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Antonina, Litoral do Paraná, Palestine
Petroleiro aposentado e petista no exílio, usuário dos óculos de pangloss, da gloriosa pomada belladona, da emulsão scott e das pílulas do doutor ross, considero o suflê de chuchu apenas vã tentativa de assar o ar e, erguido em retumbante sucesso físico, descobri que uma batata distraída não passa de um tubérculo desatento. Entre sinos bimbalhantes, pássaros pipilantes, vereadores esotéricos, profetas do passado e áulicos feitos na china, persigo o consenso alegórico e meus dias escorrem em relativo sossego. Comendo minhas goiabinhas regulamentares, busco a tranqüilidade siamesa e quero ser presidente por um dia para assim entender as aflições das camadas menos favorecidas pelas propinas democráticas.
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domingo, 2 de outubro de 2011

Quem prefere o voto distrital?

O Polaco Doido é, como é próprio, completamente doido.
Mas, que fique bem claro, burro ele não é.

O Deputado Estadual Ney Leprevost (PSD-PR), é um dos raros políticos paranaenses que merece respeito e admiração por parte deste polaco doido e escrevinhador. Conheci o Deputado desde quando ele era vereador de Curitiba, no ano de2002. Apesar de nossas diferenças ideológicas não sinto nenhum constrangimento em afirmar que o deputado é um dos poucos que defendem seus ideais de maneira muito justa e democrática.

É lógico que o fato de admirar e respeitar a carreira política do Deputado Leprevost, de maneira nenhuma, implica que eu concorde com suas idéias e propostas. E é justamente esse o objetivo desta postagem.

Estes dias, recebi um informativo do deputado onde o mesmo faz uma defesa veemente do sistema de voto distrital e demoniza o financiamento público de campanha. Veja aqui.

Não sei se este posicionamento do deputado é fruto de uma convicção pessoal ou uma imposição do partido a que ele pertence, o novíssimo PSD, mas isso não vem ao caso agora.

E você, sabe o que é o voto distrital?

No voto distrital, os eleitores seriam divididos em distritos, cabendo a cada distrito a eleição de um único representante.

Assim, para a eleição de deputados estaduais, a população do estado seria dividida em 54 distritos cada um deles teria um único candidato eleito.

Para a câmara de vereadores de Curitiba, teríamos a cidade dividida em 38 distritos, cada um com uma cadeira.

Numa primeira olhada nesse sistema ele até pode parecer mais justo, mas ao se aprofundar no tema é fácil perceber que boa parte dos eleitores perderiam representatividade.  Além disso, o novo sistema tende a transformar estes distritos em verdadeiros campos de batalha entre os candidatos e eleitores, formação de currais eleitorais, um sistema democrático dividido em feudos e, em médio prazo, uma democracia representada por apenas dois ou três partidos políticos.

Como nos Estados Unidos, onde existem mais 50 partidos políticos, mas os únicos com representatividade real, são os Republicanos e Democratas.

Os argumentos do deputado e de sua turma:

-“O voto distrital seria uma forma mais justa, democrática e evoluída de eleger parlamentares”

Na opinião deste polaco, o voto distrital privilegiaria os candidatos com mais recursos financeiros e isso, não tem nada de justo. Além disso, os candidatos já com mandato teriam muito mais facilidades para reeleição utilizando recursos da máquina pública, o que também não tem nada de justo.

-“Com o voto distrital, aberrações do processo eleitoral brasileiro que hoje elegem “na carona” deputados federais com pífia votação, como a ocorrida em São Paulo na cola do palhaço Tiririca, seriam definitivamente sepultadas.”

A eleição de Tiririca não foi uma aberração, foi um caso a parte, um fenômeno. No Brasil adota-se o sistema de Democracia Representativa Partidária. Apesar da grande mídia, dos partidos e do governo não divulgarem essa informação, o precioso voto do eleitor, conta primeiro para a coligação, depois para o partido e só no fim é contabilizado ao candidato. Os eleitores que votaram no Tiririca, em última análise votaram no grupo que ele representava, logo o estado de São Paulo escolheu 4,5 deputados do PR e o Paraná, escolheu 1,9 com o puxador de votos, ratinho Jr, do PSC.

