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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Relatório de atividades de 1° de Março de 2011

Dia de alguma tensão, em primeiro lugar por ter que dirigir até lá e no trânsito alucinado de Curitiba, e com a consulta de meu filho Jean, prevista para 14:30, acontecendo apenas às 16:30. 

Depois, mais tensão por problemas relacionados ao processo eleitoral do meu glorioso Sindipetro PR/SC, quando um sujeito sugeriu que a Comissão Eleitoral, que presido, estava sendo de alguma forma desonesta. 

Pois que digam deste Ornitorrinco desvairado que todas as decisões e escolhas da minha vida foram completamente erradas, mas, puta que os pariu, não me chamem de desonesto, e sequer ousem, piazada de merda, sugerir um troço destes. Tudo o que posso e vou deixar para meus filhos e netos é minha militância e minha luta, meu legado modesto, mas do qual me orgulho. Respeitem-me: digam, se quiserem que errei completamente, mas não ousem sequer sugerir que agi de má-fé. Ou, dizendo de formam mais clara: no cu, pardal!

Chego em Antonina por volta de 18:30 e não tive tempo para preparar minha intervenção na sessão da Câmara Municipal, para falar sobre a refundação e retomada das atividades do Conselho Comunitário da Comarca, coisa prevista para as 19:30, de modo que fui pra lá meio "sem parpite", se me entendem. 

Convidam-me, e ao Juiz de Direito da Comarca, para integrar a mesa, e lá ficamos durante a sessão toda, até nossas falações, e lembrei-me que, e acho que foi em 1989, o PT Estadual fez um Encontro no plenário da Assembléia Legislativa para deliberar nossa posição no segundo turno para governador, e a coisa era Requião ou Martinez. Presidi uma parte do encontro, lá daquela mesa de altura andina da Assembléia, no assento que hoje o Rossoni deposita seus glúteos e onde outros glutões de nádegas volumosas também pousaram suas pudibundas. 

Uma delícia, meus amigos, uma delícia completa porque aquela foi a primeira e última reunião na qual eu consegui fazer com que os oradores respeitassem a porra do tempo de três minutos de falação. Simples assim: dali eu cortava o som do microfone e não tinha jeito, até mesmo o glorioso Doutor Rosinha, na época deputado estadual, eu enquadrei. Momentos, se me permitem, de exercício de poder e de controle: eu era o fodão. 

Claro que, na segunda-feira, o gerente do Banco do Brasil me ligava para lembrar que o meu cheque ouro estava afundando, e minhas fantasias de poder, oh, estatelavam-se no chão, já que eu não conseguia cortar o som do gerentão que me enchia o saco. A propósito: erramos fragorosamente, digo eu hoje, vinte anos depois: decidimos pelo voto nulo, eu inclusive.


Voltando a vaca fria: de todo modo dei lá o meu modesto recado sobre o Conselho Comunitário da Comarca, e lembrei a todos os presentes que o próximo dia 8 de março será o primeiro Dia Internacional da Mulher que será comemorado, no Brasil, com Dilma Rousseff, guerrilheira e combatente da liberdade, ocupando a presidência da República.

Pois é, a esquerda fez isso. Nós fizemos.

3 comentários:

Celso Wistuba disse...

Cequinel ,
Sobre o Conselho da Comunidade, tenho a dizer que gostaria muito de participar mas a falta de tempo hoje nos impede de assumir outros compromissos .Tenho comigo que quando assumimos responsabilidades temos que cumpri-las por inteiro e não só fazer de conta.
Estive conversando agora cedo com o vereador Hélio e propus a ele encampar uma empreitada quanto a construção de uma nova delegacia.Estaremos conversando com Canduca sobre a disponibilização de algum terreno da prefeitura e pretendemos usar da representação política frente ao governo do estado para conseguirmos os recursos para a construção da obra.
O vereador Hélio em dezembro de 2009 solicitou junto ao governo do estado uma dessas celas modulares .O pedido esta registrado no protocolo do estado sob o nº10.328.551-8 .
Creio eu, que essa medida seria mais uma daquelas medidas paliativas que resolvem pouca coisa e penso que a solução seria mesmo a construção de uma nova delegacia. Vamos precisar mobilizar novamente focando esse pleito e esperamos contar com o seu apoio.

PAULO R. CEQUINEL disse...

Como você pode ver, meu prezado, publicar comentários neste blog intestinal não tem cheiro, não deforma e não solta as tiras. Seja bem vindo: qualquer comentário seu será, sempre, publicado.
Pois bem: creio que a construção de uma nova delegacia é imperativo de decência, de respeito aos presos e de cumprimento à legislação em vigência. Não sei exatamente como isso poderá ser feito, mas qualquer iniciativa deve ser prontamente apoiada.

luiz disse...

Meu Caro Paulo.
Pois quero te dizer que também estive naquela sessão da Assembléia legislativa quando decidimos votar nulo, nem requião, nem martinez, fui representando o PT Antoninense, me inscrevi com vc, E a sombra de sua toga negra e lança flamenjante, disse que Antonina votaria nulo, desci de uma daquelas tribunas laterais de onde discursam os nobres deputados, confesso que quase me urinei.
Acho que temos um pouco de história juntos.
Ave Paulus.