SOBRE O BLOGUEIRO

Minha foto
Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
Mostrando postagens com marcador mais patifaria do atraso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mais patifaria do atraso. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Banheiro para GLS é apartheid moderno


Copiei do indispensável Blog do Rovai

O vereador Carlos Apolinário, que com todo o carinho só podia mesmo ser do DEM, é autor entre outras coisas do projeto do Dia Municipal do Orgulho Heterossexual, que, pasmem, foi aprovado pelos nobres vereadores paulistanos e felizmente vetado pelo prefeito Gilberto Kassab.
Agora, Apolinário teve uma outra ideia sensacional. Está propondo uma nova lei para São Paulo: a criação de banheiros destinados a gays, lésbicas, bissexuais, travestis e até (vejam bem, até) heterossexuais.
Se for aprovada, a proposta vai valer para shoppings, restaurantes, supermercados e cinemas, por exemplo. Todos esses espaços terão de se “adaptar” e ter um banheiro para esse público.
Em poucas partes do mundo talvez tenha me emocionado tanto quanto no museu do Apartheid, em Joanesburgo, na África do Sul. Ali o visitante tem claro o que é a lógica da segregação já no momento que compra o ingresso. O vendedor divide os casais, os grupos de amigos, as excursões entre negros e brancos. Olha no seu rosto, diz a cor e lhe dá o bilhete que o fará ingressar por uma das duas catracas. A entrada dos brancos e a entrada dos negros.
No museu há vídeos, documentos, fotos etc. que vão dando ainda mais realidade ao que foi a segregação por diferença de cor no país. Os banheiros também eram distintos. Para que não ficasse tão explicita a separação pela cor, as placas nas portas falavam em cidadãos europeus e não europeus. Era a barbárie. Justificada também por aqueles que a defendiam (há vídeos de discursos dos defensores no museu) como instrumento para evitar conflitos.
Na linha do que Apolinário está fazendo ao defender seu projeto. Ele diz que “os direitos de uns não podem ferir os direitos dos outros”. Ou seja, um homossexual quando entra num banheiro que na sua opinião é mais adequado à sua identidade está ferindo o direito alheio. É a justificativa da segregação.
Se alguma mulher achar inconveniente o fato de um homossexual ou travesti estar no banheiro feminino, o problema é ela. Se um homem achar o mesmo, idem. Pessoas assim em geral se incomodam ainda hoje com o fato de a sua empregada usar o “banheiro da família”. E acham que seria o caso de a gente voltar a ter elevadores de serviço apenas para os “serviçais”.
A doença da segregação desse setor da sociedade é que precisa ser curada. E propostas como a de Apolinário apenas a alimentam. A história não pode ser esquecida, como dizem os sul-africanos. Um projeto como esse é o retorno, com disfarce, a um passado horrendo. E isso tornará os homossexuais paulistanos de hoje nos negros sul-africanos de ontem.
Para quem não conhece o Museu do Apartheid, recomendo assistir ao vídeo abaixo produzido pelo Programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.
Este texto  foi produzido para SPressoSP, um novo site que cujo foco é a cobertura de temas relacionados à cidade de São Paulo. Coloque-o entre os seus favoritos.

  

O Serviço de Alto Falantes Ornitorrinco, hoje trabalhando voluntariamente para a causa do povo LGBTT, avisa aos presentes nesta grandiosa quermesse em louvor de Nossa Senhora da Obtusidade Religiosa que o vereador Carlos Apolinário (DEM-SP) é, desde sempre, um notório patifão religioso que dedica sua vida de merda a vomitar ódio, intolerância e discriminação, sempre em nome de um deus inexistente. 

Carlos Apolinário e todos os que pensam como ele, que fique bem claro, não valem sequer a décima parte do bolo fecal que obro todos os dias pela manhã. 

Deles todos tenho nojo infinito.

domingo, 24 de outubro de 2010

Sordidez e canalhice: esta é a campanha que está sendo feita pelo mais completo patife que já disputou uma eleição no Brasil

Este é um dos exemplos de como está sendo feita a campanha mais sórdida que pude ver em minha vida. José Serra, o patife, quer ser presidente do Brasil e se vale do auxílio luxuoso destes patifes todos cujas fotos estão aí em cima. Alguns já foram chamados por mim de patifes. Os que ainda não foram, como o pastor piragine e o jabor, são claramente patifes. Pessoalmente, e sem saber direito porque, não consigo considerar o Joelmir Betting um patife.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Até cestas básicas? Onde vai para a campanha deste patife?

Lambido de Carta Maior
Campanha de Serra é flagrada
distribuindo alimentos no RS

Caminhão carregando sacolas com alimentos e propaganda do candidato tucano foi apreendido no final da tarde desta quinta feira, entre os municípios de Coxilha e Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul. Três pessoas foram presas e encaminhadas à Polícia Federal. Segundo denúncia encaminhada ao MP Eleitoral, caminhão saiu do comitê central de Serra em Passo Fundo carregado de sacolas com alimentos para serem distribuídos na periferia do vizinho município de Coxilha. Junto com a sacola pessoas recebiam bandeira de Serra.