-“O cálculo Incompreensível do “coeficiente eleitoral” adotado hoje em dia que serve justamente para isso: eleger políticos fracos para fortalecer ainda mais determinado partido”.

Ora!  O cálculo do coeficiente eleitoral, não é tão incompreensível assim. Na verdade ele é muito simples, mas claro que não querem que o eleitor comum entenda realmente como funciona a coisa.

Muito simples, quer ver?

O número total de vagas disponíveis / Número total de votos válidos = Coeficiente eleitoral.

Como exemplo:

Nas eleições para vereador em Curitiba no ano de 2008

38 vagas / 965.083 Votos válidos @ 25.967 de coeficiente eleitoral.

Deste modo, apenas as coligações ou partidos que conseguiram no mínimo 25.967 votos, terão direito a ocupar uma cadeira na casa. Quanto mais votos, mais vagas e assim vai.

Deste modo os partidos pequenos, também têm chance de conseguir representatividade. E viva a democracia!

-“A proporcionalidade do número de representantes com relação à quantidade da população que eles representam também seria finalmente corrigida, sendo coerente que um Estado altamente populoso como São Paulo tenha muito mais “deputados distritais” do que um Estado como Sergipe (pela quantidade de eleitores de cada região).

Senhor deputado. Onde está a coerência? O estado de São Paulo com 110 deputados, o Paraná com 28 e o Sergipe com apenas 3.

Qual seria o peso e o poder de bancadas como a do Paraná e de Sergipe sendo a Bancada paulista a maior, com poder de aprovar ou não  aprovar, o que bem entenderem.

A Câmara federal só vai defender os interesses de um único estado? Como fica o resto do país? Isso é incoerência e fere profundamente a manutenção da unidade nacional!

-“Não quero dinheiro público financiando campanha eleitoral. Quero o dinheiro público financiando serviços públicos de qualidade para o povo brasileiro.”

Essa defesa eu até entendo. A maioria dos políticos que não apóiam os financiamento público de campanha, pertencem a partidos como DEM, PP, o Novo PSD e similares. É só dar uma olhada no sítio http://www.asclaras.org.br/, procurar pelos maiores beneficiados pelo financiamento privado de campanhas. Você vai perceber que são justamente estes, que condenam o financiamento público exclusivo.

E fica justamente aqui, as perguntas ao ilustríssimo dep. Ney Leprevost.

Sem os R$ 1.702.880,40 arrecadados, em grande parte, pelo setor privado, o senhor teria condições de montar o mega-comitê utilizado nas eleições de 2010?

Sem esse mega-comitê eleitoral, que custaram aproximados R$ 1.702.880,00 o Senhor teria conseguido seus 79.760 votos. Votos que também ajudaram a eleger nomes como, Nelson Justus, Mauro Moraes, Evandro Junior, Francisco Bhurer, Osmar Bertoldi, Traiano, Pedro Camargo, Douglas Fabrício, Abelardo Lupion?

Todos eles receberam menos votos que Wilson Quinteiro (PSB) que com 43.510 votos, não foi eleito. Boa parte deles recebeu menos de 41.918 votos, que foi o número de eleitores de Elton Welter (PT) que também não ganhou uma cadeira.

E o Tiririca é que é uma aberração!?


O Senhor teria conseguido a reeleição para a ALEP sem a ajuda destes estes R$ 1.702.880,00?


O espaço é aberto e democrático. Todos que visitam o Polaco Doido podem enviar seus pontos de vista, inclusive o Deputado Ney Lepevost.

Fique a vontade para discordar ou concordar com o Polaco!

