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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sardinhas-xingó e tucanos-sem-cargo

Sardinhas-xingó que teriam sido descartadas pelo suposto barco com suposta placa da suposta cidade do suposto estado do Paraná
Supostos tucanos-sem-cargo,, supostamente desarvorados, choram suas supostas mágoas

O Ornitorrinco, como sempre desocupado, leu n’O Estado de Antonina, edição de 11/01/2011 que, para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), peixes e alguns políticos exóticos foram simplesmente descartados na baía e na APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e de Antonina).
O Instituto divulgou uma nota oficial na tarde de ontem afirmando que o descarte de peixes e de espécimes exóticas na APPA é a hipótese mais provável para explicar o aparecimento de sardinhas-xingó mortas e de tucanos-sem-cargo completamente desorientados nas Baías de Paranaguá e Antonina. Segundo o órgão, a tese é reforçada pelo fato de que os peixes não teriam interesse comercial por causa do tamanho e que os políticos exóticos não tem a mais remota idéia sobre administração portuária.
Um navio pesqueiro, com placas de Curitiba e que seria supostamente comandando por um pescador denominado “Beto”, foi visto perto da Ilha do Mel na madrugada de 29 para 30 de dezembro, o que também reforça a hipótese de descarte, segundo os órgãos ambientais. Pescadores de Paranaguá e a população de Antonina, especialmente as diferentes espécies de tucanos, passaram a sentir cheiro forte na água no último dia 30 e, desde então, os animais apareceram mortos e milhares de tucanos não sabiam para onde ir, e muitos rezavam por são josé serra atingido.
Já a prefeitura de Paranaguá afirmou acreditar que a mortandade dos peixes e a confusão mental dos tucanos-sem-cargo tenham sido ocasionadas pelo derramamento de produtos químicos na água, talvez substâncias búlgaro-comuno-abortivas, de origem ainda incerta, disse fonte do governo municipal. Sobre a embarcação pesqueira citada pelos órgãos ambientais, a prefeitura argumentou que se tratava de um barco carregado com camarões, peemedebistas desgarrados, demistas afoitos e não com peixes.