoninense que o fenômeno aconteceu, no mesmo horário, em todos os municípios e nos mais remotos rincões da pátria, do pampa gaúcho até a vitalidade equatorial da Amazônia, passando pela vastidão oceânica da Bacia de Campos.

A Coordenação da Campanha demo-tucana, reunida emergencialmente em São Paulo, resolve democraticamente denominar o objeto pelo singelo nome de CARPANO. Possuídos por uma indescritível opção cristã e ocidental, por um incontrolável desejo de ajudar o próximo, decidem, olhos marejados, dar um exemplar para cada brasileiro e brasileira.

O CARPANO, promessa demo-tucana

O povo vibra e emociona-se, e sai às ruas em júbilo indescritível. Depois de meses de campanha eleitoral visando coroar José Serra, o Maior e Mais Preparado dos Brasileiros como presidente da República, o povo agradecido comporta-se como o povo deve realmente agir: nos locais de trabalho, nos lares, nas escolas e repartições, mãos dadas como em prece solene, esperam todos, homens e mulheres, jovens e velhos, a chegada do gigantesco e ereto símbolo. A emoção crescendo, os olhos semi-cerrados, o coração disparando, todos na expectativa da chegada, do grande momento. Como sempre acontece, alguns militantes radicais da ditadura dilmo-petista-lulista-chavista-fidelista-evomoralista, tentavam envenenar os corações e mentes dos incautos lançando suspeição sobre a orientação demo-tucana, expressamente feita pelo próprio Serra, de que na chegada do CARPANO todos deveriam fechar os olhos e dar as costas.

E ele chegou, magnífico e altaneiro. O símbolo das relações entre governos tucanos e o povo, luxuosamente, ricamente, perdulariamente embalado em veludo vermelho, com detalhes em tafetá dourado e apliques fosforescentes. E então, de olhos fechados e de costas, todos entenderam quando sentiram a súbita penetração do gigantesco e ereto objeto, também conhecido como programa de governo de Zé Serra.