Polaco Doido

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O Ornitorrinco Distrital pede a palavra para dizer que nem fudendo põe a mão no fogo por um tipo sestroso como esse deputadão ney não sei das quantas, meus caros. Nem a mão, nem um dedo e nem mesmo um pentelho grudado no sabonete. Cara de bobo eu sei que tenho e reconheço ter, mas não sou bobo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Eu visito o Polaco Doido todos os dias




photo by www.shorpy.com/node/10019
Pode não parecer, eu sei, mas aqui O Ornitorrinco mostra o Polaco Doido, bem ao fundo, comandando sua equipe no processo de fritura de prosaico ovo. Observem como ele, calmo e imperturbável, mantém sob controle as hordas de bárbaros que tumultuam sua cozinha.

O estimado salve-salve chefe do Departamento Jurídico das Organizações Ornitorrinco, doutor Polbor Jiguttram Osmobil,de tradicional família de operadores do direito, operadores de refinaria e operadores de guindastes nos orienta do alto do seu saber teleológico que blogs como o do auto-nominado Polaco Doido são espaços virtuais algo pantanosos e movediços, que exigem dos seus desavisados freqüentadores a adoção de precauções básicas, tais como o uso de capacete, óculos e cintos de segurança, testamentos devidamente resolvidos, algum parente para ser avisado em caso de acidente e/ou de sumiço, e algumas outras regras e cuidados.

Polbor, como é devido, fundamenta seu parecer nos remetendo, com a acuidade que caracteriza seu texto brilhante, para o que ele chama de “inacreditável furdunço” que o Polaco Maluco inevitavelmente promove quando resolve cozinhar um prato mais elaborado ou, por exemplo, quando torna o simples ato de fritar um ou dois ovos numa epopéia cinematográfica, com silvícolas jamais contatados atacando, cozinhando e devorando padres espanhóis, viúvas sem-porvir e mórmons dos últimos dias, tudo num cenário de chuvas torrenciais e mosquitos, e pororocas e tapiocas, e tacacás voadores e tracajás em extinção passeando pela cozinha.

Mais adiante, Polbor nos provoca, agudamente e com certeira precisão: o que dizer de um cozinheiro de origem polonesa que declara, sem qualquer traço de pundonor, referindo-se ao strogonoff, que “aquilo nada mais é do que um picadinho de carne com creme de leite, o troço é tão fácil e rápido que você nem termina de mandar a primeira latinha pra dentro que o bagulho já está pronto pra servir.”

Oh, que horror, dirão os próceres da Liga Apostólica Brasileira dos Preparadores de Strogonoff, oh, que desfeita, oh, que falta de finesse desse Polaco da Nhanha Alucinado, e paramos por aqui, internautas desocupados, antes que as autoridades constituídas resolvam adotar as providências cabíveis, e necessárias, diria o delegadão, necessárias para a preservação da ordem pública, da moralidade e interesse público.
(Gaulo Toberto Lequinel, The Real and Beloved President, Cozinheiro-Chefe e Amolador de Facas Estagiário)

O Ornitorrinco pede a palavra para dizer que:
1. Artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião das Organizações Ornitorrinco.
2. O Polaco Doido está evidentemente prenhe de razão quando manifesta desdém pelo strogonoff. Aquilo, em verdade, não passa de um picadinho metido a besta escondido debaixo de um saco de batata palha.
3. O Polaco Alucinadowski está formalmente convidado – e isso é realmente coisa séria – para honrar as Organizações Ornitorrinco com uma visita, em data posterior ao carnaval, e mais lá pro final de março, para falarmos de abobrinhas psicodélicas, bacalhaus de pelúcia, política habitacional, semiótica e  balas de banana, siri-mole e modo capitalista de produção, e assuntos assim tão relevantes. Preparem-se, pois, você e sua mulher, e filhos, para virem num sábado e dormirem tranqüilos aqui em casa. Há espaço, camas, cervejas, vinhos e amizade.
4. Lia e Luiz Henrique, queridos Amigos do Jekiti, estão desde já convocados para o furdunço, no bom e melhor sentido, antes que a oposição começe a imaginar porcarias, coisa típica das suas cabeçinhas desidratadas.
5. Duvidóvski, meu prezado e insano amigo virtual? Mande-me e-mail com suas dúvidas, perguntas, indagações, abra seu coração, conte-nos tudo.
6. (prcequinel@yahoo.com.br)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Eis a prova: ainda existem polacos da nhanha e eles fazem dobradinha!


