SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Infecções

Essa me foi contada por meu neto German.
No domingo estavam os dois no playground aqui do prédio, quando Chico Pedroso, meu neto de 5 anos, disse:
- Vamos brincar de Infecção Zumbi, German?
E brincaram, e lutaram, etc e tal e cousa e lousa, e Chico, já meio cansado, arriscou:
- E agora, vamos brincar de Infecção Urinária!!! 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Diálogos impertinentes


Acabo de travar o seguinte diálogo com German, o meu formidável e inoxidável neto:

- Você não acredita e falou minha mãe de deus, vovô!
- É só um jeito de falar, German. Mas deus realmente não existe.
- Então os dinossauros também não existiram!
- É claro que existiram, há provas disso.
- Ah, os ossos, é verdade! Sim, os dinossauros existiram. Mas eles nunca mostraram o corpo de deus!

Antes que alguma viatura da Polícia Religiosa Federal venha averiguar a ação de tão perigosos elementos, que serão acusados de ocultação de cadáver, retiro-me estampando incontido sorriso, se me permitem. Meu neto está, creio, bem encaminhado: haverá de manter seu cérebro, sempre, no modo LIGADO. Búúúúúú´, cagões em cristo!

Dinossauros deixaram como evidências ossos, fezes, pegadas inscritas no chão e meu neto entende isso perfeitamente.
Os deuses são conhecidos por nunca terem produzido qualquer tipo de evidência das suas existências, o que é, em se tratando de um bando de phodões, um troço espantoso, meus amigos. Thor, por exemplo, poderia descer aqui em minha modesta casa e dar uma martelada no meu notebook e o deus phodão dos cristãos poderia depositar uns 10 milhões na minha conta corrente, mas os seus intermediários dizem que isso será alcançado se eu, quiospariu!, depositar, ANTES, pelo menos uns 8 milhões na sacolinha ungida e comprar um glorioso par de meias ungido no monte. Juro que eu me esforço para acreditar nessa pataquada toda, meus amigos: vai que morro amanhã e descubro que a porra do inferno existe mesmo ou, pior ainda, que no céu eu terei que viver eternamente ao lado do malafaia, do padreco da paróquia, do beatão joão paulo II, o popular polacão voador e, ai minha santa protetora dos meus bagos, dos cantores de gospel-gosmento!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A lenda do German

German, meu neto de quase 7 anos, invencível e inoxidável, estava a contar uma lenda para sua vó Duda e, diante das dúvidas dela, resolveu que lhe mandaria a coisa por escrito, via Orkut, e o fez, assim  de forma tão completamente clara e linda:  

"a lenda è esa uma mulhèr se apaichono por um  homen que ela não podia casar dai aparesel um  pajè cue tams formou ela em um besouro e o besuro ficava sempre no corasão do homen"

Bem, não pretendo por enquanto ir-me deste mundo mas, se acontecer amanhã, eu esticadão ali no caixão a espera do transporte para o inferno, reparem no riso estampado na minha cara a proclamar que sou invencível, sou o avô deste menino lindo. 

Sei não, sei não, mas se a pastorzada e os padres homofóbicos estiverem desatentos, ó, ainda subirei aos céus. Quero ver o deus inexistente todo atrapalhado quando eu chegar por lá. 

terça-feira, 15 de março de 2011

Super Avô Presidencial e o Blog do German

Eu visitarei o Blog do German todos os dias 
porque sou seu avô invencível


German é meu neto e fará sete anos agora em maio. O piazote mora comigo desde seu nascimento, e eu sei tudo sobre ele. Ontem, decidiu que queria ter um blog e pronto, eis o o Blog do German (link na Mixórdia da Família). Reproduzo poema que fiz em 2007.
 
E o German?

Tanto por mim tem feito, 
brilha tanto a luz dos 
seus olhinhos que,
para este meu menino, 
meu velho coração é pouco, 
dois ou três preciso ter.

Tomo sua mãozinha 
e atravessamos o escuro:
seu avô está aqui, meu menino, 
tudo agora está seguro.

Tanto amo o meu German 
e suas histórias de sonhos,
que acordo do meu sono desse jeito, 
assim, igualzinho ao meu menino.

Para que não sinta medo, 
sonho que posso tudo 
e voamos, nós dois.

Agora, no vôo dos sonhos dele, 
tomo sua mãozinha 
e sinto-me leve,
e sei que estou seguro: 
meu neto está comigo.

Protegido, posso voar em seu sonho. 
Sou invencível.
(Vô Paulo, 12/11/2007)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O mais novo recorde de German, o inoxidável

German, quase 7, é meu neto e ontem estávamos na piscina, lá pelas nove da noite. Devo anunciar, e o faço com as pompas que as circunstâncias exigem, que o piá permaneceu sob as águas por exatos trinta segundos, que eu contei. 
Não se anime, entretanto, prezado internauta, desavisado passageiro: ele é fodinha. Eu, avô invencível por conta das inúmeras conquistas dele, sou fodão. Experimentem mexer comigo, ou ousem mexer com o meu menino.
Boa noite, diz o Ornitorrinco mais orgulhoso da face da terra.