SOBRE O BLOGUEIRO

Minha foto
Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
Mostrando postagens com marcador ocultação do cadáver divino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ocultação do cadáver divino. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Diálogos impertinentes


Acabo de travar o seguinte diálogo com German, o meu formidável e inoxidável neto:

- Você não acredita e falou minha mãe de deus, vovô!
- É só um jeito de falar, German. Mas deus realmente não existe.
- Então os dinossauros também não existiram!
- É claro que existiram, há provas disso.
- Ah, os ossos, é verdade! Sim, os dinossauros existiram. Mas eles nunca mostraram o corpo de deus!

Antes que alguma viatura da Polícia Religiosa Federal venha averiguar a ação de tão perigosos elementos, que serão acusados de ocultação de cadáver, retiro-me estampando incontido sorriso, se me permitem. Meu neto está, creio, bem encaminhado: haverá de manter seu cérebro, sempre, no modo LIGADO. Búúúúúú´, cagões em cristo!

Dinossauros deixaram como evidências ossos, fezes, pegadas inscritas no chão e meu neto entende isso perfeitamente.
Os deuses são conhecidos por nunca terem produzido qualquer tipo de evidência das suas existências, o que é, em se tratando de um bando de phodões, um troço espantoso, meus amigos. Thor, por exemplo, poderia descer aqui em minha modesta casa e dar uma martelada no meu notebook e o deus phodão dos cristãos poderia depositar uns 10 milhões na minha conta corrente, mas os seus intermediários dizem que isso será alcançado se eu, quiospariu!, depositar, ANTES, pelo menos uns 8 milhões na sacolinha ungida e comprar um glorioso par de meias ungido no monte. Juro que eu me esforço para acreditar nessa pataquada toda, meus amigos: vai que morro amanhã e descubro que a porra do inferno existe mesmo ou, pior ainda, que no céu eu terei que viver eternamente ao lado do malafaia, do padreco da paróquia, do beatão joão paulo II, o popular polacão voador e, ai minha santa protetora dos meus bagos, dos cantores de gospel-gosmento!