O Ornitorrinco pede a palavra para dizer que, nascido e criado em Curitiba, que tem importante colônia polonesa, temerariamente ousa recomendar o Blog Do Polaco Doido (link na Mixórdia de Blogs Sujos). Ele merece o apelido, creiam. Olhem o furdunço que apronta para apresentar uma prosaica receita de dobradinha. Eu já decidi que o visitarei todos os dias, indo de caroça lá na Bareirinha, levando uma carga de xaxixo e umas béra. Divirtam-se.   

Culinária doida

Tá, eu sei que é só falar a palavra bucho que muita gente já faz cara feia!
Ouvem-se expressões com as do tipo:
“Nossa esse negócio é nojento!”
“Bucho é muito ruim! Eu não ponho esse troço na boca!”
“Isso aí fede muito! Quem é que come esse troço?”
“Você já viu matarem um boi e tirarem o bucho do bicho? É nojento bagaraio velho, cê tá loco se pensa que vou comer isso aí!”
E várias outras variações destes!
O bucho é uma das quatro partes do estômago do boi. Que como todo mundo deveria saber, é um bicho ruminante que come basicamente capim!
O capim tem um valor nutricional extremamente baixo! Daí, o boi come capim pacas! Mais é muito capim mesmo, você não tem noção de quanto capim é preciso para engordar um boi!
Outro problema é a digestão do capim - quase que só celulose - as enzimas do estômago dos mamíferos não digerem a celulose. Daí a sábia mamãe natureza encontrou uma solução no mínimo inteligente. Enfiou no estomago dos ruminantes, uns outros bichinhos que digerem aquele capim que o boi pastou e devolvem para o boi os nutrientes que ele precisa para engordar.
Todo esse processo é extremamente lento e justamente por isso, que você nunca vai ler em qualquer blog do universo uma postagem escrita por um boi. Tudo que eles fazem é pastar e ruminar, pastar e ruminar e, as vezes ruminar pastando!
O burro, o jegue e o asno, não são ruminantes. É bem provável que você já tenha se deparado com postagens de algum destes seres navegando por aí. Espero que não seja o caso deste texto aqui.
Bom, chega de enrolação e vamos ao que interessa: A dobradinha do Polaco Doido!
É uma receita de origem portuguesa, lá na terrinha mãe, eles chamam de Dobrada ou Tripa. Lógico, não se trata de tripas de boi, estas você come toda vez que manda uma lingüiça pra dentro.
Um belo dia o polaco comprou um saquinho com meio quilo de feijão branco, lá tinha uma receita da dobradinha. Após vários aperfeiçoamentos desta receita, o resultado final é este processo que você vai ver agora.
Com tudo nos conformes, sem nada para atrapalhar o raciocínio, vamos para o mercado. A primeira parada, claro, as bebidas. Pode pegar umas três ou quatro caixinhas, essa receita exige uma quantidade exorbitante de etílicos. Devo confessar que para o polaco, três caixinhas foi pouco!
No açougue, primeiro pergunte para o açougueiro o porquê da lingüiça dele estar tão chocha e murcha!
Depois diga para ele que você vai fazer a dobradinha e precisa de um quilo de bucho no capricho. Não vai pegar aquele das bandejinhas, aquilo não presta só tem refugo. Vai lá confia no açougueiro, é a profissão do cara, ele sabe o que está fazendo. Provavelmente ele vai pegar uma peça* congelada, peça** para que ele corte em tiras finas, não mais que um centímetro, um quilo, um quilo e pouco está perfeito! Mais, uma lingüiça calabresa, uns trezentos gramas de toucinho defumado, novamente peça para o cara aquele pedaço carnudo que ele mostra só pros clientes mais “chegados” e por fim, mais uns trezentos gramas de costelinha de porco defumada.
Beleza, agora pegue uns dois maços de cebolinha, quatro tomates, duas batatas médias e um pacote de meio quilo de feijão branco.
*(substantivo feminino, parte de um todo)
**(verbo pedir, 3º pessoa singular do afirmativo imperativo)
Preparando o Bucho!
O Blog do Polaco Doido Adverte:
O excesso de cerveja na preparação deste prato, pode e deve causar uma ressaca de proporções faraônicas!
Se você não tiver uma boa tolerância ao álcool, utilize apenas um quarto da dose aqui recomendada!
Comentário pertinente:
Velho, o bagulho foi violento, nem sei cumé que o polaco consegue escrever com tanta ressaca e dor “nos crânio”.
E vamo lá. Coloca toda aquela cerveja pra gelar, o bucho coloque numa bacia, tigela ou algo parecido com água fresca para descongelar, se for o caso.
Meu! Não vai descongelar o bucho com água fervente ou microondas, fica uma caca. E outra, isso aí é comida de macho, nem venha com frescuras, deixa descongelar naturalmente!
