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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.

sábado, 12 de janeiro de 2013

A existência do Sindicato dos Ministros de Cultos Religiosos Evangélicos e Trabalhadores Assemelhados do Estado de São Paulo é prova cabal que a Justiça do Trabalho resolve muito mais que o patifão esfumaçado que vive nas nuvens

Leio interessante reportagem da Veja São Paulo sobre um curso de formação de pastores organizado por Silas Malafaia.

Da longa reportagem (veja o inteiro teor aqui), pincei esta preciosidade, que nos informa que na cidade de São Paulo "... atuam aproximadamente 30.000 líderes da religião, segundo estimativa do Sindicato dos Ministros de Cultos Religiosos Evangélicos e Trabalhadores Assemelhados do Estado de São Paulo. Criada em 1999, a entidade surgiu com o objetivo de garantir os direitos trabalhistas da categoria. “Para não aumentarem seus custos, alguns donos de igrejas não remuneravam de forma adequada, e a Justiça demorou a aceitar que essa era uma profissão como as outras, com direitos e deveres da parte do empregador e do empregado”, explica José Lauro Coutinho, pastor da Assembleia de Deus e fundador do sindicato. Segundo seus cálculos, cerca de cinquenta evangelizadores moveram ações nos últimos dez anos cobrando dívidas e pedindo indenizações. (Os destaques são meus)

Como já fui (modesto) sindicalista na CUT e no Sindipetro PR/SC, minha cacholinha de poucas e bruxuleantes luzes entra em parafuso e pergunta para o presidente José Lauro Coutinho, do sindicatão ungido: "companheiro" presidente, se vocês curam, nos seus cultos de seborréia a câncer no pulmão, anulam dívidas e até conseguem dar padrão de jogo pro atlético paranaense, não seria mais fácil apresentar a pauta de reivindicações diretamente ao patifão esfumaçado que vive nas nuvens, de modo que ele falasse diretamente com os pilantras, ops, patrões das diferentes denominações evangélicas? Por que submeter suas demandas à sobrecarregada Justiça do Trabalho?

Ao fim e a cabo, o sindicato de vocês prova que a Justiça do Trabalho faz coisas das quais até deus duvida, não é mesmo?

Um comentário:

Anderson Macohin disse...

De fato, a questao da relação trabalhista existe. Sou advogado e milito exatamente nessa área.

A Justiça do Trabalho de São Paulo, reconheceu o vínculo empregatício do Sr. Givanildo de Souza, um ex-pastor da IMPD, que trabalhou na igreja por mais de quatro anos, sob ordens do chefe Valdemiro Santiago!


O juiz Maurício Takao Fuzita, condenou a igreja Mundial do Poder de Deus a pagar todos os direitos trabalhistas referentes ao período trabalhado e mais uma indenização por dano moral. O valor total dos pagamentos usará como base o salário de R$ 1.825 que o ex-pastor recebia. Na sentença o juiz exige que a igreja a pague ao ex-pastor aviso prévio, férias, décimos-terceiros, indenização do seguro-desemprego, FGTS mais 40% e adicional de transferência mais reflexos, ao qual certamente ultrapassa a cifra dos R$ 200 mil Reais!
Givanildo de Souza, 34, era motorista de caminhão e do dia para noite foi transformado em pastor ao qual trabalhou em várias cidades. Foi transferido, em setembro de 2009, para Araçatuba, onde era pastor regional, responsável por 14 igrejas.
O ex-pastor afirma que era conhecido por “arrebanhar” fiéis e seria responsável pelo crescimento das diversas filiais abertas onde ele passou. Tinha que cumprir metas! Porém nunca foi registrado pela IMPD, que se limitava a pagar a contribuição ao INSS baseado em um salário mínimo, o que é um absurdo além de crime. Além do salário, a igreja pagava suas despesas de moradia e convênio odontológico para toda a família.
Ele alega que todas as suas atividades eram fiscalizadas, com horários determinados de funcionamento do templo para pregação, funções administrativas e financeiras e até mesmo controle dos cultos. Também eram estabelecidas “metas” de faturamento, que ele tinha de cumprir.



Não obstante esse tipo de ação trabalhista está ficando bastante comum no Brasil e são patrocinadas pelo escritório Macohin Advogados Associados que tem sedes nas principais cidades e a experiência necessária para esse tipo de causa em especial.
Dúvidas podem ser sanadas pelo e-mail:

anderson@macohin.com