A Polícia Rodoviária Estadual do Rio Grande do Sul, em ação articulada com a Polícia Federal e com o Ministério Público, prendeu no final da tarde desta quinta-feira um caminhão da campanha de José Serra (PSDB) e três pessoas que foram flagrados distribuindo sacolas com alimentos no bairro Cohab, município de Coxilha, próximo a Passo Fundo. Há alguns dias, um caminhão de som da campanha de Serra foi visto circulando em Passo Fundo carregando sacolas com alimentos. Militantes da campanha de Dilma Rousseff (PT) conseguiram fotografar o caminhão transportando ranchos e comunicaram a polícia e o Ministério Público Eleitoral.

Nesta quinta, o caminhão saiu do comitê central da campanha de Serra em Passo Fundo e foi até Coxilha onde, no bairro Cohab, distribuiu cerca de 30 sacolas de alimentos. Tudo foi devidamente fotografado. No retorno a Passo Fundo, o caminhão acabou sendo parado em um posto de pedágio e foi apreendido, ainda carregando sacolas com alimentos. Três pessoas foram detidas e encaminhadas à Polícia Federal de Passo Fundo. O delegado Celso André está cuidando do caso.

O promotor eleitoral Paulo Cirne recebeu a denúncia de que um caminhão estaria percorrendo a periferia de Coxilha, distribuindo alimentos. Junto com a sacola de alimentos, os beneficiados estariam recebendo uma bandeira da campanha de José Serra. Paulo Cirne alertou para o posto do Comando Rodoviário da Brigada Militar que interceptou o caminhão carregado ainda com várias sacolas de alimentos.

Dois dos detidos admitiram à Polícia Federal que distribuíram alimentos com fins eleitorais. O terceiro disse que só falará em juízo.

O ORNITORRINCO pede a palavra para dizer que depois do que já fez, josé patife serra apela agora para distribuição de cestas básicas.  E tem gente que me considera desagradável quando, com todas as letras, chamo este sujeito de patife, pulha e canalha. 




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bispos e tucanos em flagrante delito

Reproduzo parcialmente comentário de Luciano Martins Costa, publicado no Observatório da Imprensa

Os jornais noticiam, na segunda-feira (18/10), que a Polícia Federal, a mando da Justiça Eleitoral, apreendeu cerca de 1 milhão de panfletos contra a candidata governista, Dilma Rousseff, numa gráfica que pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra, Sérgio Kobayashi.

Os panfletos, de responsabilidade da Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, vinham sendo distribuídos por militantes do PSDB.

No domingo (17), dois ativistas da campanha de José Serra coordenavam a entrega do panfleto diante da capela da Pontifícia Universidade Católica, no bairro de Perdizes, em São Paulo, abordando os fiéis à saída da missa. Diziam que, se eleita, Dilma Rousseff vai estimular o aborto nas famílias de classe média para assegurar a maioria de pobres que, segundo afirmavam, são manipulados por políticas sociais. Citavam o caso do apartheid na África do Sul, enquanto uma militante reforçava o discurso dizendo em voz alta que Dilma Rousseff quer esterilizar as mulheres de classe média.

Fato real

A Polícia Federal revelou a conexão direta entre o núcleo da candidatura oposicionista e a campanha obscurantista patrocinada pelos bispos que sonham controlar a CNBB. Trata-se de ato de delinquência, tipificado como crime eleitoral.

Diante do flagrante delito, escorrem desmentidos de todos os tipos, e cabe à imprensa manter o assunto em evidência e investigar o caso.

A dona da gráfica, segundo a Folha de S.Paulo, é filiada ao PSDB desde 1991. Resta apurar quem pagava a impressão, se os bispos empenhados em cobrir a campanha eleitoral com seu discurso medieval ou se o dinheiro vinha do caixa da campanha de José Serra.

Mesmo que lhe interesse visceralmente virar a tendência do eleitorado e que tenha demonstrado, até aqui, uma bizarra flexibilidade quanto às boas práticas jornalísticas, é de se esperar que a imprensa tradicional ainda conheça alguns limites de decência.

O flagrante na gráfica que pertence a destacados militantes do PSDB é um fato real, não uma denúncia a ser investigada. Trata-se do evento mais escandaloso da atual campanha. Vamos ver quanto tempo permanece no noticiário.

O ORNITORRINCO pede a palavra atualizar o post de ontem sobre mais alguns patifões de batina, no caso, os bispos Nelson Westrupp, Benedito Beni dos Santos e Airton José dos Santos, para dizer que o patifão-mor e calhordão chefe é um sujeito chamado Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo Diocesano de Guarulhos, que parece ser o organizador daquilo tudo. E tenho dito.