Quando a cerveja estiver gelada, o bucho já terá descongelado naturalmente. Abra a primeira latinha, tome metade da lata de um gole só. Vai lá, você merece! Nada como um golaço de cerveja gelada num fim de tarde quente de sexta feira!
Mete todo aquele bucho dentro de uma panela, cubra todo o conteúdo com água fresca torneral, acrescente um copo de meia dose de pinga de vinagre ou 5 colheres cheias. Se tiver por aí um pouco de bicarbonato de sódio, pode colocar umas duas pitadas, se não tiver, não tem problema. Mete a panela no fogo alto, cubra e vai curtir a vida, faça um chamego na patroa, vá ver sacanagem na net ou qualquer outra coisa que goste! Este primeiro pré-cozimento vai demorar mais ou menos uma hora, dá facinho pra tomar umas cinco latinhas.
Escoe o bagulho, enxágüe bastante e repita o processo mais umas três vezes.
Pelos meus cálculos já deu um total de dezesseis latinhas, coisa de fazer inveja ao próprio “Shirek”!
Agora velho, sem frescura ou viadagem, vamos meter a mão no bucho, não aquela ex-namorada feia que você pegava nos tempos das vacas magras. É no bucho que a gente tá fazendo. Ô meu tá ligado?
Aquele monte de bucho que a gente colocou na panela antes, virou um emaranhado de tiras brancas, certo? Pega um e vai cortando aquelas tiras em pedaços de mais ou menos três ou quatro centímetros de comprimento, nunca mais de um centímetro de largura ou espessura. Quando você encontrar uns pedaços de gordura branca pode tirar e jogar fora, é justamente essa gordura que dá aquele cheiro forte no prato e que faz com que muitos não apreciem a iguaria. Se você como eu, não tem muita frescura, pode fazer o pré-cozimento com vinagre apenas duas vezes e cortar o bucho com gordura e tudo, na minha opinião fica muito mais autêntico.
Agora sim, vamos cozinhar de verdade. Abra mais uma latinha, se ainda conseguir. Corta a costelinha de porco defumada em cubinhos e bota pra ferver em água quente, só pra tirar o excesso de sal da parada, deixa aí cozinhado. Enquanto isso, picote o toucinho defumado em porções generosas e coloca pra fritar na panela de pressão com um fio de azeite de soja e umas 4 folinhas de louro. Corta a cebola também em cubinhos, quando o toucinho estiver quase no ponto junte a cebola e uns 4 dentes de alho amassado. Deixe as paradas dourarem aí! Escoe a costelinha defumada e pode colocar ela na panela de pressão também. Depois de tudo douradinho, cubra com água e junte três ou quatro tomates picadinhos e sem sementes mais uma batata média cortada em cubinhos bem pequenos. Essa batata vai aí em cubinhos bem pequenos para desmanchar e engrossar o caldo, uma coisa que percebi é que o feijão branco dá um caldo muito ralinho, acrescentando uma batata, que vai se desmanchar toda (ui! que viadagem!), fica um caldinho bem legal!
Agora é que a porca torce o rabo!
Meu! O feijão branco precisa de uns trinta minutos de pressão pra ficar do tipo.
O bucho precisa de mais ou menos uma hora de pressão pra ficar legal e a gente já pré-cozinhou o cara por umas quatro horas mais ou menos!
A costelinha defumada precisa de uns quarenta ou cinqüenta minutos.
Nós cozinheiros, já tomamos mais ou menos umas dezoito latinhas cada um! Como resolver este problema?
Bom, o polaco aqui, primeiro provou a textura do bucho e concluí que precisava de mais meia horinha de pressão, o mesmo que o feijão! Cobri de água o conteúdo da panela de pressão e deixei apitar por uns 20 minutinhos, ou mais ou menos duas latinhas!
Depois foi só juntar o feijão branco, o bucho, um raminho de alecrim, mais meia hora de apito da panela de pressão.
Depois disso dá uma provada na textura do feijão, se precisar deixa a panela de pressão apitar até o feijão ficar macio.
Isto feito, deixe a panela aberta e em fogo baixo, lave um maço de cebolinhas, picote a cebolinha, não precisa ser muito fininho, pode ser tosco mesmo, junte a cebolinha picada e sirva em seguida!
Pronto. Ficou show! Tanto que nem sobrou pro Polaco cozinheiro! Fiquei só no arroz branco!
Serviu umas oito pessoas. Custo total uns trinta reais fora o goró!
Total de cervejas eu não sei, perdi a conta lá pela décima segunda!
Faltam ainda as fotos do prato que a Ju, minha assessora para assuntos fotográficos e de “marketing” ficou de mandar. Assim que ela se recuperar do porrete, lembrar que o Polaco Doido existe e mandar as fotos, atualizo o post e descrevo as estripulias da polacada na festa de aniversário da Angélica.
Por: Polaco Doido

