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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

E a Ford, ó, fordeu-se todinha!

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco registra com alegria que a giripoca pia e a lusitana roda.

Quando a Ford se mandou dos pampas, pronto, a culpa era do PT e do ex-governador Olívio Dutra, e tome escândalo na grande imprensa.


Mas agora que a Ford tomou precisamente no olho do cu - desculpem o mau jeito -, silêncio profundo, a menina dormiu.

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Ford se foi, mas terá que pagar R$ 800 milhões. Olívio dá risada
por Claudemir Pereira 

O estranho de tudo é que a mídia tradicional (ninguém me convence do contrário, fazer o que) tinha tudo para estar com a notícia. E não a deu. Por razões que... Bem, deixa assim. Então, o que se vê é a força da internet. Foi um jornal eletrônico, o Sul 21, recém-chegado, que descobriu tudo, publicou e aí os grandões foram obrigados a ir atrás.

Olívio Dutra: um suspiro e uma discreta risada

Me refiro à reportagem de Clarissa Pont, que explica como o Estado do Rio Grande, via o ex-governador Olívio Dutra, processou a Ford (sim, aquela), ganhou e agora (embora ainda exista recurso possível) terá que indenizar a província gaúcha em algo como, em valores atualizados, R$ 800 milhões. É algo como quase metade do empréstimo feito pelo atual governo, a ser pago ao BIRD. Que coisa.

Dá para entender, assim, porque Olívio Dutra, tão espezinhado pela mídia, dê sua risada. Ainda que discreta, como conta o texto da jornalista, que você passa a acompanhar:

“R$ 800 milhões – Esta é a quantia, em valores atuais, que a Ford terá de pagar ao Estado do RS, se perder recurso

Uma década após a montadora Ford rescindir contrato e desistir de construir sua fábrica na cidade de Guaíba, a Justiça Estadual do Rio Grande do Sul condenou a empresa a indenizar o governo do Estado em R$ 134 milhões, valor relativo à época. Hoje, o montante pode ser calculado em cerca de R$ 800 milhões. A decisão dada pela juíza Lilian Cristiane Siman, da 5° Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, em 15 de dezembro de 2009, e noticiada por Sul 21 nesta segunda-feira (31) ainda não é definitiva.

Os valores acertados na sentença, quando atualizados conforme os critérios da mesma, equivaleriam hoje a cerca R$ 800 milhões. Ou seja, quase o valor da segunda parcela do empréstimo acertado entre o Governo Yeda e o Banco Mundial, de US$ 450 milhões. A transação total é de US$ 1,1 bilhão. Esta segunda parcela ainda não pode ser liberada, porque o Estado não cumpriu algumas metas previstas no contrato. 

No caso da Ford, perguntas permanecem ser resposta. A principal delas é o motivo pelo qual a sentença permaneceu tanto tempo sem ser divulgada e, portanto, ignorada pela imprensa gaúcha. Pessoas como o então governador Olívio Dutra, que enfrentou duras críticas na época, desconhecia o resultado até o momento em que foi entrevistado por Sul 21 no início da tarde desta segunda-feira. Quando a reportagem explicou a sentença, escutou do outro lado da linha telefônica um suspiro e uma discreta risada…”

sábado, 27 de outubro de 2012

Olívio Dutra: “PT está virando partido de barganha como os outros”

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco cumprimenta os devotos da estrelinha que acreditam em Santa Gleisi do Pragmatismo Gosmento e em São Paulo Bernardo das Eleições de 2014 e, ao lembrar que Olívio Dutra é foda, pergunta aos Altos Ofinoses do Petismo de Resultados Meramente Eleitorais: mas que merda é esta?
 
Copiei de Com Texto Livre

Olívio Dutra: “PT está virando partido de barganha como os outros” 

Se a direção nacional e gaúcha do PT tem uma avaliação de que as eleições municipais de 2012 foram apenas positivas pelo aumento do número de prefeituras em relação ao último pleito, um quadro de força política relevante do partido discorda. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra disse que o processo eleitoral deve servir como lição sobre os rumos da identidade do PT.
“O PT tem mais se modificado do que modificado a sociedade. Este é um grande problema nosso. Estamos ficando iguais aos partidos tradicionais. Nós não nascemos para nos confirmarmos na institucionalidade e viver da barganha política”, critica. Para Olívio, a sigla que nasceu da luta dos trabalhadores e acumula tradição em formação política e diálogo com os movimentos sociais está se afastando de sua origem. “Não podemos ser o partido da conciliação de interesses. Temos que ser o partido da transformação social. Evidente que não sozinho, mas com alguns em que possamos apresentar projetos de campos populares democráticos”, diz.
A política de colaboração de classes adotada pela direção do Partido dos Trabalhadores a partir da eleição do Lula, em 2002, conduz o PT, na visão de Olívio Dutra ao distanciamento dos ideias petistas que constituíram o partido. “A esquerda do PT, PSTU e PCO devem ao país. Temos que nos unir e não ficar disputando dentro do próprio PT. As correntes internas que antes discutiam ideias agora discutem como se fortalecer e buscar cargos e eleições de seus quadros. Isso é preocupante”, afirma.
Ainda que as considerações do ex-ministro de Lula apontem para um cenário crítico internamente, ele acredita que o PT ainda tem raízes de sustentação que o permitem fazer uma boa reflexão sobre esta transformação política. “Aprendemos mais com as vitórias do que as derrotas. Representamos uma enorme transformação para o povo brasileiro, mas há que se perguntar se conseguimos mudar substancialmente as estruturas do estado que promovem as desigualdades e injustiças no nosso país. Elas estão intactas, apesar de termos tido a oportunidade de estar no governo. O PT tem que ser parte de uma luta social e cultural agora, e não se dispor a ficar na luta por espaços e no afastamento dos movimentos sociais”, salienta.
Rachel Duarte
No Sul21