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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 12 de julho de 2011

Corra o risco: pare e pense

Vejamos. O seu pastor e seu padre, o seu rabino e seu aiatolá, ou o seu missionário, não importa o título ou cargo dos intermediários, todos eles querem e precisam desesperadamente que você acredite que sua existência somente se justifica se estiver submetida aos propósitos de uma religião, ou crença, ou fé.

Pare e pense: você precisa pagar as contas dessa gente toda e das formidáveis estruturas de poder, dominação e de corrupção que constroem? Você precisa de intermediários para acreditar honestamente ou para ter acesso ao seu deus?

Pense de novo: se você precisa sempre de um intermediário repetindo supostas verdades vindas de supostos livros divinos, bem, lamento muito, sua fé é instável feito morro tomado por construções irregulares e, a qualquer momento, suas convicções descerão, descontroladas, destruindo o que estiver à sua frente.

Eu, ateu, não preciso freqüentar duas ou três vezes por semana reuniões, ou missas, ou cultos para ouvir algum tipo de intermediário inútil repetir e repetir e repetir que deus não existe.

Basta manter meu cérebro no modo LIGADO.

E o melhor é que não pago dízimo.