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Defesa Civil informa: amanhã, precisamente às 02:58, um Polaco Doido vai pousar por aqui

Eu visitarei o Blog do Polaco Doido todos os dias


O Ornitorrinco pede a palavra para reproduzir parte de um furdunço travestido de postagem, "Culinária Doida nº 2", que será integralmente publicada aqui amanhã às 02:58 horas. Tirem as crianças de perto. Estejam completamente avisados.

"Outro problema é a digestão do capim - quase que só celulose - as enzimas do estômago dos mamíferos não digerem a celulose. Daí a sábia mamãe natureza encontrou uma solução no mínimo inteligente. Enfiou no estomago dos ruminantes, uns outros bichinhos que digerem aquele capim que o boi pastou e devolvem para o boi os nutrientes que ele precisa para engordar.
Todo esse processo é extremamente lento e justamente por isso, que você nunca vai ler em qualquer blog do universo uma postagem escrita por um boi. Tudo que eles fazem é pastar e ruminar, pastar e ruminar e, as vezes ruminar pastando!
O burro, o jegue e o asno, não são ruminantes. É bem provável que você já tenha se deparado com postagens de algum destes seres navegando por aí. Espero que não seja o caso deste texto aqui."

Atualização 1: Em face do estranho comentário adicionado à esta postagem, a partir das 19:00 horas nossa Equipe de Segurança, Busca e Destruição encontra-se em alerta vermelho, nível 3, tendo o nosso Estado-Maior Pra Caralho ordenado que o horário previsto para a postagem seja rigorosamente mantido.