SOBRE O BLOGUEIRO

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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Poemas entrevados em tempos de pandemia

Tomei coragem, removi o mofo com luvas adequadas, e revi uns poemas antigos cometidos em minha juventude, ou seja, até os 65, e eles todos, com mantas sobre as pernas e algo entrevados, tomavam sol na varanda das memórias.
Num canto, amontoados, remédios olharam-me vazios, e não sabiam mais de mim, e não mais me podiam curar.
Meus pobres versos juvenis talvez sejam salvos pelos netos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Recadinho para meus netos

Copiei a imagem de Nadia Brixner
(foto de joka madruga)
 

Hiago, Luna, German, João, Catarina, Mariana e quem está na barriga de Rosana e no coração de Paulo, eu sei, vivem outra realidade, outras circunstâncias, mas tenho certeza que serão homens e mulheres de luta, de enfrentar o que está errado e de consertar o mundo, cada um do seu jeito e segundo o seu entendimento.
Lá adiante, mirem-se neste exemplo perfeito, piazada e, se possível, lembrem deste velhote ranzinza.
(Vô Paulo, 31 de outubro de 2012, Dia do Saci)